Coisas De Garotos E Garotas

7 Capítulo 6 - Álcool


Notas iniciais
Gente, sinto muito pela ausência, esse fim de ano foi louco e não tive tempo para escrever, nem postar um capitulo, mas to voltando com tudo. Aí vai mais um e espero que vocês gostem. E peço que, se estiverem gostando, que comentem.. como vou saber no que melhorar, se vcs tão gostando ou não, se não deixam reviews? Vamos lá gente!

Eu estava de frente para Marcelo. Sophia ao meu lado com Matheus a sua frente. Fernanda e Bruno estavam lado a lado. A garrafa foi girada, parando em mim – para responder – e em Matheus – para perguntar.

- Hm, faz o que você quiser, mas tem que ser em alguém do sexo oposto. Escolhe entre mim, Marcelo ou Bruno. – eu olhei para ele e estreitei os olhos, focalizando-o. Não. Olhei para Bruno, não. E por fim, Marcelo. O que ele tinha afinal? Desligaram a luz e um breu se formou.

- Por que às escuras? – perguntaram. Não consegui identificar a voz.

- Deixa assim! – ouvi Matheus. – E aí Marina, foi?

- Não! – respondi. Não conseguia ver nada a minha frente, como ele queria que eu tivesse feito algo? – Não vejo nada.

- Tenta a sorte! – berrou Marcelo. Com isso, consegui saber onde ele estava. Aproximei-me e pisei num pé. Alguém resmungou, mas a luz não foi acesa. Apoiei em alguém. Fiquei na ponta dos pés e beijei a pessoa, sem saber ao certo se era mesmo quem eu queria. Afastei-me e a luz foi acesa. Eu havia chegado perto do vaso e me sentei nele. Marcelo me olhava. Pisquei. Eu o havia beijado.

Continuamos jogando até que a garrafa parou entre mim e Matheus.

- O que você quer? – perguntei.

- Consequência. – olhei para ele. Acabei caindo sentada no vaso, minha cabeça rodava. Levantei-me estabilizando meu equilíbrio.

- Faz o que você quiser na Sophia. – ele me olhou incrédulo. Acabou dando de ombros. A luz do banheiro foi apagada. Ouvi resmungos e meu pé foi pisado. A luz foi acesa e em segundos voltou à escuridão.

É, Sophia pegou o Matheus! – pensei.

Fomos interrompidos com um barulho forte e eu vi a porta do banheiro ser aberta e um garoto, baixinho, pedir para usar o banheiro.

- Ah, cara, faz na pia! Ta ocupado aqui! – Marcelo falou. Mesmo assim o garoto tornou a abrir a porta, fazendo-a sair do lugar.

- Consertem isso! – mandei. Marcelo e o garoto, que se chamava Felipe – lembrei -, conseguiram colocar a porta no lugar. Saí do banheiro e Sophia me acompanhou. Acabou que todos saíram e Felipe usou o banheiro.

Lá fora o caos se formava. As mesas foram agrupadas abrindo mais espaço no salão. As pessoas dançavam. Juliana dançava com Maíra. Pilar, Caio, Bento e o restante do nosso grupo conversavam e bebiam. Arthur falou algo engraçado e todos explodiram em risadas. Lucas tentava chegar em alguém. Eu não reconheci a menina. Felipe voltava do banheiro e se juntou ao grupo. Fui até eles. Bernardo me encontrou e passando o braço por volta dos meus ombros, puxou-me para perto de si. Estávamos todos conversando e bebendo. Ofereceram-me um copo e sem saber o que era, bebi. Nevada.

Ninguém ali estava sóbrio. Até o garoto que não bebia estava com um copo de cerveja na mão – era o que mexia na lista de musicas que eu havia organizado. Já eram 23 horas da noite e ainda tinha muito bebida na geladeira. Bernardo ria de alguém que Arthur falara. Vi Sophia conversando com Matheus e Marcelo. Notei que Marcelo me observava. Lançou-me um sorriso e desviei meu olhar. Olhei para Bernardo. Sua mão estava sobre a minha. Ele me olhou e sorriu. Afinal, o que está acontecendo? Eu havia ficado com o Marcelo, mas, por quê? E se Bernardo queria ficar comigo, por que não falou nada? Acabei por me afastar dele e fui até Sophia. Matheus olhou para Marcelo sugestivamente. Segurei a mão de Sophia e murmurei em seu ouvido:

- Quero falar com você. – pedi. Ela falou que já voltava para os meninos e fomos ao banheiro.

- O que foi? – perguntou ela passando pela porta e fechando-a.

- Eu beijei o Marcelo.

- É eu sei. E eu fiquei com o Matheus. – ela revirou os olhos e apoiou-se na pia.

- E você fala isso com a maior naturalidade? – cruzei os braços. Minha cabeça girava e me perguntei se valeria a pena conversar sobre isso logo agora.

- Qual o problema?

- Sei lá! Eu só não sei bem por que beijei logo o Marcelo.

- Você ficaria com o Bruno? – perguntou ela, brincando com seu cabelo.

- Não.

- E com o Matheus?

- Também não. Até por que você ficou com ele. – cocei a cabeça cogitando a ideia. Não. Não mesmo.

- Então pronto. – ela deu de ombros. – Podemos voltar agora? – sem esperar por minha resposta abriu a porta do banheiro e voltou para onde Marcelo e Matheus estavam.

Mais tarde, eu, Bruno, Fernanda, Sophia, Matheus e Marcelo, encontramos um lugar escondido e continuamos a brincar de Verdade/ Consequência. O que eu estava fazendo jogando, não sabia. Conseguimos sentar em roda e uma garrafa se encontrava no meio da roda.

