Notas iniciais
Me Desculpe meus amores, aconteceu tanta coisa, com meu computador com minha internet, na faculdade, no emprego e comigo, parece que estava tudo dando errado. Mas nada justifica um hiatos de mais de dois meses. Enfim, olha eu aqui ☺/ Espero que gostem desse capítulo e realmente sinto muito informar que talvez fique mais difícil ainda para eu postar, mas eu não abandonei a fic eu juro, estava sofrendo por dentro por não poder escrever. Bom chega de lenga lenga, vamos ao capítulo.

POV REID

Eu sabia que esse interrogatório do Henry ia me causar constrangimento, mas isso me fez pensar se a Ally gostaria de ter filhos, eu sei que eu gostaria, todos estão achando a pergunta do meu afilhado super curioso, engraçada, a J.J sabe que eu gostaria de ter filhos um dia. Quando ia responder ouvi a voz da minha namorada.
ALLY – Eu adoraria ter filhos, todos Geniais como o Spencer. – é claro que eu fico vermelho de vergonha, mas por dentro estou exultante. – E você meu amor, gostaria de ter filhos? – olhei em sua direção que me oferecia o mais lindo dos sorrisos, estava com um avental e um pano de prato caído em seu ombro além do cabelo que antes estava desalinhado, agora arrumado perfeitamente em um rabo de cavalo, isso me dá a sensação de lar.
S.R – Com certeza. – ela sorri para mim e pisca lindamente. –
D.R – Me contem crianças, como vocês se conheceram?
ALLY – Han, eu vim para Washington, para fincar raízes. Eu sou muito codependente, perdi meus pais há dois anos e não conseguia mais viver no México, na faculdade eu tive um amigo, que foi como um irmão para mim e sempre me protegia, nós criamos um vinculo fraternal. Mas logo depois da faculdade nós perdemos o contato, liguei para avisar dos meus pais, mas ele nunca retornou. Eu não sabia que ele já havia falecido. – Ally disse com a voz embargada e eu não pude evitar e segurei sua mão, que estava no meu ombro. – Vim para cá, e quando vim aqui para falar com meu amigo, conheci o Spencer, nos conhecemos e agora estamos juntos.
D.R – Isso não explica como estão juntos?!
ALLY – Não, não explica. Mas você perguntou como nos conhecemos. – ela piscou sapeca para mim quando olhei para cima, para poder admirá-la. – Vou voltar para a cozinha.
D.R – Você está caidinho por ela. – ouvi um leve tom de deboche na voz dele. -
S.R – Você pode me culpar? – ele ia responder, mas pensou antes de falar e ficou quieto apenas balançando a cabeça em negação. -
J.J – Ela tem uma voz calma, e um rosto sereno. O que ela faz?
S.R – Ela é Psicóloga, apaixonada por psicologia infantil, devido... Mas agora ela está atendendo todos os tipos de pacientes. Mas eu fui ao consultório dela na segunda-feira, ela parece uma bruxa, não sei como tem pacientes. – o Morgan ia falar algo, mas ouvimos um grito lá da cozinha. -
ALLY – EU OUVI GAROTÃO, DEPOIS CONVERSAMOS. – meu rosto enrubesce por conta do Garotão, pensei que ela não me chamaria assim em público. -
D.M – Ela te chama de Garotão? – esse sorrisinho do Morgan me deixa tão irritado. – Eu nem quero saber o porquê, deve ter deixado ela impressionada.
S.R – Você é um babaca Morgan.
A.H – Ela parece ser uma boa moça, ela está morando com você?
S.R – Não, o apartamento dela fica no prédio novo do fim da rua. Mas ela ficou aqui enquanto estava decorando-o.
P.G – Você está pronto para voltar ao trabalho Geninho?
S.R – Pronto eu estou, mas não nego que adoraria ficar mais tempo em casa. – nesse momento olho para meu afilhado e vejo que ele está dormindo. – Han J.J, você quer que eu coloque ele no quarto de hospedes?
J.J – Pode deixar que eu mesma, o coloco para dormir. – ela diz enquanto se aproxima de mim para pegá-lo do meu colo. – Eu já volto, não conte nada importante sem a minha presença.
S.R – Pode deixar. – sorri para a minha amiga, por quem um dia pensei estar apaixonado. – Não que tenha muito para contar. – ele disse enquanto via Ally vindo da cozinha. -
ALLY – O jantar está pronto.

