Coisas Que Eu Nunca Te Disse
23 Encontro.
Notas iniciais
Uma semana depois do show em Nagoya, tanto Starish como Quartet Night estavam em correria diária com autógrafos, sessão de fotos, eventos e até aparições em reality shows. Starish ainda fazia alguns shows pela cidade e Quartet Night se concentrava em ensaios e gravações para a turnê que seria em poucas semanas.
Ai: não… não aguento mais…!
Ai se jogou no chão da sala de dança, eles estavam ensaiando sem parar as coreografias da turnê inteira, apenas as musicas que ainda não terminaram que estavam faltando treinar.
Reiji: aiii Ran-Ran… isso é massacre!!
Reiji que já estava sentado no chão, se esparramou no mesmo, Camus estava no meio dos dois sentado arfando também.
Ranmaru: parem de moleza os três!! Precisamos estar perfeitos para a turnê que ta chegando!
Ele falava irritado e bebeu um pouco de agua da sua garrafa térmica.
Camus: seu perfeccionismo ta exageradamente irritante hoje cachorro!! Não sei se percebeu, mas nós somos HUMANOS!!
Esbravejou irritado com o albino.
Ranmaru: se tem folego para gritar, então o use para levantar e dançar!! Não vai entreter os fãs só com seu cosplay da barbie!!
Ai e Reiji engoliram em seco olhando automaticamente para Camus que estava fervendo e até esqueceu sua exaustão se levantando e voando para cima do Kurosaki que não se intimidou nem nada pelo puxão que o conde deu em sua regata quase a rasgando.
Camus: repete isso se você tem coragem!!
Ranmaru: cosplay da barbie!!
Camus: infeliz!!! Que tal se eu fizer uma bela cicatriz nesse rosto?!!
Ranmaru: faz!! Que eu faço questão de devolver o favor!!
Reiji: AHH!!!
Ai: parem vocês dois com isso!!!
Eles se levantaram num pulo separando os dois. Ai puxou Camus e Reiji se meteu entre eles, ficando na frente do albino.
Reiji: ficaram malucos?!! Somos um grupo! Isso aqui é en-sa-i-o e não um ringue!!
Gritou repreendendo os dois que bufaram e desviaram o olhar um do outro.
Ai: essas brigas bestas de vocês sempre fez parte da “história da banda”, mas hoje quase saiu do controle! Vocês não podem simplesmente se matar ou quebrar um osso do outro! Vão dizer o que ao Saotome ou pior… a impressa?!
Ranmaru: ok, ok. Eu só quero que vocês ensaiem!
Camus: estamos ensaiando desde ás 08h00min!! Só fizemos almoçar e corremos pra cá de novo!! Eu já disse: somos humanos Kurosaki!!
Ai: eu sou obrigado a concordar. Eu não to sentindo minhas pernas mais, ta tudo inerte aqui.
Tocou em suas coxas.
Reiji: nee Ran-Ran, eles tem razão. Assim vamos acabar desmaiando de cansaço.
Se virou para o maior. Ranmaru ficou os fitando e suspirou.
Ranmaru: eu vou continuar ensaiando na outra sala de dança, vocês façam o que quiserem.
Ele pegou sua toalha de rosto e caminhou em direção à porta, saindo. Os três se olharam.
Ai: não é preciso dizer que ele tá assim desde aquilo com os pais não é?
Disse suspirando limpando o rosto com a toalha.
Camus: desde aquela maldita entrevista, os jornais, bloggers, revistas… tudo sai algo a respeito da relação deles.
Reiji mordeu o lábio mirando fixamente o lugar por onde o Kurosaki saiu.
Reiji: seus pais o feriram há quase 10 anos… e mesmo depois de tudo, eles ainda insistem em fazer isso.
Cerrou o punho, Camus e Ai o olhavam, sabiam muito bem o sentimento dele por Ranmaru.
Reiji: eu vou… tomar um banho. Nos vemos mais tarde.
Acenou e sorriu fraco aos companheiros que retribuíram o gesto.
........................
Reiji saiu do banheiro vestido apenas com sua calça de moletom e com a toalha na cabeça enxugando os cabelos.
Reiji: Ran-Ran…
Sussurrou seu nome e lembrou-se do acontecimento de dias atrás.
Reiji Pov.
Não fazia nem 24 horas que Yoshino tinha dado todos os telefones dos pais de Ranmaru, inclusive celular deles. Reiji achou melhor ligar para a mansão deles em Beverly Hills e foi atendido pelo mordomo deles.
Mordomo: mansão da família Kurosaki, boa tarde.
Reiji: boa tarde. Gostaria de falar com Hichiro Kurosaki, por favor.
Mordomo: quem gostaria?
Reiji: sou um representante do presidente, preciso falar com ele com urgência. Afinal o clã Kurosaki tem um grande poder na casa civil. Diga que é o Mr. Shõda.
Falou com uma voz firme e convincente.
Mordomo: espere um instante senhor.
Reiji ficou poucos segundos e logo ouviu uma voz grave que lembrou muito ao do albino.
Hichiro: Shõda algum problema? Pra você me ligar assim.
Reiji: na verdade senhor, não sou o Shõda, mas um conhecido dele. Entretanto isso não vem ao caso, meu assunto com o senhor é outro.
Hichiro: hã? Quem é você? Não é da casa civil?
Reiji: na verdade meu nome é Reiji e eu sou amigo de alguém muito próximo ao senhor, apesar de mentir, ele ainda é seu filho não é? O Ranmaru. Pelos meus conhecimentos ainda não inventaram uma forma de desvincular o DNA.
Sua voz se tornou sarcástica. Houve um silencio tenebroso na linha por uns dois minutos, ouvia-se somente a respiração pesada do homem mais velho.
Hichiro: amigo do meu filho?
A voz saiu bem baixa o que surpreendeu Reiji.
