Notas iniciais
Ciao! Então, eu postei esse capítulo mais cedo na fic errada! Mil desculpas! Em minha defesa já estava tarde e meu cérebro estava fritando com fatos do SeaWorld, que por sinal, esse foi o capítulo mais exaustivo que eu já escrevi, espero que vocês realmente gostem e todas as horas assistindo Tours pelo mundo de Harry Potter e o SeaWorld valham alguma coisa hahaha Obrigada á todas que comentaram, irei responder os comentários depois que atualizar TPN, então não estranhem se eu dominar a caixa de entrada de vocês hehehe ♥ Boa Leitura!

Julianna era a criança mais resistente do mundo. Ela ficou acordada durante o filme inteiro e ainda assistimos a trilogia dos filmes da Cinderella e A Bela Adormecida. Aparentemente, os filmes favoritos dela. Não foi de todo ruim, eu até ri bastante com os ratos da Cinderella e consegui pegar algumas mensagens subliminares do contexto.

A remelenta 2 resistiu bravamente até a parte em que Aurora e seu príncipe finalmente tiveram sua dança e o vestido dela começou a trocar de cor. Depois disso, soldada perdida. Eram quase 2h da manhã quando terminamos nossa maratona.

Cobri ela e dei um beijo em sua testa ao sair da cama e ir atrás de Damien.

A suíte estava quieta, mas Tommy finalmente havia se recuperado e estava jantando no sofá com Dig dormindo ao seu lado. Suspirei. Por que se incomodar em alugar quartos com camas para eles, não é mesmo? Adrian estava encasulado em um cobertor no outro sofá, o que podia significar que...

Fui em direção ao quarto de Adrian e vi Damien e Anthony na cama enquanto passava um vídeo no Youtube das melhores jogadas do último campeonato. Eu sorri e fui cobrir os dois. Desliguei a TV e beijei a testa de Damien que nem se mexeu. Voltei para o corredor e deixei a porta entreaberta. Não sabia se algum deles tinha medo do escuro.

Eu sabia que não conseguiria dormir mais, então fui colocar os bebezões para dormir e isso significava John Diggle e Tommy. Não foi preciso muito no entanto, Dig foi para o seu quarto sem problemas quando viu que eu lidaria com Tommy, já este último depois que devorou um banquete do serviço de quarto de madrugada, sentou suspirando feliz no sofá e abriu seu notebook no colo.

— Não.

— Qual é, Ollie...

— Não. Nós temos um dia mais do que agitado em algumas horas e você vai dormir. — eu disse pegando o notebook de suas mãos e levando comigo para o quarto.

O coloquei debaixo do travesseiro de Julianna e voltei para sala, porque sabia que ele não teria coragem de tentar mesmo que Julianna dormisse feito uma pedra. Tommy havia deitado no sofá mais uma vez e cruzados os braços enquanto zapeava pelos canais.

— Quer uma história para dormir? — perguntei e ele ergueu o dedo do meio pra mim.

Em menos de vinte minutos ele estaria babando no braço do sofá.

Dormir agora seria uma batalha perdida para mim, então coloquei uma camiseta e um par de tênis de corrida. Saí da suíte e fui em direção á academia do hotel. A melhor parte de hotéis de luxo era que todos os serviços que ofereciam eram 24h.

Dispensei a musculação hoje e foquei na aeróbica, precisava que o inchado do meu peito diminuísse mais rápido antes que Julianna tivesse pesadelos. Fui para a esteira e assisti distraidamente a ESPN classificando as melhores jogadas no campeonato até agora. É claro que eu estava no pódio levando ouro, mas não muito longe de mim estavam Brady e Wentz o que diminuiu o apelo da coisa toda.

Assisti a entrevista de Barry com Susan Williams, até que o garoto foi muito bem. Conseguiu desviar de suas provocações e insinuações com facilidade e apenas se concentrou em assuntos como o campeonato, o time e a carreira dele e desmentiu um boato que estaria indo para outro time depois.

Fiquei orgulhoso.

Quando assumi a bicicleta já comecei a suar e isso me fez garantir uma garrafa de água ao meu lado. Com a ajuda do meu celular, eu conectei a Netflix e coloquei meus fones. Grudei o aparelho no suporte da bicicleta e coloquei A Pequena Sereia para rodar.

Não me julguem.

Alternei posições na bicicleta e bebi a garrafa de água inteira enquanto a sereia cantava com seus amigos no fundo do mar. Era uma distração bem-vinda. O treino acabou assim como o filme e já era quase 4h da manhã. Voltei para o quarto e fui direto para o banheiro.

Enchi a banheira com água quente e coloquei uma das bombas de banho, porém as sem cor, com lavanda e gengibre que eram ótimo para relaxar o corpo já que Adrian havia roubado meus sais de banho mais cedo. Mergulhei na água e fechei os olhos aproveitando o tempo para mim mesmo. Eu teria que começar um novo calendário e garantir que eu tirasse pelo menos uns dois dias só para mim, não precisavam ser seguidos, só precisavam existir.

Deus. Eu realmente entendo as mães solteiras agora mesmo que só um pouco.

Me lavei e massageei meu ombro e peito sentindo que os músculos ali estavam começando a ficar rígidos depois do treino e bem, da pancada que levei. Ainda não me arrependia, no entanto.

Quando estava ficando mais enrugado que os tentáculos da própria Úrsula, eu saí da banheira e me sequei, me apoiei no balcão da pia do banheira e liguei meu barbeador elétrico. Não queria me livrar completamente da minha barba, então tirei apenas o excesso que havia começado a crescer e limpei minha bagunça.

Coloquei um par de boxers e uma calça jeans. Sequei meu cabelo com a toalha e depois aplicar a pomada no meu hematoma que já estava começando a amarelar e clarear, eu coloquei band-aid por cima e uma das camisetas que havia comprado ontem escondido de todos. Eu sempre fui da Sonserina e é claro que iria usá-la na nossa volta no parque hoje.

Terminei tudo e meu despertador tocou. 5h. Hora de acordar todo mundo, mas antes disso era melhor garantir a comida primeiro. Fui até a sala e encontrei Tommy babando junto com Adrian e revirei os olhos. Pedi um café da manhã tamanho família com torradas, ovos, frutas, café e suco. Estávamos indo para um parque de diversão e eu não iria ser vomitado por nem um remelento.

Fui primeiro no quarto de Thea e Roy e bati na porta levemente, Roy atendeu e para minha felicidade, estava vestido. Olhei por cima de seu ombro e vi minha irmã esparramada na cama roubando boa parte da coberta, também vestida.

