Coincidências do Amor
18 Dívida Paga!
Notas iniciais

POV ALLY
EXAUSTA!
É como estou no momento. Até agora todas as tentativas de fazer as vítimas falarem, foram verdadeiros fracassos. Somente a última vítima falta para que eu possa conversar. Todas apenas concordam que era um homem forte, com perfume amadeirado, e que se não fosse um estupro, com certeza, elas se sentiriam atraídas por ele, o que me faz pensar no porque dele fazer isso. Só pode ser um doente para fazer isso forçado sendo que tem capacidade para conquistar mulheres o suficiente para fazer sexo consensual. Chegamos ao hospital onde a última vítima está em observação, tomara que agora seja diferente.
S.R – Você está bem Neném? – ouço Spencer me perguntar. – Parece preocupada.
ALLY – Estou preocupada sim, não fez diferença nenhuma eu vir até aqui Spencer. Não gosto de fracassar em algo. – digo triste com a situação. – Vocês confiavam em mim, e eu não consegui.
S.R – Vem aqui. – ele me puxa em direção a ele, ainda estamos no carro, e me beija delicadamente. – Não é por nós que você está aqui Ally, você está aqui pelas vítimas, mas você sozinha não consegue mudar nada. Dependemos das vítimas nesse caso.
ALLY – Obrigada. – ele me olha em questionamento. – Por ser meu Príncipe Encantado. – beijo ele e descemos do carro indo em direção ao hospital. –
Afasto-me enquanto Spencer conversa com a médica que está cuidando da vítima e olho através do vidro para ver como ela aparenta estar. Parece-me mais tranqüila do que as outras, será que no caso dela foi mais leve ou ela simplesmente se sente segura por estar aqui no hospital? Entro no quarto para conversar com ela antes que Spencer entre para tentarmos uma entrevista cognitiva, confirmo o nome dela no prontuário que trago comigo.
ALLY – Olá! – digo com a voz suave e ela olha para mim com a testa franzida. – Suzana?! Sou a Dra. Hernandez estou auxiliando o FBI nas investigações. Pode me chamar de Ally se quiser.
SUZY – Pode me chamar de Suzy. Eu assustei aquele agente bonitinho que veio falar comigo da outra vez? – respiro fundo, ela é só uma vítima. – Aquele que está conversando com minha médica.
ALLY – Eu estou aqui para que seja mais confortável para vocês. – sorrio para ela. – Mas eu ficaria feliz se você o tivesse assustado. – ela me olha confusa. – o Agente bonitinho é meu namorado.
SUZY – Me desculpe. Mas também não faria diferença, que homem se interessaria por uma mulher suja como eu?! – ela fala como eu falava até dois meses atrás. –
ALLY – Ele é o tipo de homem que não se importa com isso, pode acreditar. Eu tenho sorte de tê-lo em minha vida. Você um dia vai encontrar um homem que também não se importe com o seu passado. Só fico feliz que não seja o meu homem. – consigo fazer com que ela sorria. – Podemos conversar?
SUZY – Claro, se for para colocar aquele homem na cadeia.
ALLY – Eu iria conduzir uma técnica que chamamos de entrevista cognitiva, se trata mais das coisas que você sentiu do que as que você viu. Mas vendo que você está mais confortável, vou pedir para o Dr. Reid conduzi-la nesse exercício. Vai ser doloroso, mas muito eficiente para nós.
SUZY – Tudo bem. Mas tem certeza que quer seu namorado conduzindo isso?!
ALLY – Está tudo bem. Acredite. – sorrio e me viro para a porta, onde fica aquela grande janela de vidro e peço para Spencer entrar. – Ela está bem mais confortável do que as outras vítimas. Acho que você pode conduzir a entrevista dessa vez Dr. Reid, acredito que seja mais eficiente, já expliquei para ela como funciona.
S.R – Tudo bem. – ele diz e acena depois se aproxima de mim e pergunta olhando profundamente nos meus olhos. – Você está bem Ally? – afirmo com um aceno de cabeça e vejo que Suzana desviou os olhos de nós. –
ALLY – Está tudo bem Suzana? – fico aliviada quando ela olha sorrindo para mim. –
SUZY – Sim. A bolha que forma ao redor de vocês quando se olham é constrangedora, senti a necessidade de desviar os olhos enquanto se olhavam.
