Coincidências do Amor
2 A Primeira Vista!
Notas iniciais
A Primeira Vista.
06 de março de 2015, sexta-feira 15H30MIN
POV REID.
60 dias, o que eu faço por 60 dias????
60 dias sem trabalhar? Eu vou enlouquecer. 60 dias, o que eles esperam que eu faça em 60 dias...
~Flashback On
O que será que o Aaron quer falar comigo? Não me lembro de ter feito nada de errado, ou fiz?
S.R — Oi Hotch, a J.J disse que você queria falar comigo, sobre o que seria?
A.H — Oi Reid, eu não queria, eu quero. Sente-se.
S.R — Tudo bem pode falar. — eu vi que a coisa era séria quando ele respirou fundo.
A.H — Spencer, as regras mudaram em relação a férias licenças e afastamentos. E como você não tira férias a quase 3 anos, você precisa ficar 60 dias em casa.
S.R — O que??? E o que eu faço em 60 dias? Qual é Hotch 60 dias????? Eu vou enlouquecer.
A.H — Não é tão ruim assim, vai passar um tempo com sua mãe, viaje, namore...
S.R — Namorar? Como não pensei nisso antes? Agora sim, me dê 90 dias porque terei muito que fazer -respondi com ironia, como se eu fosse o maior pegador de toda Washington- Namorar Hotch? Nem parece que você me conhece a mais de 10 anos.
A.H — Reid pare de drama. Você até parece a Penélope. -idiota, ele estava com um sorriso irônico-
S.R — Ah!! Ok, já que eu não tenho escolha. Vou dizer tchau para o pessoal.
[...]
~ Na sala de conferência ~
S.R -Tchau pessoal, vocês vão ter que resolver esse caso sem o Gênio aqui.
D.M- Aonde você vai bonitão? Cabular trabalho é?
S.R- Não, eu tenho que ficar 60 dias em casa, então sem memória enciclopédica por dois meses. Novas regras em relação às ferias e essas coisas.
D.M- Isso mesmo aproveita o tempo pra tirar o atraso Garotão.
S.R- Cala a boca Morgan. Tchau gente, vejo vocês em 60 dias. Isso se eu não enlouquecer e atirar na minha cabeça pra ver se o tédio passa.
Todos riram da minha piada idiota.
Flashback off ~
Bom eu já viajei por que fui visitar minha mãe, e já arrumei meu apartamento 30 vezes e li uns 50 livros, e ainda faltam 55 dias de férias. Qual é o problema do chefe, por que 60 dias. Ta eu vou parar de falar 60 dias porque já ficou irritante.
Ah, claro só falta eu sair para namorar. Vou ver o correio, mamãe pode ter escrito alguma carta.
Desci as escadas e fui até a caixa de cartas, e comecei a subir novamente os degraus com os vários envelopes na mão. Propagandas, minhas revistas de Ciência e Matemática, contas e uma carta da Allyson Hernandez vinda do México.
[...]
Não, espera.
Uma carta? Do México? E quem é Allyson Hernandez? E porque veio para mim? Eu moro aqui há cinco anos, e nunca recebi nem uma conta do antigo morador. Vamos ver quem é o destinatário. Eduardo Alencar? É o nome do antigo morador, mas já faz anos que ele não mora aqui, será que a Garcia acha ele? Esses dias em casa estão afetando o meu raciocínio, ela acha todo mundo.
~ Ligação On
P.G – Alô docinho, já está com vontade de voltar?
S.R – Quero voltar desde que eu saí Garcia, eu preciso de um favor.
P.G – Claro, pode falar.
S.R – Eu recebi uma carta que seria para o antigo morador, e eu não faço a mínima idéia de como encontrá-lo, e como veio do México, talvez encontrá-lo seja mais rápido do que mandá-la de volta.
P.G – Eu posso encontrar quem você quiser. Nome?
S.R — Eduardo Alencar.
P.G – Eduardo Alencar... Nossa... Olha Reid, acho que é mais fácil você mandar a carta pro México do que você encontrar ele, ou pelo menos é mais rápido.
S.R – Mas por quê?
P.G – Ele morreu fazem quase 5 anos de leucemia, descobriu seis meses antes de falecer, pelo jeito não contou para todo mundo. Acho que foi por isso que ele vendeu o apartamento. O destinatário tem o mesmo sobrenome que ele?
S.R – Não, o nome dela é Allyson Hernandez, eles provavelmente se conheciam, mas não deviam ser muito próximos, já que ela não sabe. Como eu vou mandar a carta de novo? Mando com uma nota dizendo o que aconteceu? Isso não me parece uma boa idéia.
P.G – Talvez não precise, ela está em Washington.
S.R – Isso não pode ser bom, tudo bem, obrigado Garcia.
P.G – Disponha docinho.
Ligação Off ~
P.G – Que garota linda, eu estou com um bom pressentimento, quem sabe ela não conquista o coração do meu Gênio, vou checar os antecedentes para ver se posso aprovar ou não, qual é tenho que cuidar da minha família.
