Coisas Que Eu Nunca Te Disse
12 Enrascada.
Notas iniciais
Dois dias se passaram e faltava apenas mais dois para o show que Starish faria na arena Nippon Gaishi Hall, na cidade de Nagoya que ficava a 259 Km aproximadamente da cidade de Tokyo. Eles viajariam em um ônibus de luxo da própria banda, ônibus que Saotome os presenteou para poder viajar pelas cidades japonesas, a viagem duraria cerca de 5h30min.
Kisuke: oh! Incrível rapazes. Vocês estão cada vez melhores.
Falou sorridente aplaudindo o grupo de juniores a sua frente.
Natsuki: obrigado Kisu-chan sempai!!
Agradeceu animado. Todos ali estavam em ritmo de adrenalina pelo show, seria o primeiro em um lugar tão grande desde a estreia deles. Depois da grande estreia, eles fizeram muitos shows e até gravaram um CD, mas esse seria o primeiro com uma capacidade pra pessoas tão grande e eles ao mesmo tempo que estavam animados, ficavam tensos com medo de não vender todos os ingressos.
Otoya: nee Kisu-sempai o senhor sabe se os ingressos já foram todos vendidos??
Perguntou ansioso. Kisuke sorriu.
Kisuke: quem trata dessa parte é os sempais oficiais de vocês e o presidente. Mas tenho certeza que aquela arena vai lotar! Quem iria querer perder o show dos mais novos queridinhos do Japão?
Eles sorriram. Kisuke tinha 22 anos e era um ídolo da academia, ele era integrante de uma banda Kis-My-Ft2, uma das mais famosas do país, só ficava atrás do Quartet Night. Ele tinha o cabelo loiro brilhante e o corte era parecido com o de Otoya, seus olhos eram de um verde jade profundo, cada traço do seu rosto era perfeitamente bem desenhado, tinha 1.80 de altura, um corpo atlético e que deixaria qualquer mulher babando, era elegante e charmoso, em seu rosto sempre tinha um sorriso malicioso e um olhar descarado, apesar da sua personalidade ser gentil e divertida. Não se podia negar que Kisuke era um homem extremamente bonito e sedutor, ele foi designado a tomar conta dos membros do STARISH pelo fato do QUARTET NIGHT estar em ritmo de gravação intensa, eles não poderiam prestar todo o auxílio que os juniores iriam precisar para esse show.
Masato: Kurosaki-sempai comentou que eles fizeram show nessa arena e foi justamente o show de estreia deles oficialmente. Eu fiz umas pesquisas… e vi reportagens dessa época dizendo que os ingressos esgotaram e tinha gente fazendo confusão na frente da bilheteria querendo comprar.
Disse preocupado, todos estremeceram. Kisuke sorriu.
Kisuke: o QUARTET NIGHT sempre teve uma fama incrível desde o começo. Eu realmente os admiro…
Disse calmamente caminhando até eles.
Kisuke: mas vocês são os kouhais da banda considerada a mais fantástica desse pais e uma febre mundial. Tenho certeza que dois anos convivendo com eles vocês aprenderam muito e se fizerem tudo do que são capazes naquele palco… vocês serão a futura febre mundial. Quem sabe até melhores que seus sempais.
Piscou cinicamente a eles que riram.
Cecil: se eles escutam isso te quebram inteiro! Não tente desafiar os sempais… a não ser que não tenha amor a própria vida.
Todos riram mais ainda. Eles colocaram os instrumentos no lugar e Kisuke foi para o lado de Syo.
Kisuke: fico feliz em ver que está melhorando Syo. Você cantou muito bem hoje.
Sorriu ao chibi que retribuiu.
Syo: obrigado sempai. Eu disse que não deixaria nada abalar meu profissionalismo.
Falou sério. Kisuke sorriu mais.
Kisuke: você falou igual ao Ai agora.
Syo sorriu apesar de sentir uma pontada no coração ao ouvir o nome do mais velho.
Syo: tanto tempo com ele me serviram pra alguma coisa né?
Disse sarcasticamente. Kisuke falou ao pé do seu ouvido.
Kisuke: eu sei que você ainda o ama. Quer um conselho? Não tente agir com arrogância com seu ex, tratar mal quem um dia foi a razão da sua felicidade não é uma coisa inteligente.
Syo ficou perplexo ao ouvir aquilo.
Syo: eu sei… só acho que sendo frio como ele… eu possa superar rápido como ele superou.
Kisuke: não acho que ele superou. Acho que ele ainda te ama e todas as noites ele pensa em você antes de dormir, quando escuta músicas que eram de vocês isso faz com que ele recorde tudo que viveram.
Syo sorriu.
Syo: acha mesmo?
Kisuke: tenho certeza.
Piscou ao Kurusu.
Kisuke: agora vá tomar um banho que está fedendo.
Disse levantando. Syo fez uma careta.
Syo: sempai baka!
Kisuke riu. Depois que Syo saiu…
Cecil: sempai?
Kisuke olhou na direção que vinha a voz e sorriu, porem o sorriso era diferente de como sorria para os outros, era um sorriso sedutor.
Kisuke: no que posso ter a honra de ajuda-lo Aijima-sama?
Cecil revirou os olhos.
Cecil: é Cecil sempai!
Kisuke riu do incomodo do menor.
Kisuke: desculpe, mas eu não resisto a você fazendo essa cara quando eu o chamo assim. É uma cara bem… “atraente” bonitinha.
Ele ocultou a parte do atraente. Cecil corou.
Cecil: eu queria ajuda com uma música, quero mostrar ao Camus, mas não sei se ta boa. Queria que ele aprovasse.
Sem notar o indiano acabou sorrindo ao pensar no sempai. Kisuke estreitou os olhos levemente.
Kisuke: você deve gostar muito dele né? Sempre se preocupa com que ele pensa sobre você.
Cecil corou mais.
Cecil: b.bom… ele é meu veterano. É natural que eu queira que ele aprove as coisas que faço.
Desviou o olhar envergonhado e Kisuke mordeu o lábio inferior levemente.
Kisuke: tudo bem eu ajudo Cecil.
O indiano abriu um largo sorriso.
Cecil: valeu sempai!
Kisuke: vá tomar um banho e depois me procura.
Cecil: haai!!
Ele saiu correndo da sala de ensaio e Kisuke ficou pensativo.
Kisuke: ele será meu…
Passou a língua nos lábios levemente.
...........................
O Quartet Night saia do Studio, mais um dia de gravação exaustivo.
Reiji: aaaaaaah eu to morto!!
Se espreguiçava enquanto caminhavam ao estacionamento.
Camus: maldito!!
Ele rosnou enfurecido assustando seus amigos.
Reiji: Myu-chan o que houve??
Camus: o inútil do Aijima não atende o celular! Pra que esses adolescentes tem celular se quando precisamos eles não atendem essa merda?!!
Ai: talvez ele esteja ocupado.
Ranmaru: exatamente. Ren e Masato dizem que ele vive com aquele cara o Kisuke né? Pois então… eles se dão bem, o Kisuke vive o ajudando com os ensaios
Reiji: é verdade Myu-chan, ele deve ta com o Kisu-Kisu agora!
Sem deixar transparecer para seus amigos, Camus cerrou o punho esquerdo extremamente irritado. Desde que o Kisuke tinha sido convocado para ajudar o STARISH com os treinos enquanto eles estiverem ausentes, Cecil tinha ficado muito distante.
Camus: eu sei disso!! Mas o celular é um aparelho móvel, ou seja, ele pode leva-lo até o inferno se quiser!! Então por que raios ele não leva quando ele está com esse Kisuke?!!
Os três estavam meio surpresos com essa explosão de Camus, ele não era de demonstrar muita preocupação com o kouhai e muito menos fazer questão de falar com ele tanto como estava agora.
Camus: pelo que eu saiba eu sou o sempai dele e não o Kisuke.
Falou mais calmo e não percebeu que tinha dito isso em voz alta e fez seus amigos sorrirem cinicamente.
Reiji: Myuuuuu-chaaan…
A voz dele era melosa e provocativa.
Reiji: você por acaso está com ciúmes do Cesshi??
Camus arregalou os olhos e o encarou chocado.
Ranmaru: tanto tempo de convivência e jamais imaginei que você poderia se importar tanto assim com alguém que não fosse você mesmo.
Ai: isso é uma atitude tão anti-Camus.
Eles falaram sorrindo sarcasticamente. Camus se alterou.
Camus: eu não to com ciúmes daquele traste!! Eu só preciso falar com ele urgentemente e me irrita o fato que ele não atenda a porcaria do celular!!
Ranmaru: o que de tão “urgente, inadiável e de extrema importância” tem pra falar com seu kouhai Camus?
Cruzou os braços ainda mantendo o sorriso sarcástico.
Camus: não é da sua conta!!
Ele cuspiu as palavras e entrou em seu carro.
Camus: nos vemos mais tarde em casa.
Acenou a seus amigos e deu partida violenta no carro.
Ai: nossa… tenho pena do Cecil quando ele o encontrar.
Os três riram.
Reiji: Myu-chan e Ran-Ran são muito tsun-tsun, mas quando sentem são impossíveis de disfarçar.
Piscou ao albino que sentiu sua cabeça ferver de raiva.
Ranmaru: cala essa boca Reiji!!
Reiji: eu não disse?
Falou no ouvido de Ai que sorriu se divertindo com a cara que Ranmaru fez pra ele.
Ranmaru: o que ele te disse Ai?!
Ai: nad…
Ele foi interrompido por Reiji.