Reiji: agora é seu filho?
Ele riu sarcasticamente.
Reiji: para aquele repórter na França você negou seu filho!!
Hichiro: eu desconheço o líder do Quartet Night. Mas Ranmaru, ainda é meu filho, aquele menino que fugiu de casa aos 14 anos.
Reiji: pois eu tenho uma novidade do século a você, senhor Kurosaki… o Ranmaru e o líder do Quartet Night são a mesma pessoa!! Ele continua sendo o seu filho, esse menino que disse que fugiu aos 14 anos para ir atrás dos sonhos dele, aquela criança que não acatou as ordens ridículas de família tradicional e fez o que sempre quis! Deveria agradecer por ter um filho fantástico, talentoso e que luta pelo que quer e não um fantoche de uma sociedade rica japonesa!!
Hichiro estava surpreso pela ousadia daquele garoto.
Hichiro: diminua a voz senhor Kotobuki, não estou no seu nível.
Reiji ficou chocado por ele saber seu sobrenome, mas não se intimidou.
Reiji: ainda bem que não estamos! Porque se eu tivesse um filho como o Ranmaru, eu jamais teria a cara de pau de rejeita-lo em mídia internacional!! Não seria ridículo a ponto de preferir minha imagem como magnata a meu filho!! São 10 anos!! 10 anos que o senhor o renega!
Hichiro: ele nos renegou primeiro!
Reiji: ele ama você e sua esposa!! Ranmaru só não vai atrás porque conhece os pais que têm e sabe como vão o tratar!!
Hichiro: por que tanta preocupação com meu filho?? Pelo que ouvir falar você entrou há pouco tempo na banda!
Reiji arregalou os olhos.
Reiji: não é nada perto do quão ele importa pra mim! Talvez mais do que importe a vocês.
Respondeu seco, Hichiro ficou surpreso pela resposta.
Reiji: eu passei exatamente por isso, meus pais me rejeitaram quando escolhi minha carreira. A diferença era que eles tinham medo de não conseguir ter sucesso como ídolo, o seu problema é porque o Ranmaru não é um boneco manipulável para que obedeça a tudo que o ordenar.
Hichiro se irritou.
Hichiro: olha aqui moleque…!!
Reiji: posso não ter sua idade e experiência de vida, mas também não sou um vagabundo para que me chame de moleque! E me desculpe Hichiro, mas eu não sou obrigado a tratar bem quem trata um filho como lixo!
Os orbes prateados do Kurosaki mais velho arregalaram, ninguém nunca teve aquela coragem de destrata-lo assim.
Reiji: não ligo se é um magnata, um cara bastante influente, milionário, bilionário e nem se fosse dono do mundo!! Ninguém tem o direito de agir como agiu com seu filho apenas porque ele não fez o que quis!! Não sei como de vocês pode ter saído alguém como ele…
Reiji suspirou.
Reiji: só peço uma coisa, se não gosta da carreira do Ranmaru, não aprova… guarde isso pra você e sua maldita consciência e não diga ao mundo! Porque além de machucar seu filho o humilha publicamente e faz com que pessoas que antipatizam com ele aproveitem essa chance! E me desculpe à ousadia de ligar, mas eu realmente não poderia ficar com essas palavras engasgadas na garganta. Seria muito bom se repensasse sobre suas atitudes, mas se isso não acontecer, por favor, não o machuque mais. E viva com seu poder, sua arrogância e a droga do seu dinheiro. Eles são mais valiosos que o Ranmaru não é?
Antes de Reiji desligar disse uma ultima coisa.
Reiji: espero que não perceba seus erros quando for tarde demais. Adeus senhor Kurosaki.
Reiji Pov.
O Kotobuki estava tenso, agiu em um momento de raiva total. Não que estivesse com medo do pai de Ranmaru, tinha medo era do filho se descobrisse, com certeza o degolaria!
Naquele exato momento a porta é aberta justamente pelo próprio Kurosaki fazendo Reiji quase enfartar de susto.
Reiji: Ran-Ran?? Que foi? Aconteceu alguma coisa?? Eu não fiz nada!!
Ranmaru o olhava incrédulo.
Ranmaru: ei, calma. Eu só vim te falar uma coisa.
Reiji suspirou aliviado.
Reiji: ah, ta. O que era?
Ranmaru: bom, você ta ocupado hoje à noite?
Reiji: hoje? Não. Por quê?
Perguntou inocentemente.
Ranmaru: esqueceu do que combinamos há uma semana, lá em Nagoya?
O olhou fixamente, Reiji ficou pensativo e recordou do convite para sair, o rosto do moreno atingiu uma coloração profunda pela vergonha.
Reiji: ah… o convite… err…
Ranmaru: não quer mais?
A expressão do albino ficou meio tensa, Reiji sorriu.
Reiji: claro que não! Quer dizer, claro que sim!! Eu só tinha esquecido por causa da correria que tivemos, pensei que tivesse esquecido também.
Ranmaru: não, só estava sem tempo.
Disse meio envergonhado.
Ranmaru: então, pode ser hoje?
Reiji congelou em pânico, mas concordou.
Reiji: que horas?
Ranmaru: 20h00min tá bom?
Reiji: perfeito! No seu apartamento?
Ranmaru: sim, tenho uma surpresa pra você.
Reiji o olhou curioso.
Reiji: o que?
Ranmaru: vai perder a graça se eu contar.
Piscou cinicamente e sorriu fechando a porta.
Reiji: aii kami-sama… o que eu faço? O que eu visto? E quando eu chegar lá?? O que eu vou dizer?? Me declaro?? Mas se for só um encontro?? Mas se ele me convidou é porque algum interesse tem não é?? Mas se for só atração?? Ai que maldita indecisão!!
Jogou um travesseiro longe com raiva de si mesmo.
