Notas iniciais
Mais um cap, espero que gostem. (N/A: Reiji tem 23 em vez de 25 anos. Ranmaru e Camus são mais velhos que Reiji e Ai, ambos tem 24 anos. Ai na minha fic é mais velho que Syo que tem 16, vamos imaginar Aí com 21 anos ok?)

Era 09h30min da manhã quando Reiji foi despertado por batidas frenéticas em sua porta.

Reiji: por Kami-sama… quem será essa hora??

Ele levantou quase morrendo da cama e esqueceu até de colocar uma camisa, indo só com a calça moletom que ele usava.

Reiji: aaiii já vai! Já vai! Já vai…! Não se pode nem mais dormir nesse país.

Ele gritou sonolento e quando abriu a porta seus olhos se arregalaram e no instante ele perdeu todo o sono dele. Ranmaru estava encostado na parede e o olhava com aqueles olhos que por algum motivo faziam o moreno se arrepiar. Reiji estremeceu quando o cabeça de prata desceu seus olhos analisando o físico do moreno.

Reiji: Ran-Ran? O que você ta fazendo aqui?

Perguntou confuso. Ranmaru deu de ombros e entrou no apartamento do moreno sem nem pedir licença.

Ranmaru: reunião com a banda agora.

Ele se jogou no sofá.

Ranmaru: vai ficar parado aí a manhã inteira?

Perguntou o olhando e só nesse momento Reiji percebeu que não conseguia se mexer pelo choque. Ele fechou a porta e caminhou até o ídolo se sentando no mesmo sofá.

Reiji: como descobriu meu endereço?

Ranmaru: pedi ao Ringo, ele deu seu celular também. Eu te liguei varias vezes, mas você não atendeu.

Reiji: a reunião é agora?

Perguntou se espreguiçando, Ranmaru olhou discretamente para o perfil do moreno e desviou seu olhar quando este o encarou.

Ranmaru: era ás 08h30min, mas como o Ai resolveu passar a noite com o chibi, dei esse credito a ele e mudei o horário da reunião. Será na casa do Ai.

Falou dando de ombros. Reiji sorriu.

Reiji: ok… vou tomar um banho e me trocar.

Ranmaru: eu espero.

Reiji balançou a cabeça consentindo e foi até seu quarto sem perceber que estava sendo analisando por completo por Ranmaru.

Ranmaru: isso será problemático…

Falou pra si mesmo.

.......................

Syo se acordou sonolento e demorou um pouco para abri os olhos, o quarto ainda estava meio escuro pelas cortinas que tampavam a janela impedindo os raios solares de entrar. Ele olhou ao seu redor e viu Ai ainda dormindo serenamente, ele sorriu lembrando dos acontecimentos da noite passada, Ai voltou a dizer que o amava antes deles adormecerem e isso fez Syo o homem mais feliz da terra, ele se sentia tão feliz que era capaz de escrever uma musica naquele instante. O loiro lembrou que Ai tinha uma reunião com o Quartet Night e se desesperou por ver que já eram quase 10, mesmo não querendo acabou o acordando.

Syo: Ai… acorde. Você não tinha reunião?

Ai despertou com dificuldade e abriu seus olhos se deparando com o par de safiras do seu namorado.

Ai: Syo… bom dia.

Syo sorriu.

Syo: bom dia.

Ele o beijou de leve nos lábios.

Ai: não se preocupe, Ranmaru adiou um pouco a reunião. Liguei pra ele ontem antes de voltar a Saotome e te buscar.

Falou calmo se sentando.

Syo: quem passou no concurso?

Ai: o Reiji.

Syo sorriu abertamente.

Syo: sério?! Rei-chan passou? Incrível!

Ai ficou o olhando e sorriu.

Ai: pelo visto ele é bem querido por todos.

Syo: ele é ótimo! Até mesmo o Tokiya com aquele jeito dele gosta do sempai.

Falou rindo.

Syo: vocês vão gostar dele, tenho certeza.

Ai: espero que o Ranmaru goste… é cansativo isso de ficar escolhendo membros o tempo inteiro.

Falou suspirando.

Syo: Reiji não vai o assediar.

