Coincidência Ou Ironia Do Destino??

6 Capítulo 7- Ninguém é perfeito


Notas iniciais
Um capitulo saindo, demorou pois eu não tenho leitores, mais como não gosto de deixar as coisas pela metade vou acabar de postar essa historia, e estou ansiosa para ver se alguém lê minha fic ...

Acordei bem, vamos assim dizer, mais meu bom humor acabou assim que eu saí do meu quarto e fui tomar café, o Antonio estava na cozinha sentado tomando café, achei aquilo estranho.

--não sabia que tinha mais um morador aqui não – falei olhando pra minha mãe.

-- Manuela –minha mãe gritou – olha como você fala com seu pai.

-- chega Manuela, eu até entendo que o que eu fiz foi errado e te magoou, mais já passou muito tempo e eu cansei de ser mal tratado por você. – Antonio falou meio que alterando a voz.

É! Estava todo mundo estressado nessa casa, me machuca tratar minha mãe e o Antonio mal, ainda mais na frente da Duda, mais não dá, é uma dor enorme dentro do meu peito que chega ate sangrar por dentro.

--pois é Antonio, você fala isso, porque não foi você que foi abandonado na coisa mais importante da sua vida, pela pessoa que era tudo pra você igual você era pra mim. E todos vocês estão cansados de saber que eu não suporto ficar no mesmo lugar que ele — falei apontando para o Antonio – não sei pra que insistem. Me desculpa mãe, essa não foi a educação que você me deu, mais ainda dói aqui dentro – coloquei a mão no meu peito – saber que fui trocada por uma qualquer, pela pessoa que eu não deixaria jamais.

Saiu uma lagrima dos meus olhos e eu subi para o meu quarto, entrei no banheiro e lavei meu rosto, acabei de me arrumar e vi que estava atrasada já era 06:45 minha aula começa as 7 horas.

-- mãe to atrasada –falei descendo as escadas.

--sua mãe saiu, foi para o trabalho – o Antonio falou se virando pra mim.

-- que ótimo – saí meio que correndo e fui em direção para a casa da Bia, nós teríamos que correr para conseguir entrar no segundo tempo. Mas meu pai encostou o carro e abriu a porta pra mim.

--entra – falou um pouco alto para que u pudesse ouvir

Pensei: melhor ignorá-lo do que chegar atrasada, entrei no banco de traz e passamos na casa da Bia e a pegamos, ela me olhou com um olhar de “ não to entendendo nada”.

--sem opção — sussurrei e contei para ela do estresse de hoje de manhã.

E assim que saí do carro o Antonio saiu também e segurou meu braço e fez eu ficar olhando para os olhos dele. Meu mundo desabou para falar a verdade, ele era tudo pra mim, doía mais em mim em falar e fazer tudo isso do que nele mesmo.

-- me desculpa — ele falou meio que pra dentro.

--eu estou atrasada — eu não agüentaria ficar olhando dentro de seus lhos, o que eu queria mesmo é poder abraçá-lo e dizer que ele era tudo pra mim, mais eu não dava conta de fazer isso, tinha alguma coisa em mim que me tratava.

--- você vai me escutar – ele segurou mais firme em meus braços e começou a falar um monte de coisa — eu sei Manu que eu era tudo pra você, você também era e ainda é tudo pra mim, eu me arrependo muito de ter te deixado naquela noite da sua apresentação, eu me arrependo de todos os momentos da sua vida que eu não fui, se você sofre com a falta de um pai, porque eu sei que sofre, eu também sofro com a falta de uma filha, me desculpe por tudo, eu sei que deveria ter separado de sua mãe antes de me envolver com outra mulher, mais eu não fiz, eu sei que fui errado , mais não posso voltar atrás , por isso estou tentando concertar agora.

Escutar tudo aquilo me fez perder o chão, minha vontade foi de abraçá-lo e dizer que estava tudo perdoado, mais eu não o fiz, fiquei um tempo calada, pensando no que fazer, eu tinha vontade de voltar a ser a “menininha do papai”, mais eu não conseguia meu orgulho era muito maior do que tudo. Soltei o meu braço e cheguei mais perto dele e falei:

--- pena que você se arrependeu tarde demais.

Virei as costas e entrei, a Bia estava me esperando no portão. Ela sabia que eu não tinha condições de entrar para a sala de aula agora, o que eu mais precisava era de um colo onde eu pudesse desabafar tudo o que eu estava sentindo.