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Beverly Hills…
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Uma mulher elegante e muito bela na faixa dos 44 anos, cabelos castanhos e lisos um pouco abaixo dos ombros, olhos cor de mel, pele alva e não muito alta andava por um quarto na enorme mansão onde morava. Em sua face tinha um sorriso pequeno nos lábios e os olhos continham saudade e emoção vendo vários e vários retratos em cima de uma estante e mesinhas daquele cômodo.
Hichiro: Ryoko… você não sai mais desse quarto.
A mulher se virou para o marido, o olhando parcialmente.
Ryoko: esse é o quarto dele, eu gosto de ficar aqui.
Hichiro a observava olhar tão amorosa para as fotos de Ranmaru pequeno.
Ryoko: lembra dessa?
O Kurosaki sorriu ao ver a foto de Ranmaru com 10 anos de patins.
Hichiro: claro. Ele nos alugou uma tarde inteira, colocou na cabeça que ia aprender patins e esfregar na cara daquele menino que se achava o “maioral” como ele dizia, só porque andava de patins muito bem.
Ryoko riu nostálgica.
Ryoko: ele já era muito teimoso, lembro que ele aprendeu naquela tarde mesmo.
Hichiro: depois de muitas quedas.
Disse rindo.
Hichiro: ele puxou a teimosia de você.
Ryoko: e o perfeccionismo de você meu bem.
Sorriu sarcástica.
Ryoko: ele tá tão lindo nessa foto.
Hichiro: você sempre babou nele.
A mulher sorriu.
Ryoko: não só eu. Minhas irmãs, sua família… sempre morria de ciúmes deles tudo em cima do meu filho desde quando era bebê.
Hichiro: o seu maior ciúme foi quando ele entrou na fase dos namorinhos.
Ele riu de leve com a careta da esposa.
Ryoko: foi muito prematuro! Tinha só 11 anos! Quando ele deu aquele beijo naquela menina.
Hichiro: foi uma brincadeira de criança, e aquilo foi como eles dizem… um selinho.
Ryoko: mas foi o primeiro passo pra essa fase em que ele trocaria os pais pelas namoradas e amigos.
Deu um muxoxo.
Ryoko: olha essa foto, aquele baile na Inglaterra.
Hichiro: a Ayume e ele estavam lindos nesse dia como par. Foi naquela noite que eu e o pai dela decidimos que eles casariam quando crescessem.
Ryoko analisava a foto.
Ryoko: ela sempre foi linda, mas… nunca a achei perfeita para o Ranmaru.
Hichiro: ciúme de mãe?
Arqueou a sobrancelha se divertindo.
Ryoko: talvez.
Ela colocou o retrato no lugar e suspirou olhando aquele quarto que era a cara do filho.
Ryoko: esse quarto… é como se ele estivesse aqui cada vez que entro.
Hichiro: mas quando compramos essa mansão… ele não estava mais com a gente.
Ryoko: eu sei.
Ela se virou para o marido.
Ryoko: eu mandei decorar tudo do gosto dele, mudava de decoração a medida que ele crescia… esse quarto de adolescente passou para um de adulto com o passar dos anos.
Seus olhos marejaram.
Ryoko: todos os anos minha esperança nunca morreu que um dia ele veja e durma aqui.
Ela se sentou na cama e pegou seu iPad acessando algo nele, depois de uns segundos a morena sorriu.
Ryoko: esse é o Reiji hein?
Mostrou a foto ao marido que fechou um pouco a cara.
Hichiro: o garoto é atrevido.
Ela riu.
Ryoko: ele não te respeitou e por isso você ficou assim.
O Kurosaki revirou os olhos.
Ryoko: ele deve gostar muito do nosso filho, pra fazer o que fez.
Sussurrou olhando uma foto da banda inteira, vendo Reiji ao lado do filho.
Ryoko: Hichiro… eu não aguento mais esses anos todos. Quase uma década sem ele… eu…
Hichiro: eu sei. Nós vamos voltar ao Japão.
Disse com uma expressão séria.
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Shibuya, Tóquio.
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Ayume saia feliz do prédio onde ficava a agencia Saotome, olhava como uma criança fitava seu doce preferido, o envelope em suas mãos.
Ayume: você não me escapa Ranmaru.
Mordeu o lábio pensando no ex-namorado.
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As horas foram passando e Reiji estava histérico em frente ao seu closet tentando escolher alguma roupa.
Otoya: Rei-chan que tal essa?
Reiji: inconveniente.
Otoya: essa?
Reiji: informal.
Otoya: e essa?
Reiji: informal demais.
Otoya: e essa blusa com a calç-?
Reiji: já ta formal demais.
Otoya: Rei-chan!!! O que você vai vestir então??
Reiji: eu não sei Otoyan!! Me ajuda!!
Ele abraçou o ruivo choramingando. Tokiya olhava aquilo com uma gota na cabeça.
Tokiya: vocês tem ciência de que estão parecendo duas mulheres assim não é?
Perguntou entediado.
Reiji: Toki!!
Otoya: já vai começar com essa insensibilidade??
Tokiya suspirou.
Tokiya: Kotobuki-sempai suas roupas são ótimas, você sabe se vestir muito bem, então por que o drama todo??
Reiji: é que…
Tokiya: além disso, você é um cara de quase 24 anos e não é o primeiro encontro da sua vida. Para com esse chilique!
O repreendeu cruzando os braços. Reiji choramingou como criança e Otoya se irritou.
Otoya: não fala assim com o sempai, preciso lembrar o mico que você pagou no nosso primeiro encontro?? E aquele também não foi o primeiro encontro da sua vida.
Tokiya engoliu em seco.
Tokiya: qualquer um paga mico.
Otoya: suas mãos tremiam.
Tokiya: tava com frio.
Otoya: e corado também.