Ai ficou em silencio lembrando do olhar de Ranmaru sobre o moreno.

Ai: “nunca vi Ranmaru olhar assim pra ninguém. Será que…? Não. a probabilidade dele se envolver com Reiji é quase nula e se apaixonar é de 0%.”

Syo observava o maior perdido em seus próprios pensamentos.

Syo: sempai…

Ai voltou seu olhar a ele.

Syo: ta tudo bem?

Ai: sim, apenas tava pensando nas coisas da banda.

Sorriu ao menor tentando disfarçar sua preocupação.

Syo: hum… que tal tomarmos um banho?

Ai se aproximou dele falando a centímetros de seu rosto com um sorriso malicioso.

Ai: boa ideia.

..................

Reiji voltou a sala já devidamente vestido e não encontrou Ranmaru.

Reiji: hã? Ran-Ran?

Ele o chamou e ouviu um barulho que o ídolo maior fez o avisando onde estava. Reiji foi até a cozinha e se deparou com Ranmaru sentado em uma das cadeiras da mesa comendo uma comida que ele havia trazido da loja de sua mãe.

Reiji: nossa! Você tava com fome em?

Falou rindo. Ranmaru revirou os olhos.

Ranmaru: onde comprou essa comida?

Indagou olhando fixamente pra comida a sua frente.

Reiji: por que? Você gostou?

Ranmaru: é simplesmente deliciosa! Nunca comi algo tão gostoso antes.

Falou admirado. Reiji sorriu abertamente.

Reiji: essa comida vem da loja de Bentô da minha família. Todos os Kotobukis tem “mãos magicas”.

Falou abanando suas mãos. Ranmaru o olhava incrédulo.

Ranmaru: sua família tem um restaurante?

Reiji: sim, é um pouco distante daqui.

Ranmaru: e você sabe cozinhar assim?

Reiji riu do espanto dele.

Reiji: claro que sim! Quer que eu prepare algo pra você?

Ranmaru ainda estava surpreso, mas aceitou. Passou-se alguns minutos e Ranmaru repetia pela segunda vez a comida que Reiji tinha preparado, o moreno observava o maior com um grande sorriso no rosto, seu queixo estava apoiado na palma de sua mão com o cotovelo em cima da mesa. Ranmaru percebeu o olhar dele.

Ranmaru: que foi?

Reiji riu.

Reiji: você realmente gostou da culinária dos Kotobuki.

Ranmaru evitou sorrir, apesar de que era isso que queria fazer.

Ranmaru: não fique convencido idiota!

Falou emburrado virando a cara, isso fez o moreno rir mais.

Reiji: aaaah Ran-Ran seja honesto com seus sentimentos… você gostou!

Ranmaru: calado!!

Falou jogando uma maça que estava em cima de uma tigela cheia de frutas na cara do moreno.

Reiji: isso doeu.

Ranmaru: é pra você calar a boca.

Reiji riu. Depois de um tempo eles haviam terminado de comer e foram para a sala, Ranmaru notou algo.

Ranmaru: você é apaixonado pelo seu kouhai, o cabelo de fogo.

Reiji o olhou assustado e surpreso.

Reiji: pelo Otoyan???

Ranmaru: sim.

Reiji: não! Não! Não! Minha relação com ele é de sempai e kouhai, temos apenas uma amizade, só isso!

Ele falava nervoso e colocado as mãos pra cima como defesa. Ranmaru estreitou os olhos.

Ranmaru: você ta muito na defensiva. Isso significa que tem algo escondido…

Falou se aproximando dele. Reiji engoliu em seco.

Reiji: é sério Ran-Ran! Eu jamais tive, nem quero ter algo com meu kouhai. Ele é um menino…

Ranmaru: tem 16 anos. A diferença do Ai e do Syo é quase a mesma que a de vocês. Fora que eu soube que já teve uns relacionamentos com homens antes.

Reiji suspirou.

Reiji: ele é inocente demais pra um cara como eu e…

Só então ele percebeu o que disse pelos olhos de Ranmaru que se estreitaram ainda mais e ele arqueou uma sobrancelha.

Ranmaru: o que quer dizer com isso?

Perguntou com um sorriso divertido nos lábios, Reiji sentiu suas bochechas ficarem coradas.

