Coisas Do Coração

3 Encontros, conflitos e mais encontros


Notas iniciais
Ai tem alguma coisa errada... mas preguiça, sacomé?

Pov's Ichigo

Estou mancando! consequência do quase "atropelamento", ai, se chegar em casa assim, o velho vai querer saber o que aconteceu! mas, eu fiquei com medo daquela maluca! primeiro ela grita comigo e depois fala calmamente como se não tivesse acontecido nada... mas ela estava certa, eu estava tão perdido em meus pensamentos que não olhei o cinaleiro estava fechado e atravesei sem olhar. Cheguei em casa, tentei andar o mais certo possível, entreguei o macarrão para Yuzu, que percebeu algo estanho na minha perna mas não disse nada. Nem quis mais o chocolate só queria ir dormir e esqueci que quase morri hoje...

– Ichigo! – Lá vem o velho

– Que foi! vai embora, vou dormir!

– Calma Ichigo, só vim te falar uma coisa! – Será que descobriu o que aconteceu? se sim, vai ser uma longa noite de sermão – Se lembra do estágio que te falei, de direito?

– Pai, já disse que não vou ser advogado! porra! não quer que siga seus passos? – Na real, ele não queria mesmo

– Ah! deixa disso filho! é só um estágio, se você não gostar do ramo, você segue o que quer fazer! – Ele definitivamente, não quer que eu seja médico

– Tudo bem, fala – É vou tentar, vai saber se eu gosto...

– É lá na agência Karakura de advocacia, você vai estagiar com a Sra. Fong – Sra. Fong, era a mulher que meu pai estava saindo, ele acha que não sei, mas peguei várias ligações no celular dele pra ela, acho que não contou ainda por medo de nós não gostarmos.

– Certo. Pai, por que não trouxe ela pra jantar aqui em casa ainda? – Perguntei na lata!

– Err... hã? do que está falando Ichigo? – Tentando desconversar

– Vai pai, eu sei dessa Fong ai, só não sei por que não trouxe ela pra jantar aqui em casa!

– Oras! isso não te diz respeito. Não ia dormir? – Deixei meu pai nervoso, mas fazer o que? eu tinha que tentar! ele não tem mais idade para namorar escondido

– É mesmo, então por favor – Apontei para à porta.

Pov' Rukia

Cheguei no hospital, fui direto à recepção, a mulher me deixou mais nervosa ainda, demorava muito para procurar à onde tinha entrado uma paciênte que estava dando a luz! eu também estava nervosa por que fiquei preocupada com o rapaz que quase atropelei, agradeci a mulher pela informação, cheguei no andar, encontrei o Renji, que veio na minha direção, parecendo que foi ele que teve o filho:

– Rukia! por que à demora?

– Tive alguns impevistos! – Pensei em falar "é que eu queria atropelar alguém" mas não era hora para brincadeira – Então cadê ele?

– Rukia! Ela linda! – Tô falando, Renji está cada vez mais esquisito, acho que finalmente está saindo do armário

– Menina? é menina? – Que estanho, jurava que era um menino

– Sim! – Ele me levou até uma sala que fica os bebês, e apontou para ela, a mais nova membro da família Kuchiki: a...

– Renji, qual é o nome que escolheram?

– Ah... espera, vou lembrar... é... Yuriko! não é linda? é a cara do Byakuya! – Meu Deus! leram isso? primeiro ele diz que ela é linda e depois diz que é a cara do Byakuya...

– Renji, posso te pergunta uma coi... – Eu sei que não era hora, mas ai fui interrompida pela enfermeira

– Sra. Kuchiki Rukia? – Ela perguntou

– Sim, sou eu, porque?

– Os senhores, Kuchiki Byakuya e Kuchiki Hideki solicitaram sua presença no quarto 401. – Já tinha me esquecido, aposto que o velho tá furioso com minha demora "Onde já se viu, o sobrinho dela nascera e ela na rua, putiando" tenho certeza... mas acabo de ver uma coisa que me deixa muito confusa: Renji estava praticamente comendo a enfermeira com os olhos, pensei melhor em sai dali antes que ele ataca-se a mulher na minha frente... é definitivamente, Renji não é gay.