Rebateu ironicamente fazendo Tokiya corar e ficar com ódio disso, Reiji riu do comportamento dos dois.
Reiji: só vocês para tirar minha tensão.
Tokiya: err.. cof cof... bom, você precisa se decidir sempai. Não pode ir vestido assim.
Apontou para o moreno que estava só com a boxer. Otoya sorriu.
Otoya: não é tão má a ideia, assim evita o trabalho de tirar tudo. Ranmaru-sempai ia adorar.
Reiji e Tokiya o olharam chocados e o queixo caiu mais com o sorriso cínico do ruivo.
Tokiya: não me olha assim.
Levantou as mãos em defesa pelo olhar fulminante do veterano.
Reiji: você corrompeu meu bebê Toki!! Literalmente corrompido de corpo, alma e mente!!
Abraçou novamente o Itokki, afagando seus cabelos.
Reiji: até pouco tempo meu Otoyan era o símbolo da inocência e pureza… até esse Toki pervertido corromper sua inocente mente.
Otoya estava corado e Tokiya de olhos fechados em reprovação.
Tokiya: mas corrompido que você, eu duvido que ele esteja. Kurosaki-sempai que sabe…
Reiji corou como tomate do sorriso pervertido do kouhai.
Reiji: o que há com vocês dois?? Eu to começando a ficar com medo de ser estuprado aqui.
Os juniores caíram na gargalhada com a expressão do Kotobuki.
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No quarto de Camus…
Cecil mudava os canais da Tv meio entediado, não era exatamente esse “programa de namorados” que queria, mas como Camus estava todo dolorido dos ensaios, não tinha muita opção.
Cecil: nee o que aconteceu pra você ficar assim mesmo?
Camus sentou na cama ao lado do menor.
Camus: o idiota do Kurosaki tava um carrasco hoje, ele ta nessa semana desde que voltamos de Nagoya, mas hoje tava pior! Mal respirávamos entre uma repetição e outra, trocava de musica o tempo inteiro. Literalmente o ensaio acabou quando todos foram ao chão sem forças, até o Mikaze e o Kotobuki não estavam mais se aguentando em pé.
Cecil riu das caretas que o loiro fazia enquanto falava.
Camus: não ria! Eu to com o corpo como se tivesse passado no liquidificador!
Cecil riu mais.
Camus: quer parar??
O olhou meio irritado, mas acabou sorrindo dos risos espontâneos do kouhai.
Cecil: desculpe, mas é engraçado te ver assim.
Camus: ah, claro. Porque não é você.
Ceci: ehh?
Ele riu de leve.
Cecil: esqueceu como fico depois que nós dois… você sabe.
Ele abriu um meio sorriso cínico, Camus o olhou meio assustado vendo aquele sorriso.
Cecil: nee Camus… você realmente ta muito dolorido??
Perguntou sussurrando no ouvido dele.
Camus: por que?
A pergunta saiu baixa, o que deixou Cecil mais excitado, o indiano lambeu bem devagar o lóbulo do conde e logo em seguida mordeu, Camus arfou de leve com aquilo.
Cecil: porque os programas na TV estão muito chatos e… eu tenho coisas na minha mente bem interessantes pra fazer.
A voz estava maliciosa e Camus sorriu.
Camus: um exemplo?
Perguntou o fitando intensamente e Cecil foi para seu colo, enterrando seus quadris o que obrigou os dois a gemerem baixo.
Cecil: melhor te mostrar.
Beijou-o intensamente e de um jeito que fez os dois ferverem em desejo. Camus passou as mãos pela costa do menor acariciando-a, logo adentrou por dentro da camiseta tocando aquela pele morena e deliciosamente macia, Cecil gemeu com o aquele ato e rebolava sutilmente provocando a ereção que começava a ganhar vida do conde.
Camus: é impressão minha ou você me vê como um símbolo sexual?
Arqueou a sobrancelha irônico.
Cecil: símbolo sexual você e todos do Quartet Night já são pelas fãs do mundo, mas sabe qual a vantagem de ser seu namorado?
Camus: qual?
Perguntou roçando seus lábios no pescoço do kouhai, mordendo-o provocantemente.
Cecil: é porque só eu posso tocá-lo e sim… você é meu símbolo sexual.
Disse rindo arrancando um riso do maior.
Camus: de onde saiu tanta perversão?
Cecil: é desejo contido de mais de um ano.
Camus sorriu e o beijou, jogando-o na cama.
......................
Syo estava impossível naquela noite! E Ai conhecendo a “peça” que era o chbi, tinha certeza que o mais novo estava querendo provoca-lo desde que chegou e Syo estava se divertindo vendo Ai andando todo duro pelo quarto.
Ai: Syo se você não tirar esse sorriso da cara, eu vou tirar.
Disse irritado o fuzilando, Ai estava a metros longe sentado na cama, queria distancia do chibi que parecia que estava igual a um vulcão, prestes a entrar em erupção.
Syo: hmm… você é chato. Eu vim aqui ficar com você e me trata assim?
Perguntou com um olhar meio manhoso, o olhando de cabeça pra baixo, apesar de estarem na mesma cama, Ai estava bem afastado de onde o menor estava. Ai suspirou, Syo era estressadinho e odiava que o chamassem de kawaii, mas o chibi sabia usar aquele lado “fofo” dele quando estava com segundas intenções e naquele momento… Syo devia estar com umas mil intenções e cada uma pior do que a outra.
Ai: eh… eu vou buscar alguma coisa pra comer.
Disse se levantando antes que Syo o atacasse.
Syo: hã? Mas não é melhor chamar a empregada?
Perguntou de joelhos na cama quase pulando no bluenette que estava em pé.
Ai: então eu vou chama-la.
Disse sem graça.
Syo: pra isso existe o telefone do quarto Ai…
Apontou para o aparelho em cima do criado mudo.