Reiji: bem… eh… eu…

Ele tava nervoso e Ranmaru começou a rir. Reiji ficou o olhando.

Reiji: você tava só me provocando??

Ranmaru: também…

Falou cinicamente e se sentou no sofá.

Ranmaru: mas fiquei curioso sobre isso e perguntei.

Reiji: o que te fez pensar isso?

Ranmaru: você tem um horror de fotos dele espalhadas pela sala inteira.

Reiji sorriu.

Reiji: eu gosto de bater fotos e o Toki é muito chato, então sempre é o Otoyan que bate foto comigo, por isso temos tanta fotos juntos.

Falou se jogando em uma poltrona perto de onde Ranmaru estava.

Ranmaru: entendo…

Reiji: sobre aquilo… mesmo que gostasse do Otoyan, não daria certo, como eu disse sou “cafajeste” demais. Eu acabaria com a inocência do menino.

Riu divertido, o maior o observava.

Ranmaru: não gosto de gente muito inocente.

Falou pensativo. Reiji o olhou curioso.

Reiji: por que??

Ranmaru olhou diretamente nos olhos do moreno.

Ranmaru: tenho a mania de querer corromper pessoas assim e não estou falando só da mente, o corpo principalmente.

Falou e logo em seguida esboçou um sorriso malicioso que fez Reiji sentir um calafrio na espinha.

Reiji: ele nem ao menos percebe que o Toki é apaixonado por ele.

Falou tentando mudar o rumo da conversa. Ranmaru engasgou.

Ranmaru: o que?!

Reiji: é isso mesmo. Ele sempre ficar nervoso perto do Otoyan, ele cora, é muito bonitinho. Mas ele é orgulhoso demais pra se declarar e o outro é “puro” demais, esses dois não vão pra frente nunca!

Ele estava inconformado.

Ranmaru: o que há com todos eles?! Será que esqueceram que um ídolo é proibido de amar?

Ranmaru se expressou indignado jogando a cabeça pra trás.

Reiji: aaah o amor não pode ser evitado Ran-Ran, quando é pra acontecer, não tem jeito.

Ranmaru revirou os olhos.

Reiji: vai me dizer que não tem ninguém que goste??

O moreno o olhava serenamente dentro dos olhos.

Ranmaru: claro que não! A única coisa que chega perto desse sentimento é o que sinto pelo meu baixo, é o único amor que eu preciso.

Falou irritado, Reiji suspirou.

Reiji: é uma pena que pense assim…

Ranmaru: você gosta de alguém?

Reiji ficou em silencio fitando o nada e Ranmaru achou aquilo estranho.

Reiji: já tive inúmeros relacionamentos desde os meus 11 anos, mas nunca teve nenhum que me balançasse. Até hoje não surgiu ninguém que fizesse meu coração bater mais rápido… mas eu tenho vontade de amar, acho que as musicas que são feitas com amor sempre são as melhores.

Falou sincero e sorriu.

Ranmaru: imagino mesmo o numero extenso de relacionamentos que já teve, ouvir dizer que você é muito namoradeiro.

Reiji riu.

Reiji: aproveito as coisas boas da vida.

Piscou cínico para o ídolo ao seu lado.

Ranmaru: e isso te faz ter alguns inimigos…

Reiji deu de ombros.

Reiji: se tiver falando do Kira, a culpa não é minha se o ex namorado dele acabou se apaixonando por mim.

Reiji se levantou da poltrona.

Ranmaru: e como isso aconteceu?

Reiji: bem…

Ele corou e coçou a nuca envergonhado.

Reiji: foi em um show, depois dele sai pra beber com uns conhecidos e por coincidência ele tava com o empresário dele lá. Acabamos ficando, eu não sabia que ele namorava o Kira e foi isso.

Ranmaru estava surpreso.

Ranmaru: uma única noite e ele se apaixonou por você?

Reiji deu um sorriso cafajeste e se aproximou de Ranmaru e pressionou seu dedo indicador no peito dele, o moreno tinha um olhar malicioso.

Reiji: cantar e cozinhar não são as únicas coisas que faço muito bem Ran-Ran.

