Notas iniciais
Ciao! Olá pessoal! Voltando com mais um capítulo! Obrigada á todas que comentaram no capítulo passado, assim que chegarmos ao capítulo 15, eu irei responder todos os comentários de vocês! Obrigada por cada um que vocês deixaram! Vocês são maravilhosas, mas acho que já sabiam isso, né? Boa Leitura!

Andei ao redor e reprimi um suspiro.

Eu não tinha outra escolha, a não ser essa.

— Uh-oh, eu conheço esse olhar. Você se apaixonou. — disse a morena atrás de mim e eu assenti. — Oliver, eu disse para você não se apaixonar!

— Desculpa, Jessy, mas esse lugar é incrível e eu consigo me ver claramente morando aqui. — eu disse girando para encarar Jessy que talvez quisesse arrancar minha cabeça com a pasta que ela estava segurando. — Eu vou ter que fazer uma oferta, o dobro do valor, você disse que o contrato ainda não fechou...

Ela resmungou e apertou os olhos.

— Está bem, mas que fique claro que eu só irei fazer porque eu acho que as crianças merecem o melhor e seu o cachorro um lugar com grama de verdade... — ela disse apontando um dedo para mim e eu sorri. — Eu vou ligar para o proprietário e já volto.

Suspirei e coloquei as mãos do bolso do casaco.

Quando as coisas com Sally não deram em lugar algum, eu decidi trocar de corretora. E liguei para o número do condomínio perto do Stanley Park. Para a minha surpresa a corretora responsável era Jessy West. Mãe de Eve, uma das amiguinhas de escola de Julianna.

Nós estávamos na caçada para um lugar novo desde o começo da semana, e as casas do condomínio eram fantásticas e muito modernas, mas nada que particularmente me atraísse. Pareciam réplicas do meu apartamento dividas entre dois ou três andares. Então expandimos nossa busca para um subúrbio de luxo que ainda era perto do Stanley Park e do centro. Visitamos duas casas fantásticas, mas aí eu vi uma no fundo lugar. Talvez fosse a mais afastada do lugar inteiro. E o lugar só tinha umas seis casas ali, Jessy havia dito algo semelhante á "O luxo de Calabasas no centro da cidade". Os portões altos me chamaram atenção e para o meu deleite, Jessy administrava aquela ali também.

Então viemos visitar e eu amei. A família que morava aqui anteriormente havia se mudado para a Europa e queria vender a casa, um cliente de Jessy já havia feito uma oferta bem generosa, mas agora eu também faria. Era perfeita. E eu conseguia ver os remelentos vivendo aqui comigo e com Archer.

Deixei Jessy no balcão da cozinha e fui até a área externa.

Apertei o casaco ao meu redor e sorri. Estava um dia frio e nublado hoje, foi um pesadelo tirar Damien da cama para ir para escola e fazer Julianna tomar banho, eles ficavam preguiçosos quando a temperatura caía. Caminhei até a borda da piscina e encarei o quintal enorme que se estendia atrás da propriedade. Era quase a metade de um campo de futebol, quase umas 25 jardas? Era enorme e Archer iria adorar, talvez a gente até conseguisse construir um mini-parquinho ali. Tinha uma piscina grande e uma hidromassagem e uma área gourmet com uma lareira elétrica completando o pacote.

Do lado de dentro tinha uma casa de dois andares ampla, com muitas janelas e mais espaço do que provavelmente deveria ter, mas eu gostei. No andar debaixo tínhamos um grande espaço aberto que integrava a sala de estar com a cozinha, e até poderia fazer uma sala de jantar ali no meio se eu quisesse, um lavabo, dois quartos de hóspedes, uma biblioteca que eu sabia que Damien iria dominar, duas salas genéricas que costumavam ser escritórios, mas que poderiam se tornar uma sala de troféus e um estúdio de dança para Julianna, a academia ficava no porão com paredes e teto revestidos á prova de som para o meu prazer. A área de serviço e a lavanderia ficavam logo atrás da cozinha. No andar de cima tínhamos três suítes e sótão que eu ainda não sabia o que fazer com ele, mas era um espaço muito bom também. A casa inteira era pintada em tons de branco e creme o que trazia muita luz para o lado de dentro através das janelas enormes. Um dos três únicos defeitos que eu havia encontrado na casa.

Era muito aberta, mas resolvíamos isso com persianas, porque eu gostava da luz que a casa recebia. O quintal não tinha uma árvore sequer, mas iríamos resolver isso plantando algumas ali para Archer e para afastar os olhos curiosos. E por último mas não menos importante, morar aqui me garantiria vinte minutos á mais no trânsito da cidade, porém era bem mais perto da escola dos remelentos e do Stanley Park.

Suspirei.

— Os sacrifícios que fazemos... — disse a mim mesmo.