S.R – Nos desculpe sim?! – ele olha para mim, notando que ela sabe que somos um casal e eu aceno confirmando isso. – Preciso que feche os olhos e respire fundo... Isso. Me leve até aquela noite, qual é a primeira coisa de que se lembra?
Bastou cinco minutos de entrevista para eu ficar enjoada com o que ela contava me fizeram lembrar o que aconteceu comigo. Eu queria sair correndo desse quarto de hospital e gritar com todas as forças que eu tenho. Estou tão perdida em lembranças que não percebo que eles já terminaram, até que Spencer se aproxima de mim para perguntar como estou.
ALLY – Estou bem, não se preocupe Querido. – digo tentando não transparecer minha voz de choro. –
S.R – Eu sei que isso está mexendo com o seu psicológico, você sabe que não precisa ficar aqui, não sabe? – eu somente aceno. – Nós já acabamos se quiser podemos ir para a delegacia.
SUZY – Você demorou a superar Dra. Hernandez? – me assusto com a pergunta inesperada e olho para ela. – Você não consegue disfarçar.
ALLY – Demorei sim, mas porque eu tinha medo de seguir em frente. De certa forma hoje eu agradeço por ter demorado a seguir em frente, se tivesse investido no amor mais cedo. Hoje não estaria aqui.
SUZY – Eu não entendo, ele poderia ter me conquistado facilmente, bastaria tentar. Mas ele preferiu me puxar para um beco escuro, me bater e fazer isso a força.
ALLY – É quase impossível entender o porquê, mas ele só se excita com o fato de ser difícil, a luta... Spencer?! Precisamos ir para a delegacia, obrigado por suas informações Suzy, isso vai nos ajudar a encontrar quem fez isso. – me aproximo da porta, para ir embora quando Spencer mesmo assustado e sem entender nada se despede da jovem mulher para podermos ir. –
S.R – Muito obrigado Srta. Ramirez. – viro de novo para eles de olhos arregalados. – Você foi impressionante. – Spencer se vira para mim e me olha intrigado. – Ally?
ALLY – Ramirez? – olho para a vítima após perguntar. – Você é latina? – depois de ela confirmar com um aceno de cabeça. – Vamos Spencer.
Spencer segue ao meu lado em silêncio enquanto vamos em direção ao carro. Claramente eu não estou a fim de explanar meus pensamentos. Assim que paramos em frente ao carro ele abre a porta para que eu possa entrar. Seguimos para a delegacia, ainda em silêncio eu apenas faço as engrenagens da minha cabeça girar incansavelmente, até que chegamos e eu desço do carro sem esperá-lo. Ele corre e me alcança sem perguntar apenas esperando que eu explique o que está acontecendo.
ALLY – Spencer, eu preciso que você fique do meu lado, por favor. Prometa que se o que eu estou pensando se confirmar, isso acaba ainda hoje e você vai garantir que eu esqueça isso depois que se resolver.
S.R – Eu prometo. Mas porque está me pedindo isso?
ALLY – Porque eu acho que quem está machucando essas mulheres é o mesmo que me machucou há dez anos. – a única coisa que vejo nos olhos de Spencer, é algo que me assusta profundamente. Uma natureza assassina. – Preciso de você ao meu lado Spencer. Olha nos meus olhos. Eu preciso de você, sou uma donzela indefesa. – respiro fundo ao vê-lo olhar para mim novamente e assentir. – E só você pode me salvar.
Entramos na delegacia enquanto todos estão correndo de um lado para o outro, estou nervosa e assustada, querendo que isso não seja verdade. Todos param o que estão fazendo e nos olham, esperando por atualizações sobre a última vítima. Noto que o Delegado e Morgan não estão no recinto.
A.H – Temos outra vítima. – respiro fundo, Deus queira que eu esteja certa, mesmo que não queira estar. – Elena Torres 31 anos de idade, mesmo tipo físico das outras...