No dia Seguinte.
07 de março de 2015, sábado 09H30MIN
POV REID.
Eu poderia abrir a carta. Não, não poderia é um crime federal e eu sou um agente federal, o que eu quero? Colocar algemas em mim mesmo e me prender, idiota. Por que essa carta me deixa tão curioso?
~Campainha ♪♫~
Espero sinceramente que não seja o idiota do Morgan, eu juro que vou socar a cara dele.
Quando eu abro a porta, simplesmente não consigo pensar em nada mais, nunca vi uma mulher tão linda como a que estava na minha porta, minha respiração estava difícil, e parecia que não era mais a gravidade que me segurava na terra. Quem é ela?
ALLY – Oi, han... Quem é você? – ela parecia confusa, e eu com certeza estou com cara de idiota-
S.R – O... Oi, e... Eu sou Spencer Reid, Doutor Spencer Reid, só Spencer, e você quem é? – qual é, porque estou gaguejando? –
ALLY – Doutor? Que tipo de médico você é, está cuidando de alguém nesta casa? – Ela ficou assustada quando me apresentei como doutor, que belos olhos-
S.R – Não eu não sou esse tipo de doutor, é que tenho três PH.D’s e isso me torna Doutor, mas você ainda não me disse quem é?!
ALLY – Ah, me desculpe, eu sou Allyson Hernandez, eu procuro Eduardo Alencar, estou de volta aos Estados Unidos e gostaria de falar com ele, não o vejo á seis anos.
S.R – Ah, foi você que enviou a carta. – então ela é Allyson Hernandez, a garota da carta, como ela é linda- Você gostaria de entrar?
ALLY – Pensei que ele não tivesse recebido a carta, já que não apareceu ontem no bar, eu não sabia se ele estaria com uma namorada talvez até casado, e não queria que ele tivesse que explicar nada, nós nunca tivemos nada, mas nenhuma mulher gostaria de saber que seu namorado está recebendo visitas femininas de vidas passadas. – ela fala mais que eu, como pode, ela já entrou e se sentou, e agora eu vou contar ou não-
S.R – Eu recebi sua carta na verdade, Eduardo não mora mais aqui á mais de 5 anos. Na verdade ia tentar contatar ele para que recebesse sua carta, mas não foi possível, não será possível. – ela pareceu ficar decepcionada, seus olhos são tão profundos, como ela pode ser tão linda-
ALLY – Ah, sendo assim eu já vou, será que você tem o número dele?
S.R – Allyson... Posso te chamar pelo primeiro nome não é? – ela assentiu, vou ter que contar pra ela a verdade- Eu sou do F.B.I eu pedi a nossa analista técnica que tentasse localizá-lo, e ela encontrou a certidão de óbito dele, ele morreu... Logo depois de me vender o apartamento.
ALLY – F.B.I? Morto? Ah meu Deus, co... co... como?
Ela começou a chorar, estava confusa, os olhos distantes e mais claros por conta das lágrimas, seu nariz começou a ficar vermelho, o que eu vou fazer, um copo com água. Isso! Vou pegar um copo d’água. Mas primeiro preciso acalmá-la. Me aproximei e segurei seus ombros para que ela me olhasse, tentei fazer com que ela sentasse, mas ela simplesmente desfaleceu nos meus braços. Se tiver algo de que posso me gabar é dos músculos que ganhei por conta do trabalho, são poucos e nada exagerados e claro que ela ajuda sendo pequena. Mas eu posso com certeza carregá-la sem nenhum esforço. Acho que não tem problema se eu colocá-la na minha cama, ou será que teria, mas meu sofá é desconfortável. Ah! Vai ter que ser na cama mesmo.
Carreguei ela como se fosse um bem precioso, deitei-a com muito cuidado na minha cama, quem diria que nessa altura do campeonato eu teria uma mulher na minha cama, não como a maioria dos homens teria, mas ela estava na minha cama. Porque ela mexe tanto comigo? Olhei para o rosto agora pacífico dela, tão delicada, seu rosto é angelical, seu nariz é pequeno e empinado, ela tem lábios lindos, são rosados dando um ar de menina, são cheios e devo admitir que eu adoraria beijá-los.
Meu Deus, tenho que parar com isso, vou para de olhar para o rosto dela, assim paro com esses pensamentos inconvenientes. Quando virei meu rosto dei de cara com as pernas dela, ela estava de vestido, e como ele tinha subido eu podia ver suas coxas grossas, a pele lisinha e clara. Eu sou um homem morto, sempre fui um cavalheiro, não gosto de olhar desse jeito para as mulheres, mas ela simplesmente faz com que eu me esqueça de tudo. O que essa garota tem, ela aqui desmaiada na minha cama, e eu... Meu Deus, ela está desmaiada, onde eu estou com a cabeça, vou molhar um algodão com álcool para ela acordar. Voltei menos de um minuto depois com o algodão e aproximei do seu nariz perfeito, ela acordou tossindo e assim que seus olhos focaram em mim, ela pareceu confusa. Mas continua linda, simplesmente linda. Ela tentou levantar, mas a impedi, provavelmente está um pouco tonta ainda.
