Notas iniciais
Ciao! Olá meninas! Voltando para continuar a maratona de atualizações por aqui! Obrigada á todas que comentaram no capítulo passado, ainda estou no processo de responder todos os comentários, mas eu vou chegar lá! Saibam que eu os aprecio muito e sou muito grata por cada um deles, okay? Decidi que quando chegarmos no capitulo vinte irei fazer um multirão e responder todos os comentários de Coaching Daddy, agora estou focando em responder os de Dangerous Love e atualizar as fics mais regularmente, mas eu amo receber as opiniões de vocês! Boa Leitura!

"Os Rocketes ganharam de lavada hoje e já garantiram um vaga na semi-final do campeonato! Tudo graças á um ótimo jogo, uma ótima equipe e um ótimo quarterback! Oliver Queen parecia uma máquina no campo no jogo de hoje! Estava chovendo, estava frio, mas ele conseguiu marcar um touchdown com um lançamento de 66 jardas quebrando não apenas seu recorde pessoal, mas o mundial! Oliver Queen entra para a história do esporte e de quebra para o livro do Guiness 2021!"

Fechei minha janela com força e me virei para René que estava ao meu lado assistindo o ESPN Sports. Barry o cutucou com o pé e René olhou para mim e colocou fones de ouvido. Senti olhares de todos em mim, mas não me importava, eu estava puto. Sim, ganhamos, e daí? Estamos na semi-final, e daí? Isso não significava nada se não ganharmos a merda do campeonato.

O jogo havia sido em Nova York contra os Giants. Nós havíamos massacrado eles em um placar de 18x5. Estávamos na semi-final contra Eagles, Lions e Patriots. O próximo jogo seria contra os Patriots e eu estava mais do que ansioso para fazer Tom Brady comer grama. O campeonato estava nos tratando melhor agora, dos oito jogos que o time jogou, eu participei em seis. Um eu havia faltado por causa do ataque anafilático de Damien e outro porque eu havia sido expulso por instigar um briga em meio ao campo. O jogo de hoje foi a minha volta depois de um tempo no banco e eu assim que pisei naquele gramado, eu quis sangue.

Futebol era um esporte ótimo para você espairar por mais que muitas pessoas dissessem o contrário. Era um esporte de contato e era bem mais íntimo do que parecia. Eu sempre fui contra a filosofia de jogar com raiva, muita das vezes a raiva te cegava e isso poderia custar muito caro dentro do campo, mas hoje eu estive disposto a pagar o preço. E ganhei. Eu e Adrian fizemos um rodízio de posições e eu corri, bloqueei, lancei e bloqueei mais um pouco com mais força. Eu precisava disso. E o meu time sabia, até mesmo Slade que nem tentou me parar como normalmente faria. Por mais eu tenha sido aquele que marcou mais pontos, e até quebrei um fodido recorde mundial, não comemorei nada disso. Não via porquê. Eu só queria que a raiva fosse embora, e por algumas horas ela foi.

Não fiz coletiva de imprensa. Não falei com fãs. Mal falei com o time hoje.

Eu estava com um humor terrível e não queria me desculpar por isso.

Fechei meu casaco e coloquei meu boné assim que senti o avião pousar no chão com um pouco de sacolejo, quanto tudo parou, eu tirei meu cinto e levantei para pegar minha mochila no bagageiro. Olhei ao redor e os caras faziam a mesma coisa, mas olhavam entre si e cochichavam como crianças.

A comissária de bordo que nos atendeu tanto na ida como na volta abriu a porta do avião e desceu a escada. Mordi um agradecimento para ela e saí do avião sem me despedir de mais ninguém.

Mick e Leo estavam me esperando perto do meu carro e eu acenei para eles e me enfiei dentro do veículo. Eles me seguiam de perto. Saí do aeroporto pela garagem dos funcionários e revirei os olhos com força assim que vi inúmeras vãs de canais de televisão estacionadas na avenida. Todos querendo um pedaço de mim. Confie em mim quando eu falo que isso não era egocentrismo, eram apenas fatos.

A imprensa e todas as plataformas de mídia queriam um pedaço meu. E isso era devido ao fato que minha batalha legal contra Laurel havia vindo a público junto com uma acusação de assédio sexual e uma possível sex-tape minha. Tudo isso de uma vez só e em um único dia que foi ontem.

Lyla me ligou logo após ver que a minha cara estava em todos os jornais possíveis e tabloides online. Ela explicou que isso era apenas mais uma tática de Laurel para me atingir depois de eu ter negado seu pedido para ver os gêmeos semana passada, doeu nela e agora estava doendo em mim. Ela vazou todo o processo legal que estávamos enfrentando pela manhã de ontem.

Já pela hora do almoço depois do treino quando eu pensei que as coisas haviam se acalmado um pouco, vejo meu nome em mais uma manchete do TMZ. Uma fodida sex-tape. Eu tive que assistir, não reconhecia a garota no vídeo e o cara aparecia por quatro segundos e poderia ser confundido comigo, mas não era eu ali porque eu nunca havia pintado meu cabelo de verde na vida. Isso não importava no entanto, só o fato do meu nome estar na mesma manchete já fazia estrago suficiente e Laurel sabia disso. Eu tinha certeza que havia sido ela, Lyla concordava, mas sem prova alguma para ligá-la ao vídeo, não podíamos fazer nada.

Então eu decidi treinar mais e liguei para Felicity, mas ela não me atendeu e sim mandou uma mensagem dizendo que sabia que não era eu ali e me desejou um bom jogo. Isso fez meu humor melhorar um pouco e depois de conversar um pouco com ela, eu decidi não publicar qualquer nota sobre as notícias.

Jogamos e ganhamos.

Na hora do jantar, assim que eu terminei minha chamada de vídeo com as crianças que estavam com Thea e Raisa em casa porque era dia de aula e eles não vieram comigo, meu nome apareceu de novo na televisão, mas desta vez no jornal do horário nobre. Eu fui acusado de assédio sexual. Eu quase destruí meu quarto de hotel depois disso. Passei boas duas horas no telefone com Lyla, depois mais uma hora conversando com Cat e Slade e depois vinte minutos no telefone com Ra's.

Novamente, eu ligava tudo isso á Laurel, mas sem provas eu não tinha o que fazer.

Não lembrava de ter ido para cama com ninguém chamada Portia que era uma mulher que morava em Londres e havia contato sua história para o mundo pela sua página no Instagram. Lyla falhou em me acalmar e eu não consegui pregar o olho, mas eu escrevi um nota sobre tudo isso e também publiquei na minha página do Instagram.

"Estou vendo muito meu nome circular na mídia hoje e acho que todos tem uma opinião sobre tudo que está acontecendo. Sim, estou no meio de um processo legal sobre a guarda dos meus filhos. Não, não sou eu naquele vídeo. E não, eu não assediei Portia Hayes sexualmente. O primeiro item é algo que deveria ter sido mantido privado para o bem dos meus filhos, mas fora ignorado e vazado para a mídia esta manhã. O segundo item também deveria ser algo privado, mas eu não realmente me importo porque não sou eu naquele vídeo e as pessoas que deveriam se importar de estarem tão expostas assim, apenas não o fazem, por que eu deveria fazer? E o terceiro item é algo que me entristece demais, estou trabalhando com as pessoas certas para chegar ao fundo disso. Acusações falsas fazem um estrago horrível para as pessoas que realmente foram vitimas. Eu nunca pediria que alguém se silenciasse em meio a isso. Não entendo porquê alguém acusaria falsamente outra pessoa, mas cá estamos nós e iremos chegar ao fundo disso. Oliver."