— Vamos no mundo do Harry Potter, acorde Thea e se vistam. O café da manhã já está vindo. — eu disse e ele demorou dois minutos inteiros para processar o que eu disse e depois assentiu e voltou para dentro do quarto.

Acordei Adrian em seguida para me ajudar com as crianças. Ele acordou Anthony e eu Damien que estava mau-humorado como um inferno até eu lembrar aonde estávamos indo ao ver minha camiseta. Ele correu até o nosso quarto e se trancou no banheiro.

O segui e abri as janelas do quarto. Jules dormia feito uma pedra e ainda estava escuro do lado de fora. Fui até o amontoado das nossas malas no cantinho do quarto e peguei um par de jeans, um par de boxers, meias, e a camiseta da Corvinal que havia comprado para ele.

Sim, meu filho era da Corvinal. Como eu sabia disso? Qual é, está na cara!

Damien saiu do banheiro usando o roupão do hotel e envolto em nuvens de vapor. Ele não pediu ajuda para se vestir, apenas pegou suas roupas e as vestiu em uma ordem bem metódica. Seus olhos brilharam quando viram sua camiseta nova, mas ele não disse nada.

Eu não estava surpreso, Damien sempre foi o remelento mais difícil.

— Vou acordar sua irmã e ajudá-la com o banho, você separa a roupa para ela e as coisas do cabelo dela? — pedi chegando ao lado de Jules e vi Damien assentir e ir até a mala dos dois.

Fiz um carinho no cabelo de Jules e chamei seu nome algumas vezes. Ela piscou e coçou os olhos, a ajudei a sentar na cama e se situar. Me senti culpado, ela não tinha dormido direito, mas teríamos tempo para isso depois. A levei no colo para o banheiro e ela escolheu a bomba de banho. Iríamos de vermelho hoje. Tirei seu pijama e a depositei na água. Isso a fez acordar de verdade, ela começou a brincar com sua bonecas enquanto eu espalhava o sabonete por seu corpinho e depois lavava seu cabelo superficialmente, nada elaborado porque novamente... Estávamos indo para um parque de diversões, eles iriam voltar podres.

— Eu quero usar meu cabelo solto hoje, Oliver. — pediu ela assim que soltei o ralo da banheira e água começou a escoar.

— Okay, mas nós vamos prender a parte da frente porque eu sei que você e os meninos vão correr e brincar bastante e eu não quero que você caia que nem naquele dia no parque, lembra? — eu perguntei a enrolando em uma toalha e ela assentiu.

Voltamos para o quarto e Damien estava amarrando os cadarços de seu all star, seu tênis favorito. Depositei Jules na cama ao lado dele e eles se cumprimentaram e a remelenta começou a interrogar o irmão querendo saber o porquê dele ter perdido a nossa maratona de ontem. Damien pareceu culpado, mas Jules o perdoou.

Eu vesti Jules enquanto ouvia os dois conversarem. As resposta do remelento eram curtas enquanto as da remelenta eram quase que monólogos. A vesti com a camiseta da Lufa-Lufa e Damien tentou esconder seu sorriso, mas falhou miseravelmente. Ele concordava comigo. Jules era uma Lufa-Lufa.

Damien amarrou os tênis de Jules para ela enquanto eu penteava seu cabelo e puxava algumas mechas chaves da parte da frente e amarrava em um rabinho firme.

Okay. Acho que estamos prontos. E o Sol havia começado a nascer.

Fomos para a sala de jantar e encontramos com todo o resto do pessoal. Adrian e Anthony haviam tomado banho, mas Anthony ainda estava sonolento quase caindo de cara em seu ovos mexidos. Thea e Roy pareciam mais acordados, mas minha irmã estava de mau-humor como sempre.

Damien e Jules sentaram na mesa e começaram a comer e eu fui encarar a fera.

Acordar Tommy era mais estressante do que mandá-lo ir dormir.

Fui até a sala de estar, mas não o achei ali.

— Eu já o despachei para o banho. — disse Dig aparecendo vestido para o dia e segurando uma xícara de chá fumegante. Ele e Lyla eram grandes fãs de Harry Potter também, porém ele era da Grifinória e Lyla também.

Quem foi que disse que jogadores de futebol não podem ser nerds também?

Recebi uma mensagem de Mick e Leo dizendo que estavam com os carros prontos no estacionamento do hotel. Mandei uma resposta simples e os mandei tomar café também. Comi duas torradas e uma salada de frutas com Jules que me deixou apenas os blueberrys e tomei uma xícara generosa de café.

Thea acompanhou os três diabinhos na hora de escovar os dentes e eu fui fazer uma pequena mala para eles. O Guia da Mamãe dizia que era sempre levar alguns essenciais conosco quando falávamos de crianças e parques na mesma frase.

Coloquei uma camiseta e um shorts reserva para cada um, protetor solar, dois bonés, lencinhos e capas de chuva descartáveis que havia pego em uma lojinha da Disney ontem. A previsão do tempo era de Sol forte, mas nunca se sabe. Estávamos na Flórida e isso já dizia o bastante. Peguei os óculos de Sol deles e coloquei lá dentro também. Deus, estou parecendo uma mamãe galinha. Quando voltei para a sala vi que Adrian também tinha montado uma mochila bem mais recheada que a minha para Anthony e me senti melhor.

Assaltei o mini-bar do quarto e coloquei quatro latinhas de energético para mim e Tommy. Nós iríamos precisar, confie em mim. E garrafas de água para os remelentos.

— Okay. Eu e Adrian estudamos o mapa e fizemos um itinerário pelo parque, não vamos conseguir visitar tudo hoje, mas vamos nas atrações mais legais... — eu disse depois de chamar a atenção deles.

— Nós temos o acesso antecipado do parque, então vamos tirar as fotos primeiro e trocar o dinheiro por galeões. É a moeda corrente do parque. Beco Diagonal tem bastante lojinhas, então segurem as mãozinhas nervosas... Ouviu, filho? — perguntou Adrian e Anthony assentiu com um sorriso amarelo.

Tommy apareceu de banho tomado e usando uma camiseta da Sonserina igual á minha com um sorriso brilhante. Thea ia reclamar, mas ele jogou uma camiseta em sua direção e ela sorriu. Ela era Sonserina também. Roy e Adrian reviraram os olhos para nós e Anthony parecia confuso. Ele não era um fã tão assíduo como Damien, então estava levemente boiando no assunto.

Descemos para o estacionamento e encontramos com Mick e Leo, Tommy havia dispensado os seguranças adicionais, então o foco dos dois eram as crianças, o resto de nós sabia se defender. Tommy distribuiu os crachás para cada um e ajudou Damien ajustar o dele para que não ficasse folgado demais. Nós éramos VIP's porque uma das poucas coisas que eu realmente odiava na vida eram filas.

