Notas iniciais
Gente estou muito feliz, tive o meu primeiro comentário, queria agradecer á LauraMadoxx :) e dedico este novo capitulo a ela! OBRIGADA LauraMadoxx

Estávamos dentro da secção dos vestidos, Mary estava completamente louca com um monte gigante deles em suas pequenas mãos, a correr para dentro dos provadores. Acho que ela já tinha experimentado uns 20, e aposto que para escolher apenas um ainda iria experimentar mais uns 50...

Ouvi um grande estrondo vindo da porta principal, e gritos ecoaram pelos corredores, Mary saiu apressada do provador ao meu encontro, enquanto eu tentava ver o que se passava...

Um grupo de pessoas armadas tinha entrado na loja, eram 3, todos eles encapuçados, um deles apontava a arma á cabeça da garota que estava na caixa e gritava com ela

–PASSA TODO O DINHEIRO JÁ! E NADA DE FAZER GRACINHAS SE NÃO EXPLUDO COM A SUA CABEÇA! — ele berrava agitado, enquanto a garota com cerca de 23 anos chorava

Os outros mandaram todos se sentarem e estarem quietos, pediram todos os telemóveis e carteiras ameaçando disparar caso os contrariasse-mos.

Mary chorava aflita e com medo da situação, agarrando forte a minha mão.

Eu tentava acalma-la dizendo que tudo ia ficar bem, que logo que eles tivessem o dinheiro sumiam...

–Abra logo essa porra, esta a demorar demais. -o assaltante falou alto para a funcionaria da caixa

–Eu sou estagiaria, não sei o código para abrir, só a minha supervisora sabe -a rapariga respondeu tremendo e chorando alto

Ele destravou a arma e colocou em sua cabeça...

–Acho melhor repensar o que disse, porque se não o abrir já sabe o que eu vou fazer, e seria uma pena acabar com a vida de uma garota tão linda... -ele falou ironicamente

–Por favor não me mata... não me mata... -ela suplicava

Olhei as pessoas em minha volta, todas estavam paralisadas pelo medo, suor frio escorria de suas caras aterrorizadas, Mary não parava de chorar.

Tinha lá duas crianças pequenas agarradas á sua mãe, chorando alto, pedindo para eles pararem, enquanto a mãe os tentava acalmar sem sucesso....

–Ou você para de os fazer chorar ou eu paro! Já estou a ficar maluco. -um dos assaltantes que estava a cuidar dos clientes falou para a senhora com uma voz ameaçadora.

Vi o que estava vigiando o nosso lado desviar o olhar para o outro assaltante, observando o que ele fazia, baixando a guarda, vi então uma oportunidade...o botão de alarme que comunica direto para a policia tem de estar em algum lugar.

Comecei a olhar para todos os lados e nada, não o conseguia ver em nenhum lado, onde ele poderia estar?

Pensei por um momento, e lembrei de um lugar...Por debaixo do balcão na entrada, junto á caixa...só podia estar aí...

Voltei a olhar para o assaltante e ele seguia distraído com o outro, tinha de aproveitar o momento.

Olhei Mary e fiz um sinal de silencio com o meu dedo enquanto tirava a sua mão da minha, ela me olhou preocupada, e fez um sinal negativo com a sua cabeça tentando pedir para eu não fazer nada, eu apenas lhe sorri e sussurrei um tudo vai ficar bem com o meus lábios.

Fui rastejando enquanto as pessoas me olhavam incrédulas, precisava chegar á caixa sem ser vista. Se ninguém fazia algo eu tinha de fazer, pois a garota da caixa parecia mesmo não saber o código, eu tinha de a ajudar.

Continuei bem de vagar sustendo a minha respiração precisava ser invisível...Assim que cheguei perto da caixa meus músculos congelaram, pois não sabia como havia de passar pelo assaltante que estava lá precisava de alguma distracção... Olhei Mary implorando por sua ajuda. Esta assentiu com a cabeça e piscou um olho para mim, e começou a berrar histericamente, chamando todas as atenções para ela.