Ai: acabei de lembrar que é melhor eu mesmo fazer, já que algumas coisas elas erram. Já volto!
Saiu rápido do quarto e Syo bufou derrotado.
Syo: pra quem tá todo enferrujado, ele é bem rápido. Tsk!
O menor vasculhava o quarto a procura de uma ideia que enlaçasse seu namorado, Syo estava meio… “quente” desde cedo e esperou o dia inteiro para ficar com o Mikaze, mas ele fez o favor de virar um robô enferrujado. Até que uma ideia invadiu a mente- agora pervertida- de Syo o fazendo sorri de orelha a orelha e se levantou correndo entrando no closet do namorado e procurando seu roupão que Ai sempre deixava no meio dos seus para quando o chibi dormisse lá e quando encontrou foi direto para o banheiro.
.........................
Ai levou uns 15 minutos para voltar, estava estruturando sua mente para umas possíveis 20 respostas para toda investida que Syo fizesse. Não que ele não quisesse o menor, mas seu corpo tava acabado pelos ensaios e tinha certeza que se colocasse “esforço” demais naquela noite, não ia conseguir se levantar na manhã seguinte. Porém resistir a Syo Kurusu também tava sendo um desafio doloroso, fora que o chibi não ajudava muito.
Ai abriu a porta do quarto e olhou receoso para o mesmo e nem sinal do loiro, Ai sentia cheiro de armação, mas mesmo assim entrou e colocou a bandeja com lanche em cima de uma mesa onde ele sempre escrevia suas letras.
Ai: Syo?
Chamou pelo namorado e a resposta logo veio. A porta do banheiro foi aberta e dela saiu um Syo com os cabelos levemente molhados e vestido com seu roupão. Ai engoliu em seco vendo aquela imagem e sua mente e corpo traiçoeiros começaram a tortura-lo. O roupão tava parcialmente aberto revelando o tórax definido do chibi, o nó que o mantinha fechado estava meio frouxo e uma das coxas de Syo também tava a mostra.
Ai: v-você tomou banho?
Syo: sim… tava muito calor, muito mesmo.
Ele olhou intensamente para as pupilas do maior. Syo se aproximou perigosamente e sorriu vitorioso vendo que Ai não se afastou.
Syo: mas não passou Ai. Ainda to com calor…
Ele abraçou a cintura do parceiro, enterrando suas unhas na camisa que o mesmo usava a puxando de leve e levantou o rosto, apoiando-o no peito do Mikaze e o fitou com um olhar manhoso.
Syo: não poderia dar um jeito?
A voz estava extremamente maliciosa fazendo um contraste irresistível com aquele olhar. Ai mandou seu autocontrole para o inferno e passou uma das mãos pelo corpo do menor o puxando pra ele, Syo gemeu baixo com a sensação do dedo do azulado arranhando sua pele exposta do ombro.
Ai: está sem nada por baixo?
Perguntou rouco mordendo o lóbulo e Syo arfou.
Syo: sim. Eu disse que tava com calor.
Respondeu “inocente” e sorriu sentindo seu corpo ser empurrado em direção a cama.
Ai: por que sinto que esse banho é proposital?
Syo: você precisava de um estimulo.
Sorriu já deitado na cama e o veterano ainda estava em pé o encarando maliciosamente. Syo levantou uma das pernas e com o dedo do pé passou pelo tórax, abdômen e desceu para a bermuda do mais velho. Ai tremeu e um gemido rouco saiu pelos lábios com o pé de Syo tocando sua intimidade.
Syo: quem está com calor agora é você, talvez devesse tomar um banho.
Provocou e o sorriso alargou vendo Ai tirar sua camisa e bermuda. Ai se deitou sobre o corpo do menor o beijando de forma luxuriosa, suas línguas batalhavam por espaço na boca e as mãos no corpo, explorando-os, os excitando ao ponto de não aguentarem mais. Syo mordeu os lábios e enlaçou suas pernas na cintura do que estava por cima, enquanto Ai se deliciava na pele do pescoço do seu chibi, enchendo-o de marcas, chupões, mordidas, sua língua saboreava aquele gosto tão viciante.
Syo: ah Ai…
Ele se remexia, esfregando seus corpos, ou melhor, esfregando suas ereções uma na outra mesmo sobre o tecido da cueca do azulado. Naquela hora Syo já estava com o roupão totalmente aberto, seu corpo todo exposto ao namorado. As mãos de Syo desfizeram o pequeno rabo-de-cavalo do bluenette, gostava de agarrar seus cabelos soltos e com a boca de Ai descendo do pescoço para os mamilos, abdômen e o cabelo o tempo inteiro agarrado pela mão de Syo que tremia a cada chupão e mordida intensas, sua ereção estava latejando. Ai o beijava todo, cada lugar sendo atendido pela boca faminta de Ai pela pele do Kurusu. Ai voltou o caminho todo até a boca de Syo sem desgrudar a dele da pele do menor, novamente o beijou com toda a paixão e amor que tinha por seu kouhai.
Ai: não devia me provocar assim chibi. Quer que eu o deixe como em Nagoya?
Sussurrou no ouvido e a língua lambeu o local, Syo gemeu manhoso.
Syo: hmm... será que consegue? Com o corpo todo dolorido assim?
Provocou Ai que riu.
Ai: está me desafiando?
Agarrou com uma só mão o membro de Syo o fazendo gritar de prazer.
Syo: então vamos ver.
Sorriu extasiado pela mão em sua ereção.
Syo: me mostre do que é capaz.
O desafiou com a maior cara de pau, Ai aceitou o desafio sorrindo triunfante.
Ai: não me culpe se não andar pelas próximas 24 horas.
Syo: não vamos jantar?
Perguntou fingindo desapontamento colocando as mãos na nuca do parceiro.
Ai: já tenho minha refeição aqui.
Mordeu o lábio inferior do loiro, Syo gemeu baixinho.