ALLY – Cabelos castanhos escuros, olhos claros, corpo escultural. Quase artificial. – olho pela primeira vez para o quadro de provas e leio o sobrenome das vítimas, constatando que provavelmente estou certa. – Precisamos conversar em particular.
D.R – Algo para se preocupar? – ele pergunta na mesma hora em que Morgan e o Delegado chegam. – Vamos nos reunir. – seguimos para a sala que está à disposição do FBI na delegacia e além da equipe apenas o Delegado está conosco. – Podemos falar aqui.
D.M – O que houve? Algo que as vítimas disseram. – olhei para Spencer e ele assentiu não me dizendo que podia contar, mas sim dizendo que está comigo. –
ALLY – Eu não vou entrar em detalhes porque realmente não vem ao caso. Há dez anos eu sofri o mesmo que essas garotas estão sofrendo. Eu era caloura na Universidade da Columbia, tudo aconteceu ainda no início das aulas. Naquela época, mesmo eu não sendo muito de sair e me divertir, isso acontecia com mais freqüência. Eu sempre fui popular entre meus amigos, e colegas de classe desde o colégio. Eu sinceramente fiz questão de apagar aquilo da minha mente, não faço questão me lembrar dos detalhes, mas me lembro claramente dele dizendo que não entendia o porquê de eu tê-lo rejeitado, mas que o fato de eu estar lutando contra aquilo era mais excitante para ele. Ele me espancou, me violentou e me deixou em um beco qualquer próximo ao bar em que havíamos cruzado. Eu encerrei a noite mais cedo e iria voltar para casa sozinha, todas as minhas amigas tinham achado alguém para aquela noite, mas eu estava tranqüila, não estava em busca de nada. Então fui atrás de um taxi, andei alguns metros... Não tive a menor chance de gritar ou algo assim.
S.R – Ally?! Você pode parar se quiser. – Spencer tentava não demonstrar o que sentia naquele momento, mas não estava conseguindo, ele estava pronto para matar quem cruzasse seu caminho. –
ALLY – Se não for agora, não vai ser nunca mais. Enquanto eu tentava dar algum tipo de explicação para a Suzana, me veio à cabeça que pudesse ser ele, mas eu não queria acreditar que fosse por minha causa. Mas quando Spencer disse Srta. Ramirez, eu soube. Todas as vítimas são latinas americanas ou hispânicas. O sobrenome diz tudo, sei que elas não são nascidas latinas, pois eu identificaria o sotaque, mas claramente são descendentes: Navarro, Morales, Fuentes, Cortes, Ramirez e agora Torres. Eu sou latina, a pessoa que está fazendo isso, está fazendo por minha causa. Jason Sulivan é o nome do homem que me machucou anos atrás.
DELEG – Mas o DNA encontrado nas vítimas não bate com nenhum em nosso banco de dados.
ALLY – Eu nunca o denunciei as autoridades. Na verdade antes de hoje somente duas pessoas sabiam disso. E um deles já está morto.
D.R – Eu acredito que Ally tem razão, mas precisamos de algo para prendê-lo. Sem um mandado não podemos obrigá-lo fornecer DNA.
A.H – Dave tem razão, vamos analisar a situação de todos os ângulos.
Eu estou aflita com tudo isso, medo de ver aquele homem novamente, sei que vou ser obrigada a vê-lo. Tenho medo das lembranças que esse encontro pode trazer. Das sensações ruins que podem ser despertadas, eu não quero e nem posso regredir. Spencer me ajudou nos últimos meses, eu finalmente me sinto uma mulher completa, pronta para ter tudo e dar tudo de mim para ele. Spencer desperta desejos em mim que eu há muito havia esquecido. Mas já estou decidida, eu sei que ainda hoje ele irá para a cadeia, e eu vou me entregar para Spencer da única forma que eu sei que irá exorcizar todos meus demônios pessoais, apenas isso vai me fazer esquecer e acreditar que eu posso confiar e tentar tudo com um homem que me ame de verdade. E esse homem é Spencer Reid.