-- vem comigo – a Bia me segurou pelo braço fazendo a acompanhar.

Fui seguindo ela e ela foi me levando para uns corredores que eu não conhecia.

-- onde você está me levando? – perguntei sem ter a mínima idéia de onde estava indo.

--não sei também.

Dei um sorrisinho e continuei seguindo ela, ela continuou andando por algumas salas, algumas tinham aulas e outras não, ela parou em uma porta e entrou, eu entrei também.

-- primeira vez que eu mato aula – falei procurando um lugar para sentar.

--a minha também – ela falou e foi sentando no chão, a sala estava muito escura não conseguia ver nada, deitei em seu colo e ela ficou fazendo carinho no meu cabelo — anda pode começar a falar.

-- você sabe que é difícil pra mim, mais sabe, tudo que eu fiz e faço com o Antonio dói muito e mim, eu queria ter um pai sabe, ter aquele super pai que um dia eu já tive.

--não tem porque não quer – ela me interrompeu.

---Ah Bia, é difícil pra mim, eu queria simplesmente esquecer mais não dá, na hora que ele pegou o meu braço minha vontade foi de abraçá-lo e dizer que eu esqueceria tudo, mais eu não dou conta.

--- isso é orgulho Manu, você sabe que tem que passar por cima desse orgulho para ser feliz.

---eu não quero precisar de uma pai Bia. – falei com os olhos cheios de lágrimas.

--mais todos precisam de um pai, aqueles que não tem pai sofre querendo ter um, e você que tem um pai sofre por ele não ser perfeito, e só uma coisa que você esqueceu é que ninguém é perfeito.

---aí Bia só você para me acalmar. Eu queria tanto poder esquecer tudo isso – comecei a chorar, passou uns 10 minutinhos e eu me sentia melhor, levantei e fiquei procurando onde acendia a luz.

--onde que acende a luz – falei levantando

--- aqui. – ela acedeu a luz.

A Bia acendeu a luz e eu me surpreendi onde estávamos, era uma sala de dança, meus olhos brilharam, passei minha mão na barra perto do espelhos.

---como eu não descobri isso antes?

--vamos lá dance! – a Bia me encorajou.

--não dou conta.

Ela ligou o som que tinha lá, e começou rodear em volta de mim, com uns passos de balé, ela também fazia aula de dança comigo, mais quando eu desisti de dançar ela também desistiu comigo.

---qual é vamos – ela insistia pela milésima vez

Comecei a dançar e isso me fazia muito bem, ficamos relembrando tudo o que aprendemos e eu ainda estava dançando bem, estava em forma, ficamos brincando e dançando, e por um momento eu fui feliz, mais o som foi desligado e olhei rapidamente para a porta, a diretora estava lá com uma cara não muito boa.

---para minha sala agora – a diretora falou e virou as costas.

Fomos seguindo ela, estava com muita vergonha, primeira vez que matamos aulas eu fui pega, chegamos à sala dela e sentamos de frente para ela.

--desculpe Diretora, mais hoje eu não estava muito bem e a Bia tentou me acalmar, me levando para uma sala, e foi justamente na sala de dança e eu não resisti, estava com muitos problemas pessoais — comecei a me desculpar.

---eu vi na hora que você chegou, eu sou amiga do seu pai, e ele me disse que tinha certeza que você não entraria na sala de aula, foi quando eu vi vocês entrarem na sala de dança, deixei, por mais que eu sou amiga de seu pai, eu tenho que te dar uma advertência, mais eu sei que você não fez isso por mal, então vocês duas deverão fazer uma apresentação daqui uma semana para a escola inteira.

--por favor não. Dançar em publico não – eu falei meio que suplicando.

--- eu acho ótimo – a Bia logo se animou.

---é isso, daqui uma semana a apresentação de dança, terá outras apresentações, e apresenta quem quiser, mais a apresentação de vocês duas são obrigatórias.

