Notas iniciais
Ciao! Olá! Voltei! Obrigada a todos que comentaram, e até me ameaçaram no capítulo anterior! Vocês são lindas, até as mais radicais hahahaha Fiquem tranquilas que não está em meus planos abandonar a fic, e eu sou grata por todo apoio que você continuam me dando! Obrigada em especial para a Patricia Flor que recomendou a fic e me surpreendeu num dia que foi bem ruim! Obrigada minha linda, este capítulo é pra ti! Espero que goste! Boa Leitura!

— Okay. As roupas de Damien e Julianna chegaram junto com a primeira parte do seu closet. — disse Patrick entrando pela porta da frente e sendo seguido por dois rapazes empurrando carrinhos com caixas empilhadas. Patrick era meu estilista, diretor dos ensaios de campanhas que eu fazia com as marcas e qualquer coisa relacionada a moda e a minha imagem. — Vou pedir para Dakota começar a pendurar tudo, e Sally já está empacotando a segunda parte do seu closet enquanto estamos aqui.

Assenti e ele subiu para o segundo andar junto com os rapazes.

Caminhei até o lado de fora e assoviei alto. Archer saiu do meio dos arbustos e veio correndo até mim. Ele ficou completamente louco assim que viu o tanto de espaço que tinha disponível para correr agora. As árvores foram plantadas ao redor da propriedade para um senso mais amplo de privacidade e a cerca foi aumentada consideravelmente para eu ter certeza que poderia desfilar por aí nu sem correr o risco de sair na capa de alguma revista de fofoca.

Tudo ao meu redor estava novo em folha e pronto para usar. Aposto que Julianna iria querer assar marshmalows perto da piscina assim que visse a área gourmet do lado de fora. Damien não ficaria atrás, mas não seria tão eufórico como a irmã.

Deus, eu sentia falta dos remelentos.

Oliver Queen de alguns meses atrás me olharia como se eu estivesse chapado ou algo assim, mas era verdade. Hoje era o terceiro dia que eles estavam com Thea e Roy no apartamento enquanto eu cuidava da mudança para nossa nova casa. Tom e Ted fizeram um trabalho espetacular com o lugar. Estava do jeito que eu queria e eu sabia que os remelentos iriam adorar também.

A casa inteira estava no tom branco pérola que Felicity havia escolhido e a mobília era de mogno escuro ou preto industrial trazendo um visual mais minimalista e limpo que eu gostava, mas aí tudo entrava em combustão com os acessórios coloridos que Felicity também havia escolhido como almofadas, porta-retratos e enfeites. Nossa viagem para Disney estava eternizada em vários daqueles porta-retratos amarelos berrantes, assim como a ida para praia.

Eu até poderia ter trago os dois comigo mais cedo, mas queria que eles só entrassem quando estivesse completamente terminado. Principalmente o sótão. Estava animado com as reações á aquele cômodo em específico. Assim que Archer passou por mim, eu caminhei pelo lugar e passei por Raisa na cozinha. Ela havia insistido em me ajudar com a mudança e ainda fez uma compra massiva de mantimentos para lotar a nova dispensa. Archer foi até ela com olhos caídos atrás de algum petisco que ela sempre dava para ele.

Subi até o segundo andar e entrei no quarto de hóspedes que seria de Thea. Era um acordo nosso, sempre teríamos um quarto para o outro em nossa casa. As paredes eram de um verde abacate e os móveis brancos do jeito que ela gostava com um bônus de fotos da nossa viagem para Disney emolduradas nas paredes e nas mesas de cabeceira. Ela e os gêmeos na porta de Gringotts. Ela e Julianna com Trixie, a golfinho. Ela e Damien brincando de varinhas em frente ao Olivaras. E uma minha e dela quando éramos pequenos com o nossos pais debaixo da árvore de Natal usando pijamas combinando horríveis. Passei pelo outro quarto de hóspedes, esse era mais genérico, porque era para hóspedes mesmo. Os dois estavam prontos.

