Codex de um soldado anonimo

43 Capítulo 43 FINALMENTE A VINGANÇA


Na Base ainda está no Hangar aquele STEALTH F-117 está guardado, o tiro de lá e o uso pra pulverizar o carro do Tucano antes do amanhecer, sinto aquela vibração do motor do caça no meu traseiro, adrenalina pura que mantém o meu corpo afiado. Depois de terminar de atirar e explodir o carro do Tucano na Base. Espero tranquilamente que a família do Tucano seja escoltada pra fora da casa e levada em algum esconderijo. No meio do caminho estouro os pneus da escolta e intercepto o carro onde a família dele estão, seqüestrando-o, levando para um lugar que somente eu conheço. Como eu não posso fazer as duas coisas ao mesmo tempo: ficar com os reféns e resolver a pendenga com ele. Pra isso levei um “Irmão” pra ficar com os reféns amarrados e amordaçados sem qualquer ferimento, dei ordens para deixar-los perto da rodoviária depois de uma ligação minha.

Passou-se alguns dias, acordei preparado pro meu Destino, preparei-me o que pode ser a minha ultima refeição, me arrumei após tomar o meu ultimo banho quente na banheira de hidro. Entrei em contato com o Irmão que vai ser o meu cúmplice e explicando o que ele vai fazer. Já é muito tarde pra voltar atrás ou desistir. Não me arrependo de nada o que fiz com os desgraçados.

Atraio o Tucano dizendo que seqüestrei a família dele, se não fizer exatamente o que eu mando, quem vai sofrer com as conseqüência será a família dele.

— Vou te dar coordenadas específicas e você vai dirigir até lá sem a polícia ou NCIS. Se não fizer exatamente o que eu mandar, você vai ver os pedaços de sua esposa e filhos dentro de saco pra cadáver. Entendeu? * Ligo pro telefone do Tucano do telefone da filha*

— Sim, entendi. Não machuque a minha família.

— Se fizer exatamente tudo, vou ligar pro meu amigo pra soltar-los perto da rodoviária. Isso só vai acontecer se ele receber uma ligação minha. Vamos colocar os pingos nos “Is”.

— Certo!

Passo as coordenadas pra Tucano na qual ele tem 15 minutos pra chegar até lá. Pretendo gravar a confissão do FDP pra enviar pro NCIS e pra família pra saberem os crimes que ele cometeu e quem ele realmente é. Após tudo isso me vou embora pra bem longe, vivendo em outro País com outra identidade, nova vida, nova profissão... Estou ciente que eu posso morrer, não me importo. Ninguém se lembra como era o meu rosto antes de eu ter ficado na prisão e depois como ficou, então nem tem como me reconhecerem. Tudo vai valer a pena do que fiz a esses desgraçados. Não sei se vou poder resgatar o restante da grana ou vou deixar no mesmo lugar. Até escrevi uma carta de despedida pra Josi, espero que ela me entenda e o que aconteceu entre nós não foi planejado, não fingi o que eu senti por ela, simplesmente aconteceu... Indiretamente estou dizendo adeus e que ela seja feliz encontrando outro cara melhor do que eu, que não esteja tão alquebrado como eu. Quando ela receber a carta eu possa estar morto ou não, preso ou em algum lugar não revelado. Nem posso entrar em contato com ela caso eu esteja vivo e o que eu tive com ela foi uma das melhores coisas que me aconteceu na minha maldita vida. Quero que ela seja feliz por mim, que posso estar enterrado em algum buraco esquecido como um indigente.

Este pode ser a ultima vez que eu escrevo nesse diário de Guerra, então não sei o que vai me acontecer aqui em diante, não posso voltar atrás, sendo que as engrenagens já foram ativadas e giradas. Nem sei o que eu to sentindo é medo ou é nervosismo da batalha que vai se iniciar. Está tudo preparado e agora só esperar...

Se um dia esse “Codex” for encontrado, quero que seje publicado pras pessoas conhecerem a verdade que me levou a fazer tudo o que eu fiz, na qual muitos não vão concordar. Se eu tivesse feito diferente NÃO iria mudar em nada o mundo e eles continuariam impunes pelo que fizeram. Todos eles e isso eu não poderia permitir. Então não me julguem hipocritamente e sem conhecer a minha versão da história e vida.

