Coincidências do Amor
13 Ossos do Ofício!
Notas iniciais
POV REID
Segui com Morgan em meu encalço para o andar da UAC e em seqüência para a sala de reuniões, é bom estar de volta, mas eu preferia estar em casa dormindo ao lado da Ally.
Depois das brincadeiras de sempre que fazemos, e do briefing da Garcia vamos para em direção ao aeroporto onde ficam sediados os jatos do FBI e por conseqüência o nosso também. Vamos todos no mesmo carro com Morgan dirigindo, o que fez do percurso muito menor do que realmente era. Já discutindo sobre o caso. O caso era sobre o assassinato de três mulheres que eram seqüestradas e torturadas e depois, deixadas para morrer, ainda bem que não havia estupro no caso, não sei o que faria já que eu se lembraria da Ally, lembraria de sua carta descrevendo tudo o que passou nas mãos do maluco que a machucou. Faltavam trinta minutos para pousarmos e continuávamos discutindo sobre o caso, é claro que o Elemento nesse caso é sádico com preferências bem definidas.
A.H – Quando pousarmos, Rossi vá até o legista para ver se descobre alguma coisa, Reid e Morgan falem com as famílias das duas primeiras vítimas, eu vou coordenar tudo com a Garcia da delegacia e falar com a família da vítima mais recente.
Que ótimo tudo o que eu queria, ficar pelas próximas duas horas com o Morgan, dessas quais pelo menos 30 minutos estará apenas nós dois no carro, ele vai dar um jeito de me bombardear com perguntas constrangedoras.
[...]
Morgan e eu já estávamos no carro indo em direção da casa da família da primeira vítima quando Morgan começou a falar como eu imaginei que começaria.
D.M – Então bonitão, me diz como está seu namoro? Porque não me ligou para contar que estava namorando uma gata daquelas?
S.R – Nosso namoro vai bem, obrigado, e eu não liguei porque não era necessário.
D.M – Como assim não era necessário, sou seu amigo Reid, tenho que saber o que acontece na sua vida. – ele disse com o sorriso de idiota do ano estampado em seu rosto. – E porque ela te chama de Garotão? Deixou ela impressionada Reid?
S.R – Não quero falar sobre isso Morgan, por favor, vamos nos concentrar no caso, é bem mais pertinente no momento. – disse não de forma grosseira, mas deixando claro que não diria nada, finalmente chegamos e ele não questionou mais, mesmo eu sabendo que ele estava com a testa enrugada e com a sobrancelha levantada. –
D.M – Chegamos, vamos lá.
S.R – Claro, precisamos colocar mais um bandido na cadeia. E o quanto antes isso acontecer, mais cedo nós voltaremos para casa.
POV MORGAN
Reid estava muito estranho, nós sempre conversamos sobre tudo, contamos tudo para o outro, não entendo porque ele não quer me contar sobre o seu namoro. Eu quero muito saber como ele está saber se realmente está bem, desde a morte de Maeve realmente temo que ele sofra de novo, ele é como meu irmão mais novo.
Já estávamos a caminho da delegacia depois de falar com as famílias das vítimas e resolvi confrontá-lo para saber o porquê desse silencio todo.
D.M – Reid desembucha vai. Sempre conversamos o que mudou nesses 60 dias? – eu não estava nada feliz com isso, e ele pareceu não gostar da forma como falei. -
S.R – Morgan, eu e apenas eu conto as coisas para você. Você nunca confia em ninguém. Nunca contou sobre sua ficha criminal, não contou que sofreu abuso, desconfia de todos, acha que casos onde possíveis suicídios não parecem ser suicídios são descartáveis e questiona todos da equipe em campo. Não confiava no Gideon logo que ele voltou da licença, não confiava no Rossi quando ele decidiu voltar da aposentadoria, duvidou da Garcia depois do atentado que ela sofreu, questionou a volta do Hotch depois de Foyet, questionou Emily depois de Ian Doyle, não respeitou a opinião de J.J quando ela confiou em uma mãe que ainda acreditava que seu filho estava vivo depois de oito anos, e ainda me questiona depois de Maeve. Morgan eu te respeito e conto o que acho que você deva saber, mas minha vida amorosa não é da sua conta. Eu sei que você se preocupa comigo assim como todos da equipe, mas eu não sou criança, posso ser o mais novo do grupo, mas não sou o mais fraco. Existem coisas que eu apenas preciso que você respeite. E você apenas tem essa necessidade de saber das coisas porque tem medo que as ações dessas pessoas te afetem, esse é o seu real medo.