Todos ficaram conversando por horas, Ally recebeu muitos elogios por conta da comida improvisada, porém deliciosa. Depois de horas conversando os amigos de Spencer começaram a se despedir, sobrando apenas J.J, que esperava Will buscar ela e o Henry.
S.R – Eu vou colocar aquela louça toda na máquina, e depois vou escovar os dentes, com licença. – J.J esperou seu amigo se afastar para conversar com a Ally.

POV ALLY

Estava uma noite realmente agradável, embora eu não soubesse se Spencer estava pronto para me apresentar para sua “praticamente” família, ele se saiu muito bem, levando em consideração seus rubores incontroláveis. Ele agiu naturalmente, me fez sentir segura. Agora estávamos apenas J.J e eu, e eu sabia que ela queria me fazer perguntas, e isso é realmente doce, fico feliz que Spencer tenha tantas pessoas que se preocupem verdadeiramente com ele, não que eu não me preocupe, mas tenho tanto medo de meus tremores, se tornarem seus também e ele simplesmente perceber que não vai agüentar.

ALLY – Pode perguntar, eu sei que está se contorcendo de curiosidade. – sorri para o seu rosto preocupado, sabendo que a preocupação se devia ao fato de que não suportaria ver Spencer sofrendo de novo, eu suportaria menos ainda, sabendo que fui à causadora do sofrimento. -
J.J – Você ama ele, não ama? Eu não suportaria ver ele isolado novamente como, quando ele... – J.J parou de falar quando percebeu que falaria de mais, coisas as quais não tinha o menor direito, mais as quais eu já sabia.
ALLY – Quando ele perdeu Maeve. – ela olhou para mim com os olhos levemente arregalados, obviamente surpresa por eu saber sobre ela. – Ele me contou sobre ela, e eu sei que ele ainda ama ela, e quero que esse amor que ele sente por ela, permaneça em seu coração. Como poderia ser diferente se ela despertou o que ele tem de melhor. – sorri com carinho para a lembrança dele contando sobre Maeve, e o meu ainda temor de não ser o suficiente para ele.
J.J – Não sabe como isso me deixa tranqüila, saber que ele tem alguém que se preocupa com o bem estar e felicidade dele. – o celular dela tocou e ela o pegou para atender enquanto Spencer vinha do quarto para sala. – Tudo bem Will, eu pego um Taxi, só é ruim porque o Henry está dormindo. Não se preocupe, eu amo você.
S.R – Está tudo bem J.J? – Spencer pergunta quando inesperadamente enquanto se senta, me puxa para seu colo, como se fosse algo natural, mesmo assustada com sua atitude, não questiono e apenas me movo para seu colo. – Will não vem buscar você?
J.J – Não. — a vejo responder também assustada com a atitude relaxada dele comigo em seu colo. – Problemas no trabalho, ossos do ofício não é?!
S.R – Sei bem como é. Ele vai tirar férias junto com você?
J.J – Vai sim, mas ele volta a trabalhar antes e eu continuo em casa. Bom acho que vou acordar o Henry.
S.R – De jeito nenhum, você pode passar a noite aqui em casa, não é mesmo Neném? — não consigo entender o porquê dessa atitude relaxada do Spencer. -
ALLY – Mas é claro, tenho certeza que tenho um pijama que sirva em você. Você pode dormir com o Henry no quarto de hóspedes. Venha.