Enquanto isso o meu cúmplice estoura os pneus com tarrachinhas do segundo carro onde está a escolta. Pelo rádio ouço que foi feito com sucesso e que está sendo retiradas as tarrachas do asfalto. O primeiro carro está ainda em andamento

— Afirmativo! 5x5, agora vai até o pondo dois que te espero lá.

— Afirmativo! Cambio desligo.

Continuo seguindo o carro numa distancia segura sem que saibam que estão sendo seguidos. Quando chegam ao ponto 02, intercepto o carro forjando uma batida, só pra fingir um acidente de transito e o meu cúmplice já estava me esperando, onde tiramos os reféns do carro acidentado para um utilitário amarrados e amordaçados e foram levados até o cativeiro. Tirei o celular de um dos reféns e guardo no bolso.

FASE I CUMPRIDO. Agora a FASE II: que é somente a minha parte.

Me separo do meu comparsa deixando o carro do acidente no acostamento. Dirijo até outro lado da Cidade e ligo novamente pelo telefone da filha dele.

— Reencontramos novamente, Tucano! * Falo num alterador de voz no celular da refém*

— O que você fez com a minha esposa e filhos, desgraçado e porque está com o telefone da minha filha. Já estou aqui no local que mandou eu estar e vai libertar a minha família?

— No momento eu não fiz nada e o meu parceiro ta levando a sua família pro cativeiro. Já sabe o que vai acontecer se chamar a cavalaria, pode ter certeza que vou transformar a sua família em picadinho que será enviado pra você pelo correio. Entendeu?

— Entendi. Não faça nada com eles, por favor! * Implorou o Tucano em desespero*

— Como já disse isso depende de você!

— Se machucar a minha família juro que te mato, seu desgraçado!

— Eu não tenho medo de morrer, porque eu não tenho NADA a perder... Agora ouça com atenção as instruções que você deve seguir rigorosamente... * Dando novamente as instruções pelo telefone*

— Entendi perfeitamente.

— Vou saber exatamente se você está cumprindo as instruções ou não. Eu te vejo mas você não me vê. Quando chegar lá, aguarde novas instruções. * desligando o telefone*

Sigo o carro emprestado do Tucano pra ter certeza que ele está cumprindo todas as instruções corretamente. Além do mais eu havia explodido o carro dele. Eu espero que não esteja ligando pra polícia ou a cavalaria se não vou ter que cumprir a ameaça e não quero machucar inocentes. Mas até agora nenhum dos dois apareceu.

Tucano acaba de chegar ao local indicado e mantém o carro parado e ligado, aguardando as novas instruções.

Observo de longe o nervosismo do desgraçado e espero mais um pouco antes de ligar só pra aumentar o desconforto dele.

— Muito bem, Tucano! Até agora tem cumprido exatamente o que eu to mandando, agora você vai... * Dando novas instruções*

— Mas que brincadeira mais sórdida é essa?

— Só pra ter certeza, sou um cara desconfiado, e não se esqueça que você me transformou nisso que sou agora: um monstro! * Falei com ironias*

— Ah! Não se esqueça que estamos com a sua família e a propósito a sua memória é muito curta ou está dando uma de espertinho? * Falo*

O Tucano segue as instruções as riscas, pois a família dele ta em jogo

— Muito bem! Agora desce do carro e entra no galpão.

— Como vou saber se você já tenha não matado a minha família?

— Eu não assassino inocente, eles pra mim são apenas garantias de que você vai fazer o que eu mandar.

— Cadê a grana?

— Bem escondida de seus dedos trevorosos e gananciosos. A sua família está bem e viva no cativeiro bem confortável do que este galpão. * Desligo o telefone após sair do carro*

— Pronto! Estou aqui, desgraçado, liberte a minha família. * O Tucano grita ao entrar dentro do galpão*

— É bom que não banque o espertinho comigo trazendo uma arma, senão serei obrigado a dar a ordem de matar a sua família, começando pelos seus adoráveis filhos e depois a sua deliciosa esposa. Se tiver uma arma jogue pra bem longe e onde eu possa ver. * Falo na parte obscura do recinto*

Tucano tira da cintura uma 09 mm e joga pra longe dando um pontapé nela.

— Ótimo! Agora caminhe até aquela mesa e cadeira que está iluminada, e nem pense em fazer nada estúpido. Entendido?