Fui para o quarto de Julianna em seguida. Duas paredes eram brancas e duas eram de um tom pálido de rosa pêssego. Sua cama era ajustável para acompanhar seu crescimento e todos os seus brinquedos ganharam um cantinho especial em uma estante em formato de castelo. Em um dos cantos ela tinha agora uma estação de arte com todos os lápis de cor de todos os tons conhecidos pelo homem e no outro canto, mais afastado da cama, ela tinha espelho que tomava conta de metade da parede com uma barra de ballet fixada na parede que também era ajustável conforme o crescimento dela. Todos os móveis eram marrom claro. A ideia era juntar todas as paixões de Julianna em um lugar seguro para explorar o quanto quisesse.

Notei que Dakota estava dentro de seu closet pendurando suas roupas novas em cabides e em seções organizadas. Patrick, Dakota e Thea me ajudaram com isso para que Jules não precisasse de nada. Acenei para Dakota quando passei por ali e fui até o banheiro conjunto que ligava o quarto de Jules ao de Damien.

Eles tinham uma pia para cada agora e bastante espaço. O box era menor do que o do apartamento, mas nada radical. Eu até tinha comprado um cesto de acrílico para Julianna colocar suas bonecas de banho ali. Ajeitei as toalhas de banho que Raisa havia bordado para os dois com seus nomes em cada gancho e depois fui até o quarto do remelento 1.

As paredes eram azuis, mas não qualquer tom de azul. Azul Corvinal. Sua cama era igual a de Jules e Patrick quem estava organizando o closet dele. Ao redor do quarto eu havia escolhido uma mesa de desenho igual a de Jules para Dame também conseguir seu dever de casa e ele tinha uma estante agora. Ela tomava conta de uma parede inteira do quarto e estava prontíssima para os livros que ele fosse lendo. Toda a sua mobília era de mogno escuro.

Em ambos os quartos eu não queria traço algum de personagens ou qualquer coisa infantil demais. Eles estava crescendo e não iriam parar, então suas personalidades iriam correr soltas e eles mesmos iriam mudando as coisas com o passar do tempo. O meu trabalho era só mostrar aonde começava. E eu sabia que daqui alguns anos, eles iriam brigar pelo banheiro.

Eu havia escolhido duas fotos para colocar nas paredes deles. Um minha com os dois na praia e a foto de Sara assim que ela os pegou no colo depois de sair da sala de parto. Eles sempre teriam um pedacinho dela com eles.

Voltei para o corredor e fui até o meu quarto. Eu até ficava levemente abalado ao ver que minha cama seria minha cama novamente. As paredes eram branco pérola e toda mobília era preta trazendo o minimalismo de volta. Encarei a minha nova banheira realmente tentado em usar ela pela primeira vez. Meu celular tocou bem a tempo de eu desistir e abri o registro para enchê-la.

Era Thea em uma chamada de vídeo.

— Heyooo!— saudou ela. Ela estava deitada na minha cama e os gêmeos rondando ela adormecidos como se fosse um sanduíche com recheio de Thea. — Feliz dia da mudança, Ollie!

— Hey, finalmente chegou! — eu disse sorrindo. — Onde está o seu namorado?

— Foi comprar café da manhã e fazer a corrida matinal dele, não necessariamente nessa ordem. Quando você disse para nós zerarmos a comida aqui, levamos a sério.— ela disse sorrindo e eu maneei a cabeça. — Sally já está aqui empacotando seu closet e a casa nunca esteve tão vazia de... Você.

Eu ri.

— Tome isso como oportunidade para começar as suas alterações. — eu disse e caminhei até minha varanda. O meu quarto era o único que tinha uma porque era o maior de todos e era bem nos fundos da casa. — Tom e Ted só estão esperando você marcar a primeira reunião.

— Assim que eu ver o que eles fizeram aí, eu marco.— ela disse e bocejou. Damien se remexeu na cama e acordou. Ele parecia confuso e depois viu que Thea estava em uma chamada de vídeo comigo, despertou rápido como um raio.— Hey, amiguinho... Bom dia.

