Notas iniciais
Estão curiosos? :)

Minha cabeça doía como nunca. Na verdade não sabia que poderia suportar uma dor tão forte assim. Ofeguei quando circulei meu pescoço e ao jogar a cabeça para trás. Queria massagear a região onde eu fui atacada, no entanto, minhas mãos estavam fortemente amarradas ao lado do corpo.

Estava num local sem uma iluminação boa, portanto os raios solares que escapavam pelas cortinas das janelas não eram o suficiente para deixar a sala clara. Reparando bem nos móveis, provavelmente me encontrava na sala de estar de uma casa bem arrumada.

Aos poucos meu raciocínio e minha mente foram se clareando, então lembrando do ataque no bar, pude juntar os fatos para entender o que estava acontecendo. Olhei para o lado e vi que McMahon estava na mesma situação que eu me encontrava, mas ele ainda estava adormecido.

- Henrie — Chamei-o baixo. Não havia ninguém perto de nós, e seria bom que ninguém aparecesse até conseguirmos nos livras daquelas cordas. — Henrie, Henrie... — Ele não mexia um músculo. Virei-me dolorosamente até conseguir tocá-lo com os pés, comecei a chutar sua canela – não tão forte, é claro – até ele começar a dar sinais de que estava acordando.

Henrie murmurou algumas palavras desconexas e mexeu suas mãos amarradas.

- O que está aconte-- Sua voz estava muito grave.

- Shii... Fale baixo.

Meu parceiro tornou a fechar os olhos para então abri-los novamente, mas dessa vez, estava alerta. Remexeu-se entre as cordas e virou a cabeça para todos os lados na procura de algo. Quando voltou a olhar para mim, sua voz estava baixa e rouca.

- No bar. Nós fomos atacados lá, Francesca.

- Eu sei. Aquela barwoman te atacou, mas não sei quem o fez comigo — Suspirei. — A gente precisa sair daqui.

- Alguma idéia?

Na verdade eu não tinha, mas... minha bota. Quando acordei nessa manhã, havia colocado um pequeno canivete nela, caso eu precisasse. Agora estava precisando urgentemente, mas com minhas mãos amarradas, seria bem difícil pegá-lo.

- Minha bota — Falei.

- O que tem sua bota? — Ele me olhava confuso e encarava a peça em meus pés.

- Um canivete. Miúdo, mas eu acho que serve — Expliquei e então levantei minha perna o máximo que pude e a aproximei dele. — Tente pegá-lo, vamos Henrie! — Minha voz estava urgente, mas ainda, baixa.

Henrie se remexeu mais uma vez entre as cordas e se abaixou o máximo que pode. Suas mãos tateavam minha canela e desciam lentamente.

- Acho que o toquei.

- Então vamos! Pegue — Forcei minha perna ainda mais para cima para ajudá-lo.

Escutamos um barulho alto, uma porta se abrindo e então passos. No segundo seguinte Henrie já estava sentado sem se curvar e fingia desespero, mas pude ver meu pequeno canivete sendo abraçado por sua mão direita.

- ... sim, mas eles já devem estar acor... — Dois homens apareceram na sala de estar. -...dados. Oh, olá.

Eu apenas podia ver claramente um deles, já que outro se encontrava num canto bem escuro da sala, então só podia ver seus contornos. Eram bastante altos. O que eu podia ver, tinha cabelos castanhos e a pele escura, mas seus olhos eram claros.

- Francesca e Henrie, suponho — Ele disse passando a mão pelo meu rosto. Queria tirar suas mãos dali, mas não podia. — Oh, Francesca, estás incomodada? — Riu e se afastou.

- São vocês que mataram Spork, suponho — Meu parceiro disse, sua voz estava estranhamente grave. — E Jenester, onde ela está?

- Na mosca, garotão — Então o homem bateu levemente no rosto dele. — O corpo de Jenester já foi mandando para um necrotério de Londres nessa manhã. Ela estava causando problemas demais. Tínhamos que arranjar homens para ela se alimentar e isso já estava atraindo a atenção de muitas pessoas.

Então mais uma dos protegidos tinha sido morta. Mais uma falha e ainda por cima Henrie e eu estávamos amarrados em frente aos culpados da morte deles. Queria me levantar e vingar as duas mortes, matando aqueles dois homens. No entanto, não podia.

- O que vocês esperam conseguir com isso?

- Francesca... Sendo filho de Vector eu esperava mais de você.

- Como você sabe de Vector? — Minha respiração estava ofegante e eu mal conseguia entender meus pensamentos. O coração batia tão forte em meu peito que talvez todos ali estivessem ouvindo-o.

- Sei de muito mais — Suspirou e voltou a ficar de frente para mim. Abaixou-se para ficar na minha altura e tornou a falar. — Eu não esperava ver você tão cedo, mas...

“Já é o suficiente” O homem que estava nas sombras disse pela primeira vez. Sua voz tinha um forte sotaque do norte e mostrava que ele não era tão velho.

O moreno ergueu-se e foi até o outro, sussurrou algo em seu ouvido e foi correspondido com um aceno positivo. Olhei para o lado e vi que McMahon passava o canivete nas cordas, mas ele não havia conseguido bons resultados nisso, portanto, precisava ser mais rápido.

O homem que se escondia nas sombras saiu da sala sem deixar ser visto e o outro veio lentamente até nós. Deu uma pequena volta ficando atrás de Henrie e riu.

- Que bobinho — Disse se referindo ao meu canivete que agora estava em suas mãos.

Jogou-o no chão e logo em seguida aplicou um golpe no meu parceiro, deixando-o inconsciente.

- Até mais, O’Hanoly — Sussurrou meu sobrenome ao pé do ouvido antes de infligir um golpe em minha nuca, fazendo-me desmaiar pela segunda vez naquele dia.



Notas finais
O que vocês acham desses caras, huh? Opiniões? haha :D
Talvez eu demore um pouquinho para o próximo, talvez. Estou estudando com cuidado o andamento desta história. Quero deixá-la perfeita.
Não deixem de comentar!
"A cada review que você não deixa, um autor MORRE!"