Reiji: eu disse que você tem vontade de se declarar pra mim, mas não tem coragem. Mas não se preocupe Ran-Ran eu também te amo.
Mandou um beijo pra Ranmaru que fez saltar umas três veias em sua testa, o albino estava ficando vermelho, mas não era de vergonha e sim puro ódio.
Ranmaru: Eu. Mato. Você. Um. Dia.
Disse entre os dentes irritado.
Ai: pelo menos deixe ele durar até o fim da turnê, depois podemos procurar outro membro e pensaremos em uma desculpa para o sumiço do corpo dele
Reiji: Ai-Ai!!
Ai sorriu com a expressão que o moreno fez.
Ranmaru: hmpf!! Ele vive até o fim da turnê!
Disse cruzando os braços e fechou os olhos.
Ai: se eu fosse você fugiria dele quando a turnê acabasse.
Reiji riu.
Reiji: ele me ama, só não admite.
Ranmaru puxou a camisa do moreno violentamente trazendo o corpo dele contra o seu.
Ranmaru: eu odeio tudo em você!!
Reiji sorriu mais, Ranmaru disse que odiava tudo nele, mas em nenhum momento disse que o odiava.
Reiji: meu amor é suficiente pra nós dois Ran-Ran.
Fez outro biquinho mandando beijo pra ele.
Ranmaru: isso é um castigo dos céus só pode!! Por que?? Onde eu errei pra merecer o Reiji na minha vida.
Reiji: viu que declaração de amor mais linda Ai-Ai??
Os olhos dele brilhavam e Ai não segurou uma risada com aquela cena.
Ai: sério! Vocês dois vão acabar casando.
Ai sorriu mais vendo Reiji corar e Ranmaru virar a cara irritado. Reiji era muito brincalhão e piadista, mas quando viravam o jogo como Ai fez agora, o moreno ficava desconcertado com sua própria brincadeira.
Ai: vou até a academia, preciso ver como aqueles dois estão.
Disse calmamente andando até o carro, Reiji e Ranmaru o olhavam preocupados, temiam que ele não estivesse pronto pra encarar Syo.
Ai: me convidem para o casório hein! Quero ser o padrinho de qualquer um dos dois.
Reiji e Ranmaru coraram com aquele comentário. Ai acenou e saiu com o carro.
Ranmaru: como se eu fosse louco de me casar com você…
Reiji: por que?? Tenho muitas qualidades Ran-Ran.
Ranmaru revirou os olhos e Reiji o imprensou contra seu próprio carro, colando seus corpos, a respiração de ambos estavam pesadas.
Reiji: sou bom de cozinha e… cama.
Ranmaru arregalou levemente os olhos e corou.
Reiji: pelo menos é o que todos dizem. Cozinhar bem você mesmo já comprovou que sou bom, agora a segunda coisa…
Ele aproximou os lábios do albino.
Reiji: quem sabe um dia descubra também.
Ranmaru já estava como um tomate. Reiji sorriu e foi até seu carro.
Reiji: te espero na sessão de fotos, não se atrase Ran-Ran
Sorriu gentil ao albino tirando toda a cara de pervertido maníaco que estava a poucos segundos.
Ranmaru: esse cara… é maluco.
Soltou a respiração e passou a palma da mão na testa vendo que estava suando frio.
Ranmaru: por que ele tem tal efeito irritante sobre mim?
Ranmaru colocou a mão em seu coração e sentiu-o bater rapidamente como se fosse ter um enfarte.
....................
Syo: HÁÁÁÁÁÁÁÁH!!!! EU JURO QUE VOU ARRANCAR SUA CABEÇA NATSUKI!!!
O Saotome Master Course inteiro pode ouvir um Syo histérico e enfurecido gritando com seu colega de quarto (pra variar).
Natsuki: S.Sy.Syo-chan!! D.Desculpaa!! Sério! Não foi minha intenção! Isso explodiu sem querer!!
Ele se curvava diante do mais novo freneticamente. O que aconteceu? Simples! Natsuki resolveu fazer um bolo, mas o experimento mortífero, digo… a comida deu errado e acabou “explodindo” bem na cara do Kurusu quando ele passava por perto o cobrindo com uma substancia de cor esquisita e mal cheirosa, e pra completar pelo susto Syo derrubou uma tigela de ovos batidos em cima dele mesmo e ainda por cima fedia a ovo também.
Syo: eu to horrível!! E pra completar fedido!! Eu tinha acabado de tomar banho e você ainda estragou minha roupa!!
Natsuki: Syo-chan, mas você não tinha nada que ter passado por lá na hora e…!
Ele parou quando viu a expressão do chibi se transformar em assassina.
Syo: agora vou ter que tomar banho de novo!
Falou se olhando no espelho.
Syo: como vou esfregar minhas costas?! Com esse cheiro horrível eu tenho que me esfregar bem se não vai continuar assim!
Suspirou pesadamente.
Natsuki: eu dou banho em você Syo-chan!
Se oferece inocentemente. Syo chocou e corou na hora.
Syo: você é idiota?!! Como vai me dar banho?!
Natsuki: qual o problema??
Syo respirou fundo pra não gritar de novo
Syo: eu não vou ficar nu na sua frente idiota!
Natsuki corou por só agora notar o grande problema.
Natsuki: eu tinha esquecido desse detalhe…
Syo virou a cara.
Syo: deixa que eu me viro pra tomar banho e esfregar as costas.
Ouviram batidas na porta.
Natsuki: pode entrar!
Quando Ai abriu a porta Syo arregalou os olhos, quis que abrisse um buraco e ele se jogasse lá pra nunca mais sair.
Ai: o que houve aqui?
Perguntou meio perplexo pela bagunça daquele lugar e quando olhou pra Syo...
Ai: e por que você ta verde?
Syo corou furiosamente.
Natsuki: eu tava cozinhando, mas deu uma coisinha errada e acabou caindo sobre o Syo-chan sempai.
Ai suspirou.
Ai: até um gamba ta mais cheiroso que você.
Disse olhando diretamente pra Syo que se enfureceu.
Syo: eu não pedi sua opinião!
Ai: eu não perguntei se queria.
Rebateu e isso irritou mais ao chibi que ia revidar, mas Natsuki não deixou.
Natsuki: não briguem…
Eles continuavam se encarando seriamente, apesar de seus corações estarem batendo em um ritmo acelerado.
Natsuki: até duas semanas vocês se amavam não era?
Ambos coraram e desviaram os olhos um do outro.
Ai: Natsuki limpe toda essa sujeira antes que o cheiro fique impregnado no quarto.
Natsuki concordou.
Ai: e quanto a você…
Apontou pra Syo.
Ai: vamos para o banheiro.
Syo: hã?? “Vamos”?
Ai: eu ajudo você a se esfregar, esse cheiro insuportável não vai sair fácil.
Syo ficou paralisado pelo choque, Ai ia o ajudar no banho??
Syo: o que?! Eu não vou deixar você me dar banho!!
Ele estava corado.
Ai: qual o problema? Quantas vezes já tomamos banho juntos.
Syo corou mais ainda, seu rosto tava pegando fogo de vergonha. Ai o encarava com aquela expressão curiosa que Syo sempre achou uma graça e irresistivelmente bonita.
Syo: m.mas… eu… não vou ficar sem roupa… na…
Ai: deixa de frescura. Namoramos mais de um ano, não seria a primeira vez que te vejo nu.
Saiu o puxando pela mão, Syo sentia que ia desmaiar a qualquer momento de tanta vergonha. Natsuki estava surpreso, mas depois sorriu.
Natsuki: esses dois…
Balançou a cabeça negativamente.
.............................
Ai o jogou pra dentro do banheiro e em questão de pouco tempo já tinha preparado o banho do menor. Syo estava em um cantinho do banheiro encolhido e ainda não conseguia tirar a roupa, seu rosto estava pegando fogo.
Ai: quando vai resolver tirar a roupa?
Perguntou calmo tirando sua camisa que fez Syo virar o rosto pra não olha-lo, se não coraria mais.
Syo: “como ele consegue agir assim?? É como se não se importasse. Não me amasse mais, ou melhor, como se nunca tivesse me amado. Não tivesse nenhum tipo de atração ainda por mim… ele me superou em tão poucos dias?! Por que eu ainda não consigo ser tão indiferente como ele?”
Syo sentiu seu peito doer e lagrimas virem aos olhos, mas ele as puxou de volta.
Ai: você vai tirar ou ta querendo que eu tire?
Syo estremeceu o vendo se aproximar.
Syo: vira.
Disse baixinho. Ai ficou o fitando.
Syo: eu não vou tirar enquanto não virar!
Disse emburrado. Ai revirou os olhos e ficou de costa. Syo tirou devagar cada peça ficando completamente sem roupa e foi rapidamente pra banheira mergulhando o corpo inteiro.
Ai: posso?
Syo: s.sim.
Quase a resposta não sai. O bluenette se aproximou da banheira e pegou uma esponja já ensaboada e tocou a pele do mais novo, o toque dos dedos de Ai em sua pele fez com que Syo estremecesse.
Syo: “droga!”
Ai: “controle-se Ai! Controle-se!”
O Mikaze repetia isso a si mesmo o tempo inteiro, não poderia fraquejar naquele instante ou todo o esforço pra parecer indiferente terá sido em vão.
Syo: você ta quase arrancando minha pele idiota!!
Syo disse irritado vendo que Ai começou a esfregar suas costas com força.
Ai: só assim pra esse cheiro horrível sair! E não me chame de idiota anão!!