Voltei para o lado de dentro quando senti meus dentes começarem a bater e encontrei Jessy ainda no telefone, mas com um sorriso satisfeito no rosto. Acho que isso era um bom sinal. Pesquei meu celular e encontrei uma mensagem de Leo.

Leonardo, S: J teve um leve desentendimento com uma das colegas de classe hoje, mas D interferiu. Ela está chateada, mas a professora conversou com as duas.

Ergui minha sobrancelha. Quando eu pensava que não teríamos problemas envolvendo a escola, eles se metem em brigas? Respondi com uma mensagem genérica e depois ignorei as inúmeras mensagens de Tommy dizendo que Carrie havia concordado em me fotografar e os remelentos para a capa de aniversário da Men's Health. Eu não estava muito ansioso para isso.

Jessy continuava sorrindo e apenas levantou um polegar positivo para mim.

Okay. Eu tenho uma casa então.

"Oliver, Q: Onde você está?"

Ninguém sabia sobre os meus planos de mudança ainda, era surpresa, mas eu sabia com quem eu queria deixar meu apartamento e era com a minha irmã. Era um ótimo espaço e vender parecia errado. Era um lugar importante para mim, poderia ser para ela também.

Meu celular apitou logo em seguida.

"Thea, Q: Verdant. Dia de inventário, yay."

Seguido por um foto que mostrava o seu estoque de bebidas da Verdant.

— Bom, eu mantive seu nome em segredo como pediu, mas o Sr. Travis sabe que é alguém de escalão alto. Disse que sua oferta é tentadora. — disse Jessy assim que saímos de dentro da casa. Ela trancou tudo e acionou o alarme. — Eu consegui convencer ele falando que seria uma casa de família e não de mais um solteiro e ele aceitou.

— E como fazemos para que não haja uma contra-oferta? — perguntei guardando meu celular.

— Como corretora, eu tenho que avisar o outro comprador que há alguém interessado na casa também, mas eu realmente duvido que ele irá lançar mais do que você. — ela disse sendo sincera e eu maneei a cabeça. — Eu vou dar entrada na parte legal e entro em contato com você assim que estivermos prontos para assinar.

Aceitei e a acompanhei até o seu carro que estava estacionado perto da minha moto. Sim, eu estava usando minha Ducati depois de um longo mês dirigindo a Range Rover. E eu percebi que sentia falta dela mais do que pensava, mesmo com o tempo frio e nublado.

Montei nela e coloquei meu capacete. Cantei pneu dali e fui em direção á Verdant. Teria que conversar com Thea sobre o apartamento e depois com Tommy com os detalhes da transação, porque ele iria notar a falta de 80 milhões quando fosse fazer meus impostos no final do ano. Tentando ser bem realista, só seria uma surpresa para os remelentos. E Archer.

Costurei pelo trânsito e peguei alguns atalhos que eu conhecia. Não demorei mais do que vinte minutos para chegar no estacionamento da boate e ver alguns seguranças começando a arrumar as grades de onde uma fila muito longa iria se formar em algumas horas.

Acenei para Brad que era o chefe dos seguranças, quem foi que me indicou Mick e Leo, e ele acenou de volta e liberou minha entrada. O clube de Thea era um dos mais famosos e mais bem lucrativos da cidade e era a cara de Thea. Toda vez que eu vinha aqui, tinha algo de diferente. Hoje a cabine do DJ estava bem no meio da pista de dança e o balcão do bar tinha ganhado uma nova cara.

Desci até o estoque e encontrei minha irmã de pernas cruzadas no meio de uma papelada com um pote de picles e um saco de salgadinho apimentado te fazendo companhia. Assoviei levemente e ela levantou os olhos da papelada e me viu na metade das escadas e sorriu levemente.

— Okay. Isso é uma surpresa agradável. — ela disse assim que cheguei ao final das escadas e ela levantou do chão para me abraçar. — Não deveria estar treinando em casa?

— Treinei hoje de manhã, levei as crianças para a aula e... — eu disse e sorri levemente. Thea franziu o cenho e cruzou os braços com um olhar suspeito e curioso. — Eu vim aqui lhe fazer uma proposta, Speedy.

— Ugh, você sabe que eu odeio esse apelido.

— Não mais do que eu odeio "Ollie" e você e Tommy continuam me chamando assim... — disse revirando os olhos para o pequeno sorriso dela.

— O que você fez?

— Eu comprei uma casa. — disse e seus olhos se arregalaram levemente.

— O que?

Ri levemente.

— Eu comprei uma casa. Cansei de dormir no sofá e dormir com Julianna é pedir para ser espancado de madrugada, ela chuta demais... — eu disse dando ombros.

— Ao invés de usar a sala de cinema que você nunca usa para fazer um quarto para os dois, você comprou um casa? — perguntou ela levemente confusa e eu assenti. — Por que?