Foi a publicação mais curtida da minha página inteira.

Voei para casa em tempo recorde, fui xingado no trânsito mais de uma vez e devo ter quebrado uma ou duas leis de trânsito. Antes de entrar pela garagem, notei três paparazzis de plantão olhando para os carros que circulavam na avenida com as câmeras prontas para clicar feito loucas. Bufei e entrei no estacionamento, de algum jeito Mick e Leo conseguiram me seguir sem fazer esforço. Eles ficariam hoje a noite á pedido de Lyla e Tommy para impedir que nenhum paparazzi desse sorte.

Dei boa noite para os dois e entrei dentro do elevador com minha mochila nas costas. Coloquei meu código de segurança e o elevador começou a subir. Eu estava com o começo de uma enxaqueca e meu corpo estava dolorido, acho que depois de toda a chuva que peguei durante o jogo, eu ficaria resfriado ou gripado, eu nunca sabia a diferença. Ótimo. Apenas brilhante.

Quando as portas do elevador se abriram, eu pisei dentro do hall e a única coisa que ouvi foi a televisão ligada em um desenho animado que eu não conhecia ainda. Coloquei minha mochila no chão e tirei os sapatos. O balcão estava forrado com o material escolar dos gêmeos e notei que a lição de casa já estava feita, a bagunça na mesa me dizia que eles já haviam jantado também. Fui até o sofá e encontrei Raisa dormindo ali sentada com Archer em seu colo. No chão, estavam os gêmeos e Thea roncando também. Eles pareciam bem.

Tomei um banho longo e quente e me senti melhor, ainda dolorido, mas muito melhor. Vesti roupas confortáveis e peguei alguns remédios para dor na minha pequena farmácia. Os engoli á seco.

Fui até a cozinha e comecei a arrumar o balcão. Coloquei todos os cadernos e livros que eles iriam precisar para as matérias de amanhã e guardei o restante em seu devido lugar. Levei as louças usadas para a cozinha que estava limpa e as lavei sem fazer muito barulho. Apenas Archer acordou, mas ele não latiu quando me viu, mas deitou no chão aos meus pés e pediu carinho. E eu dei. Fiquei com saudades dele também.

Guardei minhas coisas no quarto e coloquei um pouco de roupa para lavar. Dei um biscoito para Archer e assim que ia pegar sua coleira para um passeio, meu celular apitou. Mensagem. Hm. Devolvi a coleira ao seu gancho e fui até meu celular que estava carregando no balcão.

"Felicity, S: Hey! Já chegou em casa?"

Suspirei levemente e respondi.

"Oliver, Q: Sim, mas não ganhei uma grande recepção. Estão todos dormindo."

— Oliver?

Me virei e vi Raisa se espreguiçando no sofá. Ela sorriu e veio me abraçar. Seus braços eram sempre os mesmos. Carinhosos e quentes. Eu quis ficar ali por um bom tempo, mas nos separei depois de alguns momentos. Ela me encarou com o tipo de olhar que dizia volumes.

— Você está bem, querido?

— Vou ficar se você quiser fazer uma sopa para mim, acho que vou ficar gripado. — eu disse sincero e ela sorriu e foi para o fogão. — Vocês assistiram o jogo aqui?

— Damien assistiu e eu fiz companhia para ele, mas as meninas aproveitaram a piscina hoje e deram banho em Archer. — ela contou e começou a picar alguns legumes que havia pegado na geladeira. Eu lavei a louça que eles haviam usado para fazer alguma coisa e não ficar em pé ali. — Foi um ótimo jogo, Oliver.

— É o que continuam me falando, mas eu não sinto isso. — disse lavando os pratos.

— Você ainda está chateado pelas noticias?

— Um pouco, mas nada que não possa ser esclarecido em alguns dias. — eu disse dando ombros e enxaguei os pratos que havia lavado. Passei para os copos e talheres. — Eu esqueci como era ficar doente. É uma merda.

Raisa riu levemente e ligou o fogo para fazer a sopa. Eu lavei tudo e depois coloquei dentro da máquina de lavar louças para higienização e sequei as mãos em um pano que estava no ombro de Raisa. Olhei meu celular e notei que Felicity havia me respondido.

"Felicity, S: Que pena, mas foi um bom jogo."

"Felicity, S: Quer conversar?"

Era o que eu mais queria, mas estava começando a ficar cansado de jogar meus problemas nos ombros dela, de Tommy e de Lyla. Eles não eram obrigados a fazer isso. Eu deveria voltar para terapia. Antes que eu pudesse jogar a carta do "estou cansado da viagem", ela mandou mais uma mensagem.

"Felicity, S: Estou precisando reclamar com alguém, Anthony está com Maggie e Adrian saiu com uns amigos para comemorar, eu acho."

Espiei Raisa que mexia algo na panela e temperava um pouquinho com uma série de temperos coloridos que eu nunca usei, e ficavam no armário para simples decoração.

— Eu vou fazer uma ligação e já volto. — eu disse e ela assentiu sem ao menos olhar para mim.

Fui até o terraço e fechei a porta atrás de mim. Caminhei até a grade de proteção onde tinha um sofá e caí ali. Cliquei no ícone verde e Felicity atendeu a ligação no segundo toque.

Hey. — atendeu com um tom de voz estranho.

— Hey. Você está bem? — perguntei e ela grunhiu.

Não. Eu quero matar uma mãe de um aluno. — ela disse e eu me surpreendi com sua sinceridade e pela última parte de sua frase. — Ela é uma daquelas mães horríveis que só se importam com números. Meu aluno, Brian, tirou uma nota ótima em uma das nossas avaliações e ela veio até escola me questionar o porquê e foi tão grossa e insensível com o próprio filho dela... Arghh.

— Respire, Felicity. — eu pedi sorrindo minimamente e ela fez o que eu pedi. — Mais uma vez.

Okay. Então, hoje uma mãe pediu para ter uma reunião comigo depois do horário da escola. Nada muito fora do normal, porque vários pais pedem indicações para programas de vigilância para quando as crianças estão no computador... — ela disse eu senti sua irritação do outro lado da linha. — Então, a Sra. Dawn chega na minha sala em seus saltos vinte e um agulha, com um casaco que deve ter matado alguns bichinhos e me interroga.

— Oh não. — é a única coisa que posso oferecer, porque eu estava querendo rir de tudo isso, mas ai Felicity ficaria irritada comigo. — O que ela disse?

Ela fez um discurso de como a mensalidade da escola era cara demais para que o filho dela não tivesse o suporte necessário para atingir todo seu potencial. E por sinal, Brian adora minha aula, mas ele é um merdinha quando ele quer. — ela disse e eu bufei uma risada sem conseguir me segurar. — Estou acostumada no entanto, porque quando eu preciso explicar algo ou demonstrar, ele fica quietinho e sempre tira notas boas.

— Você disse isso para Sra. Dawn?