– Ok, já estou indo, qual é seu nome?

– Nemu, senhorita

– Obrigada, Nemu-san! Renji vai vir? – Nem sei por que perguntei, já sabia que ele iria ficar atrás da pobre mulher... sim, Renji é um chato quando se trata de mulheres

– Não pode ir, vou fazer compahia para Nemu-san – É, melhor sair de uma vez

Estava caminhando para sala, e lembrei que existe esse negócio de bissexual... vai saber. Abri a porta com cuidado, e vi uma cena muito linda: meu irmão sentado ao lado da cama da Hisana, segurando sua mão com maior carinho, e meio vó olhando para o lado de fora. Quando sentiu minha presença, lançou um olhar de reprovação

– Rukia! – Gritou ele – Que tipo de tia você é afinal? já faz quase 2 horas que ela ganhou o bebê! – Aff, não era ele o pai, mas estava nervoso

– Acalme-se vó, não tem importância, pelo menos ela venho. – É parece que o jeito frio do meu irmão não tinha desaparecido... ainda

– Kuchik-san! viu ela? não é linda? – Hisana estava mesmo contente, eu fiquei feliz por pelo menos alguém estava feliz pela minha presença

– Sim! sim! parece com nii-sama!

– Claro, se tratando do Byakuya... – Renji apareceu se intrometendo na conversa, e notei que ele tinha um vermelidão no pescoço, mas não perguntei porque já imaginei o que seria

– É... eu vim aqui só pra saber como estavam, mas agora vou pra casa, tenho um dia cheio amanhã...

– Tudo bem! obrigada por ter vindo Kuchiki-san! – Disse Hisana, e Byakuya acentiu com a cabeça

– Eu volto aqui amanhã de manhã... é o único tempo que vou ter disponível...

– Rukia. – Chamou meu irmão – Vá com cuidado pra casa, está muito tarde – Nossa meu irmão preocupado comigo? uia! vi que a filha fez efeito – Hideki, acho que deveria ir também, você tem que descançar, não tem uma audiência amanhã? vá com a Rukia

– Claro, então até amanhã, qualquer problema é só me cha...

– Hideki, não se preocupe, qualquer coisa eu resolvo. – Ele estava certo, ele já era pai de família, meu avó tinha que ver isso.

E lá estava eu e meu avó voltando pra casa, com um silêncio do caramba, desculpe a palavra, mas odeio quando ficam em silêncio.

– Rukia. – Chamou-me, acabando com aquele silêncio do caram...

– Sim.

– Kaien-dono me ligou

– E? – Tenho que fingir não estar interessada por que já viu né?

– Ele me disse que marcaram de tomar café – Mais que fofoqueiro!

– Err... sim...

– Que bom, Rukia, vê se não estraga tudo dessa vez... – Ele disse com esperança que eu não fizesse merda de novo.

Ah! eu não contei uma parte da minha vida né? então vamos lá, eu já tive muito namorados sabe, a maioria era advogado, deve ser por isso que terminei os relacionamentos... mas como dizer, bem... eu tenho um certo medo de casamento, é, tenho pavor... deve ser por causa dos meus colegas casados, que, sempre quando acontece algo ele contam pra mim, acham que sou alguma psicológa ou seilá, peguei pavor de me casar. Vários pedidos de casamento e, eu não aceitei, a maioria deles meu avó sabia porque os meu namorados idiotas, contavam pra ele antes de me pedir, e, não aceitei nenhum deles, quer dizer, eu aceitei um, mas foi à maior bobagem da minha vida, quer dizer, mico também... no dia do casamento eu desisti, tanto dinheiro gasto à toa, nem preciso dizer como o vovó ficou... na hora do sim, eu disse um grande NÃO! eu sai correndo, fui o centro das fofocas na agência por vários meses. Chegando em casa, deu boa noite para meu avó e fui dormir.

Pov's Ichigo

– BOM DIA ICHIGOOOOOOOO! – Ele só faz isso pra me acordar de mal humor – JÁ É HORA DE LEVANTAR! VAMOS ICHIGO, YUZU JÁ FEZ O CAFÉ!