— Porque eu quero que eles tenham espaço. E mesmo em um apartamento daquele tamanho, era limitado. Também quero que eles tenham o que não tivemos. Um lar de verdade. — eu disse e seus olhos suavizaram. — Então eu comprei um casa perto da escola deles, e queria saber se quer ficar com meu apartamento.

— Wow. Você está me oferecendo seu querido e precioso apartamento?

Revirei os olhos para o tom de falso choque ela usou.

— Não quero vender. Prefiro que você fique lá do que um estranho. Tem espaço suficiente para você e Roy se vocês pararem de enrolar logo e finalmente irem morar juntos. Você fica mais no apartamento dele do que em qualquer lugar. — eu apontei e ela assentiu. — Convenhamos Speedy, você tem vinte e quatro, está na hora de sair da casa dos nossos pais.

— Você sabe que eu só passos algumas noites lá para ver Raisa e ás vezes, a mamãe. — ela argumentou e eu dei de ombros. — Mas você tem bons argumentos.

— É perto daqui e do estádio. Sua qualidade de vida vai melhorar e você não vai se atrasar mais para as suas reuniões. — eu disse alfinetando ela e ela me deu um soco de leve.

— Aquilo foi aconteceu uma vez. — ela rebateu e eu ri.

— Com o bônus que você pode ir me visitar sempre que quiser. A pé. Porque seremos de vizinhos de quarteirão. — eu disse e ela sorriu.

— Vou falar com Roy sobre isso, porque isso não é um passo pequeno para nós, mas já pode passar a escritura para o meu nome. — ela disse e depois começou a dar saltinhos de felicidade e nos abraçamos novamente. — Ahm, vamos fazer uma noite mexicana? Estou no clima para tacos...

—-

— Okay, estamos prontos? — perguntei.

— Sim, capitão. — disse Julianna ao meu lado e Damien assentiu do outro.

— Yep! Roda aí. — pediu Thea do outro sofá onde estava encasulada com Roy.

Hoje era o dia de Damien escolher o filme que iriamos assistir, porque nem mesmo Julianna conseguia assistir filmes de princesas e fadas todos santo dia, então cada dia um de nós escolhia um filme para assistir. Hoje era o dia Damien, o que significava Harry Potter e hoje iríamos assistir o quarto filme da franquia.

— Aciona o meu chapéu?

Apertei um botãozinho no topo do chapéu de Julianna. Adrian havia dado um par de chapéus para os remelentos que muitos fãs usavam nos jogos como porta-refrigerantes e eles haviam adorado, mas eu sabia os verdadeiros motivos de Adrian por trás disso. Ele queria me provocar por ser um pai "paranoico" com a alimentação dos gêmeos, bom, mal sabia ele que eles estavam usando o chapéu sim, mas tomando suco de laranja natural.

A noite mexicana havia sido um sucesso e ao invés de pedir de um restaurante, nós fizemos nós mesmos os tacos. Roy se mostrou um ótimo ajudante na cozinha, enquanto Thea e os gêmeos comiam as tortilhas que não conseguimos manter inteiras.

— Mas e a parte do hino de Hogwarts? — perguntou Damien parecendo indignado que os produtores haviam cortado essa parte do filme e eu ri levemente de sua reação. Imagine o que ele falaria quando assistisse os últimos. — Pelo menos, eles acertaram no Moody.

— Ele era quase careca no livro. — eu apontei.

— Acho que não dá pra ganhar todas, Oliver. — ele disse me olhando sério e eu assenti.

— Verdade.

Depois do filme, Thea cuidou da louça do jantar e os remelentos foram tomar banho para fazermos a lição de casa de hoje. Roy e eu começamos a conversar sobre o campeonato e ele estava ansioso para enfrentar os Raiders no campo na semana que vem. Eu também. Era um time famoso e tinha alguns jogadores muito bons, mas nada que não dessemos conta.

Eu naveguei um pouco nas minhas redes sociais e atualizei alguma delas. A foto que eu havia tirado de Damien no Mundo da Barbie havia sido a escolhida para a minha coleção de conselhos de pai.

"Aviso Parental N°5: Você se torna um negociador de reféns quando preciso."

Thea deu um tour discreto para Roy pelo apartamento e ajudei Julianna a tirar os livros de sua mochila e colocar na mesa. Damien apareceu de pijama no corredor com suas coisas também e eu fiquei feliz quando ele disse que não tínhamos matemática hoje só inglês, ciências e arte. O que eram as matérias favoritas de Julianna.

— Achei uma polissílaba! "Instituição"! — gritou Julianna apontando para uma das matérias do jornal da semana.

O rosto de mamãe estava na capa com um dos seus melhores sorrisos brilhantes enquanto ela posava ao lado de outra mulher. "Queen Consolidated e Medical Children Center contra o câncer!" era a manchete e uma lida rápida eu consegui descobrir que a empresa da família era a mais nova patrona de um hospital especializado ao combate contra o câncer infantil. Uau. Mamãe esteve ocupada.