Esse foi o maior discurso que Reid já fez direcionado para mim, enquanto estava irritado. Mas ele está certo, eu não confio em ninguém e estou sempre questionando todos. Mas nunca pensei que talvez magoasse as pessoas. Não tenho o que falar para ele, então fico em silencio, talvez isso seja o suficiente para acalmar os ânimos entre nós dois. Logo que chegamos à delegacia Hotch sentiu a tensão que estava entre nós dois, e como Reid foi cuidar do perfil geográfico, ficamos junto com Rossi enquanto ele me questionava sobre o que tinha acontecido entre nós.
A.H – O que houve entre vocês?
D.M – Ele não gostou de eu ficar perguntando sobre o seu namoro com a psicóloga e me esculachou. Dizendo que eu não confio em ninguém e questiono as pessoas com medo de ser prejudicado por elas.
D.R – Ele não mentiu. Mentiu Morgan? – Rossi disse para mim com tom de deboche na voz. – Todos nós já fomos vítimas de suas inseguranças e desconfianças em relação a nossas atitudes, decisões ou fatalidades que ocorreram. Ele não quer falar sobre a relação deles, porque ele é a moda antiga, e respeita ela, Não que você não respeite a sua namorada, mas para ele, falar sobre a intimidade deles é um insulto direcionado á ela e também ao relacionamento e confiança já estabelecida entre ambos. Entenda, e deixe-o crescer, ele não é criança não o trate como uma.
D.M – Que ótimo, agora vou receber sermão de todo mundo? Qual é gente, eu só quero protegê-lo ele é como meu irmão mais novo.
A.H – Todos nos preocupamos com ele Morgan. Sabemos que de todos, ele além da Garcia é a pessoa com a alma e coração mais puro dessa equipe, e queremos sim cuidar dele, mas se ele não quer dizer o que se passa para você entenda. Nós respeitamos o fato de você nunca contar para ninguém o que se passa com você. Vocês são amigos e logo tudo isso passa, só depende de você.
POV ALLY
Cheguei em casa quarenta minutos depois de deixar Spencer na UAC, essa noite por mais que já esteja na metade, vai ser longa, assim como as próximas, vou detestar saber o que está fazendo e não saber se está bem. Que agonia, e é melhor nenhuma donzela indefesa se apaixonar por ele, e nem ele ficar de conversinha afiada com qualquer uma delas. O que eu estou falando? Com ciúme de mulheres que podem ser assassinadas? Qual o meu problema? Eu tenho que me policiar se não vou ficar paranóica com o trabalho dele.
[...]
Já havia chegado em casa a mais de uma hora, tomado banho e agora estava preparando algo para comer quando meu celular tocou, corri para atender na esperança de ser Spencer, e não posso deixar de sorrir largamente quando vejo seu nome e foto no visor.
~ Ligação On
ALLY – Oi Meu Amor. Como está aí? Estou com saudades foi uma noite longa sem você aqui. – digo essa última parte fazendo manha e ele apenas ri com isso. – Não ria, é verdade Spencer Reid.
S.R – Eu sei meu amor, estou com saudades. Acostumei-me ver você todos os dias e dormir quase todos ao seu lado. O meu dia foi longo também. – ele suspirou essa ultima parte o que me deixou curiosa. O que será que houve? – Eu briguei com o Morgan, nada grave. Apenas disse o que ele precisava ouvir a muito tempo. – ele respondeu minha pergunta silenciosa como se tivesse escutado. -
ALLY – Não foi por causa do que eu disse foi? Foi porque pedi pra ele cuidar de você? Desculpe meu amor, eu só estava brincando, não que eu não queira que você volte inteiro para casa, porque eu quero, mas não fique chateado com ele por minha causa, eu apenas...
S.R – Chega Ally, você está me deixando atordoado com essa falação. – ele diz divertido, e eu relaxo um pouco com isso. – Não tem nada haver com você. Mas eu liguei apenas para matar a saudade e dizer que estou bem. Eu Te Amo Neném.
ALLY – Fico mais tranqüila meu amor. Eu também Te Amo Garotão.
Ligação Off ~
POV REID
Eu sabia que o Morgan iria ficar impaciente com o meu silêncio e me questionaria sobre isso. Ele é meu amigo e gosto muito dele, mas tudo tem limite. E minha vida amorosa é esse limite.