Ele piscou pra ele. Ranmaru estava atônito e entreabriu os lábios tentando dizer algo, porem nada saiu. Reiji sorriu.

Reiji: depois desse dia ele voltou a me procurar e acabamos iniciando um relacionamento depois dele ter terminado com o Kira, durou quase um ano, depois terminei com ele. Quando terminamos Kira já estava namorando o Eichi, seu antigo colega de banda.

Falou se afastando do cabeça de prata que ainda estava meio em choque pela expressão do moreno anteriormente, aquele sorriso brincalhão e aquele ar de inocência sumiram do rosto dele.

Reiji: nee Ran-Ran… você já teve essa experiência? Saiu com algum homem antes?

Perguntou curioso. Ranmaru suspirou se recuperando do choque.

Ranmaru: sim, algumas vezes. Nada sério.

Falou indiferente.

Reiji: e o que gostou mais? Homem ou mulher?

Ranmaru quase cora, mas se conteve.

Ranmaru: você realmente é bem pervertido.

Reiji riu.

Ranmaru: bom… as duas foram boas. Não tenho preferencia.

Falou sem dar muita importância pra aquele assunto, na verdade ele queria sair dele, por alguma razão aquilo o desconcertava.

Ranmaru: tome.

Ele jogou para o moreno uma chave.

Reiji: hm? O que é isso?

Ranmaru: chave da minha casa. Nós geralmente damos uma copia pra cada um, caso você precise de algo urgente pode ir lá sem problemas. Camus e Ai lhe darão a deles em breve.

Reiji ficou meio surpreso com isso.

Reiji: ok. Tirarei umas copias da minha e entrego a vocês.

Ranmaru concordou.

Reiji: mas não tem receio? Eu posso ser um psicopata.

Falou com sorriso travesso. Ranmaru revirou os olhos.

Ranmaru: impossível, ta mais pra pervertido.

Reiji riu e guardou a chave dele junto com as chaves que ele tinha do carro e de seu próprio apartamento.

Reiji: é, você ta certo.

Ele voltou a ter um olhar de malicia.

Reiji: vamos pra casa do Ai-Ai? Esta ficando tarde.

Ranmaru ficou o observando.

Ranmaru: vamos.

.....................

Jinguji havia acabado de chegar na academia e foi direto ao seu dormitório, encontrando Masato sentado em sua cama e rabiscando algumas letras em seu caderno de musicas.

Ren: bom dia…

Masato não o olhou e continuou com a expressão fechada.

Masato: bom dia.

Falou secamente. Ren ficou o olhando por um tempo e suspirou, aquele clima era terrível entre eles, já estavam assim há quase um ano.

Ren resolveu tomar um longo e relaxante banho para poder encarar uma conversa com o colega de quarto.

Ren: eu quero falar com você, por favor, não saia do quarto.

Pediu educadamente entrando no banheiro sem esperar uma resposta, recebeu apenas um olhar curioso de Masato.

Masato: “o que ele quer?”

Perguntou assim mesmo suspirando e fechando seu caderno, havia terminado a música que Nanami lhe deu.

.................

Ai havia acabado de sair do closet já vestido e encontrou Syo o esperando sentado na cama, ele ouvia musica no seu Ipod.

Ai: Syo…

Chamou a atenção do mais novo.

Syo: hm? Que foi?

Perguntou tirando seus fones.

Ai: o Reiji, como ele é?

Syo estranhou aquela pergunta, ele colocou a mão no queixo e ficou pensativo por uns segundos.

Syo: o Rei-chan é muito legal, como eu já tinha dito antes. Apesar de já ter 23 anos, ele se parece com um adolescente de 13 e adora tirar brincadeiras com seus amigos, principalmente os próximos. Mas ele é muito maduro quando é preciso, sabe tomar decisões usando a razão, é talentoso com dança e para criar letras para musicas também. Apesar desse jeito dele, Reiji-sempai é bem severo com quem não gostar dele ou mexer com algo ou alguém que ele gosta.

Ai o olhou intrigado.

Ai: como assim?

Syo: o Otoya é órfão, você sabe né?

Ai concordou.