Uma veia pulsou na testa do Kurusu que explodiu e se virou de frente para o bluenette o puxando com força pra ele.
Syo: Não. Me. Chama. De. Anão. Seu borçal irritante!!
Seus rostos estavam tão perto que fazia suas respirações se mesclarem. Nenhum dos dois desviava os olhos um do outro, Syo até esqueceu que estava nu em frente ao veterano.
Ai: mas você é um chibi… um chibi que me irrita…
O olhar dele desceu pra boca de Syo, aquelas palavras saíram baixas que se perderam no ar.
Syo: e você é mega prepotente e controlador… eu… odeio… tanto… você…
Aquelas palavras eram carregadas de mentira e ambos sabiam disso. Eles se aproximavam quase que automaticamente, seus narizes já estavam se tocando, suas bocas levemente entreabertas como se já estivesse esperando aquele beijo. Os olhos se fechando a medida que mais perto ficavam e por algum relance Ai recobrou a consciência e se afastou do chibi desesperadamente.
Ai: droga…
Ele murmurou só pra si mesmo. Syo o observava e estava com as maças do rosto levemente coradas por notar que por pouco não se beijou novamente com Ai.
Syo: desculpa.
Sussurrou e desviou seu olhar pra baixo. Ai respirou fundo.
Ai: não é culpa sua… eu também ia…
Ele passou a mão levemente na mecha do seu cabelo.
Ai: ainda não consigo ficar perto de você.
Syo mordeu o lábio inferior e virou de costas para o bluenette afundando na banheira deixando só a cabeça de fora.
Syo: por que você faz isso comigo?
Ai o olhou sem entender o motivo da pergunta.
Ai: faço o que?
Syo secou rapidamente uma lagrima que caiu sobre a face.
Syo: eu não consigo conviver com sua ausência, então por que insiste em voltar pra minha vida se não quer mais nada comigo? Por que quis me dar banho sabendo como seria difícil pra mim ter você me tocado de novo??
Ai estava em silencio.
Syo: parece que você quer me machucar.
Falou bem baixo se encolhendo. Ai se aproximou dele e o abraçou forte, fazendo o chibi se assustar.
Ai: você é meu kouhai, é o dever do sempai cuidar sempre dos seus juniores não importa o quão irritantes eles possam ser.
Syo reprimiu um sorriso.
Ai: além disso… você ta fedendo demais, precisava de alguém pra esfregar suas costas e eu só me ofereci. Sorte sua eu gostar tanto de você pra aguentar essa amostra grátis de gamba…
Syo arregalou minimamente os olhos e virou seu rosto pra fitar o veterano. Ai sorriu, revelando os dentes perfeitamente brancos e corretos, vendo a surpresa no olhar do mais novo. Syo vendo aquele sorriso parou de respirar por uns segundos e seu coração acelerou.
Syo: “ele realmente é lindo. Ninguém deveria ser assim tão exageradamente perfeito.”
Ai: vamos continuar com esse banho ok? Se não até eu vou ficar fedendo.
Falou pra quebrar o clima que ficou ali. Syo pegou no seu braço.
Syo: você sente a minha falta?
Ai o olhou surpreso, mas rapidamente respondeu com sinceridade.
Ai: sinto.
Syo abriu um sorriso e seus olhos se iluminaram, os deixando mais lindos.
Syo: também sinto sua falta. Mais do que você possa imaginar.
Ele murmurou. Aquelas palavras aqueceram o coração do bluenette que sorriu em resposta.
...........................
Reiji e Ranmaru estavam sendo orientados pelo fotografo que ia fazer o ensaio fotográfico deles para uma revista.
Reiji: isso aqui tudo é…
Ele foi interrompido por uma voz de mulher.
Ayume: Ranmaru??
Os dois se assustaram e viraram pra trás dando de cara com uma garota por volta dos seus 22, 23 anos e sorria animada para o albino.
Ranmaru: Ayume?!
Reiji olhou da mulher para Ranmaru e se surpreendeu ao vê-lo sorrir pra ela.
Ayume: nossa! Faz uns meses que não nos vimos!
Ela correu até ele e o abraçou forte se pendurando.
Ayume: e eu que achava que era impossível você ficar mais gostoso… mas você sempre consegue me surpreender.
Sorria maliciosa para o albino, Reiji estava em choque ao vê-la com tanta intimidade com Ranmaru.
Ayume: você é um ingrato Ranmaru! Você me abandona e depois some, até parece que quem terminou o relacionamento fui eu.
Fez um biquinho carente.
Ranmaru: não exagera Ayume. Eu sou ocupado e você sabe…
Ayume: é, eu sei. Mas não tenho culpa se sinto sua falta, eu ainda não conseguir parar de gostar de você.
Se aproximou bem dele quase colando seus lábios. Reiji chocou com aquela cena e lembrou de algo.
“Cecil: espero que tenha sido só impressão minha, não quero que Reiji-sempai se machuque.
Ren: e por que não pensar que o sempai pode ta interessado nele?
Masato: quase impossível. Kurosaki-sempai é a última pessoa do mundo que imagino gostando de alguém, nem mesmo com a Ayume ele se apaixonou e olha que eles namoraram por dois anos e se davam super bem”.
Reiji: “Ayume?? A ex-namorada do Ran-Ran é a Ayume Kisaragi? Modelo, cantora e herdeira da família de empresários japoneses??”
Ele observava a mulher a sua frente, ninguém no país poderia não conhecer Ayume Kisaragi, ela era famosa pelo talento e pela extraordinária beleza que possuía. Ayume era alta, cabelo longos e negros como ônix brilhante, tinha os olhos acinzentados, parda, seios fartos, cintura perfeitamente fina e ridiculamente bem combinados com o quadril largo da cantora, coxas curvilíneas, pernas torneadas e uma bunda que deixava legião de homens babando, tinha um sorriso safado estampado na cara e um olhar cínico.
Reiji: “essa é a mulher que namorou com ele por dois anos? Não é à toa que eles se davam tão bem, formavam um verdadeiro casal perfeito.”
Reiji abaixou o olhar pensando isso e sentiu seu coração bater apertado e seu chão sumir.
Ranmaru: Reiji!
Ele se recuperou quando ouviu a voz de Ranmaru.
Reiji: hã?? Que foi Ran-Ran?
Ranmaru: eu que pergunto! Você ta aí como uma estátua parado.
Reiji: não, não é nada.
Colocou a mão por trás da nuca rindo sem graça.
Ayume: ooh você é o Reiji Kotobuki né? Eu sou sua fã! Fui a milhares de shows, mas nunca conseguia falar com você pessoalmente.
Ela sorria simpática ao moreno.
Ayume: tenho todos os CDs e DVDs que lançou.
Reiji forçou sorrir por educação. Além de linda, era simpática??
Reiji: é uma honra saber que tenho uma fã como você.
Ele beijou sua mão.
Ranmaru: normalmente diria pra você tomar cuidado com ele, mas como você também não é nenhuma flor que se cheire…
Falou sarcasticamente.
Ayume: ciúmes “Ran-Ran”?
Reiji fechou o punho meio irritado por Ayume usar o apelido que ELE tinha dado a Ranmaru e pra piorar ela tinha falado de um jeito bastante sensual.
Reiji: “bonita e oferecida…!”
Fez um bico irritado.
Ranmaru: ah fala sério Ayume! Já basta o Reiji me chamando assim… você também não!
Revirou os olhos fazendo a mulher rir. Na verdade Ranmaru tinha achado estranho ouvir esse apelido de outro que não fosse o moreno, por algum motivo ele tinha aprendido a gostar do Kotobuki o chama-lo assim.
Ayume: tava brincando amor. Achei o apelido bonitinho…
Piscou ao moreno que forçou outro sorriso pra disfarçar.
Reiji: então vocês… namoraram?
Ayume: sim!
Respondeu sem dar vez ao albino falar.
Ayume: dois anos e três meses, fui o relacionamento mais longo do Ranmaru.
Sorriu convencida.
Ayume: e ele ainda insiste em dizer que não me amava, mas ficou comigo durante todo esse tempo. Algo eu tinha que o prendia, não concorda Reiji?
Perguntou ao moreno e olhou em seguida para Ranmaru.
Reiji: concordo. Ninguém fica tanto tempo com alguém que não gosta.
Ranmaru o olhou achando estranho o tom de voz dele.
Reiji: eu nunca passei do primeiro ano.
Falou rindo.
Ayume: eu conheço bem sua fama Sr. Kotobuki… alias acho que o mundo inteiro.
Comentou rindo.
Ranmaru: Reiji sabe aproveitar o bom da vida.
Falou o fitando.
Reiji: é, com certeza.
Sorriu minimamente.
Ayume: quando vai resolver sair comigo hein? Temos muito o que pôr em dia.
Seu sorriso era malicioso e Reiji voltou a se irritar.
Reiji: eu vou deixa-os a sós, ex-namorados precisam de privacidade.
Piscou aos dois a sua frente.
Reiji: eu vou trocar logo de roupa para as fotos Ran-Ran, te espero lá.
Acenou ao albino saindo rapidamente.
........................
Reiji entrou como um furacão em seu camarim e trancou a porta rapidamente. Ele ficou ofegando por uns segundos e depois por impulso deu um forte chute na poltrona que causou uma dor aguda em seu pé.
Reiji: maldição!!!
Ele não sabia o que tava doendo mais, se era o coração ou o pé que tinha batido. Reiji não era ignorante em questão de sentimentos, ele sabia bem o que estava sentindo: ciúmes.