- Quem é que roda agora? – perguntou Bruno. Matheus acabou rodando e parou nele e em mim.

- Hm. – ele colocou o dedo no queixo e fingiu estar pensando. – Faça BoodyShot na Sophia. – mandou.

- O que? – perguntei, chocada.

- Você tá aqui jogando então, vale tudo. Se não quisesse não ficasse. – falou ele, todo grosso. Fula da vida com ele, me levantei da cadeira, peguei a bebida, abri a garrafa e joguei um pouco no pescoço de Sophia, e lambi.

- Satisfeito? – perguntei, o fuzilando com os olhos.

- Muito! – respondeu ele, rindo. Rodei a garrafa e parou em mim e Matheus. Tá fodido!

- A mesma coisa que eu fiz na Sophia, faz no Marcelo – mandei.

- Tá de brincadeira! Nele?

- Vale tudo, não é? – cruzei os braços e o olhei. Fiz uma cara de “não se mete comigo babaca” e o mandei fazer. Entreguei-lhe a bebida, já aberta. Ele a pegou e olhou para Marcelo.

- Sério que tem que ser em mim? – perguntou Marcelo.

- Tem. – fiquei esperando Matheus fazer o que eu mandei. Marcelo abriu a camisa de botão que usava revelando seu peito. Peguei a garrafa da mão do Matheus e joguei a bebida no peito de Marcelo. – LAMBE! – berrei pra Matheus. E ele lambeu. Xingando eternamente a minha pessoa, Matheus sentou-se na cadeira e continuamos a jogar. As Consequências passavam dos limites. Falamos algumas verdades, mas todos ali pediam mais Consequência. Foi a vez de Marcelo rodar a garrafa; esta parou nele – para perguntar -, e em Sophia – para responder.

- Hm, muito bom! – murmurou ele. – Dança no colo do Matheus, vai! – Matheus olhou para Marcelo como quem diz “Tá falando sério, viado?”. – Querem que eu escreva!? – Sophia levantou, ajeitou a calça e olhando para Marcelo, foi até Matheus. Passando uma das pernas em volta dele, ficou em posição de cavalgada. Olhei para eles e me esforcei para não rir. Começou a tocar uma musica própria para o momento. “Senta, senta rebolando” – Mc Catra e Mc Pocahontas.

POR QUE CRISTO?? – meu pensamento gritava.

Como estava tonta e totalmente bêbada, não registrei direito o que exatamente ela teria que fazer. Sophia rebolou no colo de Matheus. Ao som de Catra, Sophia rebolava no colo do Matheus. Isso ficaria na minha memoria, mesmo bêbada.

Ficamos 2 horas jogando, até que Pilar nos achou e nos chamou pra dançar. Deixamos a brincadeira de lado e voltamos para o salão. Marcelo me encarava quando passei por ele com as meninas. Ele segurou minha mão. Falei para as meninas que já ia e olhei para Marcelo. Só estávamos nós dois. Então, do nada, ele me beijou. O afastei e fui direto pra cozinha. Acho que mais uma dose de tequila cairia bem. Abri a geladeira e me servi.

- Coloca pra mim também. – levei um susto e era Ian. Fiz o que ele pediu. Guardei a garrafa de tequila e peguei meu copo, entreguei o de Ian e peguei o sal. Ele se serviu, parando na minha frente. Bebemos juntos e ele se aproximou de mim. – Sabe Marina, te acho uma garota muito bonita e bem simpática. – foi dizendo, se aproximando de mim. – Queria saber se tenho uma chance? – sua mão roçava meu braço e com a outra, abraçou-me pela cintura e me puxou para mais perto. Minha cabeça rodava as palavras não saiam. Eu o deixava fazer aquilo, mas não queria.

Seu rosto se aproximou do meu, mas, no ultimo segundo, ele se afastou bruscamente. Alguém o havia arrancado de cima de mim. Bernardo.

- Você tá maluco? – ouvi Ian berrar. Bernardo se pôs entre eu e Ian. Ian olhou-me por cima de Bernardo e acabou indo embora. Virando-se pra mim Bernardo me fitava preocupado. Engoli em seco. Cambaleei e Bernardo me segurou. Eu ia passar meus braços em volta do seu pescoço para me apoiar, mas ele fora levado de mim também. Por Marcelo?

- Cara, deixa ela! – ouvi Marcelo dizer. Bernardo, ao contrario de Ian, não foi embora. Empurrou Marcelo.

- Quem você pensa que é? – berrou Bernardo de volta. Reuni minhas ultimas forças para ficar sóbria e me colocar entre os dois. Olhei para Bernardo e balancei a cabeça negativamente. Se eu abrisse a boca, não seria muito bom. Fui até Bernardo.

- Está tudo bem. Eu to bem. Só precisa de ar puro. – ele segurou minha mão e olhou para Marcelo por cima do meu ombro. – Eu vou falar com o Marcelo, tá? Eu to bem.

- Marina...

- Me encontra lá fora. – pedi. Ele me olhou e franziu a testa. Acabou assentindo e me deu as costas desaparecendo em meio à multidão. Fui até Marcelo.

- Você tá bem? – perguntou ele. – O que ele queria com você?

- Estou bem. O que quer? – perguntei, apoiando-me na pia. Era o único jeito de ficar reta.

- Desculpa ter te beijado daquela forma. – falou ele.

- Tudo bem. – olhei pra baixo e fechei os olhos. – Também te ataquei no banheiro. – acabei sorrindo e ele também. Fez menção de se aproximar, mas eu não estava bem. Dei as costas para Marcelo e fui encontrar Bernardo.