Syo: uma vez uns caras que cresceram com ele e acabaram virando bandidos foram pra cima do Otoya, o encurralando quando ele voltava da visita que faz a casa da senhora que o criou e por pouco não bateram nele. Reiji-sempai e o Tokiya por sorte foram ao encontro dele e acabaram vendo ele levar um soco de um dos caras, Tokiya se irritou é claro, mas o Reiji-sempai virou um “monstro”, sério até o Tokiya com aquele jeito sentiu medo do sempai naquela hora. Ele disse que ele nem parecia o mesmo brincalhão que conhecemos.

Ai estava surpreso.

Ai: pela impressão que tive dele, não consigo imaginar o Reiji assim.

Syo: nenhum de nós consegue. Eu só acreditei quando vi uma discussão dele com o colega de banda do Nagi, o Kira. Eles tiveram um desentendimento porque uma vez namoraram o mesmo cara e esse deixou do Kira pra ficar com o sempai. Eu realmente naquele dia vi o Rei-chan irritado, é algo que você não vai querer ver.

Falou estremecendo. Ai ficou o olhando.

Ai: espero que possamos nos dar bem. Ranmaru e Camus são difíceis de lidar, tenho receio que o Reiji não se dê bem com eles.

Apesar de preocupado ele ainda tinha aquela expressão calma e Syo achava isso incrível.

Syo: Ranmaru e Camus são difíceis, mas pra tirar o Reiji-sempai do sério você precisa ser muito mais do que “mal-humorado”, tenho certeza que vocês se darão bem.

Falou piscando para o maior. Ai sorriu.

Syo: seu sorriso… é muito bonito. Deveria sorrir mais.

Falou um pouco corado. Ai se aproximou dele e sussurrou em seu ouvido.

Ai: sou ídolo, não um garoto propaganda de pasta de dente.

Syo revirou os olhos.

Syo: mas poderia ser se sorrisse mais.

Ai riu. O maior o deu um beijo na bochecha e foi até sua escrivaninha pegar um papel e o entregou.

Syo: o que é isso?

Ai: um desfile de moda, daquela marca famosa de roupas masculinas. Eles querem você como um dos modelos.

Syo arregalou os olhos e vibrou com a noticia.

Syo: sério??

Ai não pode evitar o sorriso.

Ai: sim. Sua mania de ser tão descolado e andar tão bem na moda lhe rendeu frutos.

Syo sorriu mais.

Syo: cara!! Eu sou fã dessa marca de roupas!

Ai: dê esse papel ao Ren também, convidaram vocês dois.

Syo concordou. Ai se levantou da cama.

Ai: vamos tomar café.

Syo: ok.

........................

Ren saiu e por incrível que pareça Masato ainda o esperava no mesmo lugar.

Masato: o que você quer?

Perguntou ainda com a expressão terrivelmente séria.

Ren: o que o presidente queria com o Kurosaki-sempai?

Masato desviou o olhar dele e encarou o teto.

Masato: temos nossa primeira turnê daqui a um mês, será aqui no Japão mesmo, varias cidades. O sempai disse que ainda terá muitas reuniões até o dia e quando ele tiver mais detalhes nos avisará.

Falou sem olha-lo. Ren estava surpreso e animado com a ideia da turnê.

Masato: era só isso?

Perguntou o fitando.

Ren: sim.

Masato: ótimo, agora já posso ir.

Falou se levantando da cama e indo até a porta, mas antes de chegar sentiu seu braço ser puxado bruscamente o levando de encontro a Ren.

Masato: o que esta fazendo idiota?!

Seus rostos estavam muito próximos.

Ren: por que tanta repulsa Hirijikawa?

Masato arregalou os olhos e tentou se soltar, mas Ren o segurava forte.

Masato: me solta!!

Ele gritou irritado e fazendo o maior esforço pra não corar.

Ren: nós éramos amigos de infância… depois…

Ele olhou pra boca do menor e reprimiu o desejo de beija-lo ali mesmo.

Ren: namorados.

Masato o olhava mortalmente.

Ren: por que tanta magoa se quem acabou com nosso relacionamento foi você?!

Masato se surpreendeu pela explosão do loiro.

Masato: eu tive motivos pra fazer isso não acha?! Ou será que esqueceu tudo o que você aprontou?!