–AIIIAAIIIAII me ajudem, minha barriga está doendo, acho que vou morrer, preciso de um médico urgentemente, AIIAIIAII -ela gritava alto

–Que foi agora?... -o assaltante que estava á minha frente falou, se desviou da caixa e foi ter com os outros que já estavam ao pé de Mary.

Aproveitei o momento e corri para a caixa procurando o botão, não o conseguia encontrar em nenhum lugar e rezava para que Mary os conseguisse entreter tempo suficiente, se não estávamos ferrados.

No entanto para meu desespero uma das crianças começou a falar alto sobre mim para a mãe...

–Mamãe o que aquela mina foi fazer na caixa? Ela vai salvar a gente?

A mãe pediu para esta se calar mas infelizmente, o pequeno já tinha falado de mais...O assaltante correu para junto da caixa e me puxou de lá pelos cabelos.

–Mas o que nós temos aqui? Uma garota armada em heroína? -ele falou rindo

–Pena que seu tempo já tenha acabado... -o outro falou e apontou a arma para mim

–E para a sua ajudante também... -falou o terceiro e apontou a arma para a Mary

Senti o meu mundo desabar como eu ia sair dessa agora?

Ouvi passos e rezei para ser algum salvador mas para desgosto meu eram mais dois do grupo deles.

–O que se passa aqui? Vocês estão a demorar de mais! é assim tão difícil pegar o dinheiro e sumir? -um deles falou

–Qual foi a parte do plano que vocês não entenderam, não era para matar nem assustar ninguém seus imbecis... -o outro falou, obrigando um deles a baixar a arma, eu conhecia a voz desse de algum lugar.

–Deixem de ser cortes, vamos nos divertir um bocadinho... -o que me estava a segurar falou gargalhando, respirando perto do meu pescoço isso me deu nojo.

O outro assaltante o olhou, olhei para ele, aqueles olhos azuis... não podia ser... apenas não podia...

Ele meio que petrificou assim como eu... Reparei que ele suspirou fundo, e se aproximou de nos.

–Apenas largue a garota, e vamos sumir daqui... já temos os telemóveis, os cartões, e o dinheiro das carteiras isso já chega... -ele pediu para o outro

–E se eu não a largar? -ele perguntou

–Então eu terei de o obrigar! -ele respondeu...a voz dele fez meu coração bater rápido...eu realmente achava que a conhecia de tal forma que me dava medo só de pensar.

–Pronto está bem, vamos embora. -ele falou e me empurrou contra a esquina da mesa da caixa registadora, bati com a minha barriga fortemente no bico e uma dor tremenda percorreu todo o meu corpo...agarrei meu estômago com força e comecei a chorar.

–Você bate mal dessa cabeça? -o assaltante dos olhos azuis falou revoltado com o outro que me havia jogado e agarrou seu pescoço fortemente

–Eu larguei, não larguei...? Era isso que você queria... -Ele respondeu

–A garota esta sangrando. -alguém gritou e todos olharam para mim.

Olhei para o chão e uma poça de sangue se formava rapidamente por debaixo de mim, um medo me invadiu, não o podia perder... não ao fim de tudo... não por causa disso.

O assaltante largou o outro e correu para perto de mim.

–Tudo vai ficar bem prometo. -falou, e a sua voz e o seu olhar tão conhecido me deram conforto.

–Vamos embora daqui. -o outro o chamou, mas este não respondeu e pegou em mim no colo, e me carregou para fora

–O que você esta a fazer? -os outros berravam para ele, sem sucesso.

–Vamos peguem as coisas, vamos embora rápido. -eles falaram apressados saindo da loja com tudo que tinha conseguido

Ele me pós dentro de um carro e acelerou rápido, senti minha cabeça ficar pesada e a minha visão nublada... Perdi meus sentidos por completo, imaginando que o pequeno ser dentro de mim estava em grandes apuros e rezando por ele... Rezando para não o perder...

Notas finais
Espero que tenham gostado :) E por favor comentem... Beijos