Sim, tentei ser educada, mas meu Google! Ela foi uma verdadeira vadia e o pequeno Brian estava ali assistindo tudo, você tinha que ter visto a cara que ele fez quando a mãe disse essas coisas!— ela exclamou e eu ouvi que ela estava chateada pelo garoto ter sido envolvido tão diretamente. — Não consegui falar com ele, porque ela disse que estaria tirando ele da minha aula e foi embora, mas vou tentar amanhã, ele parecia tão chateado...

— Aposto que sim. E onde está o pai do garoto? — perguntei brincando com um fiozinho que estava desfiando da minha calça.

— Bom, eu nunca o conheci. Sei que Brian tem os pais separados, mas nunca vi seu pai na escola, só a bruxa da mãe dele. — ela disse e bufou levemente. Acho que havia se deitado em sua cama. — Argh, eu ainda quero matar ela.

— É justificável. — eu disse e foi a vez dela de bufar uma risada.

Você está bem?— perguntou depois de alguns segundos.

— Sim. Poderia estar melhor, bem melhor, mas estou bem. — eu disse suspirando levemente.

O modo com que você jogou hoje me disse o contrário. Você queria sangue naquele campo. — ela disse e eu senti meu peito se comprimir. — Não me entenda mal, ganhamos e o time está em primeiro na tabela, mas me preocupo com sua saúde mental agora.

Fiquei tocada. Realmente tocado. Ninguém nunca havia dito isso para mim.

— Eu sei que fiz muitas merdas no passado, mas fico puto quando as pessoas pregam e pregam sobre mudança, sobre crescimento pessoal, mas na primeira manchete, já estão prontas para desenterrar tudo. — eu disse suspirando mais uma vez. Raisa apareceu na porta do terraço e me chamou, eu levantei e ergui um dedo para ela. Ela assentiu e voltou para o lado de dentro. — A única coisa que está me incomodando é aquela garota, Portia. Eu posso ter dormido com muitas mulheres, mas eu tenho certeza que ela não foi uma delas.

Eu sei. Eu acredito em você. — ela disse sem hesitar e me permiti sentir um pouco melhor. — Vai ficar tudo bem, sabia? As coisas vão melhorar.

— Eu espero que sim. — eu disse caminhando até a porta.

Ficamos em um silêncio estranho, nada desconfortável, mas também não era confortável. Me despedi dela garantindo que se ela quisesse ir atrás da Sra. Dawn com um forcado, eu iria com ela. Ela riu e agradeceu por eu ter escutado ela. Nos despedimos e eu não quis desligar a ligação, então ela desligou.

Comi a sopa que Raisa fez para mim e depois de insistir muito, ela foi dormir no meu quarto. Eu me acomodei entre os remelentos e Archer deitou aos nossos pés, desliguei as luzes e a televisão com o controle e fiquei apenas olhando para a porta do terraço. Um pouco de luz ainda entrava por ali, mas eu não sabia ao certo se era da Lua ou do prédio vizinho.

Não queria pensar no pior, mas era inevitável. O que ia acontecer se Laurel ganhasse? Olhei para Damien que havia se enrolado em meu braço durante o sono e depois para Julianna que estava rolando ao meu lado. Ela sempre chutava quando sonhava com algo bom. Eu não queria perdê-los. Isso seria a minha fodida morte. É dramático pensar assim, mas não deixava de ser verdade. Laurel não estava poupando esforços e estava usando as cartas certas para me deixar como um cara horrível aos olhos da mídia e aos olhos dos remelentos também.

Eles não entendiam a gravidade daquela acusação hoje, mas um dia vão entender.

Archer resmungou aos meus pés e se alojou em minhas canelas agora com seu rosto virado para mim. Nos encaramos por um tempo e ele esfregou sua cabeça contra meu joelho. Eu sorri levemente. Cachorros sentem essa merda emocional também, e eu tinha o melhor.

— Você está triste, papai?

Me virei para o lado e encontrei os olhos azuis sonolentos de Julianna me encarando.

— Um pouquinho, mas vai passar. — eu disse escolhendo ser sincero. Sempre digo para eles não esconderem suas emoções de mim, talvez era a hora de eu seguir meu próprio conselho. — Coisas de adulto, Jules.

— É por causa da Tia Laurel?

Ergui uma sobrancelha em sua direção e ela deu ombros. Tinha tomado bastante cuidado para que eles não soubessem da volta da tia psicótica e isso bagunçasse a rotina dos dois, mas falhei aparentemente. Que surpresa, huh?

— A gente vai ter que ir morar com ela?

— Ela quer isso, mas eu não. — eu respondi e ela se aproximou e apoiou suas mãozinhas em meu peito e colocou seu queixo sobre elas. — Como você sabe que ela voltou?

— Ouvi o Tio Tommy falar no telefone quando ele buscou a gente na escola hoje, e ele chamou ela de nomes feios. Eu quis assustar ele no carro, mas não deu certo. — ela confessou dando ombros e eu assenti levemente. — Eu não quero me mudar, ela é malvada e a mamãe não gostava dela.

— Hey, não é legal você falar isso das pessoas. Ainda mais da sua tia. — eu disse e ela franziu as sobrancelha, contrariada. — Ela era próxima da sua mãe?

— Não. Ela visitou só uma vez e ela e a mamãe brigaram e gritaram a noite inteira. Eu não gosto dela. Dame também não. — ela disse e como se fosse uma deixa, Dame se mexeu em seu sono e me abraçou ainda mais. Libertei meu braço de seu aperto e o trouxe para mais perto pelos ombros. Ele se aconchegou em mim e disse algumas coisas desconexas em seu sono. — Eu não quero ir, papai.

— Que bom, porque eu não quero deixar vocês irem também, e vou fazer tudo que eu posso para vocês ficarem comigo. — eu disse tentando passar confiança para ela que assentiu e me ofereceu um dedo mindinho em uma pergunta silenciosa. Eu o entrelacei com o meu e o beijei. — Eu prometo.

Julianna voltou a se deitar e me abraçou do mesmo jeito que seu irmão havia feito, puxei a coberta em cima de todos nós e fechei meus olhos. Dormir era a única coisa que eu poderia fazer agora.

—-

Quando Tommy aparece em casa, não era algo fora do normal, mas quando Lyla vinha junto não significava algo bom. A última vez que os dois me fizeram uma visita em casa juntos foi para falar que eu estava sendo processado por um jogador de um time adversário que foi bloqueado por mim e no meio tempo deslocou um dos ombros. Algo relacionado a violência excessiva. No final das contas estávamos jogando futebol, e eu não tinha culpa do equipamento dele ser uma merda.

Raisa havia vindo me visitar. Ela fazia isso agora duas vezes na semana e os gêmeos já a adoravam. Ela e Thea fizeram o café da manhã hoje e levaram os remelentos para escola. Elas disseram que era para eu ter um tempo para relaxar, mal ela sabia que isso era impossível. Então Lyla e Tommy chegaram um pouco depois com roupas casuais e uma intimação com o meu nome. Eu li o documento com meu nome e sabia o que significava, mas não entendi bulhufas do que estava escrito ali.

— É apenas um documento que diz que o Estado está te notificando oficialmente sobre a disputa que entraremos. Eu me encontrei com o advogado de Laurel, e ele tentou oferecer um acordo. Ela fica com a guarda e você pode visitar nos fins de semana. — Lyla disse e tomou um pouco de seu café.

— Você mandou ele para o inferno junto com o acordo? — eu perguntei e ela assentiu.