— Bom dia.— ele disse coçando os olhos. — Bom dia, papai.

— Bom dia, campeão. Pronto para o dia de mudança? — perguntei e ele assentiu sorrindo um pouco. — Que bom, porque seu quarto está te esperando.

— Eu vou ter um quarto?

— Só para você. — eu confirmei e os olhos dele brilharam.

— Legal!

— Eu preciso que você ajude Thea e a sua irmã embalarem todo o material escolar de você e qualquer coisa que vocês queiram trazer para a casa nova antes do almoço, tudo bem? — perguntei e ele assentiu. Me virei para Thea agora. — Leo e Mick estão trazendo os carros, mas eu pedi para eles deixarem a SUV para você.

Ela assentiu.

— Nos vemos em alguma horas, Speedy. — eu disse e nos despedimos.

Eu desci até o porão assim que o pessoal dos equipamentos chegaram. Eu havia pedido recomendações para Slade para montar a nova academia e ele me ajudou em cada passo. Eu assisti a montagem, a manuntenção e aprendi a manusear cada uma das máquinas com a ajuda de Crag e Will que trouxeram tudo. Depois fui até a garagem e encontrei com Mick e Leo que haviam trazido todos os meus carros e até organizados eles do jeito que eu gostava. Minha Ducati também estava ali.

— Tudo que ficou no apartamento vai ser trazido pela Srta. Queen na SUV com as crianças. — disse Mick e eu assenti.

— Tomamos a liberdade de olhar o equipamento de segurança e todas as câmeras e achamos um ponto cego perto da sua varanda, já arrumamos. — completou Leo e depois me mostrou em um pequeno tablet todas as câmeras de segurança espalhadas pela propriedade, as bem visíveis e as escondias em árvores e arbustos.

— Vocês viram a guarita de vocês? — perguntei e Mick assentiu.

— Você diz guarita, eu ouço casa. — ele respondeu e eu ri levemente.

Foi uma das adições que eu havia feito a casa. Dois quartos com uma cozinha e uma sala de estar para os dois quando eu precisar dos serviços deles. E de lá eles tinham acessos á todas as câmeras, alarmes e a saída alternativa do quarto do pânico ficava ali também. Sim, eu tenho um quarto de pânico. Nunca se sabe.

Dispensei eles para voltarem para o apartamento e fui até a cozinha falar com Raisa.

Ela já havia guardado tudo e limpado também, estava fazendo o almoço para todos nós. Notei um vaso de flores brancas e vermelhas em cima do balcão que não estavam ali antes.

— Sua mãe as mandou. Tem um cartão para você. — ela disse de costas para mim mexendo em algo na panela.

Alcancei o pedaço de cartolina entre as flores e o li.

"Parabéns pela mudança. Espero que tudo tenha ocorrido como planejado. M.Q"

Suspirei internamente. Ainda não tínhamos tido uma conversa desde o julgamento.

Não sei se estava pronto ainda, mas mamãe sempre foi paciente.

— Você pode transmitir o convite para o jantar de hoje? — perguntei.

— Mas é claro. — respondeu Raissa.

Nós almoçamos todos juntos na minha nova mesa de jantar que tinha 12 lugares e rimos das histórias de horror do meu estilista no último MET Gala. Eu levei Archer para tomar seu banho e parei para comprar um pouco mais de sua ração que Raisa havia esquecido assim como alguns brinquedinhos novos. Afivelei ele no banco de trás bem longe das compras e dirigi até o apartamento de Felicity.

Ela já estava me esperando na porta com pacotes embrulhados nos braços.

— Oi! — ela cantarolou assim que eu parei no meio fio. — Oi Archer!

Archer latiu em resposta e ela abriu a porta. Notei que hoje ela havia optado por jeans e uma regata de cetim com sapatilhas. Linda como sempre. Ela sentou ao meu lado e colocou os pacotes embrulhados perto das compras, longe de Archer e se virou para mim com um sorriso.

— Jogador.