– Tá certo – Tirei ele de cima de mim, e joguei-o no chão. Fui para o banheiro, joguei um pouco de água na minha cara pra ver se fico mais esperto. Tomei um banho, e desci para tomar café, meu pai ficou me enchendo no café todo, que fez me sair de casa com raiva, piorou quando escutei uma voz irritante me chamando:

– Kurosaki-kun! Kurosaki-kun! – Era a Inoue, naquela hora nada podia irritar mais, mas por obra do destino filha da p****, Ishida estava junto, o que me fez piorar ainda mais meu humor

– Boa dia, Kurosaki – Não estava com vontade de responder, mas fazer o que

– Boa dia

– Desanimado? – E por que você acha idiota? a miss peituda e você me azucrinando logo cedo

– Não, só com um pouco de sono...

– Então vai com a gente né? você faz parte do grupo

– Ir a onde? – Pelo jeito, a tonga vai querer ir com a gente

– Hoje à tarde vamos ir pedir umas dicas com à advogada do meu pai – Se gabou – Mas desculpe Inoue, você não pode vir com a gente, você faz parte de outro grupo então... – Ae! finalmente estava pensando com à cabeça – E então Kurosaki?

– É na agência de advocacia de Karakura? – Perguntei

– É sim, porque?

– É que tenho que ver um estágio lá...

– Está interessado em direito, Kurosaki-kun? – Já vi que aquela vaca tá tentando descobrir pra que faculdade eu vou, provavelmente tá querendo me segui até lá

– Err... não, não, meu pai quer que eu faça... – Tenho que evitar falar essas coisas perto dela, senão já viu.

Chegamos na escola, e foi o dia muito tedioso, nem teve educação física, o que deixou pior ainda, na hora de voltarmos para casa, combinei certinho com Ishida onde nos encontrariamos:

– Não esqueça, Kurosaki, às duas e meia, aqui no colégio!

– Okay!

Cheguei em casa, notei que meu pai não estava lá, perguntei para Yuzu, mas ela também não sabia, então decidi subir e tomar outro banho, abri o guarda-roupas para encontrar um roupa decente e limpa, não iria a uma entrevista de qualquer jeito. Olhei no relógio e já era duas horas, passei um pouco de perfume, desci ás escadas e me despedi da minha irmã e sai de casa. Chegando na frente do colégio, avistei o grupo, que pelo jeito, só faltava à mim

.– Até que fim, Kurosaki!

– Ei, estou aqui não estou? vamos logo!

– Ah! Kurosaki-san está muito perfumado! – Disse Chizuru escandalosa, como sempre

Então o grupo foi em direção ao metrô, pois a agência ficava no centro, se fossemos a pé, deria uma hora de caminhada, já o metrô diminuia isso pra vinte minutos. Caminhamos mais um pouco até encontrarmos à agência, chegamos lá, fomos direto à recepção.

Pov's Rukia

Estava afundada na cadeira quando meu telefone toca, era Noriko, minha secretária, perguntando se autorizava à entrada de um grupo de alunos que diziam ter hora marcada.

– Aff... – Chegou à hora, respiro fundo e respondo – Pode deixa-los entrar...

Minha porta abre-se devagar, assim avisto o filho nerd do Ishida-dono e mais outros coleginhas entrando também... fiquei surpresa todos ele pedindo licença para adentrar na minha sala, eles eram tão... educados, não podiam ser alunos... impossível. Cadê aqueles marmajos que só sabem fazer bagunça em qualquer lugar que fossem? fiquei mal por falar merdas* dos pobrezinhos, pareciam mesmos interessandos no trabalho que teriam que fazer(que estavam fazendo). Mas eu olho pra um deles, e vejo um ser famíliar, olho de cima à baixo para o rapaz, mas só uma me fez lembrar o garoto: aquele cabelo laranja! ele parecia assustado, mas fiz de conta não reconhece-lo.

– Olá! garotada! vão se apresentar? – Do jeito que falei, parecia os palhaços Patati e Patata

– Err... eu sou Chizuru! – Então o rosto do povo começou à se apresentar até chegar no dito cujo

– Eu sou Kurosaki ichigo. – Kurosaki? acho que conheço alguém da família dele

– Prazer em conhece-los! bom eu sou Kuchiki Rukia e...

