Notas iniciais
Leiam, comentem... Sei que está TREMENDAMENTE exagerado, mas, comentem o que acharam e em que posso melhorar x)
Obs: Não consigo adicionar os parágrafos, tentei mesmo, mas eles são todos excluídos na hora da publicação =/

CLÃ PROTECT -

CAPÍTULO 1

Meu corpo jazia ao chão, uma leve chuva começara que, juntamente com o frio, arrepiavam os pelos de minha nuca. O mundo a meu redor girava e apenas duas figuras pareciam estar fora de rotação, o corpo de uma mulher inconsciente — possivelmente morta — à minha frente, e uma silueta que se posicionava próxima a ela.

Não sei se não enxergava a silueta bem devido a névoa que rodeava o local, ou se estava perdendo a consciência e minha visão já começara a falhar.

A silueta moveu-se, ignorou totalmente o inerte corpo da mulher e veio em minha direção.

— Quem diria, um descendente daquela espécie. E uma criança ainda! — exclamou a silueta, sua voz era poderosa, como se a cada palavra fosse uma demonstração da enorme diferença entre nós.

Mas, ei! Estou adiantando demais os fatos. Meu nome é Allen Red Sword, e, sim, aparentemente este é meu nome real. Bem, vamos começar me descrevendo, meus cabelos são louros, minha estatura é normal para um garoto de dezesseis anos — um metro e setenta e tantos de altura e cinquenta e tantos quilos -, a única coisa peculiar em mim são os meus olhos, bem, não é como se eu tivesse olhos gigantes como aqueles retratados em alienígenas nos filmes antigos — e atuais também! -, mas a coloração deles é peculiar, são vermelhos! E não qualquer vermelho, um vermelho sangue, como se fossem duas pequenas e grossas veias que dão círculos eternamente em volta da pupila.

Bem, vamos ver, por onde posso começar a contar minha longa e incomum história? Ah, sim, do dia em que protegi um anjo.

Os raios de sol começavam a adentrar meu quarto, pequenos feixes de luz viajavam e dançavam em meu rosto, o relógio já tocava a vinte minutos, enquanto eu travava uma luta de vida ou morte com minha eterna companheira-para-todas-as-horas, preguiça — pri, para abreviar -, continuei dominado pela força inimiga por mais cerca de dez minutos, até a batalha ser adiada, devido a forças maiores, é claro.

-Allen! Levanta, hora da escola! — berrou minha mãe — também conhecida como "forças maiores".

Não respondi, me levantei calma e lentamente e me arrepiando a cada sopro que tocava meu corpo.

Fui ao meu pequeno armário, catei o uniforme escolar e me dirigi ao banheiro. Depois de uma ducha de aproximadamente quinze minutos, parei em frente ao espelho do banheiro e me observei.

Meus cabelos continuavam molhados, mas não toquei neles, meus olhos se dirigiram diretamente ao uniforme. Ele era simplesmente incrível! Bem, sei que parece estranho, um uniforme escolar? Bonito? Normalmente daria uma boa piada, mas dessa vez é diferente, bem, agora é diferente, pois antes deste, usávamos um típico uniforme escolar, calça verde limão, camiseta lilás com três listras, uma laranja, outra rosa, e a outra um tom que misturava verde-vômito-de-bebê e azul, tudo isso por baixo do nosso lindo casaco amarelo.

Mas, ao que parece, algumas pessoas não se sentiam bem usando aquela roupa, hum, extravagante? Então, o conselho estudantil da escola agiu, pediu permissão para desenhar um novo modelo, e é este que uso agora: Uma camisa social branca, por baixo de um casaco de jeans escuro com marcas lineares de costura, e uma calça do mesmo estilo do casaco, lindo!

Mal havia chego a cozinha da casa, quando o celular em meu bolso toca. Atendo com um simples "Alô" e recebo um pedido que acelerou meu coração por um segundo:

-A-Allen? SOCORRO! — gritou a voz do outro lado da linha

-Saya? — perguntei — O que houve? ?

-E-Eles estão as... Assaltando a escola, Allen! — gritou ela.

-Assaltando? Sério? — perguntei, em um tom duvidoso.

-Óbvio demais? — perguntou ela, confirmando minhas expectativas... Era uma brincadeira.

-Não, impossível demais. Que assaltante assaltaria uma escola? — pergunto à ela.

-Bem pensado... Quando imaginei a cena, parecia incrível! — disse ela.

-Incrível... Sim, claro! Na próxima, você imagina uma invasão de coelhos gigantes! — digo, irônico — Enfim, por que me ligou?

-Bem, como parece que seu despertador não funciona, resolvi te ligar pra lembrar que você tem compromisso de manhã, toda manhã. — disse ela.

-Por que esse tom? Ainda são... — vislumbro um relógio pendurado na parede, e, no mesmo instante, meus olhos se arregalam e meu cérebro exibe uma tela azul. — Sete horas.

-Exato. Depressa! — disse ela e, por fim, desligou.