— É claro e disse que nos veríamos no julgamento. — ela respondeu e sorriu um pouquinho. Ainda era estranho vê-la sem as roupas elegantes de advogada, mas sua expressão por mais carinhosa e maternal que fosse, não perdia o ar letal que apenas Lyla tinha. — Mas isso era algo que eu estava conversando com Tommy. O julgamento vai se arrastar por semanas, e até mesmo meses, é cansativo e brutal.

Eu assenti, entendendo.

— E se o meu raciocínio estiver certo, ela quer que o julgamento seja no mesmo dia que o SuperBowl. Ela, definitivamente, está montando o circo perfeito para isso. — diz Tommy cortando um dos waffles que Raisa havia feito para o café. — A sex-tape já foi esquecida e o verdadeiro cara nela já teve seus quinze minutos de fama, até conseguiu alguns trabalhos como modelo. Estamos trabalhando com a polícia no caso de Portia, mas como ela não prestou queixa contra você, não há muito a ser feito.

— Sei que parece horrível, mas acho que isso foi apenas um rumor tomando proporções astronômicas. — disse Lyla concordando com Tommy. — Eu chequei a história dela e as datas não correspondem. Você ainda estava em Milão para o evento da Unicef no dia que ela disse ter te encontrado.

— De qualquer jeito, Laurel já fez o estrago que queria. — eu disse dando ombros e entreguei a intimação para Lyla.

— Não fale assim também, Ollie. Vários fãs estão se mobilizando para te apoiar, e até alguns tabloides na internet. — disse Tommy de boca cheia. — Até mesmo Ra's disse que o time estaria do seu lado para o que precisar.

Eu me limitei a assentir em resposta.

— A primeira audiência é na semana que vem, então não se torture, Oliver. Foque em destruir Brady no campo esse fim de semana. — Lyla disse e pegou um croissaint e colocou em seu prato.

— Ainda não o perdoou?

— Por atacar o meu marido sem razão alguma durante um intervalo? Não mesmo, ainda que eu ainda receba os cheques dele. — disse Lyla sem remorso algum e eu maneei a cabeça.

No campeonato passado, antes das Olimpíadas, fomos para final contra os Patriots e durante o segundo intervalo, TomB foi para cima de Diggle e fez com que o meu guard fosse expulso. Nós ficamos expostos demais sem John na defesa e perdemos feio. Lyla processou TomB e os Patriots por conduta indevida e pelo que eu sabia havia conseguido uma quantia exorbitante do time junto com uma penção durante alguns meses do bolso do quarterback dos Patriots.

Eu decidi treinar um pouco assim que eles foram embora. Lyla tinha que pegar as crianças na casa da sogra e Tommy tinha algumas reuniões com Thea e seus fornecedores, mas ele deixou uma pilha de contratos e propostas para eu avaliar e fingir que estava fazendo alguma coisa. As revistas e empresas já ficavam atrás de mim antes de todo esse circo, mas agora? Eu posso dizer que piorou, pelo menos, três vezes mais.

Só parei de treinar quando senti minhas coxas falharem. A barra com os pesos caíram ruidosamente no chão perto dos meus pés e sentei no banco. Eu não acreditava em treinos punitivos, para mim não faziam muita diferença de um treino normal com mais séries que o necessário, mas Slade havia acabado comigo com os treinos da última semana. Eu mal esperava o dia que voltaria a treinar no campo como uma pessoa normal.

As reformas no centro de treinamento finalmente terminaram e com elas vieram equipamentos novos e uma grama prontinha para um jogo de futebol do tipo brutal, eu estava animado, mas antes de treinar com pesos novos, Slade estava fazendo a gente merecer aquela grama nova ao treinar em casa. Treinar pesado.

Limpei meu rosto com uma toalha e espiei meu celular. Tinha algumas mensagens de Thea e Tommy. Guardei meus pesos no lugar e saí da academia lendo elas enquanto ia na direção do meu banheiro.

"Tommy, M: Rasgue o acordo com a Fila. Eles querem trabalhar com Wentz também."

"Thea, Q: Mamãe sumiu do mapa. Liguei para Walter e ele disse que eles foram para Russia por algumas semanas."

"Thea, Q: Aconteceu algo que eu não estou sabendo?"

Respirei fundo. Obviamente alguma hora Thea iria descobrir sobre o drama com mamãe, mas não seria agora e muito menos pelo telefone. Digitei uma resposta que seria convincente o suficiente e fiz uma nota mental para programar alguma coisa para contar tudo para ela. A saída de mamãe foi fugir para Rússia, então eu faria o contrário.

"Oliver, Q: Provavelmente ficou irritada que as crianças gostam mais de Raisa."

Thea me respondeu com uma série de emojis revirando os olhos e eu fui tomar banho em seguida. Tinha que ir pegar as chaves da minha nova casa com Jessy e ir me encontrar com o empreiteiro e o arquiteto que iriam fazer todas as mudanças no lugar. Seria muito mais fácil ir com Thea ou Tommy, mas a ideia de poder surpreendê-los no final era tentadora demais, sem falar que eu nunca fiquei envolvido em um projeto desses, era até que legal.

Me vesti com jeans, suéter e um par de tênis. Peguei uma jaqueta que estava pendurada perto do hall e as chaves da Ducati. Eu havia criado um costume de sempre dirigir meus carros por causa dos remelentos, mas não negava a ninguém que preferia duas rodas ao invés de quatro. Fiz um carinho em Archer que ainda estava dormindo na minha cama e saí.

O caminho até o estacionamento foi tranquilo, cumprimentei Rory que estava com um cachorro peludo andando pelo estacionamento e destravei o alarme da minha moto. Sorri e até dei um leve afago no banco de couro. Coloquei o capacete e montei na moto. Sai do estacionamento acelerando e cantando pneu.

Eu demorei exatos 17 minutos do apartamento até a corretora onde Jessy trabalhava, que era em um sobrado bem antigo e conservado. Tinha uma placa enorme com uma foto recheada de corretores e eu reconheci Jessy como sendo uma delas. Era meio sinistro, todos sorrindo mais do que o normal. Só faltava os cifrões em seus olhos.

Falei com uma senhora na recepção que me disse que Jessy estava fora com algum cliente e me entregou um envelope grosso junto com um molho de chaves que tinha até um lacinho. Agradeci, mas a velha não deu a mínima. Apoiado no banco da Ducati eu abri o envelope e vi a nova escritura, o contrato de compra e venda, o contrato com o condomínio e uma porção de seguros diferentes. No meio disso tudo achei um post-it laranja.

"Tudo sobre a casa está no seu nome e pronta para mudança! Essas são as chaves da casa, portão principal e do condomínio! Parabéns! XO, Jessy."

Guardei tudo novamente e coloquei as chaves junto ao meu chaveiro costumeiro e fiquei satisfeito. Eu tinha uma casa agora. Uau. Eu tinha uma hora para matar antes que precisasse encontrar com o empreiteiro e o arquiteto que haviam feito a modelagem do meu apartamento. Eles conseguiriam captar exatamente o que eu queria antes, talvez conseguissem agora com a casa também.

Pilotei até um cafézinho de esquina e parei ali mesmo. Era discreto suficiente.

Entrei, fiz meu pedido no balcão com um garota ruiva toda tatuada e me sentei em uma das mesinhas. Eram estreitas e pequenas, mas não me incomodavam o tanto que achei que fariam, talvez, por causa das poltronas grandes e confortáveis. Eu era o único no lugar inteiro tirando os três funcionários e duas pessoas empoleiradas em mesas distantes estudando.