— Professora. — eu disse sorrindo e ela corou levemente.

Eu nunca iria cansar disso.

— Você não vai me dar um beijo? — perguntei erguendo minha sobrancelhas. Mesmo que eu estivesse de óculos escuros, sabia que de algum jeito ela viu a malícia em meus olhos.

— Nós dois sabemos que nunca é apenas um beijo... — ela disse e se inclinou o suficiente para um selinho demorado, mas nada além disso.

Bom, ela não estava errada. Nos três dias que eu fiquei na nova casa, ela ficou lá comigo e nós transamos. Muito. Tanto que eu havia acabado com as camisinhas que Tommy havia me dado na praia e o que restava do meu pacote fechado no apartamento. É seguro dizer que eu inaugurei toda a casa com Felicity, salvo pelos quartos dos gêmeos e o sótão.

— Como foi hoje de manhã? Eu nem vi você saindo... — eu disse ligando o motor e indo em direção a nova casa.

— Ugh, eu acordei com minha mãe me ligando. Ela precisou de ajuda com o sistema da loja dela e eu fui socorrê-la. Você estava dormindo tão bem que não quis te acordar. — ela disse colocando o cinto e depois se virando para mim. — Eu salvei o sistema dela, mas fiquei presa lá porque eu não consigo olhar para uma montanha de papelada e não fazer nada em relação á ela.

Ri levemente e manobrei o carro para fora de sua rua.

— Estou louco para conhecer ela.

— Confie em mim, ela também. — Felicity resmungou e eu ri. — E a sua manhã? Como foi?

— Bom, está tudo pronto. Thea vai levar as crianças e todo o material escolar para a casa nova e estaremos oficialmente mudados. — eu disse e depositei minha mão em sua coxa. — Archer já tomou seu banho e quando eu sai Raisa já tinha começado o pré-jantar.

— Oh, ainda não consigo encarar ela nos olhos. — disse Felicity e eu ri.

— Ora ora professora, você nunca foi flagrada? — perguntei dando um leve apertão em sua coxa e ela riu levemente. — Pode ter certeza que não foi a primeira vez que Raisa me flagrou e eu sei que ela já superou também.

— Se você diz... Nunca mais entro naquela hidro sem ter 100% de certeza que estamos sozinhos. — ela disse e eu ri mais uma vez.

—-

Assim que a equipe de Patrick foi embora, oficialmente, estava tudo pronto. Peguei meu celular e vi que Thea havia mandado alguns mensagens e duas fotos.

"Thea, Q: Alimentados."

"Thea, Q: (Foto)"

Julianna e Damien estavam devorando panquecas com chocolate.

"Thea, Q: Embalamos tudo, você quer que eu leve alguma panela em especial ou tudo é meu agora? Estou me livrando deste sofá duro por sinal..."

"Thea, Q: Alimentados Pt. 2"

"Thea, Q: (Foto)"

Julianna e Damien comendo macarrão com queijo e frango grelhado.

Já fazia algumas horas desde a última mensagem, então decidi enviar uma.

"Oliver, Q: Chegando?"

Ela respondeu alguns momentos depois.

"Thea, Q: Na portaria."

O interfone tocou logo depois que eu terminei de ler a mensagem dela.
Felicity o atendeu e liberou a entrada deles. Ela e Raisa caíram em uma conversa sobre o trabalho de Felicity e a minha infância com Tommy e Thea. E parecia que a professora havia superado a sua vergonha sobre o flagra de dois dias atrás.

Ouvi a buzina soar do lado de fora e peguei o controle do portão e logo ele abriu revelando minha SUV. Roy estava dirigindo, Thea ao seu lado e eu conseguia ver as cabeças de Julianna e Damien espremidas entre os bancos para eles verem a frente da casa. Soltei Archer que foi correndo até eles assim que os cheirou no ar.

— Uau! — disse Damien boquiaberto ao sair primeiro do carro. Julianna saiu em segundo e não estava diferente dele. — É tão grande.