Enquanto todos se concentram em descobrir a melhor maneira de prender aquele homem, eu decidi me distanciar, estava me sentindo enjoada com toda a situação e com as lembranças que estavam vívidas, me atormentando, vindo à tona. Mas tenho que ser forte e não deixar que elas me dominem. Nem vejo o tempo passar, mas aparentemente já haviam se passado duas horas. Somente me permitir sair de meu estado de torpor quando Spencer veio até mim.
S.R – Meu amor! Não estamos nem perto de sair para pegá-lo, não conseguimos localizá-lo. Porque não vai até o hotel, se quiser pode ficar no meu quarto. Tome um banho depois pode voltar. Talvez se sinta melhor. – ele sorri para mim. –
ALLY – Talvez tenha razão, será que alguém que não seja o policial que foi me buscar poderia me levar até o hotel? – a expressão de Spencer mudou de compreensiva para mortal. – Ele me paquerou, mas eu deixei claro que somos muito bons juntos. Foi por isso que beijei você logo que cheguei. Não tenha uma crise de ciúmes. Eu amo você. – eu digo e vejo Morgan se aproximar. –
D.M – Reid o Hotch precisa da sua ajuda para tentar encontrar um padrão mais reduzido no perfil geográfico. – ele diz e olha dele para mim. – Você está bem baixinha? Não se preocupe, vamos pegá-lo.
ALLY- Primeiro não me chame de baixinha, segundo, eu sei. – digo e me volto para Spencer. – Vai lá ajudar, talvez o policial possa me levar para o hotel.
D.M – Eu a levo Reid, eu estava indo para o hotel mesmo. Preciso de um banho. – Spencer relaxa depois de Morgan dizer que me leva, e me dá a chave de seu quarto. – Vamos então gatinha.
S.R – Sem gracinhas Morgan. Qualquer coisa me ligue Ally. – ele me beija rápida e delicadamente. – Eu amo você.
Morgan e eu nos distanciamos, ele carrega minha mala, vamos até o carro que está à disposição dele, que abre a porta para mim e depois dele entrar partimos. Depois de cinco minutos ele quebra o silêncio.
D.M – Eu sei o quanto foi difícil para você contar sobre isso para nós. Mas acredite, vai fazer a diferença.
ALLY – Como você pode saber o quão difícil foi? – arqueio minhas sobrancelhas em questionamento e assim que ele arqueia as dele em resposta eu entendo. – Oh! Eu sinto muito por isso.
D.M – Eu também sinto por você. – sua voz fica amarga. – Sabe, se ele é tão sexualmente competente porque forçar?
ALLY – Acho que eu tenho haver com isso. Nós conversamos rapidamente, mas ele não é o tipo de homem que me atrai, e não sei, acho que senti algo diferente e estranho nele então o dispensei. Acho que ele não estava acostumado com a rejeição. Enquanto ele tentava me violentar eu tentava o impedir e quando ele conseguiu o que queria e me machucava, eu tentava empurrá-lo e retraía meu corpo ele ficava ainda mais excitado. Era como se o que eu fizesse fosse para que ele gostasse e não para que o repelisse.
[...]
Estávamos voltando para a Delegacia depois de eu tomar um banho e deixar minhas coisas no quarto do Spencer, e parece que nesse meio tempo, Jason Sulivan resolveu aparecer. Ele nesse momento estava na delegacia, provavelmente sendo interrogado. Não sei se era uma boa estar lá nesse momento, mas eu estava indo por Spencer. Não quero estar longe dele enquanto ele pode estar na mesma sala que aquele homem. Tenho um sobre-salto ao perceber que chegamos, quando Morgan abre a minha porta para que eu desça. Nós caminhamos em direção a entrada da delegacia e logo eu paro aparentemente ele ainda está sendo registrado. Hotch e Dave estão com a cara fechada perto dele, enquanto ele diz alguma coisa, realmente furioso para o delegado. Mas para assim que sente minha presença. Olha-me com os olhos gélidos e sinto minhas pernas fraquejarem, mas não demonstro, não posso deixar que ele sinta meu medo.
