Notas iniciais
ATENÇÃO: ESSE CAPÍTULO É BASEADO NO CAPÍTULO 13 DA DÉCIMA TEMPORADA. Oi Amores. Antes de mais nada, quero agradecer os comentários do último capítulo. E também agradecer á Luma Negra; Ana e Bruno; Ms Flusse; Maya Ribeiro; Ludiminha Liminha; Miss Storm; C H Sassem; Sam Potter e a Denise Aline Bueno que favoritaram a fic. A Denise a Anna e a Ms Flusse que recomendaram e finalmente a Paper Girl; Ana e Bruno; Rosalie Sanders; Capitão Gancho e Patrícia Kelly Ferreira que estão acompanhando. Obrigada Amores. Bom falando do capítulo, ele é baseado no capítulo em que a equipe investiga o assassinato de Jason Gideon e este será narrado em sua maioria pelos outros personagens. Vamos para a leitura?

04 de Fevereiro de 2016

“As lágrimas mais amargas derramadas sobre os túmulos são palavras não ditas e ações não Feitas.”
Harriet Beecher Stowe.

POV REID

Eu estava dirigindo para a cabana de Gideon, e eu me senti transportado novamente há oito anos, quando ele simplesmente sumiu e eu fui atrás dele para saber o que estava acontecendo e a única coisa que encontrei foi uma carta.
Estacionei meu velho carro da mesma forma que fiz anos atrás, saí e fui em direção a cabana de Jason. Faltavam apenas Morgan e Penélope, que provavelmente estão vindo juntos.
Quando entrei na cabana, o corpo estava coberto e eu queria que me dissessem que não era ele, mas minhas esperanças foram por água abaixo assim que a Penélope chegou.


P.G – Você tem certeza?
A.H – É o Gideon.

E a única coisa que eu precisava naquele momento era ficar longe de todos eles. Saí dali e fui chorar sozinho, ele era como um pai para mim. Ele era meu padrinho no FBI e me ensinou a ter confiança nos meus instintos e me ensinou a me respeitar para que todos os outros me respeitassem. Por isso ele sempre me apresentava como Dr. Spencer Reid, ele insistia que eu deveria ser apresentado dessa forma para impor respeito, já que todos desconfiavam de minha capacidade, devido minha idade.

Já era manhã de sexta-feira quando o legista chegou para que o corpo dele pudesse ser examinado e logo depois removido e levado ao necrotério.
Estávamos do lado de fora aguardando que terminassem de examiná-lo quando um carro do FBI chega, não estou de fato prestando atenção. Até o momento em que Hotch chama por mim.


A.H – Reid?
S.R – Sim?! – questiono, pois quero ficar sozinho com minha dor. –
A.H – Alguém veio para ficar ao seu lado. – ele diz com a voz preocupada comigo e aponta para o carro que estaciona com a porta do passageiro virado para a cabana. – Vai ser bom para você. – vejo que Anderson, está dirigindo e assim que a porta de trás abre e sapatos altos e muito charmosos aparecem, eu sei quem está ali. –

Assim que a vejo, mesmo que eu queira estar sofrendo sozinho, meu mundo parece novamente no lugar. Ela me olha com seus olhos doces e tristes, ela sente o mesmo que eu, mesmo que não o tenha conhecido, ela sabe o que eu sinto, simplesmente porque ela sofre quando eu estou sofrendo. Acho que tem algo a ver com aquilo de almas gêmeas. Corações conectados.

Vou em sua direção e a abraço, ela quase não tem força para se segurar já que eu me lanço para ela como uma criança que precisa da mãe. Ela vacila para trás e logo se recompões e me abraça, sussurra palavras de carinho e conforto em meus ouvidos enquanto faz cafuné nos meus cabelos. A única coisa que posso fazer é enterrar meu rosto em seu pescoço e aspirar seu cheiro calmante. E mesmo que esse meu ato faça efeito de imediato, ainda sinto-me perturbado com a morte do meu padrinho, a única referência de Pai que um dia eu tive.

POV MORGAN

Jason Gideon está morto. Foi assassinado, como isso aconteceu, nós vamos descobrir. Mas me preocupo com o garoto, que está sofrendo. Hotch fez bem em chamar a Allyson, somente ela poderia trazê-lo de volta de onde quer que ele estivesse alguns segundos atrás. Mas eu duvido um pouco disso, quando vejo que uma lágrima escorre por seu rosto. Spencer está com o rosto em seu pescoço, ela nos olha com os olhos preocupados e sofridos e eu me pergunto o porquê disso. Quando Reid faz menção de se soltar dela, ela nos olha com olhos, apavorados talvez? Enxuga a única lágrima e planta em seu rosto um sorriso tranqüilizador, terno e cheio de carinho, mas apenas para benefício de Spencer. Ela sabe que isso não passa despercebido dos nossos olhos, mas confia que não diremos nada para ele. Mas é um fato que algo está acontecendo. E ela está sendo forte o suficiente para guardar isso apenas para ela, para ser a tábua de salvação que ele precisa.