— Parece um castelo. — completou a remelenta e Damien assentiu como se concordasse. Roy e Thea saíram do carro enquanto Mick e Leo descarregavam o que eles haviam trazido no porta-malas.

Roy assoviou baixinho e Thea apenas me ergueu os polegares positivos.

— Se você decidir se mudar daqui também, eu aceito ela também. — disse minha irmã passando por mim e entrando na casa para explorar junto com Roy.

Eu ri levemente e me virei para os remelentos.

— Querem conhecer a casa nova? — perguntei e eles assentiram. — Vamos lá.

Julianna simplesmente enlouqueceu quando viu seu quarto. Ela amou cada pedacinho, mas acho que foi o closet que fez ela ter uma reação tão eufórica. E eu estou falando sobre seus vestidos de festa e as saias volumosas de ballet. Nunca vi a remelenta gritar tanto seguido por gargalhadas. Damien ficou eufórico com seu quarto novo também, mas diferente de sua irmã, ele não foi tão vocal. A primeira coisa que ele fez foi pegar a mala que havia trazido com seus livros e acomodar os mesmos em sua nova estante. Thea amou seu quarto também.

Eles surtaram completamente quando viram o sótão. Nosso mais novo e oficial lugar para fazer maratonas de filmes. Felicity estava mais do que certa quando disse que um projetor seria melhor do que uma grande tela e Damien ficou animado com a claraboia de vidro e disse que queria observar as estrelas com Tony e Felicity. Foi o cômodo que elas mais gostaram.

— Pode respirar agora. Eu disse que eles iriam amar. — disse Felicity abraçando um dos meus braços e eu assenti. — Mas acho que Tommy não vai gostar quando descobrir que Thea tem um quarto e ele não...

Oh merda.

— Ele sempre pode ficar com o sofá. — eu disse sorrindo e ela riu.

—-

— Quero dizer, não é a pior coisa que aconteceu comigo. E eu estou meio que gostando dessa cor, destacou os meus olhos. — disse Adrian ajustando suas abotoaduras.

Olhei ao meu redor e ri baixinho.

— Okay... Okay. Eu consigo fazer isso, vocês acharam que eu ia amarelar, não é mesmo? — disse Renée aparecendo pela porta.

— Você nem sonharia com isso. Já que foi você quem nos meteu nisso. — disse Dig ao meu lado. — Ainda não consigo entender, como um homem de vinte e seis anos entra em uma discussão com uma criança de cinco sobre tons de rosa?

— Ah não, nem comece com essa merda de novo. — avisou Adrian quando Renée abriu a boca para começar a falar. — Você teve sorte que não fez Jules chorar...

— Ele nem sonharia em pensar em fazer isso. — eu disse cruzando meus braços.

Olhei ao redor e vi todos os integrantes do meu time vestindo suas melhores roupas com um blazer rosa. Eram de vários tons, estampas e texturas, mas ainda sim... Rosa. Tudo porque Renée entrou em uma discussão com Jules sobre a cor salmão não ser um tom de rosa e sim uma cor independente. A remelenta como sempre não fugiu da discussão e não fechou a matraca até que falassem que ela estava certa e Renée errado. O que era o justo e óbvio. Ela gostou de ter ganhado a discussão, mas depois ficou chateada porque Renée não a levou a sério por ser uma criança e menina.

Acho que Renée se sentiu culpado porque imediatamente Jules foi para o colo de Adrian e passou o recesso com ele dividindo seu sanduíche no processo.

Coisa que ela só fazia com Renée antes.

Eu não estava com ela quando aconteceu, eu apenas cheguei na academia do centro depois de treinar alguns passes novos com Roy e Adrian, e Slade disse que todos iriam usar rosa na apresentação de Jules e todos iriam comparecer se não quisessem ser massacrados no treino de musculação. Ele disse isso em seu tom de voz mais sério enquanto amarrava o cabelo de Jules que estava de braços cruzados e de bico para todos nós. O restante do dia foi dividido entre o time bajulando a minha filha querendo estar no lado bom dela novamente e todos querendo o doce sangue de Renée espirrado no gramado.