— Eu conheço essa moça. — disse Julianna depois de recortar a sua palavra no final da página.

— Sério? — perguntei surpreso. Eu não tinha falado de mamãe para eles ainda, e duvidava que Thea tenha dito algo também porque ela e mamãe não estavam nos melhores termos atualmente. — De onde?

— Ela era amiga da mamãe. — revelou Damien cortando uma palavra também do final da folha ao lado na seção de política. "Constituição". — Ela foi visitar a mamãe no hospital da primeira ou da segunda vez que ela ficou doente e pagou a conta do médico dela. Eu não lembro muito bem, mas sei que é ela.

Fechei os olhos levemente e não me apressei em conclusões precipitadas. Eles eram crianças. Poderiam estar confundido mamãe com outra pessoa. Era comum, porque Julianna vivia confundido Rory com Barry. Mantive minha respiração uniforme e quando Thea e Roy voltaram do lado de fora, o brilho nos olhos de minha irmã gritavam que ela seria a próxima moradora do apartamento.

Eles deram boa noite á nós e foram para cama.

Os gêmeos capotaram assim que deitaram na cama, mas eu não consegui dormir tão rápido assim. Só de pensar em uma remota possibilidade de mamãe ter escondido Julianna e Damien de mim, me fazia ter ânsia, mas isso não fazia a chance ser menos real.

Eu não poderia contar isso para Thea por razões óbvias, ela já estava no meio de uma guerra com mamãe sem motivos adicionais e eu não iria ser aquele á adicionar mais um á pilha. Também não poderia envolver Tommy porque ele sim, envolveria Thea e voltaríamos ao cenário número um. Eu até poderia contratar um investigador particular, mas estava com medo do que ele pudesse achar. Não me entendam mal, eu amava minha mãe, mas sabia que ninguém chega aonde ela chegou sem fazer algumas coisas erradas e jogando limpo á todo tempo. Não queria testar esse limite em particular.

Mick e Leo poderiam me ajudar, eu acho. Eles conseguiam ser discretos.

—-

— Por que a professora Nancy quer falar comigo, você sabe Jules? — perguntei e a remelenta negou com a cabeça e deu ombros.

Era a segunda vez que eu era chamado na escola só essa semana. A primeira vez foi quando Julianna teve uma pequena briga com uma de suas colegas de classe sobre bonecas. Ela havia levado suas bonequinhas para escola para brincar com Wendy no período livre, mas aparentemente o mini-demônio que era Emma Clarke não havia gostado nenhum pouco. Jules em momento algum se recusou á dividir os brinquedos, mas Emma queria brincar com a Zoey que era a boneca preferida de Julianna e a também a primeira que eu havia dado de presente para ela. As coisas escalaram á partir daí e Emma puxou os cabelos de Julianna até que Mick chamou uma inspetora e ela cuidou da situação.

Fui chamado para uma reunião depois das aulas junto com os pais de Emma, e eu entendia porque a garotinha era uma pirralha mimada, os pais não eram nenhum pouco diferente. A professora Nyssa tentou bancar a diplomata, mas os pais de Emma não estava satisfeitos e acreditavam vividamente em sua filha que tentava bancar um papel de anjinho, mas se até eu sabia que tudo aquilo era um teatro, imagine a professora.

Até que a diretora foi envolvida e foi a primeira vez que eu a conheci.

Isabel Rochev, a paixonite de Adrian. Morena, alta, olhos castanhos, pele clara e um corpo curvilíneo e também atlético, mas suas pernas saradas não tinha apelo algum para mim. Ela era bonita e fazia bem o tipo de Adrian mesmo. Se vestia muito bem e o ar de autoridade dela era inegável. Quem sabe aonde mais ela era autoritária.

Ela seguiu em mostrar uma câmera de segurança com imagens daquele momento em particular. Não tinha som, mas claramente conseguíamos ver as meninas e Jules oferecendo as duas bonecas para ela escolher até primeiro que Wendy para Emma até que Emma arrancou Zoey dos braços de Julianna puxando o cabelo dela no processo e depois saiu correndo pelo gramado.

Eu senti raiva na sua forma mais crua crescer em meu peito, mesmo que fosse por uma garotinha de seis anos. Foda-se, ela machucou a minha filha e eu queria que Julianna tivesse revidado, mas ela não fez. Professora Nyssa e a diretora Isabel tentaram colocar panos quentes por cima da situação, mas Emma foi suspendida. A escola tinha zero tolerância para violência, mas os pais de Emma conseguiram que a pirralha ganhasse um passe livre como aviso, se algo assim se repetisse seria expulsão.

E depois de dois dias, fui convocado mais uma vez. E tive que remarcar uma entrevista com a revista oficial da NFL para vir até a escola. Eu sabia que Jules não havia se metido em problemas novamente, já que Leo ficava um pouco mais visível durante os períodos livres e de acordo com Julianna "as garotas más" ficavam longe. E o único problema que Damien poderia se envolver era entregar os deveres de caso rápido demais.