Thea começou sua seção de fotos assim que entramos na vã.

Bebi meu primeiro energético enquanto todos cantavam uma música que estava tocando no rádio. Eles brincaram o caminho inteiro, mas começaram a gritar assim que viram as montanhas-russas da estrada. Damien estava sentado atrás de mim, mas ficava apontando para janela o caminho inteiro reconhecendo alguns personagens e cenários.

Passamos pela revista e as catracas do parque sem problemas e entramos no Beco Diagonal. E tiramos fotos ao lado do Nôitibus e depois trocamos dinheiro por galeões que pareciam mais fichas de pôquer douradas. As ruas eram réplicas dos cenários do filme e era muito legal.

— Primeira Parada. Olivaras. — eu disse apontando para a loja.

Surpreendentemente, Thea era a mais animada.

Cada um pegou uma varinha para si. Damien pegou uma réplica da varinha de Harry Potter e Jules uma réplica de Luna Lovegood. Elas interagiam com algumas partes do parque para que os bruxos fizessem mágica de verdade. Fizemos um trivia rapidamente e descobrimos que Anthony era da Grifinória e ele pareceu animado com isso mesmo sem ter ideia do que significava.

Depois seguimos para Gemialidades Wesley que era igualzinha a do filme, mas eu imaginei ela diferente quando li o livro pela primeira vez. Eles brincaram com poções e Jules ganhou uma Edwiges de pelúcia assim como Thea que ganhou um Dobby de pelúcia. Floreios e Borrões em seguida aonde Damien ficou namorando dois livros de feitiços e criaturas mágicas do mundo de Harry Potter e Thea os comprou para ele que sorriu e abraçou a tia.

— Oliver!

Me virei e encarei Tommy que estava apontando para uma das lojas com um sorriso amarelo. Ele estava na frente da loja da Madame Malkin's, Uniformes & Alfaitaria. Assoviei e todos viraram para mim e eu apontei para onde Tommy estava.

— Damien, vamos comprar uniformes... — eu chamei e ele veio correndo.

Garanti que ele tivesse o conjunto completo da Corvinal e um par de robes para usar agora. Jules e Anthony não quiseram nada do uniforme, mas escolheram camisetas com designs dos filmes e livros e os robes de suas casas, mas todos nós saímos com cachecóis de cada casa. Depois fomos até o Profeta Diário e as crianças fizeram cartazes de "Procura-se" imprimidos em um papel que realmente parecia pergaminho de verdade.

Adrian nos direcionou para Gringotts que era a primeira atração interativa do parque. Damien, Thea e Tommy foram nos assentos da frente, eu, Dig e Jules no segundo e Adrian, Roy e Anthony atrás de nós. Não era uma montanha-rusa, era um barco que passava por vários cenários interativos guiados por duendes.

O show de luzes era ótimo e os hologramas eram bem realistas.

Jules gritava toda vez que o dragão rugia e nós sentíamos alguns efeitos como jatos de fumaça ou água chuviscando em cima de nós e se agarrava á mim, ela passou o resto do passeio de olhos fechados e só os abriu quando o barquinho parou. Assim que saímos do banco, o grande dragão que estava pousado em cima do banco rugiu e cuspiu fogo. Todos os fãs que estavam por ali gritaram, tiraram fotos e ergueram as varinhas.

Damien estava amando tudo.

— Próxima parada: Hogsmead. — exclamou Tommy indo em direção ao Expresso Hogwarts com as crianças seguindo ele enquanto ele corria.

Thea entrelaçou nossos braços e suspirou.

— Isso é ótimo, Ollie. De verdade. Damien parece que vai entrar em combustão de tanta felicidade. — ela disse e eu ri assentindo olhando ao redor. Dig e Roy estavam tirando fotos e Mick e Leo ladeavam as crianças de longe.

Nós passamos pelas grades de fila e eu filmei Damien passando pela passagem entre as plataformas 9 e 10. E depois Thea. Entramos em um vagão do trem e depois das checagens de segurança, o trem começou a andar. Novamente, não era uma montanha-russa, mas era um jeito divertido de ver o parque de modo panorâmico.

— Aqui. — disse entregando uma garrafa de água para Jules que estava ofegante e com o rosto corado de tanto correr. Passei um lencinho em seu rosto para tirar o suor que estava ali e passei protetor solar em seu rosto. Segui para Anthony e fiz a mesma coisa e por último Damien que não tirou os olhos da janela.

Chegamos em Hogsmead depois de cinco minutos de passeio.

Eu dei um energético para Tommy que terminou a lata em poucos goles.

— Estou com fome. — disse Roy como se fosse uma criança, e olhei em meu relógio, eram quase 11h.

Fomos até o Três Vassouras e Tommy mostrou sua reserva da mesa para uma das atendentes do caixa e ela nos direcionou para o segundo andar do restaurante que normalmente era fechado. Sentamos em uma mesa grande de madeira escura e todos escolheram o que queriam comer.

Thea e Roy, assim como Tommy e Diggle escolheram um item do cardápio que se chamava "O Grande Banquete". Para as crianças eu pedi um sanduíche de frango com bacon e fritas já que eles não queria se aventurar pelo cardápio e eu não queria ser vomitado. Eu peguei um prato típico que eram salsichas grelhadas com purê de batata e legumes. Pedimos suco de abóbora e cervejas amanteigadas e Thea tirou foto de tudo e todos. Damien sentou ao meu lado no grande banco e eu percebi que ele ficava mais tagarela á cada minuto.

Quatro garçonetes trouxeram nossa comida e assim que eu vi o tal grande banquete eu sabia que iria ser vomitado. Uma ruiva com um sorriso simpático colocou na frente de Thea e Roy uma tábua de madeira que pegava boa parte da mesa que tinha costelas grelhadas, frango frito, batatas e legumes cozidos e ainda uma torta de cordeiro. Eu sabia que Tommy e Diggle davam conta, mas Thea e Roy? Tinha minhas dúvidas.

Comemos todos juntos e Damien adorou o suco de abóbora.

— Oliver, aonde a gente vai depois daqui? — perguntou ele de boca cheia e eu ri limpando sua boca que tinha ketchup nos cantos.

— Dedos de Mel? — sugeri e ele assentiu.

Desci para pagar nosso almoço e tirei fotos com alguns dos funcionários que me reconheceram. Fiquei grato por eles não fazerem um grande alarde, principalmente agora que o parque estava mais cheio, e até ganhei duas garrafas de suco de abóbora para levar.