J.S – Ora, ora, ora! Olha se não é Allyson Hernandez. Minha primeira. – ele sorri sínico para mim. – O que faz aqui Querida, não me diga que agora está no FBI? Você se lembrou de mim não foi? Sabia que você jamais me esqueceria de mim, fiz de tudo para que não se esquecesse daquele momento especial.
ALLY – É claro que nunca esqueci. – ele me deu um sorriso que me deu vontade de vomitar o que eu não havia comido. – Foi o dia em que você me fez sentir nojo de você e mim mesma. Mas eu segui em frente. Parece que você não. Não superou a minha rejeição, não quis você em nenhum momento e você não soube e ainda não sabe lidar com isso. – pude ver que ele se abalou com isso, mas não demonstrou. –
J.S – Posso saber se você me deu filhos? Dei o meu melhor naquele dia... Claro que não, uma vadia como você jamais daria filhos á um homem.
D.M – Cala a boca palhaço. – ouço Morgan falar com a voz exigindo respeito. – Ela não é uma qualquer para você falar assim, e mesmo se fosse, o doente nojento é você. Então cala a boca antes que eu quebre a sua cara.
J.S – Está apaixonado por essa vadia Agente?
D.M – Não, não estou. Pelo menos não como homem, mas ela é uma mulher maravilhosa, e o homem que tem seu coração com certeza é um homem sortudo. E vamos ver quem vai ser a vadia quando seu companheiro de cela souber que você estuprou uma garota virgem só porque foi rejeitado. Quer um conselho? Coopere com ele, vai ser melhor para você. – vi nos olhos dele o medo, e isso me fez sentir muito melhor. – Levem esse palhaço para interrogatório, me dêem um litro de café que eu passo a noite toda com esse verme.
Nessa hora vejo Spencer se aproximar, ele não quis ver o que aconteceu aqui, o que me deixa mais tranquila. Quando me alcançou me abraçou me beijando no topo da cabeça, não pude evitar dizer o que meu coração mandava naquele momento...
ALLY – Eu Te Amo Spencer. – na mesma hora em que Jason passava por nós, ele olhou para nós dois com olhos arregalados, como se perdesse o chão de seus pés.
POV REID
Depois do que aquele verme presenciou ficou decidido que Morgan e eu conduziríamos o interrogatório. Talvez minha presença afetasse o seu psicológico. E eu estava muito feliz com isso devo dizer. Estava colocando um ponto de escuta no meu ouvido para poder me comunicar com a equipe sem levantar suspeitas. Morgan se aproximou de mim.
D.M – Eu sei o quanto você está louco para quebrar a cara dele Reid, mas não perca o controle. É exatamente isso que ele quer, pode deixar que eu falo com ele. Estou com a mesma vontade que você, mas acho que posso atingi-lo de uma forma mais eficaz, insultando sua masculinidade.
S.R – Tudo bem, e eu só aceito porque é você quem está falando isso.
D.M – A única coisa que eu preciso de você, pois vai me ajudar é que você demonstre indiferença e nojo, nada que você já não esteja sentindo eu sei, mas preciso que você deixe isso claro e aparente. – ele disse e apertou meu ombro. –
S.R – Tudo bem, eu vou fazer o possível para não me descontrolar, e com certeza vou deixar bem evidente o que sinto por ele. – acho que essa foi à única vez que eu fiquei realmente enojado com o elemento. – Faça o que for preciso.
Já estávamos na sala de interrogatório há duas horas e nada do que ele falava era interessante ou valioso para nós. Eu não estava realmente prestando atenção no interrogatório, pois eu não queria ficar descontrolado. Não que eu fosse do tipo que quebra a cara de alguém ainda mais alguém tão enorme como ele, mas vontade não me faltava. Eu saí de meus devaneios quando escutei-o falando comigo.
J.S – Então Agente Spencer Reid?! É assim não é? Como você pode estar com aquela vadia, você sabia que ela já havia estado comigo?