Afundei contra a poltrona confortável e agradeci á Amber quando ela trouxe meu café. Saquei meu celular e ignorei as mensagens do grupo do time, por mais que René fosse insistente em dizer que a grama nova era mais verde do que em qualquer outro estado com várias fotos. O idiota havia ido ao centro e não calava a boca sobre isso.

Uma notificação apareceu enquanto eu estava analisando a tabela do campeonato, estávamos em primeiro ainda com Patriots logo abaixo, e eu cliquei na mensagem não lida. Felicity. Sorri levemente ao ver que era ela. Após seu pequeno surto com a Sra. Dawn, ela havia se acalmado e as coisas estavam mais calmas agora.

"Felicity, S: Se eu fosse o treinador dos Lions, não os deixaria entrar em campo."

"Oliver, Q: Por que? Eles até que medianos este ano."

"Felicity, S: Eles são péssimos, Oliver. A quantidade de passes perdidos é vergonhosa demais até para mim. Eu, a rainha dos momentos constrangedores."

Ri levemente com sua resposta.

"Oliver, Q: O que está fazendo assistindo futebol de qualquer jeito?"

"Felicity, S: Estou entediada. Muito entediada."

"Oliver, Q: Folga?"

"Felicity, S: Sim, mas aparentemente David West não vai me deixar aproveitá-la em paz. Ele tem sorte que é bonitinho."

Hm. O que ela quis dizer com isso?

"Oliver, Q: O que você entende sobre esquema de cores?"

Sua resposta demorou um pouquinho e eu consegui tomar meu café que estava morno agora. Quando cheguei na metade do copo, ela respondeu.

"Felicity, S: Apenas que laranja e rosa não se misturam mais."

Sorri e terminei meu café em um gole só.

"Oliver, Q: Ótimo, me convenceu. Você vai sair comigo. Estou chegando em vinte minutos."

Ela não respondeu nada, mas ficou off-line. Ela tinha ido se arrumar ou havia ficado brava por eu ter decidido por ela? Eu não sabia, mas decidi tentar minha sorte hoje. Levantei da poltrona e fui até o balcão, paguei pelo café e voltei para a minha Ducati. Sorte ou não, eu sempre levava um capacete auxiliar dentro do banco. Coloquei o envelope com as chaves da casa nova ali dentro e cantei pneu em direção a casa de Felicity.

Não peguei trânsito algum já que não era horário de pico da cidade ainda.

O bairro dela era tão calmo que chegava a ser irritante. Provavelmente porque era horário escolar e um dia de semana, a maioria das pessoas que moravam ali estavam fora, mas algo me dizia que mesmo fora dessas circunstâncias não havia muita diferença. Toquei sua campainha e ela não atendeu, mas liberou minha entrada.

O prédio dela não tinha porteiro, e nem precisava. Era pequeno e com poucos andares. Sua fachada era de tijolos e pelo que eu conseguia ver eram apenas dois apartamentos por andar, e tinha quatro andares. Felicity morava no primeiro e sua porta era vermelha escarlate.

Toquei três vezes em sua porta e ela abriu de supetão me assustando um pouco.

— Oi! Estou quase pronta, mas perdi meus óculos! — ela exclamou frustrada. — Eu preciso de alguns minutinhos!

Entrei e maneei a cabeça ao ver ela voltar a revirar a sala de estar inteira atrás dos óculos. Seu cabelo estava solto e meio molhado ainda do banho, ela não estava usando maquiagem e ainda sim parecia linda. Estava usando shorts jeans com uma grande camisa com um desenho do Baby Yoda estampado e tênis. Não me permiti encarar suas pernas por tempo demais.

— Quer ajuda? — me ofereci assim que vi ela arrancar as almofadas do sofá.

— Sim, continue aqui que eu vou para o banheiro. Eu já procurei na cozinha, lavanderia e até na varanda. — ela disse e bufou frustrada. — Eu realmente preciso deles, dormi com minhas lentes ontem e meus olhos estão irritados.

— Você consegue enxergar alguma coisa sem eles? — perguntei ao começar a olhar pelo balcão e área de jantar.

— Um pouquinho. — respondeu e eu revirei algumas revistas que estavam em cima do aparador e depois escaneei o chão.

Não iria me surpreender se Felicity tivesse deixado ele cair, ela conseguia ser um pouco desastrada ás vezes. Ela foi para o banheiro e eu ainda conseguia ouvir seus grunhidos e bufos, e ás vezes ela xingando a si mesma por conseguir perder os próprios óculos.

Parei e comecei a notar o lugar como não havia feito da última vez, porque qual é... Eu tinha coisas melhores para fazer do que notar sua decoração. O apartamento era claro e aberto, as paredes eram de tons neutros, mas a decoração era colorida demais. Vermelho, amarelo, azul e azul berrante. Ela tinha muitos livros e revista de quadrinhos, seus diplomas estavam protegidos por molduras com glitter colorido e ela tinha vários porta-retratos com Adrian e sua família.

Fui até o sofá e tateei o móvel inteiro. Sem sorte. Quando comecei a devolver as almofadas para o seu devido lugar algo caiu ruidosamente do banheiro e logo veio o xingo de Felicity.

— Está tudo bem?

— Sim!

Peguei uma caneca que estava suja e levei para cozinha. Outra parte que eu não havia notado. E notei algumas coisas. Felicity adorava vinho e tinha uma mini-adega. Felicity adorava vermelho, porque suas panelas e maior parte de tudo ali eram dessa cor. E Felicity adorava canecas, porque tinha uma espécie de estante com mais de vinte delas ali. Todas de super-heróis e coisas parecidas.

— Não está aqui...

— Nem aqui. — eu respondi e fui até a porta do banheiro.

— Eu nem entrei no meu escritório ontem, vamos para o quarto juntos. — ela disse e depois coçou o meio de suas sobrancelhas corando. — Você entendeu.

Sorri e aceitei.

Fomos para o seu quarto que diferente de todo o resto, não era colorido. Tudo era branco e preto tirando apenas um despertador antigo que era rosa pink perto de cabeceira de cama em um móvel. Com uma olhada rápida ao redor notei que Felicity era muito organizada e até mesmo metódica, claro que isso não acontecia quando ela perdia seus óculos. Procurei em um lado da cama e ela em outro e em seu closet que não era grande suficiente para acomodar todas as suas roupas.

Me ajoelhei no chão e olhei em baixo da cama achando seus óculos e um par de pantufas com a cara de Zack, o puma. Mais conhecido como mascote do time. Eu estiquei meu braço e consegui alcançar uma das hastes da armação e depois me levantei.

Touchdown. — eu disse e Felicity se virou para mim antes de atacar seu closet.

— Ah! Finalmente!

Entreguei os óculos para ela e ela pegou algumas coisas para limpá-lo.

— Okay. Okay. Aonde vamos? — perguntou esfregando uma das lentes. — Você não disse aonde íamos. Estou apropriada?

Eu assenti encarando suas pernas.

— Está linda, por sinal. — eu disse me apoiando em seu balcão. Seu olhar me disse que não acreditava em mim, mas ela agradeceu de qualquer jeito. — E o lugar que vamos não é longe e não é algo louco, eu preciso de opiniões e não posso pedir para Thea ou Tommy.