POV J.J
Eu não posso deixar de ficar feliz com a Felicidade do meu amigo. Eu sempre soube que ele um dia pensou estar apaixonado por mim, e até eu saber sobre Maeve, eu ainda me sentia mal por talvez ser um pouco culpada pela solidão do meu amigo. E essa culpa se manifestou novamente quando ela foi morta. Agora estou com Ally vendo um pijama que eu possa colocar. Depois de escolher, ela me empresta uma toalha e uma escova de dente e eu vou para o quarto de hóspedes, que também é suíte. Henry ainda dorme profundamente.
[•••]
Não sei quando peguei no sono, e nem sei como acordei, mas vi que ainda estava escuro. Estava com a garganta seca o que estava me incomodando, não conseguia engolir nada. Levantei-me e fui tomar um copo de água, passei pelo quarto do Spencer e pude ver que já estavam acordados. Não pude evitar e parei para ouvir.
ALLY – Meu amor, o que você pretende falar quando perguntarem como foi nossa primeira noite? — ouvi sua voz levemente envergonhada. -
S.R – Vou falar a verdade, que ainda não fizemos amor. E mesmo que tivéssemos feito, ninguém teria que saber nada.
ALLY – Mas homens falam sobre isso, não falam? — não consigo acreditar, os dois ainda são virgens. -
S.R – Acho que sim. — pude notar o tom de confusão e incerteza em sua voz, e não pude deixar de sorrir. — Amor eu sei que você tem traumas e respeito isso. Por favor, não se preocupe quanto a isso, quero que você esteja pronta quando acontecer. Eu não suportaria ser rejeitado porque você se lembrou do infeliz que te machucou. — oh meu Deus, eu não devia estar ouvindo isso. -
ALLY – Eu não vou ficar zangada se você quiser falar que já...
S.R – Chega Allyson, não vai acontecer. Agora para de me olhar assim e me beija.
ALLY – Eu te amo Spencer Reid.
Algo me diz que fiquei tempo demais escutando o que não tinha o direito. Encaminhei-me para a cozinha para beber meu copo d'água enquanto processava as informações recém adquiridas.

POV REID

Acordei cedo, sabia que a Ally estava incomodada com alguma coisa, estava sentindo sua inquietação, era incrível como eu me sentia tão conectado á ela. Resolvi abrir os olhos para saber o porquê de tanto nervosismo da sua parte.
S.R – O que houve meu amor? Porque está tão inquieta?
ALLY – Desculpe, não queria te acordar. Estava somente pensando. – percebi quando ela ficou indecisa se falava ou não. – Você ficou incomodado por ter de me apresentar para seus amigos assim de repente?
S.R – Não, envergonhado talvez, pela situação. Mas não por você, sou feliz por você ser minha namorada, mas o fato de você estar com minha camiseta, e eu somente com a calça do meu pijama, com certeza fizemos com que eles pensassem coisas erradas, e eu não quero dar margem para comentários inapropriados. – senti ela ficar tensa com meu comentário, e na mesma hora entendi o porque de sua inquietação anterior. -
ALLY – Meu amor, o que você pretende falar quando perguntarem como foi nossa primeira noite? – sua voz indicava que estava envergonhada, eu também ficarei quando essa pergunta surgir, pois é óbvio que Morgan vai me questionar sobre. -
S.R – Vou falar a verdade, que ainda não fizemos amor. E mesmo que tivéssemos feito, ninguém teria que saber nada. – solto um suspiro, indicando minha frustração, por termos entrado nesse assunto. -
ALLY – Mas homens falam sobre isso, não falam? – ela pergunta para mim, com certa incerteza na sua voz, como se eu soubesse sobre isso. -
S.R – Acho que sim. – minha voz também estava confusa, como eu ia saber se os homens falam disso, não que eu não seja homem, mas nunca fiz isso para saber sobre isso. — Amor eu sei que você tem traumas e respeito isso. Por favor, não se preocupe quanto a isso, quero que você esteja pronta quando acontecer. Eu não suportaria ser rejeitado porque você se lembrou do infeliz que te machucou. – eu não suportaria ser afastado dela, em um momento que deve ser tão importante para nós, porque ela se lembrou de seu passado, isso me destruiria. -
ALLY – Eu não vou ficar zangada se você quiser falar que já... – não a deixei terminar, isso estava me deixando bravo, porque eu jamais faria isso com ela. –
S.R – Chega Allyson, não vai acontecer. Agora para de me olhar assim e me beija. – sorri para ela, porque realmente isso não é algo que eu falaria, mas ela simplesmente me faz perder o senso de direção, embora ela seja meu norte.
ALLY – Eu te amo Spencer Reid – ela fala e logo depois me beija, doce e suavemente, me fazendo estremecer com o nosso contato, eu amo essa mulher. –[•••]