Julianna e eu caminhamos de mãos dadas até o estúdio de dança onde uma inspetora amiga de Jules havia dito que a professora Nancy estava dando aula para as crianças maiores. Assim que entramos, um tipo de alongamento havia começado, mas a professora Nancy nos recebeu com um sorriso e pediu para uma das meninas liderar enquanto ela vinha até nós.

— Estamos em problemas, Srta. Nancy? — perguntou Jules e ela riu negando.

— Não, pelo contrário. Só quero conversar com o seu pai um instante, você pode nos dar um tempinho? — perguntou a professora e Jules assentiu e foi até a frente do espelho que cobria a parede e começou a fazer movimentos de ballet, eu acho.

— Como posso ajudar? — perguntei cruzando os braços.

— Nós temos um recital de primavera chegando e já começamos ensaios e a seleção de papéis também. Eu queria que o senhor viesse aqui para conversarmos pessoalmente sobre o evento. — ela disse cruzando os braços também. — Não é comum a seleção abrir exceções, mas a recrutadora veio aqui ver as possíveis escolhas para papéis e viu Julianna dançando.

Oh. Okay.

— Ela mostrou muito interesse em Julianna e aconselhou levá-la para uma audição para o papel de Clara. — ela disse sorrindo levemente.

— E isso é um grande papel? Eu realmente estou por fora do mundo de ballet, desculpe. — eu disse e ela riu maneando a cabeça.

— É o papel principal, Sr. Queen. É claro que Julianna não carregaria todo o peso do recital nas costas, ela participaria de coreografias especiais durante a peça que mostram um pouco a infância da personagem. — ela explicou e eu olhei para Julianna que havia abrido as pernas sob o chão em um ângulo que era doloroso demais para mim olhar. — Eu sei que pode ser esmagador para Julianna, mas também sei que essa é um oferta única e que seria uma ótima oportunidade para ela.

Assenti.

Meus filhos são gênios e as pessoas começaram a notar isso.

Okay. Sem problema. Está na hora de ter uma outra conversa séria com os dois.

— Pode pensar no caso? Recentemente um filme foi lançado que é o mais perto da realidade do recital e eu o incluí nesta pasta aqui. Tem todas as informações que o senhor possa precisar sobre o projeto e o papel que Julianna iria ter. — ela disse me estregando uma pasta amarela fina, porém muito pesada.

— A senhorita também vai participar do projeto?

Ela assentiu.

— Sim, eu vou.

— Ahm, eu vou assistir o filme e estudar o que você me deu, depois irei sentar com Jules para ver o que fazemos e eu te mando nossa resposta. — eu disse e ela pareceu satisfeita.

Trocamos um aperto de mãos e ela voltou para suas alunas.

Julianna percebeu que a aula iria começar e correu até mim, saímos da sala de mãos dadas novamente e começamos a procurar Damien. A remelenta conhecia o lugar primeiro que eu, mas comecei a ter minhas dúvidas quando fomos em direção ao último andar da escola.

— Tem certeza que ele está aqui? Parece bem deserto. — eu disse e minha voz ecoou.

Julianna assentiu.

— Ele sempre vem aqui ver as estrelas com o Tony, porque o Tony quer ser astronauta, mas não sabe nada de estrelas. Dame tenta ensinar ele algumas coisas. — ela disse e paramos em frente a portas duplas e eu empurrei uma delas.

Ow.

Isso sim é um planetário. Olhei para o grande teto em forma de cúpula que estava sendo usado como tela de projeção e nos mostrava muitas estrelas e planetas. Eu fiquei admirando ali por uns minutinhos até decidir que a mensalidade da escola valia cada centavo, porque isso era muito maneiro.

— E todas as essas estrelas formam o Cinturão de Órion. Alguns astronautas usam essa constelação como bússola. — ouvi a voz de Damien e encontrei ele com Anthony e um homem mais velho de óculos.

— Também temos a Ursa Maior e a Ursa Menor bem aqui. Elas vão parecer do mesmo tamanho lá em cima, Anthony, mas você precisa aprender a diferenciá-las. — continuou o homem, deveria ser professor também, seu visual e postura gritavam isso.

— Professor Wells, você tinha dito que as estrelas são bolas de ar quente que ficam muito, muito, muito longe daqui, e agora está falando que ela são ursas?! — perguntou Julianna se aproximando do pequeno grupo e eu sorri.

O Professor Wells riu levemente e começou a contar a história de como essas estrelas ganharam esses nomes. Por mais que eu ainda achasse astrofísica um tema muito avançado para crianças tão pequenas, era legal aprender essas coisas e eu conseguia ver que esta deveria ser a matéria preferida de Anthony se o brilho de seus olhos indicassem algo.

— Merda...

Me inclinei na porta e espiei o corredor.