Dedos de Mel foi a próxima parada e nós compramos bombons explosivos, sapos de chocolate e feijõezinhos de todos os sabores. Thea se aventurou e comprou uma barra de chocolate e cerveja amanteigada. Adrian vetou os doces para a volta para o hotel porque bem... Anthony. Minha mochila ficou cheia rapidamente.

Dei um energético para Adrian que aceitou e fomos em direção á o Poço dos Elixires. Não era algo realmente icônico como a Dedos de Mel, mas eram bem legal. Compramos a água com gás e todos escolheram pequenos frascos com o elixir. A de Damien ficou azul, a de Jules roxa e de Anthony, verde. As crianças amaram ver a pequena poção se transformar e depois beberam tudo.

Hogwarts? — perguntou Adrian olhando para o mapa. — Acho que Roy vai vomitar agora se formos nas montanhas-russas.

Assenti olhando para o namorado de minha irmã que estava suando demais.

Pegamos uma pequena fila de dois minutos e desta vez Damien pediu para ir comigo e Jules. Fomos na frente e o resto do grupo se dividiu atrás de nós. Era como a atração de Gringotts. Nada de curvas ou loopings malucos desta vez. Visitamos o interior de Hogwarts vendo alguns personagens bem famosos da franquia como Dumbledore, McGonagal, Hagrid e o trio mais famoso do mundo. Em uma parte nosso carrinho passou pelo campo de quadribol e eu vi que estávamos realmente muito longe do chão, mas não deixei Jules ver. Ela iria pirar. Damien parecia deliciado com a coisa toda.

Nós saímos do brinquedo e Roy foi diretamente no banheiro.

— Montanha-russa! — gritou Anthony animado ao ver nossa próxima parada.

Jules se encolheu contra mim e Damien franziu o cenho para irmã.

— Você não quer ir? — perguntei e ela negou com a cabeça.

— Por que você e eu não cuidamos no Tio Roy, enquanto os outros vão lá? A gente pode ir dar uma olhada nas lojinhas daqui... — ofereceu Thea e Jules aceitou.

Nós fomos para a fila do Voo do Hipogrifo, e entramos no brinquedo sem demora graças ao crachá VIP. Damien sentou comigo, Tommy e Anthony estavam atras de nós e atrás deles estavam Adrian e Dig. Estes últimos pareciam os mais animados de todos nós. Eu ri levemente e coloquei meu boné para trás para que ele não caísse. Um monitor abaixou nossas proteções e conferiu nossos cintos de segurança.

— Ela vai muito alto? — perguntou Damien e eu olhei para ele.

— Acho que não, mas tem bastante curvas. — eu fui sincero tentando espiar o percurso na nossa frente. — Se ficar com medo, pode segurar minha mão, okay?

Ele assentiu sem cerimônia e balançou as pernas levemente.

Uma sirene tocou e o brinquedo começou a subir. Anthony começou a rir atrás de mim assim como Tommy. Nós caímos e Damien agarrou minha mão na hora. Todos gritaram, eu ri junto com Tommy e depois de algumas curvas, Damien relaxou e levantou os braços no ar.

Nós demos duas voltas no percurso inteiro e depois a corrida acabou.

Mick estava nos esperando na saída com a minha mochila e avisou que Leo fora com Thea e Jules para uma lojinha de lembrancinhas com Roy que vomitou, mas estava melhor. Nós fomos para a próxima montanha-russa então que era um passeio pelo casebre da Hagrid. Os carrinhos eram réplicas da motocicleta de Hagrid e Damien escolheu por ir no anexo, então eu montei na scooter principal.

Oliver! Oliver! — procurei quem estava gritando meu nome e vi um grupo de fãs adolescentes gravando da fila do brinquedo que pulamos e eu acenei para elas sorrindo. Elas gritaram e eu ri.

O brinquedo começou a se mover e vimos a casa de Hagrid, sua plantação de abóboras, Fofo, seu cachorro de três cabeças gigante, vimos o Bicuço de novo, o que parecia ser as costas do castelo e começamos a subir. Olhei para Damien que não parecia estar com medo mais e relaxei. O trajeto era bem inclinado e tinha picos de velocidade que faziam todos gritarem, mas o que eu não esperava era que esse negócio fosse de costas também.

Isso sim, me fez gritar.

Depois tivemos um trajeto no escuro com gelo seco e água espirrada em nós e entramos na caverna de Arogogue que foi um máximo e tudo terminou em uma clareira de unicórnios e testrálios que Jules iria amar se não tivesse medo de vir no brinquedo.

Quando saímos do brinquedo, Damien, Anthony e Tommy estavam com os cabelos espetados em todas as direções graças ao vento e isso me fez gargalhar. Eles estavam ridículos assim.

Nos encontramos com Jules e Thea que estavam com algumas sacolas já em mãos. Elas fizeram tatuagens temporárias, Thea escolheu a marca negra e Jules escolheu uma fada. Haviam comprado penas, tintas, cadernos e cartas de aceitação personalizadas e escritas á mão para cada um. Compraram algumas pelúcias também e tomaram sorvete. Tudo isso sem nós.

— Ah, daqui a pouco tem aula de voo e eu inscrevi vocês três. — exclamou Thea e nós fomos ver a tal aula de voo.

Que se tornou na verdade um simulador de voo e as crianças adoraram. Entraram na cabide, montaram nas vassouras e a gente que estava do lado de fora que controlava eles do lado de dentro. Fizemos eles balançar, inclinar para cima e para baixo, ativamos vento, chuva e neve e eles gargalhavam. Depois, eles foram para sala de aula onde um cosplay da Madame Hooch estava dando uma palestra sobre tipos de bola, pomos de ouro e vassouras.

— Você, garoto da Corvinal, vem para cá! — ela chamou Damien que levantou meio constrangido pela atenção, mas foi até ela. — Como Harry Potter captura seu primeiro pomo de ouro? Você sabe?

— Ele quase engole ele. — Damien respondeu e Madame Hooch assente.

— Sim, muito bem. E quem enfeitiça um balaço contra ele e por que? — perguntou novamente.

— Dobby, ele queria que Harry saísse da escola. Estava tentando proteger ele. — respondeu Damien e eu vi Thea gravando tudo.

— Exatamente. Por que você gosta de quadribol?

Damien franziu o cenho.

— É um esporte bem legal, não mais que futebol, mas é bem legal. — ele respondeu e todos que estavam na aula, crianças sentadas e adultos no fundo, riram.