Ren: eu nunca trai você!! Nunca beijei ninguém quando estava com você, nunca desejei e menos ainda fui pra cama com alguém.

Masato corou ao vir em sua mente lembranças que queria esquecer.

Masato: isso não importa! Eu não confio em você! Não posso ta do lado de alguém em que não consigo confiar!

Ele puxou seu braço com força, mas Ren apertou ainda mais e dessa vez puxou a cintura do moreno, colando seus corpos.

Masato: que maldição Jinguji!! Eu já disse pra me soltar!!

Ren: você me odeia tanto assim? Em um ano esqueceu tudo que jurava sentir por mim?

Perguntou fitando os olhos do seu ex namorado. Masato estava sem reação.

Masato: p.por que… por que não me deixa em paz? Vai atrás das suas “ladys” ou para o inferno se quiser. Apenas me deixe em paz!

Ele não estava mais explodindo, seus pulmões estavam doendo de tanto que ele havia gritado, estava ficando sem forças nos braços de Ren.

Ren: Masato…

Ele o abraçou, enterrando seu rosto na curvatura do pescoço do moreno o fazendo estremecer. Masato arregalou os olhos ao escuta-lo chamar seu primeiro nome.

Ren: eu sinto a sua falta…

O coração do moreno já batia de um jeito acelerado.

Ren: será que é tão difícil assim pra você acreditar que foi a única pessoa que amei a vida inteira…?

Masato cerrou os olhos tentando evitar as lagrimas.

Masato: “droga…! Eu… eu ainda amo tanto… você.”

Ele pensou. Ren o apertou mais pra si.

Ren: fala alguma coisa Masato… me diz… você realmente deixou de me amar?

O moreno não conseguia dizer nada, seu peito subia e descia pela respiração acelerada.

Ren: seu coração… ainda bate no mesmo ritmo que o meu quando estamos juntos.

Falou sorrindo, sua voz estava mais sedutora que o normal. Ren soltou o moreno mais de seus braços pra poder olha-lo e sorriu internamente ao ver como ele estava corado. O maior desceu seus olhos para os lábios do moreno, Masato estremeceu quando o viu se aproximar.

Masato: se fizer isso… eu não vou te perdoar…!

Ren suspirou e olhou-o dentro dos olhos.

Ren: você nunca me perdoa por nada né? Pelo menos te darei um motivo agora.

Masato: Ren não se atr…!

Ele foi calado pelos lábios do loiro. Masato arregalou os olhos e se odiou por ser tão fraco, mas depois de um ano separados, sentir novamente os lábios dele pressionando os seus, ele não conseguiria resistir. Ren se surpreendeu quando viu o moreno corresponder e abrir mais sua boca o permitindo aprofundar o beijo. O beijo se intensificou muito rápido, as mãos hábeis de Ren desciam pelo corpo do moreno o causando arrepios, Masato sem querer soltou um gemido entre o beijo fazendo Ren sorrir maliciosamente e o jogou na cama se deitando sobre ele.

Masato: R.Reen… p.para…

Ele tentava em vão se soltar, os beijos do mais alto desciam por toda a extensão do pescoço do Masato. Seu coração batia tão rápido que as vezes ele pensava que teria um infarto ali mesmo, as mãos de Ren subiam por dentro da camisa dele fazendo o corpo de Masato se contrair ao sentir as mãos do outro em seu peito.

Masato: aah…!

Ele gemeu alto quando Ren beliscou de leve seus mamilos, ele não parava um segundo sequer de beija-lo no pescoço, deixando mascas que ficariam visíveis mais tarde.

Masato: “me irrita o fato que o Ren perceba como meu coração bate tão forte por ele…!”

Masato virou a cara não querendo que Ren visse como ele estava excitado.

Ren: me olhe Masato…

Ele sussurrou em seu ouvido.

Ren: Masato…

Falou rouco seu nome. O moreno mordeu os lábios para não deixar sair nenhum gemido das provocações que estava sofrendo.

Ren: eu te amo…

Ele arregalou os olhos.