S.R – É melhor você continuar deitada, pode se sentar se quiser, mas não levante, você pode desmaiar novamente, me desculpe por isso, eu sei que a notícia não foi dada da melhor forma e principalmente por uma pessoa que você nem conhece. Sinto muito por sua perda.
ALLY – Meu Deus, ele foi muito bom pra mim durante a faculdade, me protegia dos veteranos, que só querem... Você sabe... Sexo. Ele dizia que eu era como sua irmã mais nova, ele era o mais novo de quatro irmãos homens, e sempre foi o protegido, só quis fazer o mesmo comigo. – a dor em seus olhos cortou meu coração, ela realmente tinha um carinho fraternal por Eduardo, ela respirou profundamente e prosseguiu – E eu com certeza via ele como um irmão mais velho, eu sou filha única. Será que posso perguntar como ele morreu?
S.R – Ele morreu de Leucemia, morreu pouco mais de seis meses depois de me vender o apartamento.
ALLY – Com certeza ele foi tentar cumprir toda a lista dele de coisas para fazer antes de morrer, isso é tão injusto. Será que você sabe onde ele foi enterrado?
S.R – Desculpe, eu não cheguei a perguntar isso, mas posso tentar descobrir, se importa tanto pra você. Eu realmente sinto muito Allyson, eu posso te ajudar com algo, você quer alguma coisa? Ah! Sim, sua carta está comigo, posso devolvê-la se quiser.
ALLY – Não precisa devolver, não faz diferença agora, e, por favor, pode me chamar de Ally. E se não for incomodar eu gostaria de beber um suco antes de ir. Pelo menos até eu encontrar uma lanchonete ou um restaurante. – será que eu teria coragem de uma única vez convidar uma mulher tão linda para sair, almoçar quem sabe, e assim conhecê-la melhor. –
S.R – Claro, um suco... Quer que eu traga aqui, ou gostaria de me acompanhar até a minha cozinha. Talvez seja melhor eu trazer aqui, você não deve estar se sentido bem.
ALLY – Vamos fazer assim, eu vou até a sala me sento no sofá, e espero você com o suco, sentada, quietinha. – ela disse com um sorriso um tanto maroto, eu morreria por esse sorriso, eu devo estar com cara de idiota, não. Eu sou idiota. – Pode ser doutor?
S.R – Tudo bem vamos então e, por favor, não precisa me chamar de doutor, não estou trabalhando, estou em casa, o que me lembra que você deve tomar cuidado, entrou na casa de um desconhecido sem ao menos conhecê-lo, pode se sentar, eu volto já.
ALLY – Obrigada, pela preocupação doutor. – ela falou um pouco mais alto para que eu pudesse escutá-la enquanto ia até a cozinha. – Mas eu entrei porque pensei que você fosse amigo do Eduardo, sei lá eu não pensei direito, ainda bem que cruzei o caminho de um Agente Federal. – eu voltei e entreguei um copo enorme com suco de laranja para ela, ela sorriu quando pegou o copo. – Obrigada, Spencer.
S.R – Se importa em dizer por que está em Washington?
ALLY – Eu perdi meus pais tem dois anos e decidi vir para os Estados Unidos, cogitei outras cidades, como Nova York, eu conheço como a palma da minha mão e morei lá enquanto estava na Universidade. Mas é competitiva de mais para o que eu quero. Não que esta não seja, mas pensei que com a ajuda dele seria mais fácil, e agora eu não tenho mais ninguém no México, aqui ou em qualquer outro lugar. Que ironia, uma Psicóloga quase entrando em depressão. – seu olhar estava distante, achei melhor mudar de assunto-
S.R – Onde você estudou?
ALLY – Na Universidade da Columbia, nada muito notável como Princeton ou Yale. Bom, acho que já vou, será que você conhece algum restaurante ou tem alguma lanchonete aqui perto, quero comer alguma coisa antes de decidir o que fazer com a minha vida. – ela estava pensando em ir embora, não só do meu apartamento, como também da cidade, ela mexeu muito comigo para que eu permita isso, tomei minha decisão, eu pela primeira vez, vou tentar conquistar uma mulher. –
S.R – Eu posso levá-la para almoçar se você quiser, fica aqui perto, podemos ir andando, eu me recuso a perder você de vista antes de ter certeza que esteja bem.
ALLY – Eu aceito é claro, obrigada pela gentileza Doutor. Vamos... Ah! Minha bolsa, aqui... Estou pronta.
Eu com certeza perdi a cabeça, vou tentar conquistar uma mulher que acabei de conhecer. Eu só posso estar completamente Apaixonado. Como isso é possível, amor a primeira vista? Bom, Maeve me conquistou através de cartas e telefonemas sem nunca nos encontrarmos, qualquer outra coisa para mim é completamente normal. Não é?
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