Agora eu tinha quinze jogadores de futebol gigantes vestidos de rosa.

— Aposto que isso vai sair em uma capa de revista amanhã... — disse Barry arrumando sua gravata borboleta com um sorriso.

Eu assenti concordando.

— Eu realmente não importo, de todos nós... Eu sou o que mais está arrasando em pink. — eu disse sorrindo e recebi vários revirares de olhos em resposta.

— Papai, não consigo prender esse negócio... — disse Damien aparecendo pelas portas do banheiro.

Sim, estávamos no banheiro. Felicity e até mesmo a Professora Nancy acharam melhor nós ficarmos longe das áreas comuns até a última chamada para tomada dos lugares. Para evitar confusões e algo do tipo. Uma coisa era apenas eu aparecer, outra coisa era o time inteiro.

Damien estava parecendo a minha edição de bolso. Nós dois estávamos com camisetas de botões brancas, calças pretas, o blazer rosa pink com botões pretos e uma gravata borboleta combinando com os sapatos. Ajudei ele com suas mini abotoaduras que foram presentes de mamãe e Walter e depois Anthony entrou. Ele parecia a edição de bolso de Adrian. Eles estavam de calça e camisetas de botões, sem blazer, mas era o rosa mais brilhante de todos.

— Você parece estar gostando dessa ideia mais do que o necessário, Dig. — resmungou Renée amarrando sua gravata em um nó torto que logo Barry foi consertar.

— Eu adoro rosa. Achei que já estava claro. — disse John acenando para si mesmo e eu sorri.

— É uma cor que cai muito bem com o nosso tom de pele. Eu pareço um pedaço de chocolate em uma embalagem bonita. — disse Travel concordando e os dois bateram punhos e eu ri um pouco.

— Com certeza vocês dois irão chamar mais atenção. — eu concedi.

Dig estava usando um conjunto de blazer e calças quadriculadas cor de rosa com listras brancas bem finas, provavelmente escolhidos por Lyla. E Travel usava um conjunto também, mas havia flores pretas bordadas dando ainda mais destaque para ele, mas eu concordava com Travel. A cor caía muito bem nos dois, fazia a pele deles entrar em mais destaque e brilhar um pouco, eu acho.

Assim que as luzes piscaram três vezes seguidas saímos todos do banheiro em fila única. O time havia comprado a primeira, segunda e terceira fileira para assistir Jules hoje, então não foi difícil achar nossos lugares. Felicity, Thea e Lyla já estavam acomodadas, então deixei Damien ir com Dig se sentar enquanto ia checar Jules.

A Professora Nancy me viu de longe e sorriu acenando para uma porta á minha direita. Muitas pessoas estavam transitando pra lá e pra cá, assim como inúmeras crianças e até adultos em fantasias coloridas e saias bufantes. Abri a porta e vi Jules já maquiada e quase pronta se alongando como uma professional.

— Papai!

— Oi princesa. — eu disse abrindo meus braços quando ela correu até mim. — Vim ver como você está.

— Tem muita gente lá fora, minha barriga está estranha. — ela admitiu fazendo uma careta fofa e eu ri. — A Professora Nancy disse que ia passar assim que a música começasse.

— Acho que ela está certa. Você nem vai ter tempo de olhar para as pessoas, vai estar ocupada demais arrasando na pista de dança. — eu disse apertando uma de suas bochechas e ela riu revirando os olhos.

— No palco, papai. Não é uma pista de dança. — ela me corrigiu e eu ri.

— Vai dar tudo certo, é só focar no que você ensaiou.

Ela assentiu.

— Nunca deixe o medo de jogar, impedir que você jogue. — ela disse com uma expressão determinada e eu sorri.

— É isso aí. Agora me dê mais um abraço. — eu disse e ela se apertou contra mim.

Só nos separamos quando a Professora Nancy a veio buscar para vestir sua fantasia.

