Notas iniciais
olá..... será que existe alguém ainda lendo está história? não custa nada tentar!!

Depois de algum tempo andando pelo hotel fazenda, olhando as paisagens rindo, brincando, conversando, voltamos para o hotel. Cada um resolveu fazer uma coisa diferente, Bernardo foi para seu quarto descansar um pouco, a Raisse e a Carol foram dormir, a Bia e o Kauan estão juntos em algum lugar que nem ouso imaginar o que estão fazendo, e o Mateus e o Leo foi zoar por aí.

Entrei no quarto e resolvi tomar um banho, coloquei um shotrs e uma regata branca, e sai para a varanda, sentei nos pufs que tinham lá, em frente de onde eu estava eu conseguia ver um jardim com arvores típicas do lugar, flores e um pequeno lago. Coloquei meus fones de ouvido e fiquei viajando em pensamentos.

Tudo aconteceu tão rápido, tão fora do meu controle, tão fora do que eu tinha planejado para minha vida. Primeiro eu estava convicta que nunca mais iria conversar com o meu pai, e sempre achei que paixões adolescentes era fultil e que isso jamais iria acontecer comigo, agora olhando para tudo que eu vivi, vejo que a palavra nunca, é forte demais, alias, ninguém sabe o que vai acontecer daqui a 5 minutos, quem dirá para uma vida toda. Hoje eu posso dizer que tenho um pai presente como muitos gostariam de ter. E que sim! Paixões adolescentes valem a pena, mesmo com todas as complicações adolescentes, ainda sim vale a pena viver o sentimento que existe dentro de você, sem se importar com que os outros vão pensar.

Perdi a noção do tempo enquanto ficava viajando em meus pensamentos, só percebi que não estava sozinha quando senti a almofada em que eu estava sentada se abaixar indicando que mais alguém estaria sentado.

– oi – olhei para o lado e vi o Felipe

– oi

– porque está sozinha?

– só pensando um pouco

– gosta de ficar viajando em pensamentos então?

– é bom, de vez enquanto né – respondi colocando meus fones de volta em meus ouvidos.

Não queria ser sem educação, ou parecer grosseira, mas se for levar em consideração o parentesco dele, o melhor a si fazer era ficar longe. Sim! Eu estava o julgando sem ao menos conhece-lo, mas quem não faria isso se soubesse quem era a Gabriela e o que ela era capaz de fazer, eu não conhecia o Felipe, vai que são são iguais. Resolvi levantar e sair dali.

– ei, não precisa fugir, só tentei puxar um assunto bacana, fazer amizade, se estiver incomodada eu me retiro – ele falou levantando.

– não é isso, preciso mesmo ir, Bernardo está me esperando – falei virando as costas e saindo.

Não tinha a intenção a principio de ir até o Bernardo, não queria incomoda-lo, mas resolvi ir, queria resolver esse clima que estava entre nós. Cheguei em frente a porta do seu quarto e bati na porta. Ele apareceu somente de bermuda e com o cabelo todo bagunçado e a cara amassada de quem acabou de acordar.

– meu Deus que cara é essa – sorri entrando no quarto.

– vou te falar, eu apaguei hoje – falou chegando perto de mim me abraçando e me dando um selinho – o que fez enquanto estava dormindo?

– sentei na varanda e fiquei ouvindo musica, daí o Felipe apareceu e eu saí de lá, sei que é errado julgar as pessoas antes de conhecer, mas sei lá, ele é primo da Gabriela, e ela não é flor que se cheire, então . – dei de ombros.

– eu não vou da minha opinião, depois você alega que eu estava com ciúmes – falou me jogando na cama e me beijando até ficar sem folego.

– para amor, os meninos podem chegar a qualquer momento – falei colocando minhas mãos, em seu abdome definido.

– tem muito tempo que não tenho você só pra mim, não acabe com minha graça – falou com a carinha igual a do gatinho do Shrek e indo em direção a porta trancando-a.