Decidimos que ela vai nos ajudar como puder, mas ficará ao lado do Spencer todo o tempo, como sua sombra. Para dar-lhe o apoio de que ele precisa. Então assim que o corpo de Jason é retirado da cabana e levado ao Necrotério, chamo Spencer e Ally para irem junto comigo, eu sei que não seria um lugar onde ela se sentiria bem, mas o Reid precisa dela.
Ele senta atrás junto com ela, sem dizer nada para nenhum de nós. Ela respira profundamente, e tenta não olhá-lo demonstrando a sua preocupação, mas de nada adianta, está estampada nos olhos dela. Inconscientemente ele coloca a mão sobre o colo dela, e ela prontamente entrelaça seus dedos aos dele. Spencer não percebe a preocupação de Allyson, mas eu vejo. Ela está preocupada com algo que ela não quer compartilhar. Ela está disposta a guardar o que está acontecendo apenas para ela, e claramente vejo que ela precisaria contar para Spencer. O que provavelmente não teve tempo de fazer ontem, já que havíamos acabado de chegar de um caso e nem mesmo chegamos em casa e já estávamos dando meia volta.

Chegamos ao Necrotério, precisávamos falar com o Legista e saber principalmente se ele sofreu. Esperamos que não, pois o desgraçado que fez isso não viverá para contar a história. Não se for eu a pegá-lo. Ele não vai para a cadeia para ser um Rei nos corredores da Prisão por matar um Agente Federal. Allyson ficou do lado de fora enquanto Reid e eu entramos para conversar com a Legista.


Leg* – Em forma de respeito, deixei o rosto coberto.
D.M – Agradeço. – praticamente sussurro. –
Leg – A causa da morte foi choque hipovolêmico devido ao trauma do tiro. Três pontos de entrada. Ombro esquerdo, abdômen direito e temporal direita.
D.M – Ele sofreu? – perguntei a única coisa que me interessava. –
Leg – Não por muito tempo. O cérebro parou antes da última respiração. Depois do tiro final, ele morreu em segundos.
D.M – poderia nos dar uns minutos, por favor?
Leg – Claro. – ela disse e se afastou. –
D.M – Obrigado. – eu disse e me virei para Reid. – Você ouviu alguma coisa? Ele não sofreu. Escute-me. Ás vezes, você cria um muro e bloqueia todos, e não pode fazer isso, não agora. Precisamos de você. Gideon precisa de você. Vou lá para fora, com sua linda namorada. – digo e vejo por um segundo a sombra de um sorriso. – E quando estiver pronto, vamos pegar esse filho da puta. – ele assente e eu vou para o corredor para ficar com a Allyson. –

Quando a encontro ela está chorando, apenas algumas lágrimas que ela não pode segurar. E isso me preocupa. Spencer precisa dela, mas aparentemente ela também precisa dele. Quando ela me vê, enxuga ás lágrimas sem tentar disfarçar. E segue na minha direção.


ALLY – Onde... Onde está o Spencer? – ela pergunta gaguejando. – Ele está bem?
D.M – Dei a ele alguns minutos com Gideon, ele sem dúvida é o que mais está sofrendo. – digo para acalmá-la – O que você tem Ally?
ALLY – Nada que eu não possa guardar para mim pelos próximos dias. Você vai saber quando tiver que saber. – ela recua, e mesmo triste vejo um brilho nos seus olhos, mas não consigo identificar. –
D.M – Não seria bom compartilhar? – digo na esperança de fazer ela se abrir. – Vamos lá, não me deixe curioso.
ALLY – Não se preocupe Derek, e não seja uma menininha fofoqueira, por favor. – ela sorri genuinamente. – Apenas, não diga nada sobre isso ao Spencer. Ele precisa sentir sua dor. – ela diz apontando para seu rosto cheio de lágrimas. –
D.M – Tudo bem. Mas só se você me der um beijinho. – eu digo e sorrio para ela. –
ALLY – Vou te dar é um soco na cara e depois ligar para Savannah explicando porque seu namorado Galinha, apanhou de uma garota. – ela diz brincando e eu levanto as mãos em forma de rendição. –

Depois disso, logo Spencer aparece e seguimos para o carro de volta para a cabana do Gideon. Ele mais uma vez atrás junto com a Allyson, deita em seu ombro enterrando o rosto em seu pescoço e recebe carinho em seus cabelos o que faz com que ele relaxe, de alguma forma, aquilo faz com que ele sinta paz.