Ai: que por sinal é deliciosa.
Syo riu e o puxou para um beijo cheio de luxuria.
...........................
Reiji estava em frente ao edifício onde o Ranmaru morava, seu corpo tava tremendo dos pés a cabeça, o rosto já tava corado antes mesmo de ver o albino, seu coração parecia que ia sair pela garganta, o estomago tinha uma avalanche do Everest ocorrendo ali.
Reiji: eu não vou conseguir e…
Ele virou pra trás dando de cara com seus dois kouhais encarando-o seriamente.
Tokiya: Kotobuki-sempai…
Otoya: Rei-chan…
Reiji engoliu em seco.
Reiji: o-o que?
Tokiya e Otoya: entre logo!!
Reiji se encolheu.
Reiji: tá muito cedo e não quero parecer desesperado… é melhor…
Tokiya: tá muito cedo uma ova!!
Otoya: você que tá querendo enrolar Rei-chan! Além disso…
Tokiya: você tá desesperado.
Reiji: mas ele não precisa saber!
Otoya: Rei-chan isso é uma vergonha! Você sempre foi o número um em azaração, namoro, pegação e tá aí todo se tremendo por causa de um encontro??
Tokiya: ninguém merece…
Reiji corou mais.
Reiji: mas é a primeira vez que janto com alguém que eu...
As palavras se perderam, os dois juniores sorriram.
Tokiya: justamente por isso. Não desista.
Otoya: aproveite essa noite e se declare!
Reiji: ehhh???!!
Ele levou as mãos á boca pelo grito nada discreto.
Reiji: ficaram loucos?! Me declarar??
Tokiya: mas claro!! Pra que fundamento esse encontro teria se não acabar com alguém se declarando?
Reiji estava à beira do pânico e só não entrou no carro porque os dois foram o empurrando em direção à entrada do edifício, Otoya jogou a chave do carro para o manobrista.
Reiji: ah ok!! Eu já vou! Não precisam ficar me empurrando!
Disse bravo ajeitando as roupas.
Tokiya: então vá!
Otoya: agora!!
Reiji bufou e se virou para entrar no lugar, mas antes sorriu e acenou aos kouhais que retribuíram.
Tokiya: espero que dê certo.
Otoya sorriu.
Otoya: vamos cruzar os dedos.
Disse fazendo o gesto, Tokiya riu e passou o braço pelo ombro do menor.
Tokiya: é torcer e pegar um taxi para voltar pra casa.
Otoya o olhou e sorriu, queria beijá-lo, mas em publico era um perigo.
..........................
Reiji apertou a campainha, seu coração tava como um motor de carro.
Reiji: “kami-sama… que eu não haja como um idiota onegai!!”
Reiji suspirou quando sentiu a porta ser aberta e seus olhos levantaram em câmera lenta analisando o Kurosaki dos pés a cabeça. Reiji corou de leve quando seus orbes se prenderam aos dele e o outro motivo era… Ranmaru estava mais gostoso que o normal!! Mesmo estando com uma roupa despojada, já que o mesmo estava em seu próprio apartamento, mas não tinha deixado o detalhe de ficar lindíssimo de lado.
Ranmaru: nossa…
Foi à vez de ele analisar Reiji por completo, o que fez o rosto do moreno ficar mais quente.
Ranmaru: caprichou. Ficou muito bonito…
Elogiou sorrindo de canto, Reiji sentiu o rosto como se tivesse colocado no forno.
Reiji: obrigado.
Ranmaru: não que não seja nos outros dias.
É, Reiji tinha chegado a conclusão que Ranmaru tirou aquela noite pra fazer o Kotobuki voltar a adolescência de tão infantil que se sentia por cada comentário do albino.
Ranmaru: vai ficar parado aí?
Não conseguiu segurar o sorriso vendo o quão nervoso Reiji tava.
Reiji a-ah, claro! Desculpe.
Ele entrou no apartamento e observou que estava um pouco diferente desde a última vez que havia ido lá.
Reiji: você mudou alguma coisa ou é impressão minha?
Ele ouviu uma risada baixa.
Ranmaru: chamei um decorador para dar umas “ajeitadas”, aproveitando que não to morando aqui por esse tempo.
Reiji: ooh… você tem bom gosto Ran-Ran! Porque mesmo tendo decorador, precisa do certo toque do dono.
Ranmaru: e por que essa surpresa toda?
Reiji riu.
Reiji: não, por nada. Mas do jeito que é meio “dark”, pensei que gostasse de coisas bem…
Ele se virou para olhar o albino, mas deu de cara com o mesmo. Ranmaru estava a poucos centímetros dele.
Reiji: d-do estilo.
Ele ficou nervoso por aquela proximidade. Ranmaru o olhava tão profundamente que fez Reiji prender a respiração diante daquele olhar.
Ranmaru: tem muitas coisas de mim que você ainda não sabe Reiji…
Aproximou seu rosto do menor.
Ranmaru: quem sabe não descubra.
Sussurrou com os lábios perigosamente próximos ao do Kotobuki que não resistiu e encerrou a distancia, levando as mãos a nuca do albino e o beijando-o. O beijo- apesar de ambos estarem fervendo- foi calmo, lento… como se fosse a primeira vez que se beijassem, queriam apenas desfrutar das sensações, conhecer um ao outro. Mesmo o beijo sendo lento, não evitou que os deixassem bem “animados”, afinal era impossível suas peles e bocas se tocarem e todos os nervos dos corpos não se acenderem na hora.
Ranmaru: apressado…
Reiji: você é que chegou perto demais.
Sorriu mordendo o lábio inferior de Ranmaru o trazendo para si.
Reiji: você sabe que meu autocontrole é muito limitado.
Sorriu maliciosamente piscando a Ranmaru que teve que tirar forças extras do além para não agarra-lo ali.