Reiji: droga! Eu não posso ter ciúme do Ran-Ran! Nós não temos nada, além de uma amizade.
Ele se recordou do olhar de malicia de Ayume para Ranmaru, como se quisesse devora-lo na hora, o momento que ela quase o beijou na frente do moreno, o sorriso que o albino deu ao olhar pra ela, Ranmaru nunca sorriu assim pra ninguém. Será que ele realmente nunca amou ninguém?? Será que ele no fundo gosta de Ayume e só não quer admitir?
Reiji: ela é tão linda e… perfeita. Perfeita pra ele…
Ele sentiu algo molhar seu rosto e arregalou os olhos em choque e descrença. Não podia acreditar. Ele estava… chorando?
Reiji: eu… nunca chorei por ninguém. Pior ainda por ciúmes… eu…
Ele tocou a face que ficava cada segundo mais molhada.
Reiji: estou chorando por algo que nunca tive. Que patético… eu sou muito patético.
Ele deslizou a costa até o chão e ficou um tempo pensativo.
Reiji: “como ele pode significar tanto pra mim em tão pouco tempo? Ele realmente mexe comigo… literalmente.”
...........................
Depois de um tempo…
Ranmaru se olhava no espelho pra saber se estava tudo perfeito com seu figurino e mais uma vez se pegou pensando no reencontro com sua ex.
Ranmaru: eu devia ter visto os patrocinadores dessa revista.
Suspirou desanimado. Ele gostava muito de Ayume, mas ela o amava e ele jamais foi capaz de corresponder esse sentimento e se sentia um canalha por dar falsas esperanças a ela. Ayume até hoje sonhava em casar com ele.
Ranmaru: pode entrar.
Falou baixo ao ouvir batidas em sua porta.
Reiji: você ta pronto Ran-Ran?
Reiji parou estático na porta ao ver Ranmaru vestido, ele tava… perfeito. A blusa com uns botões desabotoados dava uma visão privilegiada do peito definido que o albino possuía, a calça que realçava muito bem cada detalhe perfeito das pernas do Kurosaki.
Ranmaru: REIJI!!
Reiji: que foi??
Ranmaru: qual o seu problema hoje?? Você ta super avoado!
Reiji corou, não poderia dizer que se desconcentrou com o fato de que ele tava incrivelmente mais gostoso que o normal.
Reiji: eeeeh!! Não é nada Ran-Ran!!
Sorriu sem graça e fechou a porta atrás dele. Ranmaru estreitou o olhar e desceu pelo corpo do moreno que também estava incrível com aquela roupa, o chapéu que ele usava deixava seu rosto com um ar safado. O albino mordeu levemente os lábios, ele queria beija-lo, toca-lo…
Ranmaru: “ta cada vez mais difícil fugir dele…!”
Suspirou profundamente.
Ranmaru: por que você ta agindo estranho? Aconteceu alguma coisa?
Reiji estremeceu.
Reiji: não.
Ranmaru arqueou uma sobrancelha não convencido da resposta.
Reiji: é sério Ran-Ran.
Sorriu gentilmente e caminhou até a porta.
Reiji: vamos?
Ranmaru ficou um tempo o olhando.
Ranmaru: “dane-se tudo!”
Ele pensou e levantou da cadeira caminhando até o moreno.
Ranmaru: Reiji…
O Kotobuki parou o que ia fazer e ficou o fitando se aproximar cada vez mais dele.
Reiji: que foi?
O albino parou a poucos centímetros do moreno, Reiji estava nervoso e começou a sentir seu coração acelerar.
Ranmaru levantou sua mão lentamente e tirou o chapéu do Kotobuki, Reiji acompanhou com seu olhar o albino colocar o chapéu sobre o sofá que estava perto deles. Logo em seguida ele elevou seu polegar direito sobre o lábio inferior do moreno e roçou de leve o vendo ofegar um pouco, Ranmaru sorriu vendo tal reação.
Reiji: “o que ele…?”
O Kotobuki estava nervoso, mas tentava fazer seus batimentos cardíacos desacelerarem, se não o Kurosaki acabaria escutando. Ranmaru olhava bem dentro dos olhos de Reiji e se aproximou mais do moreno, suas bocas a cada centímetro mais próximas.
Reiji: “ele me olha tão intenso… é como se estivesse me hipnotizando…”
Ranmaru: “não tenho mais o menor domínio sobre meu corpo e minhas vontades. A única coisa que sei é que…”
Com a outra mão ele tocou a cintura de Reiji o trazendo para si, colando seus corpos. Seu polegar ainda tocava o lábio do moreno.
Ranmaru: “eu quero beija-lo.”
Fechou os olhos finalmente beijando a boca de Reiji.
Reiji: “pela primeira vez na minha vida inteira…”
Reiji fechou os olhos automaticamente quando sentiu seus lábios serem tocados pelos do albino.
Reiji: “eu realmente to apaixonado.”
Correspondeu o beijo levando suas mãos para a nuca do mais velho o puxando mais para si.
.......................
Otoya estava em seu quarto e tentava pela milésima vez se ocupar de alguma atividade que não lembrasse o namorado.
Otoya: droga!
Estendeu os braços pra cima os esticando e depois se esparramou na cama. Tokiya mal parava no dormitório, se viam mais nos ensaios e a noite, a tarde o moreno trabalhava e na maioria dos casos recebia trabalhos extras da agencia.
Otoya: ele ta trabalhando demais…
Murmurou irritado. A porta é aberta e por ela entra um Tokiya exausto.
Otoya: chegou cedo.
Falou sério.
Tokiya: a mãe do sempai me dispensou hoje mais cedo, ela tinha um compromisso e ia fechar a loja.
O moreno olhou pra carranca do namorado.
Tokiya: aconteceu algo? Você parece irritado.
Otoya: belo poder de observação.
Respondeu sarcástico. Tokiya sorriu minimamente.
Tokiya: ta de TPM amor?
Otoya corou.
Otoya: eu não sou mulher pra ter TPM!! Talvez minha irritação seja pelo fato de quase não ver meu namorado!! Me desculpe se sinto sua falta!
Ele virou a cara ainda irritado. Tokiya ficou um tempo o encarando surpreso.
Tokiya: mas eu to trabalhando Otoya.
Otoya: mas por que ta trabalhando tanto?? E esse trabalho extra na loja da família do Rei-chan?? É sem necessidade! Você recebe muito bem pelos trabalhos que faz como ídolo!
Tokiya sorriu mais.
Otoya: você pode prejudicar sua saúde Tokiya!
Ele repreendeu o olhando seriamente.
Tokiya: eu disse que depois que o natal passar, eu largo esse trabalho. Eu preciso de dinheiro até o natal.
Otoya: por que?
Tokiya: eu não posso dizer, entenda Otoya.
O ruivo ficou o fitando e suspirou.
Otoya: isso é muito esquisito.
Tokiya: esquisito é eu chegar a quase cinco minutos e você não ter me dado pelo menos um beijo.
Se aproximou sorrindo cinicamente para o ruivo.
Otoya: Tokiya!! Eu to…!
Ele foi interrompido pelos lábios do moreno que o desarmou na hora. Eles se beijavam com urgência e desejo, as mãos de Tokiya desceram lentamente pela costa do ruivo pressionando os dedos no tecido da camisa fazendo Otoya suspirar no beijo. Eles caíram na cama do ruivo ainda se beijando.
Tokiya: o que dizia mesmo?
Perguntou com um sorriso malicioso.
Otoya: não lembro mais… eu só sei o que quero agora.
Respondeu ofegante.
Tokiya: e o que seria?
Otoya trocou as posições e sorriu.
Otoya: você.
Tokiya sorriu e o puxou para outro beijo.
..........................
Cecil e Kisuke estavam no quarto do indiano fazendo os últimos ajustes na canção que ele havia criado.
Cecil: ficou ótima!! Obrigado sempai!
Sorria animado ao Kisuke. O loiro o observava atentamente.
Kisuke: me diga Cecil… o seu carinho pelo Camus, é só pelo fato dele ser seu sempai?
Cecil o olhou chocado.
Cecil: o.o que você ta querendo insinuar?? Que eu por acaso sou…?
Kisuke abriu um sorriso malicioso.
Kisuke: Cesshi… ídolos homos são muito mais comum do que você pensa.
Cecil o olhava hesitante.
Kisuke: meus amigos por exemplo, somente dois da banda são totalmente hetero.
Cecil: eeeeeehh!! Sério sempai?!
Kisuke: sim. Eu sou… como posso dizer… bissexual. Posso me atrair por homens e mulheres. Mas e você Cecil?
Cecil ficou encarando o chão, não tinha coragem de dizer que amava Camus, só o STARISH sabia seu segredo.
Cecil: eu… o que eu sinto por ele é…
Ele foi interrompido pela porta que foi aberta bruscamente revelando um certo conde a beira dos nervos.
Camus: me tira uma dúvida: PRA QUE MERDA TEM CELULAR SE NÃO ATENDE?!
Ele estava enfurecido e seu olhar gélido pairou sobre Kisuke que o olhava cinicamente e isso o irritou mais.
Kisuke: olá pra você também Camus.
Camus: eu to falando com o Aijima e não com você Kisuke!
Eles se encaravam fixamente.
Kisuke: você ta passando tão pouco tempo com ele e quando o vê ainda grita?
Balançou a cabeça negativamente.
Kisuke: que coisa feia conde.
Camus: não se meta no que não é da sua conta!! Aijima é meu kouhai e com ele EU me entendo!