— Okay. Eu aprecio a sua franqueza. Você realmente pertence á Corvinal e por isso eu vou te dar um presente. — ela disse e caminhou para trás de sua mesa de onde tirou dois pacotes. — Uma Nimbus 2004, recém-lançada e a coleção de filmes sobre as aventuras de Harry Potter. Aproveite, garotinho e não mate aulas!

Todos aplaudiram e Damien veio em minha direção com um sorriso maníaco.

— Uau! — eu disse quando ele abriu o pacote e já montou na vassoura.

Tinha até os pedais para os pés no negócio.

— Já vai dar 18h!

— Tem show de luzes! Vamos! — exclamou Jules animada. Ela tinha amado o show de luzes no castelo da Cinderella na Disney ontem, não me surpreende o ânimo dela para o de hoje no castelo de Hogwarts.

Afinal, castelos eram uma das coisas preferidas da remelenta 2.

Nós fomos para a praça principal de Hogsmead e ficamos perto da cerca de pedra. O show começou e foi incrível. Todos os personagens principais apareceram, todas as casas foram representadas e no final a música icônica do filme tocou. Olhei para Jules no meu colo com os olhos vidrados e Damien na minha frente nenhum pouco diferente e sorri.

Realmente incrível.

—-

Na manhã seguinte, todos dormiram até as 8h. Não precisávamos acordar em uma hora "absurda" como dizia Thea para ir ver o que Sea World tinha de melhor porque o parque só abria ás 11h. Eu consegui dormir oito horas seguidas e me sentia descansado o bastante. Assim como Tommy. Aqueles energéticos deram conta do recado, mas eu fiquei exausto. Um dos motivos do sono tão bom.

— Hey, olha só! — disse Tommy aparecendo para tomar café.

Ele me empurrou um tablet que eu reconheci ser o de Dig e eu vi várias fotos minhas e dos remelentos com Thea estampadas em diferentes revistas e sites de fofoca online. Uma manchete diferente da outra separada em abas na tela.

— Okay. O que estão falando? — perguntei ao colocar minha garfada de panquecas para dentro e Tommy deu ombros.

— Nada de mais, foi a primeira aparição que vocês fizeram em público depois da coletiva de imprensa. Basicamente, todo mundo está surpreso que você pode ser um pai decente, mas a ESPN Online foi a única que não te xingou. — respondeu ele sentando ao meu lado e se servindo de café.

Uau. Quanta fé.

Tommy acordou todos e até fez as mochilas dos gêmeos desta vez dizendo que eu já tive a minha cota de paternidade da semana e eu revirei os olhos. O café da manhã foi movimentado e todos estavam tagarelas, acho que não fui o único a ter uma boa noite de sono afinal de contas.

Depois de checar as mochilas das crianças que Tommy fez, nós enchemos voltamos para a mini-van. Diggle e Roy ficaram de fora dessa porque Dig queria ter essa experiência com seus próprios filhos e Roy estava se sentindo mal ainda, porém despachou Thea conosco.

O SeaWorld não estava nem remotamente tão cheio com a Disney estava no primeiro dia, foi uma ótima sensação andar sem trinta pessoas praticamente coladas em você. Tommy e Thea estavam no comando hoje do papo e das atrações que veríamos, então eu só me preocupei em manter as crianças no meu campo de visão e não ser atacado por gaivotas. E estávamos na Flórida, a terra das gaivotas aparentemente.

Nossa primeira parada foi o Aquário, era a maior e principal atração que tinha o passeio mais longo e Thea queria riscar ela logo de sua lista. Julianna ficou encantada com cada uma das espécies de peixes que tinham ali. Ela apontou para os peixes que conhecia como Nemo e Dori (esses eu só conhecia por causa da festa de um ano de Anthony), focas e pinguins. Vimos muitas espécies de tubarões e e cardumes de truta coloridas.

Anthony ficou eufórico quando chegamos na parte de tartarugas e águas vivas.

— Julianna! Olha! — exclamou Damien na frente de nós e apontou para um dos tanques que nos ladeavam.

Wow.

Jules ficou boquiaberta assim como o resto de nós. Eu até acreditei por um momento que elas fossem reais, mas minha consciência me pegou primeiro. Nos aproximamos mais do vidro e Jules espalmou as mãos e o rosto contra a superfície enquanto observava a sereia nadar e acenar para todos do lado de fora.

Ela era linda, tinha cabelo escuro, pele bronzeada, estava usando um top rosa e sua cauda era roxa e rosa. Ela estava até usando maquiagem! Tirei uma foto com meu celular de Jules quando a sereia se aproximou suficiente para elas trocarem um high-five. Jules se virou para mim com um sorriso e balançou seu corpo todo em adoração.

Ficamos ali por bons minutos e a sereia não subiu á superfície em nenhum momento para recuperar o fôlego. Logo Tommy pesquisou e aquela sereia em especial se chamava, Catty, e era recordista em prender a respiração. Na marca de onze minutos, ela subiu acenando e recuperou fôlego.

— Okay. Vamos nos trocar! — disse Thea saltitando em direção á um dos prédios que eram anexados ao aquário. — Vamos nadar com golfinhos!

Mostramos os passes para uma monitora e elas no acompanhou até o vestiário e nos entregou roupas de mergulho. Colocamos nossas coisas em armário dentro de um vestiário completamente azul e nos trocamos.

— Eu amei essa roupa! — exclamou Jules quando eu a ajudei a entrar na roupa colante. O traje dela era rosa pink. Neon. Thea apareceu já pronta com seu traje que era igual ao de Jules e eu pedi para minha irmã fazer uma trança no cabelo da remelenta enquanto eu me trocava. — Você vai usar um igual o meu, Oliver?

— Ahm...

— Claro que sim! — Thea me cortou e eu quis estrangular minha irmã.

Jules vibrou e eu quis estrangular minha irmã ainda mais.

Fui para um dos banheiros e encontrei Adrian e Anthony já prontos em trajes amarelos e Tommy ao fundo com um completamente preto flertando com a monitora que estava nos acompanhando. Entrei na cabine e me despedi e vi que Thea não estava brincando. O meu traje era igual ao dela e da remelenta. Eu não tinha masculinidade frágil ou merdas assim, eu tinha várias camisas rosa e gravatas também, mas estávamos falando de um traje extremamente colado ao corpo e o fato de ser rosa não era o problema, o fato de ser rosa pink néon era o problema.

Suspirei e desisti.

Vesti a roupa com facilidade porque eu costumava surfar antes de entrar para o futebol, então não tive problemas com o zíper nas costas. Saí enfiando minhas roupas em um saco e enfiei no armário junto com a mochila dos remelentos e fechei com um cadeado que a monitora me deu. Eu fingi que não vi ela sorrindo com bochechas vermelhas enquanto me secava por inteiro.