POV ROSSI

Gideon morto. Doença é uma coisa, mais assassinato é outra. Vejo Morgan voltando com Reid e Allyson que não está como precisávamos que ela estivesse, mas está sendo forte o suficiente para que ele se apóie.
Reid sai pela porta, ainda perturbado e a Ally dá espaço para ele e vai ficar com as garotas. Ele precisa sofrer, ela como Psicóloga deve saber o que fazer.


D.R – Como está o garoto? – pergunto ao Morgan. –
D.M – Não muito bem. Mas ele voltará para o jogo. Rossi, isso é loucura. Gideon e eu costumávamos ver cenas assim toda hora. – ele diz e respira fundo. – Ele sempre dizia: “Morgan, sou o suspeito. Como fiz isso?”
D.R – Primeiramente atiro no alvo de longe, ferindo-o. Então vou até ele para matar.
D.M – Gideon tem força para dar alguns tiros na porta. Mas ele erra. Porque enfraqueci sua mão dominante. Gideon não tinha força para segurar a arma firme.
D.R – Eu paro na frente dele. Isso me excita. Meu rosto é a última coisa que ele verá. E então acabo com ele. – digo completando o raciocínio e ele continua. –
D.M – Certo, a maioria dos disparos foram daqui para a porta, certo? Então porque Gideon atirou nesta parede? Parece ter sido proposital. Os tiros devem significar algo. – Morgan diz e eu pego o quadro que deveria estar na parede. –
D.R – O diabo está no detalhe. – me preparo para sair e chamo Allyson no caminho, Spencer deve ir comigo. – Ally, venha, por favor. – saio pela porta com ela em meu encalço e digo a Reid. – Preciso verificar uma coisa. Vamos dar um passeio. – e ele vem logo atrás, junto com Allyson. –

Spencer abre a porta traseira para Allyson e ajuda ela a entrar, logo depois ele entra ficando ao lado dela. Ela imediatamente coloca suas delicadas mãos sobre as dele. O contraste é gritante. Mas de certa forma. Parecem peças de quebra cabeça que se encaixam perfeitamente. Spencer olha através da janela e fala de repente.


S.R – Sempre achei que o veria novamente.
D.R – Eu sei. – digo e vejo que Ally disfarça, mas fica atenta a nossa conversa. –
S.R – Adoraria jogar mais uma partida de xadrez com ele. – Ally sorri levemente com o comentário. – Sei que não estou sendo muito racional, e sei que não o vejo há muito tempo, mas penso nele todo o tempo, e sempre soube que ele estava por aí, e agora me sinto vazio. – Allyson vira a cabeça na sua direção, com um rompante. –
D.R – Sim. – eu digo, e acho que isso não vai acabar bem. – Mas o tempo passará e aos poucos você esquecerá o quanto isso dói. E talvez encontre outra coisa, para preencher esse espaço vazio. – digo e olho para Ally que sorri, mas este não chega aos seus olhos, algo está acontecendo. –
S.R – Não quero achar outra coisa. – respiro fundo. Ele parece não ter percebido a intensidade do que acabou de dizer. Allyson tira sua mão das dele, olha para o outro lado, através da janela. Ela fecha os olhos, seu lábio treme, mas ela respira fundo. Enxuga uma lágrima que não vi caí e sorri pequeno. –

[...]

Chegamos ao nosso destino e Allyson decide ficar no carro, provavelmente para chorar o que não pode na nossa frente. Olho para ela, mas ela apenas acena com a cabeça, como se dissesse que ficaria bem, e eu honestamente divido.


S.R – Nunca estive neste prédio. – Spencer diz enquanto descemos pela escada. –
D.R – Nem precisava. Era um abrigo de bombas antigamente. – digo enquanto sou tomado de recordações. – Sei que podemos achar algo desidratado se você tiver fome. – digo como forma de fazer uma piada e abro a porta. – Isso cheira exatamente como antes. Estamos de volta onde tudo começou meu amigo. Éramos a Unidade de Ciência Comportamental antigamente.
S.R – Isso é incrível. – mal o ouvi dizer, mas não me voltei para ele, e segui em direção aos arquivos. –
D.R – Nos chamávamos de Unidade C.C. Éramos bem organizados. – digo quando encontro o que eu procurava. – Certo, acho que é isso. Salem, Virgínia, Condado de Roanoke, 1978. Gideon liderava esse aqui. – disse e contei o que me lembrava.