Cecil o olhava surpreso.
Kisuke: deveria arranjar um sempai mais amoroso com você Cesshi. Estou à disposição caso queira.
Piscou ao indiano que corou, mas rapidamente se meteu entre eles segurando Camus que quase voa pra cima dele.
Cecil: sempai por favor…
Kisuke balançou a cabeça.
Kisuke: ok, ok. Vou deixá-los a sós.
Ele caminhou tranquilamente para sair, ignorando o olhar assassino de Camus.
Kisuke: qualquer coisa é só gritar querido.
Ele fechou a porta ainda mantendo o sorriso cínico. Camus suspirou e puxou seu braço que o indiano ainda segurava.
Cecil: C.Camus qual o problema?
Ele perguntou perplexo, na verdade nem Camus sabia o porquê se irritava tanto com a presença de Kisuke e ele que achava que não poderia existir um ser que o tirasse mais do sério do que Ranmaru.
Camus: estou apenas irritado pelo fato de você não atender seu celular!!
O indiano se encolheu.
Cecil: d.desculpa… é que eu tava com o Kisuke-sempai e acabei perdendo a noção do tempo.
Admitiu e isso irritou mais ao conde.
Camus: deu pra perceber.
Disse secamente se sentando em uma poltrona.
Camus: não fique tão próximo dele.
Disse o olhando seriamente. Cecil arregalou os olhos.
Cecil: o que?? Mas Camus… o Kisuke-sempai é tão legal! E ele sempre ta preocupado comigo, me ajuda e conversamos por horas!
Camus cerrou os olhos mais irritado internamente.
Cecil: ele me disse todas as coisas que já fez como ídolo! Cara é tão maduro!! Ele é incrível!
O sorriso do indiano era contagiante e ele não percebia que isso estava tirando Camus mais do sério, a admiração repentina dele pelo Kisuke.
Cecil: eu gostaria de fazer pelo menos metade do que ele já fez…
Camus: se tem tempo pra conversas fiadas, arranjarei mais trabalhos pra você. Pelo menos assim ocupará sua mente com algo mais útil.
Disse friamente se levantando. Cecil ficou observando o veterano.
Cecil: “eu realmente o irrito demais…”
Suspirou pesarosamente.
Camus: tome cuidado com ele Aijima… estou falando sério.
Ele voltou a encarar o mais novo.
Cecil: m.mas por que?
Camus: não percebeu o jeito que ele te olha?!
Cecil o fitava curioso e Camus suspirou.
Camus: ele te olha como se quisesse te comer idiota! Aquilo não é um simples olhar de “carinho”.
Cecil estava em choque e corou com o pensamento de Kisuke realmente o desejar.
Camus: você é inocente demais pra perceber a real intenção dele. Agora se tiver afim dele…
Cecil: eu não sou afim do Kisuke-sempai!! Eu gosto…!
Ele parou na hora, não poderia revelar isso.
Camus: gosta…?
Ele insistiu. Cecil virou o rosto corado.
Cecil: não é dele que eu gosto.
Falou por fim baixo. Camus ficou o olhando.
Camus: vamos mudar de assunto ok? Eu trouxe todo o cronograma da turnê de vocês.
Cecil concordou.
.............................
O ensaio fotográfico de Reiji e Ranmaru foi tudo como planejado, mas durante o tempo inteiro ambos não conseguiam tirar o beijo da cabeça, em suas bocas ainda permanecia o gosto do outro, seus corpos tremiam só de relembrar as sensações a pouco sentidas e uma vontade em comum: eles queriam sentir tudo aquilo de novo.
Fotográfico: acabou rapazes! Vocês foram divinos.
Piscou para os ídolos.
Reiji: obrigado.
Sorriu gentilmente e quando ele e Ranmaru iam se preparar pra irem ao camarim trocar de roupa viram Ayume se aproximando deles, logo se pendurando no albino de novo. Deixando, outra vez, Reiji enciumado.
Ayume: você tava tão lindo no ensaio Ranmaru.
Ela ia o dar um selinho, mas o albino virou seu rosto rápido e isso fez Ayume acabar dando o beijo na bochecha dele. A morena o olhou surpresa, Ranmaru nunca recusou um beijo dela.
Reiji: eu vou me trocar, quer que eu te espere Ran-Ran?
Ranmaru ia responder, mas Ayume se intrometeu.
Ayume: por que não vamos tomar alguma coisa amor?? Faz tempo que não saímos.
Ela ofereceu esperançosa, não estava gostando daquela distância que Ranmaru estava dela.
Ranmaru: não vai dar Ayume, tenho um compromisso agora.
Ele falou seriamente.
Ayume: hm… e com quem?
Perguntou um pouco enciumada.
Reiji: seria aquela saída que combinamos com a banda Ran-Ran?
Falou tentando ajudar o albino a sair daquela saia justa.
Ranmaru: é. Combinamos de sair hoje Ayume, só nós o Quartet Night.
Ayume ficou um tempo em silencio, achando meio estranho, Ranmaru não era do tipo que fazia muitos programas com os colegas de banda, justamente por conviver com eles 24 horas por dia.
Ayume: tudo bem. Então me dê seu telefone, assim eu ligo pra marcarmos algo.
Reiji limitou-se a soltar um muxoxo entediado, aquela mulher não desistia.
Ranmaru: ok…
Aceitou meio hesitante e salvou seu número no celular dela.
Ayume: com certeza te ligarei.
O deu outro beijo no rosto e um leve aperto na bunda que fez o albino dar um pulo de surpresa e Reiji morder o lábio inferior tentando controlar a vontade de estrangular o pescoço daquela sonsa.
Ayume: nos vemos por aí Rei-kun.
Deu uma piscada ao moreno que sorriu falsamente.
Reiji: foi um prazer te conhecer Ayume.
Ela sorriu.
Ayume: manda lembranças minhas para o Ai e o Camus, diga que sinto saudade deles.
Acenou indo embora.
Ranmaru: essa foi por pouco.
Reiji: ela é linda.
Ranmaru o olhou.
Ranmaru: eu sei.
Reiji: não entendo como nunca se apaixonou tendo uma mulher dessas do lado.
Ele deu as costas indo em direção ao camarim, Ranmaru o seguia.
Ranmaru: talvez ela não fosse “a pessoa certa”.
Reiji sorriu minimamente lembrando da conversa que eles tiveram sobre o assunto.
Reiji: me pergunto quando encontrará a sua.
Ranmaru soltou um muxoxo.
Ranmaru: talvez um dia… ou talvez nunca…
Reiji se virou pra olha-lo.
Ranmaru: ainda não encontrou a sua?
Reiji sentiu o coração doer.
Reiji: “sim” não…
Ele não quis de fato dizer a verdade, Ranmaru jamais entenderia.
Reiji: agora vamos ter que sair mesmo, é bom que assim distraímos o Ai-Ai por um tempo.
Piscou sorridente para o albino.
Ranmaru: não tem outro jeito. Se não sairmos, ela é bem capaz de descobrir que menti.
Reiji sorriu.
Reiji: vou me trocar nos vemos daqui a pouco Ran-Ran.
Ranmaru segurou o braço do moreno.
Ranmaru: Reiji sobre o beijo…
Reiji: shii…
Ele colocou o indicador na boca do Kurosaki.
Reiji: você se explica demais Ran-Ran. Deixemos assim dessa vez…
Sorriu travesso, apesar de que por dentro estava se sentindo destruído sabendo que a única coisa que Ranmaru poderia sentir por ele era atração, jamais seria amor.
Reiji: ambos queríamos e aconteceu… só.
Tirou o dedo dos lábios do albino que o olhava atentamente e entrou no camarim deixando Ranmaru em silencio.
..........................
Masato estava apoiado a janela do seu quarto olhando o grande jardim daquela academia, mas seus pensamentos rodeavam somente a Syo.
Ren: o que está te deixando tão distraído?
O moreno se arrepiou por completo ao ouvir a voz do colega de quarto em seu ouvido. Ele podia sentir Ren bem atrás dele, o corpo do Jinguji tocava de leve no seu.
Masato: no Kurusu.
Respondeu tentando ser indiferente a presença do ex namorado.
Ren: também estou preocupado. O chibi apesar de ta se esforçando, mas todos percebemos que ele ta sofrendo por dentro.
Masato: mas agora que eles terminaram de verdade, não é só uma briga. Mikaze-sempai não é do tipo que toma decisões e depois se arrepende.
Eles ficaram em silêncio, Ren apoiou suas mãos também na janela deixando-as de lado com as do Masato. O moreno corou ao sentir seu corpo mais colado ao do maior.
Ren: posso imaginar o que o chibi ta sentindo. Perder a pessoa que ama por uma razão que não é real.
Masato mordeu o lábio inferior.
Masato: mas ele beijou o Satsuki.
Ren: ele foi forçado a isso e todos sabemos a força que aquele cara possui. Syo não teria a menor chance contra ele. Ai-chan só chegou em um momento errado.
Masato suspirou.
Masato: posso também ter uma ideia do que é se sentir traído pela pessoa que mais ama no mundo.
Ren chegou mais perto dele.
Ren: ama? Ou amava?
Masato corou.
Masato: de quem exatamente estamos falando? Do Kurusu com o sempai? Ou… de nós dois?
Ren: falávamos deles… mas agora quero saber de nós dois. Você me ama ou amava?
Masato: o que isso importa pra você? Faz diferença?
Ren: faz toda a diferença. Porque se você me ama, tenho que lutar pra reconquistar sua confiança. Agora se você me amou… tenho que reconquistar seu amor por mim de novo.