Segui de volta ao meu quarto, o mais rápido possível, juntei minha pasta, que me aguardava calmamente no chão, e corri de volta todo caminho em direção à porta de saída, ignorando completamente o café-da-manhã não tomado.

Cheguei na sala no mesmo instante que nosso rabugento professor à adentrava, então, em um rápido movimento, depositei meu material em cima da classe, e me sentei logo em seguida.

A aula seguiu normalmente, Saya sentava-se do outro lado da sala, tinha cabelos louros, olhos verdes, e tinha uma estatura normal, nem muito alta, nem muito baixa, nem gorda, nem magra. Não que eu olhava muito pra ela... Só achei que fosse um detalhe importante... Acho.

Quando a interminável aula teve seu interminável fim, Saya veio até minha classe, deu um tapa na mesa e gritou:

-Coelhos gigantes! ? Não tinha nada melhor não?

Depois de alguns segundos, quando a cor do meu rosto deixou de ser vermelho-tomate e voltou à sua cor natural, ou quase isso, respondi:

-Não. Coelhos gigantes combinam perfeitamente com você.

-Há Há — forçou ela — Bem, hoje à tarde, lá em casa. Certo?

-Hã? Por quê? — pergunto, enquanto meu cérebro reinicia depois de mais uma tela azul.

-Lembra a tarefa que o professor Dote passou para nós ontem? — perguntou ela — Era pra ser feita em dupla, que eu me lembre... A não ser que você já tenha outra dupla, nesse caso, então não precisa ir.

-Ah, lá vem você de novo... Com quem mais eu vou ir além de você? — questiono, não falo isso por amizade ou coisas assim, e sim, por que Saya é a única amiga que tenho.

-Certo então, te vejo lá. — disse ela.

À tarde passou como um relâmpago, a tarefa foi feita nos primeiros dez minutos de reunião, após isso, ficamos revezando entre jogar alguns jogos de tabuleiro ou video-game, ou mexer nas redes sociais, pelo computador.

Estávamos sozinhos em casa, o que me deixava extremamente nervoso, o por quê? Bem, sinceramente, não tenho idéia, talvez seja medo, medo de algum assaltante aparecer ou algo assim... Acho. Saya vivia com o pai, sua mãe já era morta a tempo, e o pai dela era o diretor da nossa escola, sendo que o mesmo trabalhava manhã e tarde, a noite outro o substituía.

Quando o sol começou a ficar mais baixo e a iluminação começou a ser produzida por postes de luz ou lâmpadas, eu cometi o maior erro da minha vida.

Estávamos assistindo alguns programas aleatórios que passavam na imensa televisão de Saya, ambos sentados em um sofá só para duas pessoas, quando ela disse:

-Allen. Tem algo que eu quero lhe dizer. — A princípio, não achei nada demais, mas quando eu olhei pra ela, notei que ela estava alguns tons mais vermelha. Como deixa, meu coração acelerou, o que ela queria dizer? Que ela tinha um namorado secreto? Ou será que... Não, não, não tem como ser isso, somos apenas amigos, certo? Ou não?

Todas aquelas perguntas estavam ecoando na minha cabeça, não conseguia clarear o pensamento, meu corpo tremia de forma descomunal, e o suor começava a brotar em minha pele.

Me levantei, agora, era como se meu corpo entrasse em modo automático, minha boca era incapaz de formar palavras, a única coisa audível que saiu dela foi.

-Embora... Eu... Preciso... — mais nada, era como se algo impedisse minha boca de abrir.

-Allen? — perguntou ela — Você está bem?

Eu caminhei em direção à porta, minha cabeça latejava em dor, meus olhos lacrimejavam, e meu coração batia de uma forma tão ridícula que parecia que quebraria minha caixa torácica, rasgaria a pele e continuaria pulando, ruma à lua, ou marte, talvez.

Dois braços se entrelaçaram em minha cintura, foi o único momento em que meu cérebro se tornou lúcido novamente, apenas à tempo de ouvir aquelas palavras:

-Allen, eu te amo! — disse Saya, em alto e bom som.

Mas, depois disso, novamente, meu corpo entrou em modo automático, as palavras dela, daquela garota, daquela linda garota, ecoavam e destruíam cada célula do meu cérebro, foi quando eu fiz, aquilo de que teria me arrependido pelo resto da vida.

Meus braços se moveram sozinhos, e empurraram ela de volta ao sofá. Quando eu percebi o que tinha feito, eu olhei para os olhos dela, lágrimas rolavam pela sua face.

Por fim, fiz a última coisa que consegui, corri. Corri de lá, como um garoto assustado fugindo de um fantasma, um fantasma que lhe perseguiria pelo resto da vida, mas, nesse caso, o fantasma foi a minha ação.

Depois de alguns minutos correndo, quando o luar já pairava no céu, e uma densa névoa cobria toda minha vista, a única coisa que consegui dizer foi:

-O que eu fiz !?

Notas finais
como avisei antes, os parágrafos não estão saíndo, tentei até manualmente, mas nem assim eu consigo... Então, leiam assim até eu conseguir resolver isso, ou a própria Nyah! perceber... Enfim, desculpem o incômodo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.