— Quem é Tommy? — perguntou confusa.

— Meu melhor amigo e meu agente nas horas vagas. — eu disse sorrindo.

Ela terminou de limpar seus óculos e os colocou no rosto. Ela me mediu da cabeça aos pés parando em meu rosto, depois corou e fugiu para pegar uma bolsa para levar. O que estava pensando, professora? Provavelmente algo sujo. E eu ri com a minha linha de pensamentos.

— Estou pronta. — ela disse e nós saímos.

Felicity não esboçou nenhuma reação negativa ao ver que eu estava de moto hoje, apenas agradeceu por não ter escolhido uma saia e colocou o capacete que eu ofereci á ela. Montei na moto e a tirei do meio-fio, Felicity montou logo atrás de mim e abraçou seu corpo ao meu.

— Não use isso para me apalpar em público, professora. — eu disse prendendo suas mãos ao redor da minha cintura.

— Então eu posso fazer em privado? Hm. Não sei, até que estou gostando disso agora. — ela disse com um tom provocante abafado pelo capacete, seguido por suas mãos passeando até meu peito e voltou. Isso me fez sorrir e testar meu acelerador fazendo o motor rugir. — Não vai muito rápido, eu tenho medo e não tenho vergonha em admitir isso.

Apertei seu joelho que estava grudado á minha coxa levemente.

Saí do seu bairro e não abusei do velocímetro. Conseguia sentir o medo dela á cada curva que fazíamos ou quando eu passava entre carros e ônibus, mas um pouco depois da metade do caminho ela melhorou e seu aperto ao redor de mim diminuiu.

— O que é aquilo? — perguntou ela apontando para algo á direita assim que paramos em um farol vermelho.

— Oh, Thea me contou que Hamilton iria estreiar no Rose's Theather. — eu disse vendo alguns homens trocarem cartazes na frente do maior teatro da cidade.

— Eu amo Hamilton! — ela exclamou feliz e até começou a quicar levemente no banco de trás.

O farol abriu e eu voltei a acelerar e Felicity voltou a se agarrar á mim.

Chegamos na portaria e eu apontei meu novo controle para o portão e ele abriu sem problemas. Buzinei para o porteiro que acenou, mas ainda me olhava desconfiado. Não o culpava. Eu só tinha vindo aqui uma vez, e a notícia que eu havia comprado uma casa ou que estava me mudando ainda não havia saído. Pedi para Tommy cuidar um extra-cuidado com isso. A única coisa com que eu não me importava na cobertura era ser incomodado por alguém, ninguém além de mim tinha acesso ao meu andar, mas aqui... Eu teria vizinhos.

Nos levei até minha mais nova casa e apontei o outro controle para o portão de ferro que seria substituído por outro novo, maior e mais moderno. Era seria a primeira coisa a ser perfeita. Parei a moto em frente á porta de entrada e desliguei o motor.

Felicity desmontou primeiro e eu fui depois. Tirei o capacete e o coloquei em cima do banco, ela fez o mesmo, mas se atrapalhou com a viseira e alguns fios ficaram presos ali. Eu a ajudei rindo e no final, ela riu também.

— Okay. Eu vou morder. Por que estamos aqui? — perguntou e me seguiu até a porta da frente.

— Bom, bem-vinda á minha nova casa. — eu disse abrindo uma das portas duplas da entrada e dando passagem para ela entrar.

Passamos pelo hall e pelas escadas e eu vi os olhos de Felicity se arregalarem levemente assim que viu a sala de estar com as janelas abertas até o quintal nos fundos.

— Eu realmente não consigo pensar em mais nada além que a sua sala de estar é do tamanho do meu apartamento inteiro. — ela disse gesticulando para todo o espaço e eu ri dando ombros.

— É porque ainda não tem mobília, sempre parece maior do que realmente é. — eu disse e ela assentiu com a cabeça, mas não parecia concordar.

Dei um tour para ela no primeiro andar e do lado de fora. Felicity torceu o nariz para a cor da água da piscina que estava levemente verde, mas vi o seu olhar interessado na hidromassagem. Merda. Minha mente foi diretamente para um cenário onde ela estaria me esperando entre os jatos de água quente.

Essa ideia era muito atraente.

— Eu normalmente deixo tudo na mão de Tommy e Thea, mas essa é a minha primeira casa e quero fazer isso certo. — eu disse enquanto ela caminhava ao redor da cozinha para depois se inclinar contra a ilha de mármore. — Eu não quero que as crianças cresçam sem espaço.

— Sem espaço? Seu apartamento é enorme, Oliver. — ela disse com uma expressão levemente insultada.

— Sim, mas era algo que eu queria quando não era pai. E eu nem usava metade do espaço que tinha lá. — eu disse dando ombros e me inclinei á sua frente, nossas mãos se esbarraram.

— E vai conseguir usar tudo isso? — perguntou e eu assenti.

— A começar pelo quarto. Eu não aguento mais dormir no sofá. — eu disse resmungando e deixei minha cabeça cair para frente e ela riu e bagunçou meu cabelo. — Confie em mim quando eu digo que não dá para dormir na mesma cama com Julianna. Ela vira faixa preta em kung-fu quando dorme.

— Aposto que não é nada pior do que você já sofre em campo.

— Mas lá eu posso revidar, mas ainda não tenho coragem de jogar nenhum dos dois fora da cama. Acho que quando eles crescerem um pouco, talvez isso mude. — eu disse e nós rimos juntos.

Nós fomos para o segundo andar e eu continuei com o tour, mas eu vi que a parte que Felicity mais gostou foi o sótão que eu pensei em fazer uma sala de brinquedos para os remelentos ou algo do tipo. Ela encarou a claraboia larga que tinha no teto e apenas sorriu. Voltamos para o andar inferior e ela abraçou meu braço enquanto andávamos pela casa vazia.

— Por mais que eu tenha amado a sua casa nova, por que agora?

— Eu não sei, apenas pareceu certo. — eu disse dando ombros, sentindo seus olhos em mim. — Eu nunca fiz isso, planejar meu futuro, mas agora com as crianças, até que eu estou gostando de fazer isso agora. Até pensei em me aposentar.

— O que?! — ela exclamou parando e eu ri um pouco parando também.

— Talvez eu ainda jogue em alguns campeonatos, mas não quero ser um daqueles caras que se mataram dentro das carreiras e não aproveitaram nada, sabe? Acho que antes dos 35 eu quero parar. — eu disse e admiti a verdade que estava espreitando minha mente desde as últimas semanas.

O olhar de Felicity não tinha julgamento. Nunca teve.

— Não acha que estaria desistindo do seu sonho? — perguntou suavemente e eu neguei.

— Realizei meu sonho quando ganhei meu primeiro SuperBowl. Ainda é ótimo, a emoção de jogar não mudou, mas agora eu quero realizar outros sonhos que eu nem sabia que tinha. — eu disse sorrindo. — Desde a viagem para Flórida, eu comecei a pesquisar outros lugares para ir com as crianças e eu descobri que quero ir para o Egito.

Ela sorriu e riu levemente assentindo com a cabeça.

— Você quer aproveitar a infância deles, isso não é um crime. — ela disse e me deu um leve soquinho no ombro. — As melhores memórias são feitas na infância, eu concordo com você.