Ranmaru: não me superestime assim, ou então o jantar ficará pra depois… muito depois.
Reiji: hmm…
Ele sorriu.
Reiji: eu não to com tanta fome assim, poderia esperar.
Esboçou um sorriso travesso arrancando uma risada do albino.
Ranmaru: você é um safado irreparável.
Reiji sorriu mais.
Reiji: entretanto… você gosta e não fica atrás.
Reiji dessa vez o beijou, mas já era um beijo cheio de luxuria e urgência vinda dos dois lados. Não se sabe como ou quando… só viram quando Reiji estava caindo no sofá com o Kurosaki por cima de si.
Reiji: ah…
Ele abriu a boca soltando um suspiro de contentamento quando a boca e a língua de Ranmaru explorava sua pele do pescoço, as mãos do albino estavam na cintura do colega de banda e adentraram de leve por dentro da blusa, arranhando sua pele como provocação obrigando o Kotobuki a morder os lábios gemendo, a sensação só não foi melhor que a perna que Ranmaru encaixou no meio das suas e o joelho esfregando o membro do moreno que já estava querendo ganhar vida.
Reiji: ahn Ran-Ran… aah…
Sorriu fechando os olhos se deleitando com todas aquelas caricias maravilhosas. Suas mãos… que mãos eram aquelas? Não importa quantas vezes Ranmaru o tocasse, nunca era suficiente. Era como se existissem faíscas em seus dedos que quando se encontravam com a pele de Reiji, cada célula do seu corpo era atingida, cada nervo tocado, é como se todo o corpo do moreno fosse uma parte erógena e as mãos do Kurosaki o levavam a loucura, associadas com a boca então… impossível não ter uma grande excitação com aquele homem.
Ranmaru: espera…!
Ele se afastou de Reiji, ambos estavam ofegantes.
Reiji: que foi?
Ranmaru: isso tá errado.
Ele se levantou do sofá.
Reiji: hãã??
Ranmaru: eu te convidei pra jantar, isso não pode acontecer…
Reiji: Ran-Ran!! É evidente que nós dois sabíamos o viria depois do jantar!! Só estamos fazendo uma antecipação…
Disse desesperado, seu corpo tava fervendo.
Ranmaru: não podemos fazer uma “antecipação”! Não são assim que as coisas acontecem…!
Ele ia se afastar, mas Reiji o impediu.
Reiji: você vai me deixar assim??
Apontou para seu corpo, ou melhor, para uma certa parte de si. Ranmaru o olhou e tava sendo difícil se controlar.
Ranmaru: Reiji… depois do…
Reiji: eu não vou aguentar depois do jantar Ran-Ran!!
Ele levantou do sofá e pegou Ranmaru o jogando no mesmo novamente.
Reiji: vamos adiantar a “sobremesa” ta bom?
Sentou em seu colo o beijando no pescoço, tirando gemidos baixos do albino.
Ranmaru: que tipo de jantar, se come a “sobremesa” antes?
Perguntou sorrindo, Reiji mordeu sensualmente uma parte do pescoço do albino o marcando com seus dentes.
Reiji: então… considere isso apenas uma “rápida beliscada” na sobremesa.
Sua voz estava rouca de desejo.
Ranmaru: eu tenho uma ideia.
Ele virou o Kotobuki ainda em seu colo, o deixando de costas para si.
Reiji: Ran-Ran?
Ranmaru: shh…
Reiji estremeceu pelo assopro em sua nuca logo dando um gemido pela mordida suave, enroscando os dentes na sua pele. As mãos do albino foram para a calça que Reiji vestia e abriu o zíper, a abaixou junto com a boxer até o meio das coxas. Reiji arqueou o tronco de leve quando teve sua ereção rodeada pela mão do Kurosaki.
Reiji: Ran-Ran… aah…
Ranmaru: não precisa ser aliviado? Estou fazendo.
Sussurrou maliciosamente no ouvido de Reiji, a mão começou a subir e descer pela base de forma lenta para deixa-lo louco, Ranmaru gostava de provoca-lo. Os gemidos saiam baixinhos pelos lábios do Kotobuki, Ranmaru começou a acelerar e fazer movimentos constantes até a glande, seus dedos brincavam com a cabeça deixando Reiji maluco. Reiji já estava gemendo um pouco alto de prazer e seu quadril se contorcia, o fazendo rebolar um pouco no colo do albino que já estava ficando excitado.
Reiji: a-ah… Ran-Ran…
Ele inclinou a cabeça para trás quando os lábios de Ranmaru voltaram para seu pescoço o beijando, enchendo-o de marcas com as mordidas nada brutas, mas firmes em sua pele.
Reiji: R-Ranmaru…
Ao ouvir seu nome sair de forma tão manhosa e sensual da boca de Reiji, Ranmaru sentiu a boxer apertar mais ainda pelo seu membro e aumentou o ritmo de bombeamento, ficando muito mais rápido.
Reiji: argh…!! O-Oh… por Kami… R-Ranmaru!!
Reiji esfregava suas nádegas com força no membro totalmente duro de Ranmaru, o albino estava quase pirando ali e precisou ocupar sua boca mordendo a nuca de Reiji para não gemer alto como queria. Reiji estava gritando de prazer e seu corpo inteiro tinhas espasmos.
Reiji: Ranmaru… eu vou… eu vou… a-a-ahhn!!
Ele fechou os olhos e abriu a boca em um gemido alto se derramando na mão do Kurosaki. Reiji apoiou as mãos nos joelhos, ofegava e seu rosto estava vermelho.
Ranmaru: isso foi rápido…
Disse sorrindo.
Reiji: Ran-Ran… parece que agora quem precisa de uma atenção é você.
Sorriu pressionando sua bunda mais ainda no colo de Ranmaru que acabou gemendo.