— Droga, droga, droga!

Eu conhecia bem essa voz.

Sorri um pouquinho e fui em direção á uma das portas normais do corredor e encontrei uma entre-aberta e era de onde a voz nervosa de Felicity vinha. Empurrei a porta levemente e eu, definitivamente, não esperava por aquilo.

Deveria estar sonhando acordado, é uma boa possibilidade.

— Ahm, você sabe que isso aqui é uma escola, não sabe? — perguntei e ela se assustou e gritou levemente.

— Oliver?

— Yep. Como está o seu dia, professora? O meu acaba de melhorar. — eu disse fechando a porta atrás de mim.

— Não ria. Estou presa.

Eu ri do mesmo jeito. Felicity estava em pé no meio da sala com os braços erguidos e sua camisa estava cobrindo seu rosto inteiro e parecia presa na altura dos cotovelos. O que me dava uma excelente visão de uma parte de seu corpo que eu ainda não havia tido o prazer de ver. Seus seios eram lindos e ela havia escolhido um sutiã preto hoje que aumentava o apelo ainda mais. Sua pele era clara e cremosa e eu me perguntei se ela ficava vermelha com facilidade.

— Pode me ajudar? Estou presa. — ela pediu com a voz abafada e eu ri mais um pouco.

Me aproximei dela e desabotoei os botões de sua camisa e vi qual era o problema. Alguns fios que prendiam os botões aos tecidos haviam ficado presos nas hastes de seus óculos. Arranquei ele de lá com um pouco de força e libertei Felicity de sua prisão. Ela arrancou a camisa de cima de sua cabeça e encarou o estrago. Além de três botões faltando agora, ela também tinha uma mancha de café bem grande manchando o tecido azul.

— Ugh, era uma das minhas favoritas. — ela disse curvando os ombros levemente.

— Felicity?

— Hm? Oh sim, obrigada pela ajuda. Eu pensei que ia morrer sufocada por mim mesma, mas eu aprendi minha lição e não vou mais pedir meu cappuccino com leite de amêndoa. — ela disse dobrando a camisa com as mãos. — O que está fazendo aqui em cima?

— Fe-li-ci-ty?

— Sim?

Encarei seus seios sem pudor algum e ela se tocou que estava sem camisa. Suas bochechas ficaram vermelhas e o rubor desceu até o topo de seus seios lindos e eu sabia que com a pressão certa, eles ficariam vermelhos também.

Droga. Eu sou um pervertido.

Estamos em uma escola de crianças, pelo amor de Deus.

Felicity disparou para um dos armário no final da sala e eu me dei conta de onde estávamos. Essa deveria ser a sala de aula dela. Umas quinze mesas estavam distribuídas em fileiras curtas e todas elas eram equipadas com computadores de última geração. As paredes tinham piadas sem graça sobre computação e algumas regras.

Sim, esse lugar gritava Felicity Smoak.

Me virei para a parede quando vi ela pegando o que parecia ser uma camisa extra e dei um senso de privacidade para a professora, mesmo que eu já tenha visto boa parte do que ela tinha escondido ali.

— Oh, por favor, você já viu tudo que tinha que ver e agora está de costas?

Sorri levemente.

— Eu consigo ser um cavalheiro quando eu quero. — eu respondi e ouvi seus passos de volta e me virei. — Professora, você sempre me faz viver experiências estranhas e eu gosto disso.

— Eu derramei café em mim mesma e tentei me limpar, no meio tempo consegui ficar presa na minha própria camisa e um jogador de futebol bonitão vem salvar? Nem Hollywood consegue inventar algo sim, eu sei. — ela disse e eu percebi que havia vestido uma blusa rosa. Talvez fosse a mesma do dia em que nos conhecemos.

— Tudo que eu ouvi foi você me achar bonitão. — eu alfinetei e ela revirou os olhos indo até a sua mesa onde tinha alguns papéis, um notebook, um pote de doce e uma caneca com o logo dos Rocketes cheia de canetas e lápis. — Eu acho que você solta esses comentários de futebol para me provocar, mas saiba que eu adoro eles, professora.

Ela se virou para mim e ergueu uma sobrancelha.

— Estou certo? — perguntei e ela deu de ombros com um pequeno sorriso que era ambíguo demais. Se virou e abriu seu notebook e uma tela de cheia de código e números apareceu e eu duvidava que era essa a matéria que a escola ensinava para as crianças. E então eu tive uma ideia. Uma ideia brilhante. — Você é um gênio dos computador, não é?

— Oh, eu estou ofendida por você ainda duvidar. — ela disse se sentando em sua cadeira de rodinha.

— Pode me ajudar com algo levemente ilegal? — perguntei e ela virou completamente para mim agora e eu tive toda a sua atenção.

— O quão ilegal estamos falando?

— Ilegal o suficiente para render um processo bilionário, mas não suficiente para você ir para Iron Hights. — respondi e ela franziu o cenho. — Interessada?