— Eu sinto um "mas" vindo por aí... — eu apontei.

— Mas ser pai não significa viver 100% em função dos filhos, Oliver.

— Que tal 95%? — eu perguntei e ela riu.

— Acho que uns sólidos 75% pelo stress que vem com as fraldas e as noites mal-dormidas.

— Eu passei essa parte, lembra? — perguntei erguendo uma sobrancelha em sua direção.

— Então uns 85%, a gente aumenta quando Julianna começar a namorar. — ela disse e eu gargalhei agora. — Isso vai acontecer eventualmente, Queen.

— Não no meu turno, professora. — eu disse e foi a vez dela gargalhar. — Ria o quanto quiser, mas Julianna não vai namorar qualquer um ou qualquer uma, eu vou garantir isso.

Voltamos para cozinha e ela subiu na ilha da cozinha e eu fiquei na sua frente.

— E aonde eu entro nisso?

— Eu preciso de opiniões e eu quero um pouco de cor aqui dentro. — eu disse olhando ao redor. — E pelo seu apartamento eu acho que você entende disso.

— Isso é julgamento que estou ouvindo? — perguntou erguendo uma sobrancelha.

— Orgulho, se depender de mim tudo vai ser preto e branco. — eu disse e ela sorriu de má-vontade, e quando ia retrucar com alguma alfinetada, eu a beijei.

Seu protesto começou e terminou rápido, ela me abraçou pelos ombros e senti seu sorriso contra meus lábios. Puxei seu corpo para junto do meu e suas unhas arranharam meu couro cabeludo e isso me arrepiou inteiro. Eu não sabia se eu gostava dela sabendo de todos os meus pontos fracos assim em tão pouco tempo, mas ela sabia de algum jeito. Nenhuma outra mulher conseguiu descobrir isso tão rápido, nem mesmo Makenna.

— Isso não parece ser justo. — eu disse quando nos separamos.

Deixei minha testa cair contra seu ombro e ela ainda me abraçava.

— O que?

— Desde que nos conhecemos, estou jogando minha bagagem em cima de você, professora. E eu n...

— Cala a boca, Oliver. — ela me cortou e recuou para trás para poder me encarar. — Eu vou falar isso apenas uma vez e por favor, escute muito bem.

Acenei levemente.

— Minha vida, minhas escolhas. Se estou gastando meu tempo, energia e saliva com você, é porque eu quero, não porque estou me sentido coagida á ficar. Confie em mim quando eu digo isso, por favor. — ela disse e apertou levemente meus ombros para dar enfase.

— As coisas vão ficar uma bagunça, Felicity. A mídia já está caindo em cima de mim por causa do processo, agora com as acusações e a sex-tape. Não quero você, nem ninguém da minha família envolvido nisso. — eu disse e ela revirou os olhos. — E eu sei que você não gosta de exposição. Eu não quero que espere por mim.

— Você vale a pena, Oliver. Já me provou isso. — ela disse e penteou meu cabelo para trás. — E é meio que bom de cama também.

Eu bufei uma risada.

— "Meio"? Por favor, você acordou seus vizinhos quando ficamos juntos. — eu disse e logo senti um tapa ardido em meu braço. — Você sabe que é verdade.

Nos beijamos mais um pouco e só paramos quando um alarme estridente soou pela cozinha. Notei que era o interfone. Alcancei ele e o porteiro me avisou que o empreiteiro e o arquiteto haviam chegado. Liberei a entrada dos dois e voltei para o que estava fazendo. A campainha tocou quando eu estava prestes a enfiar minha mão dentro dos shorts de Felicity.

Nos separamos e eu abri os portões da frente.

— Visitas? — ela perguntou quando viu os portões se abrirem.

— O empreiteiro e o arquiteto. Eu já disse algumas coisas que eu quero mudar aqui e eles trouxeram um projeto para eu avaliar. — eu disse vendo um carro entrar pelos portões. — Eles são legais, trabalharam no meu apartamento antes de eu me mudar e trabalham até hoje com Thea e os clubes.

O carro estacionou e Tom e Ted saíram dali.

— Não pire, okay? — eu sussurrei para Felicity quando eles se aproximaram. — Oi, Tom, Ted. Prazer em revê-los.

— Oliver! O prazer é nosso! Devo dizer que fiquei surpreso quando você ligou dizendo que tinha um novo projeto para nós! — exclamou Ted assim que apertamos as mãos.

— Essa aqui é Felicity Smoak, ela está me ajudando com a paleta de cores para o lugar. — eu apresentei e eles apertaram a mão de Felicity, Tom tomou seu doce tempo e secou ela de cima á baixo, e ela notou e não gostou. Tanto que se aproximou ainda mais de mim. — E ela é a minha namorada.

Os dois me encararam ainda mais surpresos. Eu posso ter feito um pequeno erro aqui, mas isso fez Tom recuar e não olhar mais em qualquer direção que não fosse os olhos dela. Ted apenas olhou de mim para ela algumas vezes e deu ombros sorrindo.

— Eu não me canso de ver as reações das pessoas. Eu me sinto como um milagre humano. — diz Felicity abraçando meu braço novamente e eu revirei os olhos rindo.

Não me senti tão culpado agora.

Os dois idiotas saíram de seu estupor e começaram a fazer seu trabalho.

Apresentaram a nova planta para nós na ilha da cozinha.

— Como você pediu, a remodelagem dos quartos das crianças com as portas de ligação. Os quartos de hóspedes não tiveram alteração alguma, mas teremos que mudar algumas vigas de lugar para melhor sustentação. — explicou Tom rabiscando na planta da casa. — Agora aqui no andar de baixo, iremos derrubar a parede da cozinha como pediu, mas teremos que escolher alguma parte das janelas para uma nova parede para a estrutura ter mais sustentação, ou podemos aumentar o corredor...

Assenti levemente.

— Nós vamos trocar a afiação e ver como está o estado do encanamento antes de qualquer coisa. Você já sabe o que vai fazer com o sótão? — perguntou Ted e eu neguei. — Okay, pode te dar uma ideia? Se você usar essa parede aqui, pode ser um ótimo espaço para uma sala de cinema. Não tão grande como a do apartamento, mas ainda sim, é um ótimo espaço.

— Não seria difícil colocar um projetor lá em cima. — disse Felicity pela primeira vez, ela apenas observava, mas continuava por perto. A puxei pelo cóccix de seu shorts jeans e ela veio de bom grado e se inclinou contra o meu corpo, mas seu rosto e pescoço ficaram vermelhos. Não entendi muito o porquê de sua reação. — As maratonas com Julianna podem ficar mais divertidas.

Eu assenti sorrindo. Tom foi até o carro e Ted começou a falar sobre as fundações da casa que também seria revistadas pela prefeitura antes de qualquer coisa, e quando seu sócio voltou, não estava de mãos vazias.

— Nós trouxemos algumas opções para você ver. — disse Tom erguendo duas maletas prateadas. Ele as colocou na em cima das plantas da casa na ilha da cozinha.

— Sem chance. — eu disse e os dois riram.

— O que? — perguntou Felicity curiosa.

Eles abriram as maletas e vi várias fileiras de caixinhas quadradas com etiquetas coloridas. Eu comecei a rir e eles também. Eram testes de tintas para as paredes. Quando eu havia começado a remodulação do apartamento anos atrás, Thea e Tommy acompanharam tudo, e na hora de escolher as cores das paredes, tudo virou um inferno, por isso meu apartamento era branco e preto em todos os sentidos e formas.