~ Flashback on

Unidade de Ciência Comportamental 1978

D.R – Temos material o suficiente aqui para um ótimo livro. – Jason não me respondeu, olhava fixamente para algo em sua tela. – Não acha?
J.G – Hã?! – ele resmungou algo e continuou olhando para algo que eu não sabia o que era. –
D.R – Disse que escreveria um livro um dia, usando todo nosso trabalho, e pegar o crédito só para mim. Vender milhões de livros. – disse enquanto fitava o papel na máquina de escrever a minha frente. –
J.G – Que legal. – mas que diabos ele está fazendo afinal?! –
D.R – O que está olhando aí? – ele finalmente olhou para mim. –
J.G – Pássaros. Um terceiro assassinato sem motivo em Salem. –
D.R – Uma série de crimes. Acostume-se a dizer isso. – ele me ignorou e continuou com seu discurso. –
J.G – No último ano, ele matou uma mulher a cada três meses.
D.R – Então ele é sazonal como o Zodíaco?
J.G – Sim, mas não está nos insultando como Zodíaco. Ele é obcecado.
D.R – Qual é o tipo dele? – perguntei interessado. –
J.G – Vinte e poucos, morenas. Ele as estrangula e as deixa em uma cova aberta. Mas olha isso. Ele coloca pássaros mortos nas mãos delas. – credo. –
D.R – Qual tipo?
J.G – Pequenos e marrons. Parecem pássaros comuns, mas deve significar algo para ele.
D.R – Atraiu minha atenção. Vamos para Roanoke.
J.G – Quero falar com as famílias das vítimas. Talvez exista uma conexão.
Flashback Off ~


S.R – Vocês o pegaram ele?
D.R – Não. Nunca houve um quarto corpo.
S.R – Então não era obcecado com matança sazonal. Talvez algo o forçou a se esconder. – Reid observa astutamente. –
D.R – Ele estava muito fixado para dar um tempo. Pensamos que talvez tivesse sido preso, ou se mudou.
S.R – E nunca mais viu aquela assinatura?
D.R – Não. Mas Gideon deve ter visto algo para fazê-lo partir tão cedo da Flórida e dirigir direto para Roanoke. – peço meu celular e disco para Aaron. –

~ Ligação On
A.H – Prossiga Dave. –
D.R – Hotch. Acho que já sei, mas vou atualizar a todos. Gideon atirou em uma pintura de pássaros. Acho que ele tentava nos dizer que seu assassino, é o mesmo de um caso que trabalhamos em 1978. –
K.C – Então foi alguém que ele prendeu. – disse Kate. –
D.R – Os casos nunca foram solucionados. – informei. –
D.M – Se não era uma vingança por ter prendido o cara, qual o motivo? –
D.R – Talvez tenha ido atrás de Gideon porque ele retornou ao caso. –
S.R – O Suspeito estrangulava morenas de vinte e poucos. Garcia houveram corpos encontrados em Roanoke nos últimos dias? –
P.G – Vou olhar na bola de cristal da Internet. Sim. Uma mulher não identificada de 50 anos foi encontrada em uma cova rasa em Salem. –
D.R – Foi estrangulada? –
P.G – Esse é o mistério. Não houve crime. –
S.R – Havia um pássaro morto na mão? –
P.G – O que? Nada disso também. –
A.H – Qual o significado do pássaro? –
D.R – Esses pássaros marrons eram a obsessão do suspeito. –
K.C – Como Gideon voltou para o caso? –
J.J – Ele viu a história em um jornal e obviamente se interessou? Quais as chances da mesma floresta e ritual voltarem a ser notícia? –
K.C – Mas falta a assinatura. –
D.R – Por isso ele veio até Roanoke. Precisava ver se não era só coincidência.
D.M – Bem, claramente não foi.
P.G – E a mulher devia ter 20 anos na época. Idade. É o tipo dele.
K.C – Gideon deve ter visto isso. Se ela foi uma vítima, então ficou presa por 37 anos. Quem sabe o que fez nesse tempo?!
S.R – E se ele parou por ter achado a vítima que queria e se apegou a ela?
D.M – A morte recente pode ter ocasionado sua recaída. Talvez achar outra.
J.J – Se for parecido com o que ele já fez, ele pode caçar e matar até encontrar a certa.
A.H – Encontramos você em Roanoke, Dave.
Ligação Off ~

CONTINUA

Notas finais
E aí meninas parece que o nosso Spencer está machucando a nossa querida Ally. Eu estou sem Internet no PC e é por isso que estou sumida. Me digam o que vocês estão achando. Beijinhos de Luz