— Muito. Por favor, se sente. — indicou a primeira mesa na frente da sua e eu me sentei lá.

Sentei na primeira mesa na fileira na sua frente e coloquei o pequeno notebook que valia mais do que o meu próprio celular dentro da gaveta da mesa e cruzei as mãos em cima dessa última. Eu confiava em Felicity o suficiente para pedir um favor tão grande assim? Ela seria capaz de entrar no sistema da Queen Consolidated? De acessar o que eu precisava saber? Encarei seus olhos azuis que me encaravam pacientemente e tomei minha decisão.

— Eu e os gêmeos estávamos fazendo o dever de casa e eles reconheceram a minha mãe de uma matéria no jornal. — eu disse e consegui ver as engrenagens dentro de sua cabeça começando a girar. — Damien disse que ela foi visitar a mãe deles em um das recaídas do câncer que ela tratava.

— Mas você não os conhecia até este ano, não é? — perguntou confusa e eu assenti. Então ela matou a charada em questão de segundos. — Quer saber se sua mãe os conhecia antes?

— Sim. Não sei se devo levar a sério porque eles vivem confundindo pessoas, mas minha mãe não é qualquer pessoa. — eu disse levemente amargo. — Eles disseram que ela pagou a conta do hospital para Sara.

— Quer seguir o rastro do dinheiro e confirmar se foi enviado de sua mãe?

Eu assenti.

— Eu pensei que seria algo mais interessante, Oliver. — ela disse e começou a digitar em seu computador com uma expressão concentrada.

— Você consegue?

— Já estou dentro do servidor do hospital. — ela disse e continuou digitando.

— O que? Tão rápido?

— Como é a sua primeira vez me vendo em ação, eu vou fingir que você nunca usou esse tom de surpresa comigo. — ela cantarolou e eu levantei e fui até o seu lado. — Apenas cruzei referências com os nomes das crianças e achei matrículas anteriores em duas escolas, a última foi em Central City e o nome da mãe estava na ficha. Sara Drake Lance, não é?

— Uhum. — eu respondi sem conseguir acompanhar o número de páginas que se abria na tela do computador de Felicity e vários documentos online apareciam diante de nós.

— Ela foi internada três vezes. A primeira e a última conta foram pagas pelo convênio dela em algumas parcelas, porém a segunda vez foi paga a vista por um doação anônima. — ela disse apontando levemente para uma tabela com números. — Devo seguir?

— Sim. — eu disse e ela voltou a digitar.

— Oh, a segurança desse hospital é horrível. — disse e eu observei como seus dedos voavam no teclado. Era absurdamente rápido. — O dinheiro veio de uma empresa subsidiária da Queen Consolidated chamada Tempest. E essa transação foi aprovada por... Moira Queen.

Fechei os olhos e consegui escutar Felicity ainda digitando.

— Oliver?

Abri meus olhos e vi que ela tinha parado em um tela com mais uma tabela cheia de números. Eu não entendia nada do que aquilo significava, mas a expressão de Felicity era escura e meio triste? Coloquei a mão em seu ombro e ela ergueu o olhar para mim, estavam cheio de pena.

— O que?

— Essa não foi a primeira transferência feita e aprovada pela sua mãe. Ela fez uma dois dias depois do nascimento deles e pagou as contas médicas do parto. Depois mais uma grande transferência, e por fim a quitação da segunda ida ao hospital da mãe deles. — ela disse com a voz baixa e eu me afastei andando até a porta esfregando o rosto.

Ela sabia. E ela fodidamente escondeu. Este tempo inteiro, minha mãe sabia que eu tinha dois filhos á poucos quilômetros de distância de mim e manteve isso em segredo. Ainda fez questão que isso não vazasse ou chegasse em meus ouvidos de forma alguma. Ela comprou o silêncio de Sara com dinheiro da empresa da família e eu nem queria pensar no que mais ela poderia estar escondendo debaixo de seus tapetes ou quais esqueletos tinham em seu armário.

— Oliver, eu sinto muito. — ouvi Felicity dizer atrás de mim e eu consegui acenar em resposta. Se eu abrisse minha boca agora, provavelmente iria gritar e descontar nela. Uma pessoa que não tinha nada a ver com a merda que minha própria mãe havia feito. — Aonde estão as crianças?

— No planetário.

— Oh, eles estão com Anthony?

Eu assenti e respirei fundo.

— Obrigada pela ajuda, Felicity. — eu disse e saí da sala sem me despedir.

Caí no corredor novamente e fui até as portas duplas. Talvez ela conseguisse perdoar minha falta de etiqueta dada a situação, mas eu só queria ver os remelentos agora.