Dei de ombros. Mesmo em rosa néon eu conseguia.

Tommy e Adrian gargalharam assim que me viram, mas eu não liguei porque Jules correu para o meu colo e nós fomos para a área do tanque. Rachel, a monitora, nos entregou óculos e nos deu as instruções básicas e garantiu que todos os animais eram pacíficos e dóceis, mas deixou claro que não podíamos puxar caudas ou nadadeiras ou enfiar dedos nos olhos. Coisas que viram motivos para deixar a paz de lado e levar mordidas.

Eu fui o primeiro a subir a escada até a pequena estação que levava para dentro do tanque enorme. Quando Rachel me deu o sinal, eu entrei na água que estava mais do que gelada. Mergulhei e vi um monte de peixinhos nadando por ali, tínhamos de todos os tamanhos, mas o maior era mais ou menos do tamanho da minha mão.

Thea foi a próxima a entrar, Tommy veio depois com Adrian.

— Oliver, fica aqui... — pediu Julianna apontando para a frente da plataforma onde ela pularia. Nadei até ali e ela pulou no meio dos meus braços, depois que ela se acostumou com a água, começou a nadar sozinha com Thea sempre ao seu lado apontando peixinhos perto delas.

Anthony foi o próximo e grudou nas costas de Adrian.

Olhei para Damien que estava vestindo os óculos e sentando na plataforma com Rachel logo atrás dele vestindo seu traje e com uma mochila de primeiros socorros nas costas. Voltei meu olhar para o remelento e ele pulou da plataforma e mergulhou brevemente.

— Tudo bem por aí? — perguntei assim que ele chegou perto e assentiu.

— Okay... Vamos começar então? — perguntou Rachel assim que submergiu de seu mergulho.

Ela apontou diferentes espécies de peixes e Jules até conseguiu segurar um Nemo em suas mãos por alguns segundos. Nadamos em conjunto, ou como Rachel dizia em cardume, até uma porta que se abriu para uma espécie de túnel e os peixes começaram a ficar maiores, e eu notei que Damien ficava mais perto de mim.

— É a vovó da Moana, Oliver! — exclamou Jules apontando para uma grande arraia das costas de Tommy.

Quem infernos é Moana?

Segui o dedo da remelenta e vi que tinha duas grandes arraias na verdade, nadando conosco agora e Rachel as chamou com uma espécie de apito. Anthony e Jules fizeram carinho nelas, mas Damien recusou e fingiu que estava mais interessado em uma estrela do mar no fundo do aquário, eu fiz carinho na Pou que era o nome da arraia e não foi uma sensação muito agradável.

— Vamos continuar? — perguntou Rachel e seguimos ela para um tanque aberto.

A excitação de Thea aumentou e eu sabia que era a hora dos golfinhos.

— Sobe aí... — disse para Damien afundando na água para que ele alcançasse meus ombros. Para minha surpresa ele aceitou sem cerimônias e sem cara feia. Nadei rápido e ficamos a frente do grupo o que fez Thea revirar os olhos e Damien rir.

O Sol estava radiante e o ar ficou levemente salgado assim que entramos no pátio dos golfinhos e os mesmos que estavam nadando e interagindo com um monitor vestindo um traje rosa também. Me senti reconfortado.

— Eu vou propor um desafio para vocês, quem conseguir montar por mais tempo na Trixie ou na Pixie, vai ter um passeio especial depois com o Moose. — disse Rachel instigando uma leve competiçãozinha.

As crianças vibraram e ela chamou os golfinhos por nome e eles vieram.

Eu e Thea já tínhamos nadado com golfinhos antes várias vezes, não era exatamente novo para nós dois graças ás inúmeras viagens ao Caribe com nossos pais, talvez nem para Tommy ou Adrian eu acho, mas inferno... Era muito legal e nunca ficava velho. Eles eram macios e lisos de tocar, curiosos e o nariz deles parecia uma bola de apertar.

Anthony foi o primeiro a montar em um deles depois de alguns minutos de carinho. Ele agarrou a nadadeira e Trixie disparou como uma bola de canhão fazendo Adrian engasgar e querer nadar atrás dos dois mesmo sabendo que iria perder. O outro monitor de rosa estava aonde Trixie deixou Anthony e o garoto ria, e tomou outra carona na hora de voltar e Adrian não deixou ele sair de sua zona de alcance.

— Eu! Eu! — pediu Jules e Tommy a levou até Pixie já que Trixie estava recebendo um petisco pelo bom comportamento.

A remelenta fez carinho no golfinho que a cutucou com o nariz o rosto dela que gargalhou e naturalmente se apoiou contra o peixe. Pixie fez um percurso diferente do que sua irmã-peixe e eu, talvez, tenha sentido o mesmo que Adrian. Ela nadou em círculos pequenos e deu uma leve guinada até o monitor que, novamente, ajudou Jules e o peixe, e elas voltaram.

Trixie nadou com Tommy e Thea, e Pixie com Adrian e Anthony mais uma vez.

Os monitores fizeram com que as duas fizessem truques com as nadadeiras e caldas espirrando água em nós, nadando sincronizado e até se empinando em suas próprias caudas, mas nada fez com que Damien soltasse o seu aperto de meu pescoço e Rachel percebeu isso e apenas piscou em minha direção.

Trixie começou a interagir com o grupo inteiro enquanto Pixie foi descansar um pouco ou foi o que Oscar, o outro monitor havia nos dito, mas eu vi o peixe dando a volta no tanque discretamente e vindo em direção á mim e Damien. Não fiquei preocupado, esses eram os animais mais dóceis do mundo, mas me preocupei com a reação do remelento que estava com seus olhos vidrados em Trixie.

Tanto que ele nem notou quando ela Pixie apareceu ao nosso lado e deu uma espécie de beijo molhado nele. Ele riu baixinho e estendeu a mão para Pixie que se curvou e aceitou o carinho. Tirei Damien de minhas costas e o segurei pelo peito perto de Pixie e deixei os dois interagindo um pouco até que ele confiasse em nadar sozinho com a golfinho.

— É normal ela ser tão lisa? — perguntou Damien á Rachel que riu e explicou porque a pele deles era tão lisa.

Anthony logo veio interagir conosco e Pixie, e foi quando o remelento relaxou de vez e eles começaram a brincar de pega-pega com os golfinhos. Thea estava tirando fotos, sim, ela trouxe a câmera dela empacotada em um tipo de bolsa á prova d'água e quando Tommy trouxe Jules para mim para poder flertar um pouco mais com Rachel, notei que a ponte de seu nariz e o topo de suas bochechas estava começando a se avermelhar.