Masato se virou por um impulso e encarou aqueles olhos que o perseguiam todas as noites. Eles estavam muito perto do outro.
Masato: e por que não desiste? Não acho que seja algo que valha a pena você lutar.
Ren franziu o cenho levemente.
Ren: você é a pessoa que amo e sempre vou amar. É claro que você vale a pena… lutarei por você sempre.
Ren se aproximou mais dele.
Ren: mesmo que não me queira mais.
Masato abaixou o olhar.
Masato: acho que sua luta vai ser grande…
Disse baixinho. Ren o olhou curioso.
Masato: tem que reconquistar minha confiança.
Ren ao ouvir essa afirmação sorriu, um sorriso de alivio.
Ren: Masato…
Ele o chamou, fazendo o moreno encara-lo.
Ren: você voltará a ser meu… isso é um juramento que faço.
Eles se olhavam intensamente e o maior encerrou aquela distancia o beijando. O beijo foi bem romântico e sedutor, até mesmo com caricias leves pelo corpo do outro. Masato soltou um suspiro ao se imprensado na janela pelo corpo do ruivo. Quando o beijo tava ficando mais intenso e Masato se deixando levar mais, ouviram batidas na porta.
Ren: eu to começando a achar que algo sobrenatural ta conspirando contra mim só pode!!
Ele exclamou indignado se afastando do moreno que não conseguiu evitar um sorriso.
Masato: talvez não seja pra acontecer.
Disse sarcasticamente.
Ren: se não for, eu FAÇO acontecer.
Masato corou e Ren sorriu sedutor.
Ren: não conseguirá fugir de mim pra sempre Masa. Tem ideia da saudade que sinto? Um ano é tempo demais.
Ele deu um selinho demorado no moreno.
Ren: nesse dia não conseguirá nem sentir suas pernas.
Isso fez o moreno virar um pimentão e o coração do mesmo saltar pra fora.
Ren: espero que não seja o sempai, se não eu o mato.
Ele comentou indo abrir a porta e por ela entra Natsuki.
Natsuki: vocês tem que me ajudar!!
Masato: o que houve Shinomiya-san?
Natsuki: o Syo-chan! Ele ta naquele clima mórbido lá no quarto! Nada que eu faço o faz reagir!
Ren: experimenta botar nele aquelas roupas que o mesmo odeia, rápido ele reagi.
Natsuki soltou um muxoxo.
Natsuki: eu coloquei ele de Lolita e bati um monte de foto e ele continua com aquela expressão!
Os dois ídolos arregalaram os olhos.
Masato: você vestiu o Kurusu de Lolita e ele não fez nada??
Natsuki balançou a cabeça negativamente.
Ren: o caso é sério.
Eles ficaram um tempo em silencio.
Ren: o Ringo ta aí né?
Masato: sim, por que?
Ren: vamos falar com ele. Eu tive uma ideia de como fazer o Syo reagir um pouco.
Ele saiu do quarto sendo seguido pelos dois.
......................
Ai: não.
Respondeu indiferente a proposta de Reiji.
Reiji: Ai-Ai!! A ex do Ran-Ran vai descobrir se não sairmos!
Camus: e por que vocês dois não vão sozinhos? Precisam arrastar a gente?
Ai: a ex é do Ranmaru.
Falaram os encarando.
Ranmaru: isso que eu chamo de “solidariedade de amigos”.
Disse sarcasticamente.
Reiji: mas o Ran-Ran disse que ia com todos nós.
Camus: ela sabe que é mentira Kurosaki. Você odeia programas assim.
Ranmaru: não posso ter mudado?
Ai: probabilidade abaixo de 0%.
Ranmaru virou a cara emburrado e Reiji riu.
Reiji: vamos!! Essa boate é tudo!!
Disse com um olhar suplicante.
Reiji: é bom pra distrair.
Ai: essa é uma tentativa falha de me fazer esquecer o Syo?
Ranmaru: também.
Camus suspirou derrotado.
Camus: ok, vamos.
Ai: se não formos é provável do Reiji continuar enchendo o saco.
Ranmaru: concordo plenamente.
Reiji: eu sei que vocês me amam.
Piscou aos três que reviraram os olhos.
...................
Ringo: EEEEEEH???!! Nem pensar!!
Disse bravo cruzando os braços.
Otoya: Rin-chan por favor!!
Implorou ao ídolo de cabelos rosas.
Natsuki: é uma boa ideia pra fazer o Syo-chan se distrair um pouco Rin-chan.
Cecil: ele adorou essa boate naquela vez que fomos.
Ringo: mas essa boate é proibida a menores de 20 anos! E vocês tem um show depois de amanhã!
Ren: Ringo nós vamos hoje! E temos o dia inteiro amanhã pra descansar, já ensaiamos bastante também.
Masato: e fora que já fomos a essa boate, não tem problema algum.
Ringo: vocês foram em um evento com os sempais de vocês! Mas nunca foram sozinhos!
Tokiya: nós somos responsáveis sensei.
Ringo suspirou derrotado.
Ringo: vocês fazem alguma ideia se o Ranmaru, o Reiji, Camus e o Ai descobrirem que eu dei entrada vips a vocês pra essa boate vão fazer com o meu lindo pescoço??
Eles sorriram.
Ringo: todos aqui conhecem bem o temperamento daqueles quatro até o Rei-chan que é o mais brincalhão, mas quando ele se estressa sai da frente. Agora imaginem aqueles quatro explodindo…
Os juniores estremeceram e se entreolharam.
Ren: eles não saberão.
Otoya: e essa boate é proibida a entrada de paparazzis, ou seja, não corre o risco de alguém nos fotografar.
Natsuki: é seguro Rin-chan!
Ringo: ok. Mas se eles descobrirem… eu não conheço vocês.
Todos riram e concordaram.
.........................
A noite já havia chegado e era por volta das 20h10min, todos estavam se arrumando para irem a boate.
Natsuki: Syo-chan vista-se!!
Natsuki colocava pela decima vez um figurino ao menor que recusava.
Syo: eu não quero sair Natsuki. To ótimo aqui.
Falou entediado.
Syo: além disso não vou com essa roupa nem na esquina…
Ele apontou para as mãos do maior.
Syo: você não tem o menor senso de moda.
Esboçou um sorriso divertindo-se com a cara que o loiro fez.
Natsuki: então escolha suas roupas! Mas você vai, nem que eu tenha que arrasta-lo!
Syo soltou um muxoxo irritado.
Syo: tudo bem! Mas não ficarei lá por muito tempo.
Natsuki: mas você sempre disse que tinha vontade de ir lá outra vez, você adorou naquele dia em que fomos.
Syo ficou em silencio escolhendo uma roupa e pensou naquela noite.
Syo: muitas coisas mudam.
Disse baixo e Natsuki ficou o observando, sabia bem ao que ele se referia. Aquele dia eles tinham ido junto com Ai e os dois se entenderam lá, o bluenette o pediu em namoro.
Natsuki: droga…
Ele só então lembrou que aquela boate era uma péssima ideia de lugar para distrair Syo, foi lá que Ai o pediu em namoro.
Natsuki: Syo-chan se quiser ficar eu…!
Syo: agora eu vou. Você já me tirou da cama mesmo.
Ele caminhou até o banheiro.
Natsuki: mas Syo…!
Syo: esqueça o que está pensando Natsuki, não tem importância.
Disse indiferente entrando no banheiro. Natsuki suspirou.
Natsuki: eu devia ter lembrado disso.
....................
O Quartet Night entrou por uma entrada especial a famosos, para evitar todo o sufoco da porta principal e como eles eram vips mesmo.
Camus: você realmente tinha que ter nos trazido aqui??!
Ele praticamente gritou no ouvido de Ranmaru que levou automaticamente a mão no lugar.
Ranmaru: eu não sabia que era essa a boate que o Reiji tinha escolhido baka!
Reiji: qual o problema com essa boate??
Os dois olharam pra ele e chegaram mais perto do moreno para que Ai não escutasse.
Ranmaru: foi aqui que o Ai pediu o chibi em namoro.
O Kotobuki ficou pasmo.
Reiji: e só agora vocês me falam?!
Camus: como íamos adivinhar que de milhares de casa noturnas em Roppongi você ia nos trazer justo pra essa?!
Reiji gemeu inconformado.
Reiji: eu queria fazer ele se distrair um pouco, mas aqui ele vai lembrar mais ainda do Syo.
Colocou a mão na testa.
Ai: pra início de conversa eu to ouvido tudo que estão falando.
Os três estremeceram.
Ai: segundo: não falem de mim como se eu fosse um demente que não pudesse opinar sobre a minha própria vida e terceiro: eu adoro esse lugar, não vejo mal algum em ficarmos e já que me arrastaram pra cá… façam o favor de se divertirem ok?
Os três o olhavam perplexos pela tranquilidade do bluenette.
Reiji: o que deu nele?
Camus: ta naquela fase pós–namoro, “negação”.
Ranmaru: tipo: “eu ainda amo aquele idiota, mas to fingindo que superei.”
Reiji segurou o riso da cara que Ai fez.
Ai: eu também ouvi isso bakas!
Eles riram. Eles resolveram ocupar uma mesa privada na parte de cima da boate ficando longe de todo o alvoroço da pista, indo lá só pra dançar mesmo.
Suien: Ai??
Ai se assustou ao ouvir a voz do amigo e se virou pra trás.
Ai: Suien-kun? O que está fazendo aqui?