Me despedi dela com um beijo em sua testa e mais um abraço e fui até a entrada da sala onde haveria o espetáculo. Minha filha de cinco anos já estava se apresentando em um dos teatros mais renomados do país. Não foi nenhum pouco difícil achar o time, eles eram como um farol. Literalmente. Assim que passei pelas fileiras, ouvi meu nome ser sussurrado, mas nada além disso. Meus mais sinceros cumprimentos para quem havia aprovado a lei de não uso de eletrônicos dentro de teatros.

Sentei entre Felicity e Damien, acenando para Wendy, Tommy e Caitlin que estavam logo ao lado dele. Vi Thea cochichar algo para Walter que estava ao seu lado com mamãe e eles riram juntos. Foi ideia de Jules convidar mamãe, e eu não consegui dizer não. Suspirei levemente. Beijei Felicity levemente e ela piscou para mim. Ela também estava usando um vestido longo rosa com os cabelos soltos hoje. Linda. Irresistível.

— Ela estava bem?

— Um pouquinho nervosa, mas você conhece Jules. Ela não vai fugir. — eu disse e ela riu baixinho.

As luzes apagaram por completo e a orquestra bem a nossa frente começou a tocar.

Acho que a última vez que eu havia ido assistir á ballet eu era criança e havia viajado para Rússia com meus pais. Havíamos ido á um evento beneficente no Teatro Bolshoi. Eu dormi na metade da apresentação, assim como Thea.

A história começou assim como a música e Jules foi uma das primeira bailarinas a aparecer o que rendeu um grito de Barry que logo morreu quando ele foi silenciado por vários "Shh". Jules olhou para a primeira fileira e sorriu para mim. Eu assenti em sua direção e ela começou a dançar.

Seus movimentos eram fluídos e algo me dizia que ela estava fazendo tudo perfeitamente bem dada as primeiras reações ao nosso redor. Jules estava fazendo a personagem principal, Clara, quando era criança e ganhou o quebra-nozes como presente de Natal. Logo a Professora Nancy apareceu sendo a mesma personagem só que adulta.

A história era bem legal, os cenários eram coloridos assim como as fantasias. As coreografias pareciam ser terrivelmente simples, mas eu sabia que eram complexas pelos ensaios de Jules. A remelenta não ficou satisfeita em apenas saber a sua parte, ela quis aprender tudo até mesmo as coreografias feitas para bailarinas mais velhas.

Jules voltou a aparecer quando Clara, a personagem principal, tem uma espécie de flashback e eu tinha certeza que Jules iria levar aquela saia enorme, bufante e muito roxa para casa com ela.

— Oh meu... — ouvi Lyla ofegar quando Jules foi lançada para cima durante um passo levemente perigoso, mas notei que só os bailarinos mais velhos a rondavam agora, então não me preocupei. Muito.

Jules sumiu do palco assim que a história terminava e só voltou para receber os aplausos junto com o elenco. O time inteiro estava aplaudindo, assoviando e gritando o nome dela. Ela ficou no meio das bailarinas mais velhas bem no centro do palco e parecia estar pronta para explodir de felicidade. Seu sorriso era enorme, seus olhinhos brilhavam. Eles se curvaram todos juntos e logo as cortinas se fecharam.

— Aquela pirralha... Ela tem talento. — concedeu Renée disfarçando uma pequena lágrima no canto do seu olho.

— Ramirez... Se recomponha. — zombou Slade.

— O que? Esta merda foi emocionante. — se defendeu dele alisando seu blazer.

Mandei uma mensagem para Mick e ele apareceu alguns minutos depois com dois buquês de flores que eu havia comprado hoje cedo. Enquanto todo o restante do público iam embora, ninguém foi corajoso suficiente para abordar qualquer pessoa do time, nós esperamos Jules ali mesmo.

— Papai! Papai! Eu consegui! — ela gritou correndo em minha direção ainda com sua saia bufante.

— Eu vi! Você arrasou naquele palco, Jules. — eu disse pegando-a no ar e a embalando num abraço apertado. — Estas são para você, eu acho que li em algum lugar que as melhores bailarinas sempre ganham flores depois das apresentações...