D.M – Reid desembucha vai. Sempre conversamos o que mudou nesses 60 dias? – ele me perguntou demonstrando a infelicidade sobre isso e eu apenas suspirei, não gostando nada de como ele falou. -
S.R – Morgan, eu e apenas eu conto as coisas para você. Você nunca confia em ninguém. Nunca contou sobre sua ficha criminal, não contou que sofreu abuso, desconfia de todos, acha que casos onde possíveis suicídios não parecem ser suicídios são descartáveis e questiona todos da equipe em campo. Não confiava no Gideon logo que ele voltou da licença, não confiava no Rossi quando ele decidiu voltar da aposentadoria, duvidou da Garcia depois do atentado que ela sofreu, questionou a volta do Hotch depois de Foyet, questionou Emily depois de Ian Doyle, não respeitou a opinião de J.J quando ela confiou em uma mãe que ainda acreditava que seu filho estava vivo depois de oito anos, e ainda me questiona depois de Maeve. Morgan eu te respeito e conto o que acho que você deva saber, mas minha vida amorosa não é da sua conta. Eu sei que você se preocupa comigo assim como todos da equipe, mas eu não sou criança, posso ser o mais novo do grupo, mas não sou o mais fraco. Existem coisas que eu apenas preciso que você respeite. E você apenas tem essa necessidade de saber das coisas porque tem medo que as ações dessas pessoas te afetem, esse é o seu real medo.
Depois de tudo o que eu disse Morgan resolveu ficar quieto. Não falamos nada desde e quando chegamos a delegacia fui fazer o perfil geográfico enquanto Morgan ajudaria Hotch e Rossi que já havia chegado do Legista. Tenho certeza que eles perceberam o clima hostil que estava entre nós dois.
E com certeza perguntariam sobre o assunto para ele ou para mim posteriormente.
[...]
Já era tarde e eu decidi ligar para a Ally, eu com certeza ficaria trabalhando mais algumas horas, mas preferi ligar assim ela dorme tranquila sem se preocupar comigo, ela já estará com o pensamento aqui em Michigan onde estamos resolvendo o caso, não vai se concentrar em seu trabalho e nem em se manter segura. Estar aqui é um tormento muito grande, principalmente agora que eu tenho alguém para quem voltar, eu tenho alguém esperando por mim, o amor da minha vida, a mulher mais linda do mundo. Estar longe dela pela primeira vez desde que estamos juntos, me deu espaço para pensar. Eu ainda acho que ela vai acordar para a vida e deixar de me amar, ou simplesmente ver que ela é demais para mim, eu não sou suficientemente bom para ela, eu sei que ela acha que sim, mas sou tão comum perto dela, é por isso que tenho medo. Bom! Acho melhor ligar logo para ela.
~ Ligação On
ALLY – Oi Meu Amor. Como está aí? Estou com saudades foi uma noite longa sem você aqui. – ela diz que está com saudade com a voz manhosa e não posso deixar de sorrir. – Não ria, é verdade Spencer Reid. – paro na mesma hora, ouvir o nome completo nunca é bom, pelo menos é o que dizem. -
S.R – Eu sei meu amor, estou com saudades. Acostumei-me ver você todos os dias e dormir quase todos ao seu lado. O meu dia foi longo também. – suspiro lembrando minha discussão com o Morgan e sei que a deixei curiosa. – Eu briguei com o Morgan, nada grave. Apenas disse o que ele precisava ouvir a muito tempo. – disse sabendo que ela queria saber sobre o que tinha sido a briga. -
ALLY – Não foi por causa do que eu disse foi? Foi porque pedi pra ele cuidar de você? Desculpe meu amor, eu só estava brincando, não que eu não queira que você volte inteiro para casa, porque eu quero, mas não fique chateado com ele por minha causa, eu apenas...
S.R – Chega Ally, você está me deixando atordoado com essa falação. – jamais seria por causa dela, e realmente eu fiquei atordoado com a falação dela, ela sempre divagava, do mesmo jeito que eu faço quando estou falando sobre algo. – Não tem nada haver com você. Mas eu liguei apenas para matar a saudade e dizer que estou bem. Eu Te Amo Neném. – digo numa tentativa de desviarmos o assunto e tranqüilizá-la, e parece funcionar. -
ALLY – Fico mais tranqüila meu amor. Eu também Te Amo Garotão.
Ligação Off ~
Falar com ela fez-me sentir melhor, sua voz doce e ela dizer que me ama, nada melhor de se ouvir, quando ela diz que me ama é como se todas minhas dúvidas desaparecessem. E quando isso acontece, eu sei. Fomos feitos para estarmos juntos.