O rapaz na casa dos seus 23 anos veio até o ídolo rapidamente o abraçando forte e praticamente se debruçando sobre ele, já que Suien era particularmente maior e mais alto que Ai.
Suien: resolvi sair pra me distrair um pouco…
Ele alargou mais o sorriso.
Suien: e fico feliz pela surpresa que a vida me deu. Encontrar você aqui é um presente do destino.
Paquerou descaradamente o ídolo azul que corou levemente.
Reiji: impressão minha ou esse ai é afim do Ai-Ai?
Falou no ouvido de Ranmaru que sorriu minimamente.
Ranmaru: Suien Nakamura, tem 23 anos e é amigo do Ai desde quando ele tinha 13, eles eram vizinhos e estudavam na mesma escola, depois Ai saiu de lá indo para a Saotome estudar música e Suien seguiu o caminho que o levou ao empresário que é hoje. E sim… ele é apaixonado pelo Ai, embora ele finja não saber disso.
Reiji: hum… ele é bem bonito.
Falou observando bem o rapaz que conversava animadamente com Ai, Ranmaru estreitou o cenho.
Ranmaru: nada demais.
Reiji: eeehh! Ta brincando?! Ele é bem gato Ran-Ran! Formaria um belo par com o Ai-Ai.
Ranmaru emburrou um pouco.
Ranmaru: então vou dizer para que o Ai o pegue logo, porque você já ta de olho.
Reiji o olhou surpreso e começou a rir.
Reiji: suas crises de ciúmes são bem bonitinhas.
O provocou.
Ranmaru: eu não tenho crise de ciúmes!!
Reiji ficou o observando.
Reiji: “queria que tivesse…”
Ele suspirou internamente.
Reiji: eu sei Ran-Ran. Você não sabe brincar…
Ranmaru: suas brincadeiras são irritantes!
Virou a cara irritado. Reiji sorriu, embora tivesse com o coração cada vez mais apertado.
Suien: por que não vamos dançar??
Ai: hã? Não. Eu…
Suien: você é um ídolo famoso, dança quase toda noite em shows então não se atreva a me dizer que não gosta ou não sabe dançar.
Disse perto do Mikaze que se sentiu meio incomodado com aquela proximidade.
Reiji: nisso ele tem razão Ai-Ai.
Ranmaru: não tem desculpa.
Camus: você mesmo disse pra nos divertirmos.
Eles sorriam sarcasticamente ao ídolo que só faltou os fuzilar com o olhar.
Ai: tudo bem…
Suien sorriu vitorioso passando o braço em torno do ombro do menor.
Reiji: divirtam-se.
Piscou para eles, Ai revirou os olhos levemente.
.......................
Starish chegou ao ambiente ocorrendo perfeitamente do jeito que eles planejaram, os seguranças permitiram a entrada deles quando viram as pulseiras vips e nem ao menos pediram suas identidades.
Otoya: YEY!! Isso é incrível!!
Ele exclamou animado olhando tudo ao redor.
Otoya: nee Tokiyaa vamos dançar!
O moreno o olhou apavorado.
Tokiya: hãã?? Não… nem pen…!
Ele foi interrompido pelo puxão que Otoya deu em seu braço o arrastando.
Otoya: deixa de ser chato! Vamos logo!
Tokiya: Otoya!!
Ele tentou impedi-lo inutilmente, seus amigos riram.
Cecil: me pergunto como esses dois se apaixonaram se eles são tão opostos…
Eles riram mais.
Ren: tudo é possível quando se trata de amor.
Natsuki: o casal mais inusitado que eu poderia imaginar seria o Rei-chan com o Ran-chan sempai!
Masato e Ren se entreolharam e Syo deu um meio sorriso.
Syo: se eu fosse você não duvidava tanto.
Natsuki: hã?? Por que?
Syo: nada demais… mas como o Ren disse, tudo é possível no amor.
Deu de ombros.
Ren: não sei vocês… mas eu vou dançar.
Disse piscando cinicamente para os outros e puxando Masato.
Masato: ei!! O que você pensa que ta fazendo Jinguji?!
Ren: ora Masa… não finja que não rola nada entre a gente, esqueceu do beijo?
O moreno corou que apesar do ambiente estar um pouco escuro, os seus amigos puderam ver o rubor da face e chocaram.
Syo: vocês se beijaram??!
Masato: eh… bom… que … nós…
Ele tava nervoso e Ren sorriu mais.
Ren: sim e se não fosse pelo Natsuki, teríamos feito muito mais.
O queixo de todos caíram e Masato estava facilmente confundido com um tomate.
Ren: e namoramos já Hijirikawa, não haja como se tivesse sido nosso primeiro beijo. Vamos logo.
Saiu puxando o moreno que ainda estava corado.
Cecil: eu também vou cair na pista de dança.
Sorriu cumplice aos dois ídolos e foi na mesma direção que os outros.
Natsuki: o que fará Syo-chan?
Syo deu de ombros.
Syo: vou me jogar naquela adega ali. Preciso de álcool…
Disse andando em direção ao bar.
Natsuki: mas Syo-chan você não é de beber muito.
Caminhou com dificuldade em meio as pessoas e foi empurrado umas três vezes até conseguir finalmente alcançar o menor e se sentar ao lado dele no bar.
Syo: relaxe. Não vou encher a cara, quero só descontrair um pouco.
Chamou o garçom pedindo um drink, Natsuki pediu o mesmo e eles ficaram observando o fluxo de gente dançando e nem conseguiam mais ver seus amigos.
Natsuki: isso aqui é um mundo!
Exclamou admirado, Syo não disse nada apenas balançou a cabeça concordando. Syo ficou olhando para aquelas pessoas se divertindo, paquerando (outras quase se comendo na pista mesmo) e pensou no ex namorado justamente na hora que tocava a música preferida dele.
Syo: essa música… ele adora.
Sorriu doce ao lembrar do bluenette, Natsuki o olhou. Era péssimo Syo lembrar tanto de Ai quando ele tinha que esquece-lo, porem o chibi só sorria daquele jeito quando pensava no veterano e isso acalmava um pouco o Natsuki.
Natsuki: essa música realmente é muito boa.
Retribuiu o sorriso ao Kurusu.
Syo: é irônico porque eu passei o dia inteiro ouvindo ela, só pelo fato de saber que ele a amava. E agora chego aqui e sou obrigado a escuta-la de novo.
Riu coçando um pouco a cabeça sem graça.
....................
Ai e Suien dançavam, apesar do bluenette manter uma certa distância do amigo de longas datas, Suien queria aproveitar a dança pra se aproximar dele.
Suien: você ama essa música não é?
Ai sorriu.
Ai: sim… ela me traz boas lembranças.
Ele lembrou na hora do sorriso do seu kouhai e acabou rindo levemente.
Suien: o que te fez rir tão espontaneamente agora?
Ai o olhou.
Suien: você não é de rir assim. O que ou quem tem esse dom de te fazer sorrir?
Ai desviou o olhar e corou levemente e Suien não gostou muito daquela reação.
Suien: então minhas suspeitas são verdadeiras, você realmente tem alguém.
O Mikaze voltou seu olhar a ele chocado.
Ai: o que??
Suien: esse sorriso é de alguém apaixonado. Quem teve o privilégio de ganhar o coração do indomável Ai Mikaze?
Ai estava corado e não sabia como sair daquela situação.
Ai: eu não tenho ninguém e é verdade.
Suien sorriu.
Suien: posso mesmo acreditar nisso?
Ai suspirou pesadamente.
Ai: não tenho, no entanto meu coração já pertence a alguém.
O maior estreitou os olhos.
Suien: você ta amando?
Ai concordou.
Ai: não me pergunte quem é. Eu estava com essa pessoa até pouco tempo, mas não deu certo e nos separamos.
Não conseguia esconder a dor da separação.
Suien: e pelo visto ela te machucou.
Ai mordeu levemente o lábio inferior.
Ai: agora a pouco que eu sorrir… é porque acabei lembrando do sorriso lindo que essa pessoa tem e… automaticamente sorrir também.
Disse sorrindo fracamente.
Suien: você realmente a ama?
Ai: sim.
Suien: achei que você jamais seria capaz de sofrer por amor, sendo como é…
Ai soltou um muxoxo.
Ai: ter um rosto bonitinho não te faz imune a decepções, nem sempre um sorriso é sinal de felicidade, ser sozinho nem sempre é uma opção e ser frio nem sempre é por escolha própria. A vida é assim… as pessoas nem sempre falam e agem como realmente são.
Suien ficou o olhando.
Suien: nunca mais voltará a ser aquele Ai que conheci antes dessa pessoa?
Ai sorriu um pouco amargo.
Ai: eu nunca mais conseguir ser o mesmo desde que ela apareceu na minha vida.
..........................
Syo estava bebendo seu terceiro drink e continuava observando as pessoas, apesar de seus pensamentos estarem longe.
Syo: “eu lembro como se fosse hoje o dia em que o conheci.”
Syo Pov on:
Starish estava em sua sala de treino sendo apresentados aos seus sempais.
Natsuki: Syo-chan nosso sempai é aquele rapaz de cabelo azul.
Syo olhou discretamente na direção dele e pode deduzir que ele deveria ser o mais novo da banda, tinha uma beleza um tanto delicada e muito bela, parecia um menino, um rosto verdadeiramente impecável e misterioso.
Syo: ele canta bem.
Falou sem dar muita importância.
Natsuki: ooh espero que nos demos bem! Sinto que podemos aprender muito com ele Syo-chan! Ele é membro do Quartet Night! É tão incrível!