Encontrei os dois do jeito que eu havia deixado perto do professor grisalho e de Anthony. Os quatro pareciam envolvidos em uma discussão sobre cometas, eu acho, eu não sabia ao certo. Vi Damien me ver primeiro ali na porta e ele sorriu um pouco assim como Julianna que acenou e por fim Anthony que deu um grito de guerra e veio correndo até mim. Ele me agarrou pelas pernas em um abraço de urso e eu consegui sorrir um pouco.

— E aí, amigão? Tudo bem?

— Hoje o professor Wells nos ensinou constelações, Tio Oliver!

— Uau!

Senti alguém atrás de mim e pelo cheiro de flores e o sorriso enorme de Anthony, sabia que era Felicity. Ela tinha vindo atrás de mim? Por que? Balancei minha cabeça e caminhei até o gêmeos assim que Anthony me soltou e atacou Felicity em seguida.

— Olá, eu sou Oliver Queen.

— Professor Harrison Wells. — se apresentou o professor ao aceitar minha mão estendida.

— Papai, você sabia que um cometa é o astro mais lerdinho do universo? Por isso ele demora anos e anos para passar de novo no céu? — perguntou Julianna e eu sorri, negando. — É meio chato né? Eu prefiro as estrelas cadentes, elas são mais rápidas.

Eu sorri e senti meu peito apertar levemente. Eu poderia ter visto ela nascer e dar os primeiros passos... Cacete. Eu não sabia lidar com essa merda emocional. Eu sabia lidar com penteados de cabelo, lancheiras e lição de casa. Tudo que eu conseguia aprender na prática ou um de um site, mas isso não.

Peguei Jules no colo e a abracei firmemente. Ela não se incomodou, apenas me abraçou de volta e deitou sua cabeça em meu ombro. Seu cheirinho infantil de chiclete e colônia para crianças da Barbie me atingiram e eu me permiti relaxar um pouco. Ela estava aqui agora e ninguém iria tirá-la de mim. Nunca.

— Acho que está na hora de ir, pessoal. — eu disse me virando para o professor e Damien que me encaravam curioso e preocupado respectivamente. — Vocês já tomaram o tempo do professor demais e eu acho que ele tem coisas para fazer ainda hoje, assim como nós.

O professor e as crianças se despediram e eu coloquei Julianna no chão.

Damien ainda me encarava preocupado e meio confuso, mas eu apenas o peguei também no colo e o apertei contra mim. Merda. Eu poderia ter lido Harry Potter para ele bem antes dele saber ler por si só, poderia ter ensinado futebol e tantas coisas mais. Isso era muito fodido. Os braços de Damien vieram ao meu redor de modo hesitante, mas em momento algum ele me empurrou ou recuou, mas sua recepção não era tão calorosa quanto a de Jules. Eu aceitei de qualquer modo.

— Você sabe que eu faria de tudo por você e pela sua irmã, não sabe? — perguntei em voz baixa e senti ele assentir devagar. — Eu sei que não sou o pai perfeito, mas eu vou fazer de tudo para vocês nunca mais ficarem sem um pai.

— A gente não quer um pai perfeito, eles são chatos. — ele sussurrou ao pé do meu ouvido e apertou meu pescoço com seus bracinhos e eu ri.

Senti meus olhos pinicarem levemente.

— Damien! Damien! A gente vai para o parque! — exclamou Anthony se aproximando de nós aos berros. Eu e Dame nos viramos para Anthony que estava sorrindo de orelha a orelha. — A tia Lissy que disse!

Encarei Felicity que estava conversando com Julianna sobre algo que fazia a remelenta rir e depois de um tempo nossos olhares se cruzaram e eu fiquei feliz na decisão que havia tomado. Eu sentia em meus ossos que poderia confiar nela sem reservar, e sem me arrepender.

— Vamos?! O último a chegar na porta, é um ovo podre!

Damien pulou de meu colo e saiu em disparada, mas Julianna já tinha a vantagem de estar bem perto da porta e ganharia dos dois. Me aproximei de Felicity e ela sorriu levemente.

— Que tal aquele drink se tornar um café? — sugeriu e eu pensei em alguma desculpa para negar o seu convite, mas não achei nenhuma que eu quisesse realmente usar. — Eu derrubei o meu último, lembra? Preciso de cafeína e você de companhia, então?

— Desde que não seja com leite de amêndoa. — eu disse dando ombros e ela riu.

Seu sorriso conseguiu melhorar um pouco do meu humor, mas bem pouco.

Notas finais
Quem me conhece á algum tempo ou de outras fanfics, sabe que a bolha cor-de-rosa nunca dura por muito tempo. A dose do drama que faltava aqui chegou. Moira sabia sobre os gêmeos e comprou o silêncio de Sara. Oliver não vai reagir muito bem á isso, mas irá se aproximar ainda mais de Felicity. E coisinhas irão acontecer nesse meio tempo aí... Querem mais? Comentem! Indiquem! Favoritem! Recomendem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ (Atualizada!) L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também! PS²: Vamos bater #180 comentários? Ou mais uma recomendação?