Enquanto Ally se arrumava para ir para seu consultório, eu fui fazer um café e ver se J.J estava precisando de algo, mas encontro ela já de pé, com o café pronto e pelo que pude perceber pronta para ir embora, com Henry saltitante ao seu lado. -
S.R – Bom dia J.J... Hey Henry, como você dormir baixinho?
J.J – Bom dia Spenc. – ela ia falar algo mais, porém meu afilhado interrompeu.
HENRY – Bom dia padrinho, eu dormi super bem, meu papai já está vindo nos buscar, porque temos que arrumar nossas malas para nós viajarmos. – ri da sua afobação, ele disse tudo sem pausa nenhuma para respirar. Logo escutei minha campainha se manifestar e pude deduzir que era Will.
S.R – Oi Will. – disse ao abrir a porta. – Entre, Henry está terminando seu café.
WILL – Oi Spencer como vai? Obrigado por cuidar deles. – antes mesmo de eu responder Ally saiu afobadíssima do nosso quarto pegando algo para comer. -
ALLY – Garotão?! Eu já estou atrasada? Que horas são? – puder ver Will ficar surpreso com a bela garota que saía do meu quarto. -
S.R – Não meu amor, você tem cerca de uma hora ainda. Neném, esse é William LaMontagne marido da J.J, Will essa é a Allyson, mas ela prefere Ally, ela é minha namorada. – Ally arregalou os olhos, ao ser apresentada para mais uma pessoa em tão pouco tempo, e ainda mais com tanta convicção saindo da minha voz. -
ALLY – É um prazer conhecê-lo Will, Spencer já me falou sobre você. – ela se aproximou com seu sorriso estonteante, seu olhar doce e sua pose de super confiança. – E você tem um filho lindo.
WILL – Prazer em conhecê-la também Allyson, e o que posso dizer, Henry é a cara da mãe. – sorriu abobalhado, a reação normal perto da Ally, eu sei que ele é apaixonado pela J.J então não me preocupo, e de fato qualquer um fica assim perto dela. – Fico feliz por vocês dois, espero que sejam felizes.
J.J – Isso todos nós desejamos. – ela diz enquanto se aproxima com seu sorriso doce e é envolvida pelos braços de Will. – Mas agora temos que ir. Foi realmente muito bom conhecer você Ally, fico muito feliz por vocês e quero que vocês sejam felizes, por favor, cuida dele e Spencer, cuida dela você também e, por favor, cuide de todos da equipe por mim, e claro resolva tudo com sua genialidade.

Depois de nos despedirmos Ally e eu fomos tomar café, ela já estava se preparando para sair, quando minha campainha tocou, mas que diabos, quem pode ser agora? Como Ally estava na sala, ela abriu a porta e ouvi uma voz que não ouvia tinha alguns meses. Ouvi mesmo de longe a surpresa na sua voz e pude provar o que meus ouvidos puderam captar assim que cheguei em minha sala.
ALLY – Temos mais uma pessoa querendo te ver meu amor. – disse Ally, confirmando o que já estava nas entrelinhas. – Essa campainha está tocando a todo o momento. Por favor, entre.
S.R – Alex, que bom vê-la. Estava com saudade de você. Han... Essa é Allyson, minha namorada, mas pode chamá-la de Ally, especialmente se você quer que ela seja sua amiga. – sorri, principalmente depois de sentir uma tapa em meu peito. -
ALEX – Spencer, que saudade, fico feliz por você. – parece que eu ainda ia ouvir muito essa frase. – É bom ver que seguiu em frente. – ela disse enquanto me abraçava, eu sou tão sortudo pelas pessoas que tenho em minha vida. -

Notas finais
Bom amores é isso, me diga se é o que vocês esperavam, eu devo admitir que a primeira vez que escrevi esse capítulo não tinha nada haver com isso, mas como perdi os 5 capítulos inteiros que já havia escrito foi isso que saiu. Enfim. Beijinhos de Luz.