Syo suspirou pela animação exagerada do amigo.
Ai: vocês devem ser o Natsuki e Syo não é?
Eles se assustaram ao vê-lo de repente tão perto.
Natsuki: haai!! É um prazer sempai! Eu sou o Natsuki Shinomiya e esse é o Syo-chan Kurusu.
Ai olhou do mais velho ao chibi o examinando por completo. Syo virou a cara sem notar que Ai o encarava.
Syo: eu tenho boca Natsuki! Posso perfeitamente me apresentar e…
Quando ele virou seu rosto novamente pra frente viu o mais novo sempai dele com o rosto a centímetros do seu, Ai precisou abaixar um pouco pra ficar a altura do menor.
Syo: o.o que f.foi??!
Ele perguntou nervoso se afastando dele bruscamente, eles tinham ficado a centímetros um do outro.
Ai: você realmente é muito baixo…
Syo: hã?!!
Ele se irritou, aquele cara mal tinha chegado e já queria implicar com sua altura?! O bullying tinha começado cedo.
Ai: de acordo com sua ficha você tem 1.61 de altura, mas olhando assim…
Ele chegou mais perto de Syo.
Ai: parece ter 1.00 metro apenas.
Ai falava aquilo com uma natureza que irritou Syo a um ponto extremo, ele estava o avacalhando, mas falava com uma calmaria irritante. O que Syo não sabia é que aquele era o jeito do Mikaze, ele não queria ao certo avacalha-lo.
Syo: CALADOO!! QUAL É O SEU PROBLEMA BAKA?!!
Natsuki: Syo-chan!! Acalme-se por favor!
Ele suplicou e Ai franziu o cenho levemente.
Ai: você parece não ter a menor disciplina, classe e respeito pelos seus superiores…
Syo: o que?!
Ai: pelo visto vou ter que fazer um cronograma regulando todo seu dia pra ver se aprende a respeitar regras.
Syo o olhava chocado e piorou quando viu o gigantesco cronograma que começava ás 05h00min da manhã e terminava as 21h00min da noite.
Syo: v.você quer que eu acorde as cinco horas da manhã??!!! E depois durma as nove da noite?!
Ele olhava cada detalhe daquele monstro destruidor de vida social que o veterano chamava de cronograma.
Natsuki: ooh é tão detalhado e artístico…
Syo: é só isso que você tem a dizer Natsuki?!
Ele perguntou alterado. Ai cruzou os braços.
Ai: não quero atrasos, odeio gente que não respeita as regras. Se falharem serão punidos.
Disse naturalmente e Syo quase o fuzilava, saiam faíscas de seus olhos.
Syo: você não pode fazer isso!! Ta acabando com a nossa vida! Ta nos privando de fazer o que gostamos!! Por que faz isso?!
Ai: “por que” você perguntou?
Ele deu um mínimo sorriso sarcástico.
Ai: a resposta é mais que óbvia. Porque eu quero.
Se viu centenas de fumaças saindo da cabeça do chibi que só não voou pra cima dele porque Natsuki o segurou. Ai deu de ombros e se distanciou.
Syo: eu juro que mato esse cara um dia!!
Syo Pov off.
Syo não segurou a risada ao lembrar desse dia, ele tinha odiado Ai e o sentimento foi reciproco. Eles passaram praticamente seis meses em pé de guerra, como cão e gato.
Natsuki: você ta lembrando dele não é?
Syo olhou para seu amigo.
Syo: me veio na cabeça o dia em que tudo aconteceu, o dia em que nos conhecemos.
Natsuki acabou rindo junto com o mais novo.
Natsuki: pior do que o Myu-chan sempai e o Cecil-kun, era você e o sempai. Tinha vezes que eu achava que vocês iam acabar se matando.
Syo sorriu.
Natsuki: você nunca mais será o mesmo não é??
Syo suspirou tomando outro gole de sua bebida.
Syo: eu não sou como um carro que você pode trocar a peça e consertar. Meu coração nunca mais funcionará direito.
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Reiji e Ranmaru bebiam tranquilamente sozinhos. Ai estava com Suien e Camus sabe-se lá aonde tinha se metido.
Reiji: por que não vamos dançar um pouco??
Ranmaru o olhou entediado.
Ranmaru: não.
Reiji: ~Ran-Ran~~ eu quero dançar!
Ranmaru: vá, a pista ta lá embaixo.
Reiji soltou um muxoxo.
Reiji: mas não tem graça sozinho!
Ranmaru não respondeu.
Reiji: dança comigo vai! Ou vou ter que puxar alguma pessoa daqui, tenho certeza que topariam.
Ranmaru o olhou meio irritado e Reiji sorriu.
Reiji: tem certeza que não ta com ciúmes Ran-Ran?
Ranmaru fechou o punho irritado.
Ranmaru: eu não sinto ciúmes e de você muito menos!
Doeu ouvir aquilo, mas o moreno riu pra disfarçar sua dor.
Reiji: então por que faz essa cara?
Ranmaru: é a cara que tenho desde que nasci! E somente fico preocupado pra você não se expor agarrando qualquer um por aí! Somos figuras públicas e você sabe!
Reiji deu de ombros.
Reiji: eu não seria louco de agarrar ninguém Ran-Ran. Se é pra me arriscar, pelo menos agarraria você.
Ranmaru corou furiosamente com aquele comentário indiscreto.
Ranmaru: você é estranho.
Reiji o olhou meio perplexo e abaixou o olhar.
Reiji: desculpe…
Ranmaru virou seu rosto pra ele.
Ranmaru: era um elogio baka.
Reiji levantou a vista e encarou o sorriso que o albino deu a ele, um sorriso revelando os dentes esbranquiçados e perfeitos do Kurosaki.
Reiji: “depois desse sorriso… simplesmente vejo que não posso desistir de você.”
O coração do moreno palpitava forte com aquele simples ato.
Ranmaru: quando eu te chamo de estranho, acredite em mim… eu gosto disso. Pessoas normais me irritam.
Passou a mão no cabelo lentamente e isso foi estranhamente atraente para o moreno.
Reiji: fico feliz então por ser “estranho”.
Disse rindo como um menino. Ranmaru ficou o olhando, tudo no moreno estava o encantando, seu olhar fazia nascer flores de primavera no inverno rigoroso de sua alma, seu sorriso o tomava e aos poucos Ranmaru pertencia mais ao Kotobuki, mesmo sem saber.
Ranmaru: “nunca fiquei fascinado por ninguém assim, esse sentimento dentro do meu peito é perturbante.”
Ele suspirou.
Reiji: o que tanto você pensa hein?
Pressionou seu indicador levemente na testa do albino.
Ranmaru: coisas minhas.
Tomou um gole de sua bebida.
Ranmaru: você quer dançar?
Reiji o olhou em choque.
Reiji: você disse que não queria.
Ranmaru: mudei de ideia, se acostume isso é meu natural.
Disse meio emburrado. Reiji sorriu abertamente.
Reiji: não sei porque tem pessoas que dizem que você não tem coração.
Falou se levantando da mesa. Ranmaru deu um sorriso sarcástico.
Ranmaru: eles falam isso, porque me conhecem bem.
Reiji pegou em sua mão e chegou mais perto de Ranmaru.
Reiji: sua máscara de indiferença e frieza não me enganam Ran-Ran, você é um homem bom.
O albino fitava os olhos do Kotobuki intensamente.
Ranmaru: cada um acredita na ilusão que mais lhe convém.
Deu de ombros puxando o moreno para a pista, este apenas sorriu.
Reiji: “ele é muito marrento… e eu gosto disso.”
Reiji desceu seu olhar para a mão dele que estava sendo segurada pela de Ranmaru e corou um pouco se achando incrivelmente infantil fazendo isso. Ranmaru levou o moreno até mais o centro da pista e o puxou um pouco pra perto dele, resistindo a vontade de passar a mão pela sua cintura.
Reiji: não fique tão perto, eu não estava brincando quando disse que te agarraria se pudesse.
Ele sussurrou no ouvido de Ranmaru que estremeceu.
Ranmaru: falar sussurrando é mais que provocação, é pecado Reiji. Não teste me autocontrole.
Ele respondeu sussurrando de uma forma mais rouca no ouvido do moreno que sorriu.
Reiji: “estranho seria se eu não tivesse me apaixonado por você… um rosto lindo e um sorriso que me encanta.”
Reiji olhou da boca do albino diretamente para seus olhos, eles ficaram se encarando.
Ranmaru: “precisa parar de me olhar assim, faz com que todos os meus planos e pensamentos de ‘não ligo pra você’ sejam fracassados.”
A luz da boate de repente ficou mais escura sendo iluminados apenas pelas luzes coloridas e podia quase não se ver ninguém. Eles sorriram minimamente fazendo aquilo que queriam.
Ranmaru: “esse cara é um problema…”
Reiji: “o proibido mais gostoso que existe.”
Eles se beijavam com urgência e puro desejo, as mãos ganhando vida e acariciando-os como se quisessem se despir ali mesmo. Se apaixonar um pelo o outro seria o mesmo que mergulhar em um precipício. Seria a melhor coisa que aconteceria ou o pior erro da vida de ambos, poderia fazer a vida deles finalmente valer a pena ou simplesmente arrebenta-los completamente. Talvez fosse mais sábio parar com tudo aquilo, desacelerar as coisas, ser somente amigos parecia ser o mais sensato… porem o corpo e até mesmo o coração não queria mais voltar atrás. E nem eles…
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