Ele se aproximou de mim beijando-me como se fosse a coisa que mais ele precisava fazer na vida, e eu não tive força para para-lo, e deixei acontecer o que eu também queria muito que acontecesse.

Depois de tudo acabamos adormecendo abraçados, de repente escuto um barulho na porta e pessoas gritando.

– ola, Bernardo está ai ?

–anda cara, abre a porta aí

Dei um pulo da cama e comecei a procurar minhas roupas igual uma louca, vesti minhas roupas intimas, e meu short o Bernardo continuava dormindo, enquanto eu estava em desespero total.

– acorda Be, vamos – falei cutucando de leve o ombro dele, e nada dele acordar, então decidi ser mais bruta e o empurrei da cama.

– Caralho, Manu o que foi isso? – ele falou levantando da cama.

– Bernado tudo bem aí? Ouvimos você gritar – ouvi o Mateus gritar atrás da porta.

– vamos arrombar a porta – foi a vez do Leo falar

– NÃO – gritou o Bernardo indo até a porta, e eu continuava procurando minha blusa – está tudo bem, só um minuto – falou virando-se para mim .

– Eu não estou achando a minha blusa — falei sussurrando para ele.

– Veste essa aqui – falou me entregando a dele.

Assim que vesti, eu suspirei e pensei na vergonha que iria passar assim que a porta fosse aberta, pensei no sufoco que estive agora pouco e comecei a dar crise de riso.

– você esta bem Manu? – ele me perguntou

– to bem sim – falei entre risos — vamos embora – dei um selinho nele, não acreditando que um dia eu iria passar por isso.

Bernardo abriu a porta, meio que sem jeito.

– olá Sra. Manuela – Leo brincou jogando meus cabelos pra cima da minha cabeça.

– agora entendemos porque da porta trancada e da demora para abri – falou Mateus entrando no quarto.

– sem zuação por favor – Bernardo falou colocando o braço em cima do meu ombro e me conduzindo a porta.

– olá meninos, e tchau meninos – falei dando uma risada podia sentir meu rosto queimando e ficando todo vermelho nesse momento.

– foi bom ver você também, Manu – Leo falou do jeito sarcástico dele me dando o tchau.

– gostei da camisa Manu — Mateus disse me dando um tchau.

Bernardo fechou a porta atrás de mim e eu pude suspirar aliviada,

– nunca em minha vida jamais imaginei passar por isso, foi bem constrangedor – falei rindo.

– nem comenta, mas essa historia vai nos render muitas risadas ainda

– e muita zuação, vou tomar um banho agora no vemos amanha – dei um beijo nele e entrei no meu quarto.

Entrei sem folego no meu quarto, fechei a porta em minhas costas e fiquei por um tempo lá tentando me recuperar do susto.

– oi Manu, ta tudo bem? – Raisse chegou ao meu lado.

– vocês não vão acreditar no que acabou de acontecer – falei sentando na cama e colocando minhas mãos no rosto.

– conta critatura – Carol falou sentando em sua cama também.

Contei a elas tudo que tinha acontecido, e elas caíram na risada.

– por favor gente – supliquei

– e a zoação não tem fim – Carol falou em meio aos risos.

– obrigada pela força – levantei e fui tomar meu banho.

Se eu sabia que iria ser zoada e implicada pelo resto de minha vida, por isso que aconteceu? Sim eu sabia.

Se eu estava com raiva? Não, não estava.

Até que achei isso tudo muito engraçado, e nós temos que ter historias pra contar e rir daqui alguns anos.

Se é constrangedor? E muito!

Nunca passei por nada parecido em minha vida... mas amigos são para isso, te apoiar quando se precisa e rir da sua cara quando tem oportunidade... então estava tudo bem!

Notas finais
Sei que sumi por ... algum tempo, mas eu perdi TODAS as minhas histórias e TODOS os meus capítulos, foi desilusão total. Depois de muito tempo resolvi pegar aqui no nyah todos os capítulos já postados e voltar a escrever...se alguém vai ler? Eu espero de coração que sim!