Expliquei o que havia acontecido para Felicity que apenas sorriu e deu ombros.

— Acho que é uma boa coisa que Merlyn não está envolvido no processo. As coisas podem ficar... Coloridas demais. — disse Tom revirando os olhos e eu bufei o que fez todos rirem.

— Depois da revista das estruturas, fundações e toda a parte técnica, iremos começar. — disse Ted colocando as mãos na cintura e olhando ao redor com expectativa. — Assim que tivermos o sinal verde da prefeitura, entregamos a casa em duas semanas prontinha. O portão da frente também já está a caminho junto com as cercas elétricas.

— Assim tão rápido? — perguntou Felicity surpresa.

— Sim. Nós temos uma equipe grande e não há mudanças muito radicais á serem feitas, o maior parte do trabalho é conservação. — respondeu Tom dando ombros, ele ainda não olhava para lugar algum a não ser os olhos dela.

Hm. Bom. Alguém aprendeu a lição.

Os dois foram embora vinte minutos depois e eu me virei para os testes de tinta.

— Okay. Agora você se mostra útil, professora. — eu disse e ela riu. — O que nós achamos de vermelho?

— Nós adoramos vermelho. É a minha cor favorita. — ela disse e se aproximou da maleta na minha frente. — Mas o segredo de ter uma casa colorida é a decoração, Oliver. Então as cores das paredes tem que sem-graça.

— Branco Puro? Ou Floco De Neve? — eu disse levantando duas caixinhas.

— Que tal, Pérola? Whoa, ou talvez Vestido de Noiva? — ela perguntou levantando duas outras caixinhas. — Estou começando a entender porque sua irmã e seu melhor amigo gostaram disso.

Eu ri com a cara que ela fez.

Fomos até a parede da sala e começamos a pintar um quadrado de cor ao lado do outro. Felicity era metódica, e até pegou uma das caixinhas de minhas mãos para igualar todos os quadrados perfeitamente. Nós demos alguns passos para trás e encaramos a parede.

— Branco Puro e Vestido de Noiva são iguais para mim. — eu disse sincero e ela assentiu.

— Floco de Neve é muito claro, está me cegando. — ela disse franzindo as pálpebras. — Tudo bem que é branco e é a cor mais clara que existe, mas mesmo assim... Cegante. Acho que pode até dar do de cabeça.

— Pérola ganhou então. — eu disse e ela sorriu assentindo.

—-

Algumas horas depois, eu saí do elevador e entrei em meu hall.

— Papai!

Me virei para Julianna que me encarava do sofá com um sorriso enorme.

Tirei minha jaqueta e os tênis deixando os dois perto do aparador e caminhei até a sala de estar. A casa estava limpa, em ordem e inteira. Thea estava jogada em um dos sofás com Archer aos seus pés e um Roy adormecido. Já Damien e Julianna monopolizaram o sofá maior com uma das cobertas que eu só usava no inverno.

— Oi princesa. Oi Dame. — disse dando um beijo em sua testa e me inclinei para bagunçar o cabelo de Damien que me direcionou um sorriso e depois voltou a ler o primeiro livro de Percy Jackson. Ele havia terminado Harry Potter semana passada depois de arrastar sua leitura o máximo que conseguiu, e agora estava mergulhando nos livros que Lyla havia dado para ele. — Speedy.

Ela revirou os olhos para mim e eu sorri. Pulei para o sofá e me sentei no meio dos remelentos. Olhei uma das televisores e estava passando Monstros S.A. A animação preferida de Thea. Me cobri com o cobertor e senti Julianna vindo até mim como sempre fazia.

— O que você fez hoje? Como foi seu dia? — eu perguntei jogando meu braço por cima dos ombros de Damien, ele se aconchegou a mim, mas não largou o livro.

— Nós tivemos prova de matemática hoje. Eu tirei um A-. — ela disse em voz baixa parecendo chateada.

— Mas ainda é um A! Parabéns Jules. — eu disse abraçando ela de lado.

Ela deu ombros e começou a contar o que fez no intervalo que era sempre a mesma coisa: brincar de boneca com as suas amigas. Depois passou para o ensaio para a apresentação de ballet, hoje elas ensaiaram com o figurino e sapatilhas novas e tutus novinhos em folha.

— Vocês jantaram? Escovaram os dentes? — perguntei e ela assentiu.

— Senti sua falta hoje, papai. — ela disse baixinho.

— Eu também, princesa, mas você não gostou de passar o dia com a Tia Thea?

— Gostei, mas eu queria assistir Frozen hoje. — ela respondeu e eu sorri.

— Depois que esse acabar, a gente assiste, okay? — perguntei e ela assentiu e voltou a encarar a televisão.

Me inclinei contra Damien.

— Tudo bem? — perguntei e ele assentiu. — Você foi bem na prova?

Mais um aceno.

— Parabéns, campeão. O livro é legal?

— Sim, tem monstros! E espadas! — ele disse baixinho, mas notei seu tom animado.

— Uau...

— Tia Lyla disse que eu ia gostar e eu amei! Ela é muito inteligente. — disse Damien e eu assenti concordando.

Meu celular vibrou no meu bolso e eu me contorci um pouco para pegá-lo na calça. Era Lyla. Falando no Diabo, ele aparece. Cliquei no ícone de mensagens e abri a que ela havia me enviado.

"Lyla, D: A primeira audiência foi marcada para quinta-feira que vem á tarde. O Juíz Davis é amigo de Laurel e eu aposto que escolheu aquela data por causa dela, tentei convencer á ser outro dia, mas sem sucesso."

"Lyla, D: Sinto muito."

Senti meu sangue congelar e depois ferver.

Cacete.

"Oliver, Q: Não se preocupe. Estarei lá."

Como eu iria jogar a semi-final e estar naquela audiência ao mesmo tempo, eu não tinha a mínima ideia, mas eu daria um jeito. Joguei meu celular aos pés de Damien e puxei os dois para mais perto.

Notas finais
Então gente, vem aqui rapidinho! Eu sei que a grande maioria queria um hot mais detalhado do final do capítulo, e eu até escrevi (!), MAS só posso postá-lo se eu mudar a classificação de idade, no começo eu pensei que não iria entrar em detalhes de noites mais picantes com essa fic, mas vocês pediram e eu não vi nenhum problema em adicionar algumas, não iria mudar o plot todo. Eu tentei mudar a classificação, mas não consegui, mandei uma e-mail para o suporte e a resposta foi que até uma semana, vai mudar sozinho, acho que foi agendado a mudança da classificação. Então, eu estou de olho todos os dias, porque o prazo que eles me deram termina terça-feira que vem que é quando eu vou postar o próximo, eu ACHO e eu inclui umas cenas mais picantezinhas para teste, okay? Estou com medo da fic ser excluída, então seja pacientes comigo e com o Nyah! Espero que tenham gostado do capítulo mesmo sem hot, eu quis deixar alguns refrescos e muita interação Olicity para vocês, mas já sabem... Tudo que é bom dura pouco e está na hora de Laurel Lance causar um pouquinho aqui hehehe. Comentem! Indiquem! Favoritem! Recomendem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ (Atualizada!) L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também! PS²: Vamos bater #260 comentários? Ou mais uma recomendação?