S.R – Em primeiro lugar eu sou Dr. Spencer Reid... Dr. Reid para você, e na verdade eu sabia que ela havia sido abusada por um cara nojento e sem nem um pingo de masculinidade, escrúpulos e cavalheirismo. Mas até onde eu sei, nenhuma das mulheres que você teve nos últimos tempos foram muito receptivas, estou certo? O que me faz pensar. Qual o seu problema?
J.S – Ela pode não ter sido muito receptiva, mas eu tracei ela antes de você não foi?
D.M – Olha como fala babaca, mais respeito com a Dra. Hernandez.
J.S – Doutora? Quer dizer que ela se formou afinal? – ele questionou e depois se virou para mim. – Não fique chateado, só porque eu tive tudo o que você tem hoje, primeiro que você.
S.R – Não estou. Você não teve nada do que tenho. Comigo foi diferente. Foi ela quem tomou a iniciativa em nosso relacionamento, não tive que me esforçar muito como você. Ela é doce, carinhosa, se preocupa comigo, e o principal e mais importante que tudo. Eu não sou rejeitado, pelo contrário ela é muito receptiva, mesmo não conseguindo sempre estar com ela, por conta do meu trabalho, quando estamos juntos é maravilhoso, mais que o suficiente para que eu possa sobreviver sem ela até voltar novamente para seus braços. Não estou chateado como você como diz, tenho nojo e pena de você, apenas isso. Pelas atitudes que você tomou que te levarão até a prisão para ser a vadia de alguém. Acho que não vamos conseguir nada com você. Então encerramos por aqui. – olho para o Morgan que confirma. – Seja feliz com o seu parceiro na cadeia, afinal estupro de oito vítimas confirmado te leva a noventa nos de cadeia sem direito a condicional, com uma matemática básica podemos confirmar que você não sai de lá antes dos 120 anos de idade então, passar bem. Sua dívida está paga agora.
Depois de terminarmos com ele e resolvermos os últimos detalhes, vamos para o hotel, já passa das três da manhã e Hotch disse que poderíamos dormir e que só voltaríamos amanhã após o almoço.
S.R – Na verdade não podemos voltar domingo Hotch? Sábado é aniversário da Ally poderíamos comemorar todos juntos. – aproveitei para falar com eles, enquanto a Ally descansava na sala em que estávamos. -
P.G – Como sim todos juntos? Eu não estou aí Gênio, está me excluindo da festa?
S.R – Na verdade tinha a esperança que você viesse para cá para comemorar junto conosco, sabe que ela adora você. – Garcia sorri feliz, e logo a imagem dela na tela do computado desaparece, ela é claro está vindo para cá. – Acho que isso quer dizer que ela está a caminho.
D.M – E você tem alguma dúvida?
D.R – Que tipo de presente pode dar para ela? – Rossi, sempre Rossi. –
S.R – Na verdade, acho que ela ficaria feliz apenas com a presença de vocês, sem comentários sobre o passado dela.
A.H – Acho que podemos ficar então Reid, e claro que não comentaríamos nada. Vamos para o hotel, vá chamá-la.
Minutos depois já estávamos no hotel. No elevador nos despedimos, enquanto eu e Ally ficávamos no terceiro andar, ou outros subiam para o quinto andar. Ally já estava mais acordada, a soneca fez bem para ela. Estava na dúvida se perguntava se ela estava bem. Mas acho que ela estava lendo meus pensamentos, pois respondeu minha pergunta silenciosa.
ALLY – Eu estou bem Spencer, não se preocupe comigo. Agora a última coisa que preciso de você é preocupação. – engoli em seco quando me olhou com olhos intensos e em chamas. –
S.R – E o que eu posso fazer por você meu amor? – ela começou a se aproximar de mim me deixando um pouco assustado. – Faço qualquer coisa por você. – e era verdade, mesmo com medo eu faço qualquer coisa por ela. –
ALLY – Quero que você me faça esquecer. Eu já não tenho medo como antes e o que eu quero agora Spencer é ter a certeza de que mesmo selvagem e violento pode ser bom. É isso que eu quero que você faça Amor comigo de uma forma selvagem. Quero saber que também posso sentir prazer dessa forma, só com você.
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