O protetor já era.

— Você está com fome? — perguntei quando a peguei no colo e ela pareceu refletir bastante sobre sua resposta.

— Sim.

No final das contas, Tommy foi o vencedor e ganhou a recompensa de Rachel de ir até outro tanque conhecer Moose. Um tubarão-baleia. Porém todos nós sabiam, ou melhor todos os adultos sabiam, que ele só iria dar uns amassos em Rachel antes de ir nos encontrar para almoçar.

Nós conseguimos tomar banho. Mais ou menos. Eu tinha certeza que a maior parte do cloro e produtos que eles usavam nos tanques tinha saído da nossa pele, mas não no do cabelo de Julianna, porque ele estava duro. Parecia que a Thea tinha usado pelo menos dois potes de gel antes de fazer o penteado.

Oscar se juntou a nós e nos direcionou até a praça de alimentação onde claro, tínhamos mais uma reserva. O restaurante se chamava The Beach o que era irônico e fez Adrian ficar fazendo piadas de cinco em cinco minutos sobre esse fato.

— A gente vai comer peixe? — perguntou Anthony horrorizado e eu gargalhei.

— Eu não gosto de peixe. — disse Damien torcendo o nariz e Julianna o imitou.

— Peixes são amigos, não comida! — Anthony exclamou para uma garçonete que passava por ali com uma bandeja.

— Okay, green peace. Acalme-se. Não vamos comer peixe. — disse Adrian e eu estava me segurando para não rir enquanto ele explicava que em nenhuma parte do parque eram vendidos peixes para comer ou para qualquer outro uso.

Eventualmente, Anthony se acalmou.

— Wow! — exclamou Damien ao meu lado e eu vi uma baleia orca no meio do ar.

Oh sim. Estávamos no segundo andar do restaurante e tínhamos uma boa visão do show de baleias orcas assassinas que era bem perto dali, mas eu não me impressionei muito. Os golfinhos eram mais legais e eles não tinham "assassino" no nome.

Uma loira com uma bela comissão de frente nos serviu e fez questão que nós soubéssemos que ela estaria a disposição para qualquer coisa. Thea revirou os olhos e apontou o indicador para dentro de sua boca e eu dei de ombros. Eu tinha notado um número significativo de mulheres flertando comigo e fazendo sinais abertos para mim durante toda a viagem, só que com a tensão inicial do jogo e os parques com os remelentos, isso não estava na mesa para mim.

Deus. Eu sentia falta de sexo.

— Tio Oliver, vamos nas montanhas-russas depois? Tem duas aqui no parque, mas o papai tem medo daquelas tem que looping. — pediu Anthony de boca cheia olhando para mim em expectativa. Havíamos pedido macarrão com queijo para eles que atacaram assim que viram que não tinha peixe.

Olhei para Adrian que revirou os olhos.

— Claro. Eu adoro montanha-russa. — eu disse prendendo um guardanapo no colarinho da blusa de Julianna e depois na de Damien.

Nós assistimos o show das baleias, comemos, demos risadas das imitações de golfinhos das crianças... Estava sendo um ótimo dia, até que a garçonete loira voltou para limpar a mesa e disse que tinha alguns fãs querendo fotos e autógrafos.

Thea levou os gêmeos e Anthony para uma lojinha ao lado do restaurante, enquanto eu e Adrian atendíamos alguns adolescentes que estavam, ironicamente, com as camisetas dos Sharks. Eles elogiaram nosso jogo, tiramos fotos e eu fiz questão de assinar meu nome bem em cima do logotipo do time.

Adrian se juntou a Thea depois disso e Anthony e eu fomos para a fila da primeira montanha-russa. O tempo de espera era de quinze minutos, mas eu estava disposto a aguentar isso pelo garoto. Não tinha reservado passes VIP para o SeaWorld, porque nem sabia que tinham esses tipos de atrações aqui.

— Tio Oliver, eu realmente gosto do Dame. Ele vai ficar para sempre com você?

Anthony sempre tinha as melhores perguntas.

— Claro que sim, amigão. Ele é meu filho do mesmo jeito que você é filho do seu pai. — eu respondi assim que chegamos no final da fila. Algumas garotas estavam na nossa frente, mas elas não pareceram me reconhecer.

— Por que eu não conheci eles mais cedo, então? Você me conhece desde bebê! — ele disse cruzando os braços parecendo cético e eu ri.

— A mamãe deles morava longe de mim, só que agora eles moram comigo e é por isso que vão na mesma escola que você. — eu disse e ele pareceu refletir e aceitar minha resposta. — Por que o interrogatório, Anthony?

— Dame é o meu melhor amigo. Não quero que ele vá embora. — ele disse baixinho e eu nunca parei para pensar em Anthony como uma criança solitária. Ele sempre foi tão ativo, alegre e brincalhão, mas eu nunca o vi perto de crianças até a chegada dos remelentos.

— O que vocês fazem na escola no tempo livre? — perguntei enquanto a fila andava um pouco.

— Nós jogamos futebol. Duh. — ele respondeu e eu baguncei seu cabelo levemente duro também e ele riu.

— Qual a aula favorita de vocês? — voltei a perguntar pescando informações sobre meu próprio filho.

— Eu gosto de Ciências, mas o Dame prefere História. Ele lê bastante. — Anthony respondeu e andamos mais um pouco novamente. — Quando a gente tem aula vaga a gente fica com a Tia Lissy na sala dela.

Oh.

Eu não devia.

Eu realmente não devia.

Mas eu também não conseguia resistir.

— Ela e seu pai se dão bem?

— Aham. Eles são melhores amigos. — respondeu ele distraído por um desenho de um peixe apontando para o lado que a fila seguia após uma curva.

— Eles saem juntos?

— Quase toda semana ela vai em casa, quando é o fim de semana do papai, a gente sempre sai junto. — disse ele dando ombros como se isso não fosse nada.

— Você acha que ela vai ser sua segunda mamãe?

— Como assim? Tipo ficar junto com o papai e... Se beijar? — perguntou enojado e eu ri assentindo. — Eca! Não! Ela é minha tia! E beijar é nojento!

Ele fez sons de vômito e eu ri um pouco mais.

Em alguns anos eu vou te lembrar dessas palavras, Anthony.

— O vovô sempre disse que eu e o papai temos que cuidar para que a Tia Lissy não namorasse um cara chato, já a vovó diz que a gente tem que ser legal com o namorado dela. — ele disse e eu assenti levemente confuso. — E o vovô acaba fazendo o que a vovó manda depois que eles se casaram.

Okay?