— Afirmativo! * Tucano indo em direção indicada*

— Agora senta na cadeira porque eu estou de olho em você com uma arma apontada pros teus miolos, se eu atirar em você não vai ser tão divertido... * Falo com a voz de comando*

O Tucano tem seguido as instruções corretamente, pois sabe que eu não estou pra brincadeira e faço juz da minha reputação.

Aproximo-me com a minha 380 apontado pra cabeça do Tucano, oculto o meu rosto com um capuz pra não ser identificado e pra esconder as cicatrizes. Ainda não.

— Levante bem devagar com as mãos na cabeça. * Aproximo-me com cautela e apalpo o corpo do Tucano com uma das mãos atrás de alguma outra arma ou escuta policial ou rastreador e com a outra seguro a minha arma apontada pra cabeça dele*

— Não tenho mais nenhuma arma.

— É bom mesmo e agora senta na cadeira. * Amarro as mãos e os pés do Tucano com muita fita adesiva na cadeira*

— Porque você está fazendo isso?

— Ainda pergunta, Cretino? * Dando uma coronhada na cabeça do desgraçado*

— É reconhecimento, medalhas que você quer, posso te dar.

— Não quero NADA que venha de suas imundas mãos. Agora é eu quem faço as perguntas aqui. Entendeu? * Guardo a 380 no coldre*

— Entendi.

— Ótimo! * Dando um soco num ponto da coxa e o joelho, levando o desgraçado e escuto um estralo e o Tucano geme de dor*

— Porque isso? * Pergunta o Tucano entre gemidos de dor*

— É pra você não fazer nenhuma idiotices de tentar fugir e estamos apenas começando... * Sorrio de Prazer*

Longo período de silencio e os dois homens se olham que parece uma eternidade.

— A diversão apenas está começando e se você não responde o que quero saber corto um pedaço seu, é uma nova versão da brincadeira da forca. Entendeu? Se você mentir eu vou te fatiar do mesmo jeito.

— Entendi. * O Tucano arregalou os olhos quando lhe mostrei a minha coleção de facas que estavam embrulhadas com esmero*

— Pode ter certeza que vou caprichar na crueldade e andei treinando quando eu estive preso, enquanto você estava em liberdade e gargalhando da minha cara, do quanto eu era otário em acreditar em sua amizade. * Seguro uma enorme faca enquanto eu falo pro desgraçado na cadeira*

— Seu monstro!

— Você me tornou isso quando fui enviado pra prisão e tive muito tempo pra planejar tudo. Tenho todo o tempo do mundo e não tenho pressa!

Toda vez que ele mentia ou dava evasivas cortava um dos dedos e cauterizava com o maçarico que prolongava a dor. Ele desmaiava de dor e eu esperava calmamente pra que ele acordasse pra continuar.

— Se gritar de novo, eu arranco um dente com alicate, entendeu?

— Sim! * Fazendo afirmativo com a cabeça*

— Ótimo!

Faço as perguntas que quero saber e ele gaguejava, dava evasivas ou mentia de novo era um pedaço a menos (não vou descrever aqui, já se pode ser imaginado). Os ferimentos eram cauterizados com maçarico e enrolados os tocos com bandagens limpas pra não sangrar muito. Ele podia assistir tudo o que acontecia conscientemente. Fui obrigado a colocar-lo deitado na mesa com muita adesiva, deixando embrulhado pelado e continuar de onde eu parei. O divertido era que eu tava gravando tudo. A fita original iria ficar comigo e a copia vou enviar pra família dele. A cereja no bolo.

— Porque você nunca foi me visitar na Prisão?

— Vergonha pelo que eu fiz com você, culpa por tudo o que aconteceu. Sabe que eu fui no funeral do Eliseu e dei pra família dele um auxilio financeiro como penitencia do meu crime.

— É mesmo?

— Pode chegar na conta bancaria da família dele pra ver que eu não estou mentindo.

— Não se esqueça que sou um detector de mentiras ambulante e sabe do que eu posso e sou capaz de fazer... * Checo as informações no meu computador*

— Eu tinha inveja de você, por ser cativante com as garotas, conseguia as coisas de modo mais fácil com os chefes sem puxa-saquismo. Eu me sentia inútil e inferior. Sei que foi errado, mas o plano se formou e o restante dos envolvidos concordaram na qual você eliminou uma precisão cirúrgica, além do mais vocês caíram como uma luva em nossos propósitos, eu me arrependo de não ter pulado fora, mas não podia voltar atrás. Tinha muita coisa em jogo: carreira, casamento, filhos. Quando foi dado como morto, de certa forma fiquei aliviado. Juro que é verdade. * Falou quando a minha faca se aproximava de alguma parte do corpo dele*

— Continue...