[...]
Já estamos aqui á dois dias e finalmente vamos embora hoje à noite, porque nesse exato momento estamos indo prender nosso elemento.
Como já é de praxe nos separamos em duplas juntamente com a polícia local. Morgan ia à minha frente e eu logo atrás checando todas as portas. Estávamos em uma fábrica abandonada e tinham muitos lugares para checar até encontrá-lo.
Morgan e eu encontramos Hotch e Rossi no mesmo momento em que avistamos o elemento se preparando para matar nossa mais recente vítima, ela estava totalmente subjugada pelo elemento, não podia falar e muito menos se mover, a única coisa que indicava que ainda estava viva eram seus gritos altos e abafados pela fita que cobria sua boca. Hotch já estava pronto para começar a negociar com ele. Eu não estava prestando real atenção, até que Hotch me pedisse para explicar o porquê ele fazia isso, e que nós entendíamos suas as ações, mesmo não concordando com elas. Mas ele não aceitou essa explicação, e agora eu estou no chão logo depois de levar um tiro no braço. Não lembrava mais da dor de levar um tiro eu havia feito questão de esquecer da dor que se sente depois de levar um tiro, Graças a Deus não é necessário cirurgia para tirar uma bala do braço, odeio hospitais, e posso fazer isso na ambulância mesmo.
[...]
Já havíamos desembarcado e Morgan se ofereceu para me levar em casa, expliquei que ficaria na casa da Ally e disse em qual prédio ela mora, o percurso estava silencioso novamente, até que ele respira fundo e decide falar comigo.
D.M – Você tinha razão. Eu não confio nas pessoas, sou teimoso e tenho medo da equipe ser prejudicada quando alguém está com algum problema. Mas você é como meu irmão mais novo e eu sempre vou querer proteger você, assim como todos nós queremos proteger a Penélope e a J.J, elas são o nosso ponto fraco, e para mim são vocês três, do mesmo jeito que todos nós somos para a Garcia. Somos uma família e as famílias se protegem, então nem pense em cogitar a hipótese de que vou deixar de tratar você como criança. – ele dá aquele sorrisinho babaca dele. – Mas prometo que vou parar de cuidar da sua vida amorosa, eu só não quero que você sofra como quando perdeu Maeve, isso é tudo. – ele parou de falar assim que chegamos em frente ao prédio da Ally. – Chegamos, vai lá Garotão. Nós nos vemos amanhã. Cuide-se.
S.R – Obrigada Morgan, não apenas pela carona, mas por entender que eu não queria falar sobre isso. – ele me entregou minha mala, já que o tiro havia sido no braço esquerdo eu ainda não conseguia mexer o braço e por conseqüência me esticar para o banco de trás para pegá-la. – Até amanhã.
Desci e fui direto para o prédio da Ally, pegando minhas chaves e passando pela portaria, indo direto para o elevador. Eu sabia que ela inda estaria acordada, era pouco mais de onze da noite e como eu não liguei, ela deve estar nervosa. Decidi bater em sua porta para fazer surpresa, e logo ela veio abrir, toda linda como ela é, já estava pronta para dormir, com uma blusa minha que cortou e fez de camisola.
ALLY – AHHHHHHHHHH! – nossa que grito poderoso. – Meu amor! Estava preocupada, você não me ligou. Como foi lá? – ela me abraçou e não pude evitar o gemido de dor o que alertou ela. – O que houve?
S.R – Levei um tiro no braço, nada grave meu amor. Ossos do ofício. – ela estava com olhos arregalados e a puxei para um beijo. Grudei minha boca a sua, pedindo passagem com a minha língua que ela rapidamente cedeu. Eu podia sentir gosto de chocolate em sua língua o que era delicioso. Suas mãos agarravam meus cabelos, enquanto eu a empurrava contra a porta de entrada logo depois de entrar e fechar a porta, uma mão em sua nuca mantendo-a presa a mim, e a outra em sua cintura nos deixando mais colados. Eu podia sentir todo o calor de seu corpo que estava moldado ao meu daquela forma, e aquilo mandou vibrações por todo meu corpo.
ALLY – Senti sua falta. – ela disse logo depois de nos separarmos ofegantes em busca de ar. – Te Amo. Me beija de novo.
E assim eu fiz feliz por estar de novo nos braços dela, me sentindo em casa, esse é o meu lar. O lugar onde eu quero para sempre estar. Ao lado dela.
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