A fila andou e eu alcancei meu celular. Eu entrei na página da Wikipédia de Adrian que tinha uma foto horrível dele quando ele mantinha um bigode de ator pornô e achei o nome de seu pai. Harry Chase. Estava quase chegando na nossa vez, mas consegui ver que ele havia se casado novamente depois da morte de sua primeira esposa e mãe de Adrian com Donna Dearden. Madrasta de Adrian e mãe de uma tal Felicity Smoak. Eu já havia visto ela várias vezes nos jogos com Anthony e sempre resumi que ela era a mãe de Adrian, mas ela não era. O casamento dela com Harry foi á alguns anos atrás e até Maggie, mãe de Anthony tinha uma foto no Instagram com Felicity. "Melhor cunhada do mundo!". Infelizmente o perfil de Felicity não tinha fotos muito reveladoras, apenas paisagens e mensagens positivas.

Não segui ela, mas gravei como seu usuário parecia.

Okay. Meu cérebro foi inundado por teorias, mas todas tinha um fator em comum... Felicity e Adrian não estava em um relacionamento sério ou em qualquer tipo de relacionamento. Eu gritei vitória nas quedas e loopings do Kraken por toda a corrida.

—-

Silêncio mortal era uma dádiva na vida de quem tinha gêmeos, mas também motivo de suspeita. Eu suspeitaria se não tivesse uma ótima visão de onde eles estavam e o que estavam fazendo agora mesmo. Dormindo. Depois do SeaWorld, nós fomos para o nosso hotel pegar as malas e direto para o aeroporto depois disso.

Os gêmeos apagaram assim que eu os coloquei em suas poltronas e afivelei os cintos de segurança. Thea revindicou o quarto para ela e arrastou Roy para lá e eu não queria pensar mais além do que isso. Fiquei jogando pôquer com Dig e Adrian, enquanto Anthony assistia um desenho perto de nós.

— Eu amei o final de semana em família, realmente amei, mas estou exausto. — eu disse depois de ganhar a segunda rodada seguida. — Nunca pensei que falaria isso, mas eu sinto falta do Slade e do meu cachorro.

Dig e Adrian riram de mim, mas não discordaram.

— Eu só quero abraçar minha esposa e beijar as crianças. — disse Dig embaralhando as cartas novamente.

— Anthony já está com saudade de Meg, e ela não para de mandar mensagens. — disse Adrian mostrando a tela do celular para mim.

Vi que Meg tinha mandado 6 mensagens que ele não abriu ainda, mas uma mulher chamada Abigail estava em baixo e dizia que estava com saudade também e... Oh. Ela havia mandado uma foto agora também.

— Quem é Abigail? Posso ver a voto dela? — perguntei erguendo uma sobrancelha e Adrian guardou o celular rapidamente o que fez Dig e eu rirmos.

— Essa não é Abigail Preston, é? — perguntou Dig sorrindo malicioso.

Adrian corou.

— Quem é? Eu conheço? — perguntei pegando minhas cartas.

— Qual a sua única regra quando falamos de mulheres? — perguntou Dig olhando para mim por cima de suas cartas.

— Usar camisinha? Se bem que isso não deu muito certo antes. — eu disse rindo olhando para os gêmeos e eles riram também. — Oh, então ela repórter?

Adrian corou e Dig assentiu.

ESPN Online. — Adrian revelou e aumentou sua posta.

Eu paguei. Dig também.

Estávamos sem fichas, então estávamos usando cheetos no lugar.

— Ela escreveu um artigo sobre mim ontem no parque. Foi a única que não me xingou, acho que já gosto dela, amigo. — eu disse comendo um de meus cheetos e Adrian gargalhou.

Anthony cansou de assistir desenhos e começou a brincar de 21 com Adrian. Dig foi fazer sua chamada de vídeo com Lyla e eu apenas recostei em uma das poltronas na frente de Jules e Damien.

Hora de revisar e avaliar.

Adrian e Felicity eram irmãos-postiços já que o pai dele e a mãe dela se casaram á alguns anos. Foi bem antes de Adrian ser casado com Meg, então Felicity teve bom tempo para desenvolver um bom relacionamento com Adrian e conhecia Anthony desde o nascimento. Por isso as mensagens carinhosas no celular de Adrian para o garoto, ou para Adrian. Agora eu não me importava mais porque sabia que era platônico já que Adrian estava de rolo com a tal Abigail. A melhor qualidade ou pior defeito de Adrian é: Ele não é mulherengo. Não existia sexo casual para ele. O que era ótimo para mim, já que significava mais um sinal verde. Talvez seu discurso de "Fique longe dela, Queen" foi por motivos sinceros, ou amor de irmão. Eu tinha feito algo bem parecido quando Thea me contou de seu relacionamento com Roy.

Mal podia esperar para buscar as crianças amanhã na escola.

Pela janela do avião, percebi que estava sorrindo e ri de mim mesmo e depois suspirei. Eu realmente preciso de sexo. E as pernas da Professora Smoak seriam a minha solução.

A solução perfeita.

Tínhamos mais uma hora de voo até chegar em Starling, por isso comecei a ver os registros do final de semana. Eram muitas fotos que eu queria revelar e guardar em um álbum assim como mamãe fez comigo e com Thea...

Merda. Eu tinha me esquecido do fator Moira.

Abri meu Instagram e postei uma foto de poucas horas atrás quando Julianna havia insistido que queria andar em um pedalinho em forma de flamingo. Eu fui junto com ela e acabei ficando entalado, mas não perdi a foto que claramente mostrava que minhas pernas eram grandes demais, enquanto as de Jules sobravam espaço para balançar livremente.

"Avisos da Paternidade N°3: Nunca acreditem que os planos de uma criança de 6 anos podem ser mais legais que os seus. #EntaladoEmUmFlamingo."

Notas finais
Okay. Eu acho que mereço um biscoito por esse capítulo enorme e cheio de conteúdo e fatos reais! Espero que vocês tenham gostado e se sentindo um pouquinho lá com os personagens, eu me senti enquanto escrevia. E volto á pedir para Deus que essa pandemia acabe logo, que o mundo se recupere para eu poder visitar esses lugares maravilhosos. Fun Fact: Os animais do SeaWorld Orlando são resgatados, ou seja, não foram capturados e nem criados em cativeiro. Eu super aconselho vocês á assistirem vídeos de tours e curiosidades sobre esses lugares, eu consegui me distrair bastante durante a quarentena! Comentem! Indiquem! Recomendem! Acompanhem! Favoritem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ (Atualizada!) https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ (Finalizada!) https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @jubs_schild! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também! PS²: Vamos bater #135 comentários ou uma recomendação?