Masato: “não fale isso… não desse jeito… com essa voz… não diga essas três palavras com seu timbre tão perfeito que me arrepia por completo…”

Ren puxou seu queixo para poder fita-lo dentro dos olhos.

Masato: “não me olhe tão perto… droga… eu to vacilando…”

Ele suspirou ao sentir seu membro ser pressionado pelo quadril dele.

Ren: diga que me ama… só mais uma vez… diga.

Ele beijou o moreno que apesar de não querer acabou o correspondendo de novo. Suas línguas se entrelaçavam e formavam a mais bela dança dando um ar erótico ao clima daquele quarto. Os sentidos de Masato voltaram ao ouvir seu celular tocar, ele acumulou forças empurrando Ren com tudo o derrubando da cama.

Ren: aí! Seja mais delicado amor…

Falou acariciado o lugar que bateu.

Masato: fica longe de mim Ren!!

Ren o olhou e se levantou ficando frente-a-frente com ele.

Ren: você tava gostando.

Masato corou.

Masato: você tava me estimulando, qualquer um ficaria excitado. A carne é fraca, não é isso que dizem.

Falou dando de ombros e se afastando do loiro.

Ren: Masato…

Ele chamou-o antes que o mesmo saísse do quarto.

Masato: o que é?

Ele estava de costas ao maior.

Ren: você pode me odiar agora, mas antes disso você me amou.

O moreno arregalou levemente os olhos. Ren suspirou.

Ren: se você me amou uma vez… pode me amar de novo.

Masato não disse nada, apenas saiu do quarto o mais rápido que pode.

......................

Tokiya tentava inutilmente escrever uma letra para a nova música que Nanami tinha feito, mas tinha um pequeno problema: Otoya não calava a boca.

Otoya: hey, hey Tokiyaaa você ouviu o que eu disse??

Perguntou o olhando da cama, ele estava de cabeça pra baixo deitado. O moreno o olhou pelo rabo-do-olho.

Tokiya: Otoya… vamos brincar um pouco?

O ruivo abriu um sorriso animado.

Otoya: uho!! Você quer brincar?? Que bicho te mordeu Tokiya?

Caiu na gargalhada.

Tokiya: estou falando sério.

Otoya: gomen, gomen. Então… qual é a brincadeira?

Tokiya: a brincadeira do mudo. Quando eu contar até cinco, você fica mudo pelos próximos 10 anos.

Falou sério, mas sua voz era sarcástica. Otoya ficou o olhando.

Otoya: sem graça.

O moreno sorriu de canto.

Otoya: eu só quero conversar…

Falou igual a uma criança de 10 anos.

Tokiya: liga para o Kotobuki-sempai, vocês se dão super bem. Duas vitrolas ambulantes.

Voltou a olhar a melodia em suas mãos.

Otoya: e você acha que eu já não liguei?? Mas ele não atendeu, acho que deve ta ocupado.

Falou suspirando.

Otoya: sinto falta quando ele morava com a gente… ele é como se fosse minha alma gêmea.

Falou rindo, mas sem notar que isso causou um grande efeito em Tokiya que apertou a caneta com força.

Tokiya: você… realmente gosta dele né?

Otoya estranhou a pergunta.

Otoya: claro!! Se ele fosse mulher, eu me casava com ele.

Falou sorridente dando um pulo da cama ficando em pé. Tokiya estava terrivelmente sério.

Tokiya: qual o problema dele ser homem?

Otoya o olhou surpreso.

Otoya: justamente pelo fato dele ser homem. Não sou preconceituoso, mas… não me imagino fazendo coisas assim.

Piscou para o amigo. Tokiya ficou o olhando e sentiu o peito doer.

Otoya: eu vou atrás do Natsuki ou do Cecil, já que você não quer conversar.

Falou rindo e se despediu dele o deixando sozinho.

Tokiya: por que eu fui me apaixonar por esse idiota…?

Falou suspirando pesadamente.

..................

Syo e Ai estavam saindo da cozinha quando deram de cara com Ranmaru, Camus e Reiji.

Ai: o que estão fazendo aqui?

Perguntou surpreso.

Camus: reunião. Banda. Ensaios. Turnê em dois meses. Membro novo. Então recordou?

Falou sarcástico.