– Kuchiki? você é uma da família Kuchiki? meu pai tem um advogado com esse sobrenome, ele diz que é o melhor do país!

– Provavelmente é o meu irmão! – Respondi toda sorridente, só uma coisa estava começando à me pertubar: o garoto punk não parava de me encarar, o que ele quer? que eu te de alguma explicação? tá bom, todos da sala estavam me encarando, mas não to jeito que ele me encarava, mais enfim, posso estar pensando coisas... – Então, no que posso ajuda-los, você não foram intimados não né? – Fiz uma piadinha, parece que eles gostaram

– Não, srta. Kuchiki, se bem que o único que seria intimado aqui é o Kurosaki! – Um deles fez outro comentário divertido, pelo menos todos ali acharam, menos esse Kurosaki que olhou para o colega com uma cara... também com aquele cabelo, não duvidaria muito

– Certo, certo, bom, o que posso fazer?

– Bom – Começou filho nerd do Ishida-dono – Nosso professor nos passou um trabalho, que a gente simula-se um tribunal, nós somos os promotores! – Disse arrumando os óculos

– Sei, que tipo de caso que é?

– É um de assassinato.

– Um homicídio. – Então começou eu, à professora aqui, enquanto eles pegaram os cadernos e começaram anotar tudo o que dizia. Só o cabeça de laranja que ficou de braços cruzados fazendo careta pra mim, mas não me intimidei. Os garoto faziam muitas perguntas interessantes, e eu começei cada vez mais me interessar por aquele grupo, eram tão estudiosos e atenciosos, eu realmente me arrependi de ter pensado aquela coisas deles, até que o cabeça de laranja levantou à mão

– E quanto ao crime de um quase atropelamento, senhorita Kuchiki? – Ele falou num tom de deboche que se não tivesse na frente daquela crianças, e pularia em cima daquele pivete

– Isso não vem ao caso, Kurosaki Ichigo. – Fiquei supresa comigo mesmo por lembrar do nome inteiro daquele rapaz

– Err... acho que é só, Kuchiki-san, obrigado pelas dicas vai ajudar muito! – Agradeçeu, Ishida-kun que arrastou o cabeça de laranja pra fora da sala, todos os alunos agradeceram e sairam. Quando olhei pra o relógio, e tomei um susto: eram cinco e quarenta! quase que não dava tempo para o café!, tranquei à sala, dispensei à secretária, e fui para o "encontro" com o Kaien.

Pov's Ichigo

Estava sentado no corredor, quando avistei à mocréia que quase me atropelou ontem, quando ela me viu, fechou à cara e fez questão de parar na minha frente

– Olha, pelo jeito, foi intimado mesmo! – Haha engraçadinha

– Não! e o que te importa? quem deveria ser intimada era você por quase ter me atropelado ontem! – Me defendi, acho que ia deixar barato?

– Já pedi descupas, por que não pinta esse cabelo de vermelho assim os motoristas acham que fechou o sinal! – Ela soltou uma garagalhada, e eu claro, me enfureci, detesto piadas com meu cabelo

– Meu cabelo é natural, sua vaca! – Quando a chamei de vaca, começamos à discutir no meio do corredor, estamos berrando um com outro, que nem senti a presença de uma mulher de cabelo curto do lado da gente com os braços cruzados

– O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO!???! – Gritou, fazendo que olhassemos pra ela

– Err... Fong-san... é que...– NÃO QUERO DESCULPAS, KUCHIKI! POR QUE DIABOS ESTA GRITANDO COM O CANDIDATO????

– Candidato? – Acho que ela não gostou muito dessa ideia– Err... já vou indo – Ela saiu sem ao menos olhar para minha cara, acho que realmente não gostou da possibilidade de que eu trabalhasse aqui

– Desculpe, Kurosaki-kun, ela é meio...

– Nada, esquece! então?

– Se quiser pode começar amanhã mesmo! – Disse ela toda feliz

– Certo! obrigado, Fong-san!

– E, ah! Kurosaki-kun?

– Sim.

– Irei jantar na sua casa hoje.

Continua...