— No começo eu confesso que fiquei feliz com a sua desgraça, até comemoramos o momento, mas sem o dinheiro que vocês fizeram questão de esconder. Foi a minha idéia de manter-lo vivo na prisão pra que um dia fosse contar onde está esse dinheiro e também ordenei tudo o que foi feito em você lá dentro da prisão. Eu não imaginava que você resistiria e sobreviveria.

— É... Sobrevivi porque desejei a cada dia naquele inferno apenas uma coisa: Vingança! Sem mais delongas qual é o seu ultimo desejo de um moribundo? Quando não se tem nada a perder, é capaz de sobreviver e resistir toda aquela dor.

— Que me perdoe, que amo a minha família, se eu pudesse voltar no tempo eu faria tudo diferente. Também quero que solte a minha família que não tem nada haver com isso.

— Perdoar, jamais! Porque vocês me transformaram num monstro e você não faria diferente porra nenhuma, tá dizendo isso pra safar o teu rabo. Não se preocupe que vou libertar a sua família, mas vou te matar, pois você me dá nojo!

— Jura que vai libertar-los?

— Eu sempre cumpri a minha parte no acordo. Pensando melhor: vou te deixar viver, mas de um modo vegetativo pro resto de sua vida ridícula e nojenta. Não sei se sua família vai ficar ao teu lado depois que eu enviar essa cópia pra eles.

— Por favor, Não! * Implorou o Tucano em vão*

— Essa vida vegetativa será numa cama onde vai precisar de máquinas pra te manter vivo até pra cagar e mijar, vai deixar de falar. Vou te deixar catatônico. Não sei se vai continuar vivendo após isso e não me interessa.

Lesiono na coluna do Tucano deixando tetraplégico com uma frieza jamais vista antes por nenhum Serial Killer e uso a minha adaga psíquica no cérebro dele, o deixando catatônico.

As partes que foram tiradas durante o interrogatório: dedos das mãos, dos pés, mãos, pés, alguns dentes e a perna esquerda.

— Irmão, pode libertar os reféns perto da rodoviária e some do mapa.

— Pode deixar.

Ouço as sirenes da policia chegando com o corpo de bombeiros, ambulância. Nisso eu já tinha soltado a família do Tucano perto da Rodoviária e deixei o endereço. Quando toda a cavalaria invadiu o local (que não é o meu esconderijo), eu já estava longe observando a entrada teatral do Agente Gibbs. Não deixei nada pra trás que me incriminasse, nem as minhas facas que limpei o sangue nas roupas do Tucano. O que sobrou dele: ficou preso dentro do próprio corpo, depois de assistirem a cópia da fita, a família dele o abandonou e o deixou aos cuidados de um ancionato. O meu cúmplice já estava longe, indo pra outro País quando invadiram o cativeiro, o destino dele: Incerto. Acredito que seja entre os seus: Sarracenos.

E eu? Sou esperto o suficiente pra sobreviver onde eu estou, não sei e não me importo. Destino: não direi onde e nem o meu nome verdadeiro.

Antes de eu sumir do local, o Agente Gibbs me chama pelo meu verdadeiro nome, mas eu já não estava mais lá e nem o carro. Virei um Fantasma! O Total de mortos: 16. Nenhuma baixa de inocentes. E este é o meu ultimo registro. A carta foi enviada e a Josi vigiada pra ver se volto a entrar em contato com ela. O que aconteceu com o Tucano, a Josi e o Cobra após isso, não sei, não quero saber. É melhor pra mim e pra Josi.

O Cobra nunca ficou sabendo da verdade sobre mim, ouve muitos rumores e nem tive tempo pra agradecer por tudo. Talvés um dia eu o visite.

JOSI, te amei como nunca amei nenhuma outra mulher. Jamais vou te esquecer.

Notas finais
ESSE FOI O ÚLTIMO CAPÍTULO DESSA HISTÓRIA. ESPERO QUE TENHAM GOSTADO!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!