Não falei mais nada, voltamos para a sala, mais estava no intervalo do recreio, fiquei perto da Carol e comentei para ela por alto sobre a apresentação de dança e contei um pouco sobre minha vida, pedi para ela não comentar nada com ninguém , o Bernardo ficou perto de nós e a Gabriela ficava olhando para ele, o Kauan ficava implicando o Bernardo, a Carol chamou eu e Bia para almoçar na casa dela, e nós aceitamos, voltamos para a sala e o resto do horário passou normal e rápido, o Bernardo também ia almoçar lá, depois nós três iríamos para a empresa, hoje seria definitivamente meu primeiro dia de estagio. O Bernardo estava de carro e fomos todos nele, o Kauan no banco do carona e eu a Carol e a Bia atrás, a Gabriela ficou olhando de longe e lançou um olhar de ódio para nós.

Chegamos à casa da Carol e ela nós apresentou.

---- o tia cadê o rango — o Bernardo foi entrando e se jogando pelo sofá

--: pensa que é de casa, cadê a educação – falei dando um sorriso para ele.

----e depois de um mês vindo aqui você vai estar do mesmo jeito — o Kauãn falou e foi para a cozinha.

Fomos almoçar, e eu gostei muito dos pais da Carol e do Kauan eles são muitos gente boa, saí de lá chamando eles de tia e de tio. Fomos para a empresa, subimos e a Bia foi fazendo os serviços dela, eu fui para a sala do Sr. Ricardo com o Bernardo.

--- me desculpe Sr. Ricardo por ontem, mais o senhor já sabe do meu drama familiar né. – Me desculpei com ele e fui ajudar a Bia a fazer o serviço dela, ela me explicou o que ela fez ontem e foi me ensinando, eles nós colocaram para ser secretaria do Antonio, mais eu não o via, eu combinei com a Bia que quanto fosse para falar com ele e entrar na sala dele ela que iria, e eu , faria os outros serviços, o Bernardo iria ajudar o pai dele, era 16:00 e fomos tomar café, nós três juntos.

---- ta gostando? – o Bernardo falou chegado perto de mim.

--- adorando .

--- depois que saímos daqui vamos num barzinho que tem aqui perto? – ele perguntou e foi sentando na mesa.

--- eu topo e você Manu? – a Bia foi se intrometendo na conversa.

-- eu tenho que passar lá em casa para tomar banho e trocar de roupa.

--: eu deixo vocês em suas casas e vou para a minha e depois busco vocês.

--tudo bem, mais já vou avisar para a senhorita Bianca, que hoje ainda é quarta-feira e nada de querer beber, porque tenho que voltar cedo. – falei fazendo cara de seria.

--- desse jeito o Bernardo vai achar que eu sou cachaceira. E eu também vou ter que ir embora cedo.

---eu não acho nada não eu tenho é certeza – falou e começou a rir.

Ele deu um sorrisinho de canto de boca. Um sorriso que eu fico até boba. Ele, a Carol e o Kauan já fazem parte de mim, eles conquistaram minha confiança, confiar neles foi fácil, fácil como respirar. Ficamos conversando e ligamos para a Carol e combinamos com ela também, o Bernardo falou que ia ter mais alguns amigos dele lá, e disse que eles eram super gente boa, voltamos trabalhar e o Antonio me chamou na sala dele, eu fui para a sala dele com uma cara boa.

-- me chamou senhor Antonio? – falei entrando na sala para que ele pudesse perceber minha presença

--- chamei sim Manu, quando você chegar à sua casa você fala para a Duda que eu vou me atrasar um pouco para busca-lá?

-- me faz um favor? Seja um pai para a Duda que você não foi pra mim, toda vez que você vai buscá-la ela chega e sai com um sorriso no rosto, então não deixe a sua filha no segundo plano, e não cometa o mesmo erro que você cometeu comigo.

-- porque você quer que eu seja um bom pai para a Duda? – ele me perguntou com um olhar estranho.

--para ela não crescer com esse sentimento ruim dentro dela que a falta de um pai faz, então por favor,eu nunca te pedi nada , mais agora eu te peço para não acabar com essa fantasia de um herói que ela tem por você.

--você esta certa Manu, esquece o que eu te falei. E obrigada pela dica — ele falou abaixando a cabeça.

-- a Duda merece. Mais alguma coisa Sr. Antonio?

---não obrigado.

Virei as costas e saí, deu 17:00 horas, o Bernardo nos deixou em casa e daqui 20 minutos ia buscar a gente, tomei um banho rápido e coloquei um short com uma bata floral com uma sapatilha dourada, deixei meu cabelo solto e passei uma maquiagem bem básica,e uma bolsa.

Notas finais
se alguem ler, favor deixar um comentario