Reiji: mas acho que aqui… vai precisar mais do que um oral ou masturbação.
Sussurrava no ouvido do maior enquanto suas mãos agilmente abriam o zíper da calça e colocava a mão por dentro da cueca.
Reiji: tenho certeza.
Murmurou contra os lábios do Kurosaki, Ranmaru o olhava quase como que devorando-o e Reiji amava aquele olhar dele. O Kotobuki se livrou da calça e de sua boxer e logo tratou de tirar a do albino também. O moreno não estava com muita paciência pra esperar, então ele mesmo preparou sua entrada e se sentou sobre a ereção do companheiro de banda.
Ranmaru: Reiji…
Sussurrou seu nome enquanto sentia a cavidade apertada e quente de Reiji envolver seu membro. O menor soltou a respiração depois de ter colocado todo o falo dentro de si.
Ranmaru: você é a única pessoa que quer o sexo antes do jantar.
Reiji riu e apoiou sua testa na do albino.
Reiji: e quem disse que não terá depois do jantar também?
Ranmaru olhou para a boca de Reiji a observando se entreabrir quando o Kotobuki suspendeu e depois forçou outra vez seu quadril contra o membro do Kurosaki. Reiji gemia baixo com as cavalgadas lentas, Ranmaru olhava o rosto entrando em estado de êxtase e levemente corado do menor.
Reiji: isso é como chamam… apenas uma “rapidinha”.
Ele riu meio ofegante junto com o mais velho.
Ranmaru: quer ajuda?
Apoiou suas mãos na cintura dele.
Reiji: sim…
Respondeu sorrindo e logo em seguida o beijou. Ranmaru inverteu a posição colocando Reiji deitado e deu uma forte estocada fazendo o menor arregalar os olhos e despregar sua boca da dele, gemendo alto.
Reiji: ahh!!
Reiji agarrou com força as costas do maior enquanto este o penetrava de forma lasciva acertando sua próstata em cheio. Seus corpos se moviam em velocidade constante, enquanto Reiji suspendia o quadril, Ranmaru se enterrava fundo dentro.
Reiji: ahh!! Ranmaru… m-mais…!!
Seus olhos se reviraram sempre que o albino aumentava a força e a velocidade de cada investida e os gemidos logo se tornaram gritos e gritos de puro êxtase. Ranmaru ainda o provocava com seus lábios no pescoço, sua língua em seu ouvido e vez ou outra mordidas leves em seu queixo, Reiji não via a hora de derreter de tanto prazer. Mordendo o lábio inferior, ele contraiu com toda sua força suas paredes internas obrigando Ranmaru a gemer rouco em seu ouvido.
Reiji sempre foi concupiscente, mas desde a primeira vez que beijou Ranmaru, seu corpo entrava em compulsividade sexual a cada vez perto dele. Seus lábios imploravam por ele, seu corpo dependia do dele, era uma atração misturada com o amor forte que batia em seu peito. Nunca em sua vida imaginou que desejaria e amaria alguém na mesma intensidade, ele queria Ranmaru para sempre... não conseguia imaginar sendo de outro que não fosse do Kurosaki.
Reiji: Ranmaru… e-eu aahhh!!
Ele puxou o albino para um beijo libidinoso, suas línguas se provocavam dentro das bocas, chupões, mordidas e novamente beijos de tirar o folego. Ranmaru percebeu que ambos estavam próximos do ápice e acelerou os movimentos voluptuosos do quadril levando Reiji ao orgasmo devastador junto com ele.
Ranmaru: ok, você estragou minha ideia de encontro.
Reiji ficou meio surpreso pela colocação das palavras do Kurosaki e riu.
Reiji: ooh Ran-Ran… então isso pra você é um encontro??
Perguntou meio travesso e Ranmaru corou desviando o olhar do moreno.
Ranmaru: reunião de trabalho que não é.
Disse emburrando o que fez Reiji rir mais ainda.
Reiji: mas não diga que não gostou, porque sei que é mentira.
Acariciou o rosto do albino que acabou corando mais.
Ranmaru: sempre faz isso em todos seus encontros? Induz o cara a transar antes?
Reiji riu da expressão dele.
Reiji: não, só com você.
Respondeu sem delongas.
Ranmaru: hã?
Reiji: é meio difícil me controlar com você.
Confessou na cara dura e sorriu provocante vendo o albino como um pimentão.
Ranmaru: ah então a culpa é minha?
Perguntou ironicamente.
Reiji: quem mandou ser lindo e viciante assim.
Disse sorrindo e dando beijos seguidos em seus lábios.
Reiji: agora podemos jantar, que com todo esse “exercício” fiquei com fome.
Ranmaru revirou os olhos.
Ranmaru: dá próxima vez te convido pra jantar em um restaurante. Quem sabe lá não me agarre.
Reiji: não tenha tanta certeza. Pra isso existem os banheiros e estacionamentos.
Respondeu cinicamente e Ranmaru acabou rindo.
Reiji: mas… terá uma próxima vez?
Perguntou diminuindo o sorriso e olhando bem nos olhos do maior.
Ranmaru: talvez sim… talvez não…
Ele sorriu olhando-o bem e depois o beijou calmamente.
Ranmaru: tá mais para o “sim”.
Reiji corou não conseguindo evitar o sorriso.
Reiji: nee nee… eu posso tomar banho antes?
Ranmaru: claro…
Ele se levantou do sofá recolhendo sua calça e cueca.
Ranmaru: você sabe onde fica o quarto né?
Reiji: hmm… não. Me leva lá.
Se aproximou sorrateiramente do albino.
Reiji: quem sabe no caminho te convenço a me fazer companhia.
Murmurou baixo na pele do pescoço do Kurosaki que sorriu.
Ranmaru: já convenceu.
Ele carregou Reiji de uma só vez que deu um pequeno grito de surpresa e riu o abraçando.
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