Ela riu deliciada com seu buquê de rosas cor-de-malva.

— E estas são para você dar para a Professora Nancy. — eu disse entregando outro buquê de rosas amarelas para ela.

Ela correu até a professora e entregou as flores. Acho que a Professora Nancy gostou porque até soltou umas lágrimas. Elas tiraram algumas fotos juntas e logo Jules voltou até nós.

— Todo mundo se juntem. Essa é para emoldurar. — gritou Slade quando Felicity foi até a nossa frente com um celular em mãos. Thea e Cat estavam gravando tudo com seus celulares.

Peguei Jules no colo e todo o time se ajeitou ao nosso redor.

— Fadas do futebol em 3... 2...1! — gritou Jules.

— Fadas do futebol! — todos gritaram sorrindo e depois caíram na gargalhada juntos.

—--

— Hoje foi uma grande noite, Julianna. — eu disse apertando seu ombrinho levemente e ela riu. — Você foi muito bem hoje.

— Eu acho que ballet é o meu futebol, papai. — ela disse sorrindo para mim.

— Você quer ser bailarina profissional quando crescer? — perguntei me abaixando até estar da sua altura.

— Sim, mas eu também quero ser médica de animais. E eu também quero ser astronauta que nem o Tony. — ela disse parecendo em dúvida e eu ri levemente.

— Bom, assim que você conseguir decidir o que quer fazer primeiro, nós voltamos a conversar. — eu disse e ela assentiu satisfeita. — Vou sempre te apoiar não importa o que você escolha, entendeu?

— Entendi. — ela disse e assentiu. Beijei sua cabeça levemente.

A peguei no colo e a deixei colocar seu troféu de melhor bailarina ao lado do meu primeiro troféu de melhor jogador da minha temporada de estreia e do primeiro troféu de soletração de Damien.

— Estou orgulhoso de você, Julianna. Você arrasou hoje, passos redondinhos. — eu disse beijando sua bochecha.

— Papai não tem como dançar quadrado!

Eu gargalhei e logo ataquei ela com cócegas.

Notas finais
Não é qualquer pai que encararia esse desafio e ainda de quebra levaria o time todo com ele, só o nosso Oliver mesmo, não é? Gostaram? Odiaram? Me digam nos comentários! Galerinha, três avisos! 1 - Mil desculpas pela demora, mas eu sofri daquele mal que todo autor/leitor odeiam: Bloqueio criativo. Eu tentei várias vezes escrever mas não gostei de nada e acabei apagando tudo na maioria das vezes. Assisti vários filmes de comédia familiar para me inspirar e não saiu nada, então decidi parar de forçar e acabou saindo isso ai e eu gostei hahaha Espero que vocês tenham gostado também! 2 - Estamos na reta final desta fanfic. Nunca planejei em Coaching Daddy sendo uma fanfic longa e cheia de drama, é claro que mais capítulos foram adicionados no decorrer do tempo porque eu fui incluindo algumas coisinhas que vocês pediam, mas temos que dar adeus alguma hora e ele esta chegando! Teremos mais dois capítulos até o epílogo! Já vão se preparando! 3 - Nunca fiquei com duas fanfics em mãos desde que eu comecei no Nyah, e isso é muito estranho hahahah Por isso assim que eu terminar Coaching Daddy, quero lançar algum projeto novo! Vou deixar aqui embaixo o que ando recebendo mais para explorar em questão de gênero e enredo! Me mandem sugestões também ou apenas votem! Quero escrever algo que vocês queiram ler! A - Bratva/Máfia (Estilo Broken) B - Universo Original de Arrow (Estilo Broken) C - Drama (Estilo Extreme Love e Dangerous Love) D - Family Friend (The Perfect Nanny e Coachind Daddy) O que mais atraiu a atenção de vocês? Comentem! Indiquem! Favoritem! Recomendem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ (Atualizada!) L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @jubs_schild_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também! PS²: Vamos bater #340 comentários? Ou mais uma recomendação?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.