Ranmaru: você deve ser bom de cama em chibi? Pra fazer o Ai esquecer os compromissos dele e se atrasar.

Ranmaru falou malicioso se jogando no sofá do amigo. Syo corou furiosamente, porem se irritou também.

Syo: já disse pra não me chamar de chibi!!!

Falou super estressado.

Ai: Syo acalme-se.

Tentava acalma-lo.

Ranmaru: você esqueceu de crescer e a culpa é minha? Até seu irmão gêmeo, gêmeo é mais alto que você.

Deu ênfase pela segunda vez na palavra “gêmeo”, Syo estava vermelho de ódio.

Ai: Ranmaru!

O repreendeu.

Reiji: Ran-Ran não provoque o Syo-chan.

Camus: menos Kurosaki. Se trocar com o Kurusu é a mesma coisa que se trocar com uma criança de 5 anos.

Reiji: Myu-chan!!

Reiji o olhou repreendendo o que ele havia dito. Ai suspirou pesadamente fechando os olhos.

Ai: você não ajudou em nada com esse comentário Camus.

Syo estava com umas 5 veias saltando em sua testa.

Reiji: Syo-chan não ligue pra eles.

Falou sorrindo se aproximando do loiro.

Syo: depois você me pergunta porque eu evito o máximo seus amigos Ai!!

Ranmaru riu divertido e Camus deu um sorriso de canto.

Ai: Camus e Ranmaru já disse pra pararem de chamar o Syo de chibi.

Falou calmo, porem muito serio.

Camus: mas você também o chama.

Falou “inocentemente”, o cabeça de prata sorriu cínico pela cara que Syo fez a Ai.

Ai: só eu posso chama-lo.

Falou por fim.

Syo: hey!!

O chamou atenção. Reiji não aguentou e acabou rindo chamando a atenção deles.

Ranmaru: do que esta rindo?

Reiji: vocês parecem crianças assim.

Camus: diz o homem de 23 anos que gosta de ser chamado de “Rei-chan”.

Falou cruzando os braços. Ranmaru e Ai riram.

Reiji: também não precisa esculachar Myu-chan!

Falou fazendo um bico que tirou um riso mais divertido de todos ali. Syo os observou tirando sarro com a cara um do outro.

Reiji: não se oprima Syo-chan. Na sua idade eu era chamado de vara-pau, era magro e alto demais pra minha idade.

Falou tentando consola-lo.

Ranmaru: mas pelo menos você era alto, e quanto a magreza isso deu pra solucionar com academia e comida. A altura do Syo é um caso perdido, a não ser que o irmão dele descubra um meio na medicina de operar os joelhos.

Falou maldosamente.

Reiji: Ran-Ran!!

Syo: CALE-SE!!! AAAH!! Eu odeio você!!

Ranmaru riu.

Ai: e quanto a adolescência em Ranmaru? Você era chamado de mutante por causa dos olhos, ou cachorro.

Reiji não segurou o riso. Ranmaru fechou a cara se irritando. Camus também riu.

Ranmaru: não ri o “realeza”, ou devo dizer Barbie drag queen? O seu amado apelido da infância.

Camus ficou vermelho de ódio e podia sentir uma áurea maligna ao seu redor.

Camus: repete isso se você tem coragem seu bastardo!!!

Falou o puxando pela gola da jaqueta.

Ranmaru: Bar-bie Drag Que-en…

Falou pausadamente cada letra. Camus ia dar um soco nele quando Ai se meteu no meio deles.

Ai: se querem brigar vão lá pra fora, na minha sala não.

Falou empurrando os dois pra bem longe um do outro, eles ainda gritavam palavras “amigas” um para o outro. Reiji observava isso e riu.

Reiji: onde eu fui me meter?

Syo sorriu.

Syo: sabe… foi bom você ter entrado pra banda.

Reiji o olhou.

Syo: eles precisavam de um amigo como você.

O pequeno piscou para Reiji que ficou surpreso e sorriu.

Reiji: e eu precisava de uma banda agitada assim.

Piscou cínico para o menor que também riu.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem reviews para essa autora continuar vivendo. ok. dramatizei geral agora kkkkkkk mas vocês esntenderam *_~ beijos!