Club Dos Prazeres
1 Capítulo 1- Prologo
Notas iniciais
Gzuis segurem as calcinhas, ou melhor, sai fora daqui gzuis, é pecado. Recapitulando... Mundiçaiada e pervas sem salvação arranquem suas calcinha e ponha um gelinho na boca e uma garrafa dágua no meio das pernas porque o bicho vai pegar.
BORA LER CAMBADA!!!
** Prólogo**
Meu pai sempre me disse que devemos buscar a realização de nossos desejos.
Eu concordo com ele e vou um pouco mais além. Eu ajudo as pessoas a realizarem seus desejos também, da forma mais prazerosa possível.
Ergo meu sorriso orgulhoso de mim mesmo.
Na época eu não imaginava que o Clube dos Prazeres seria um negócio tão satisfatório, não apenas falando da parte rentável, mas das histórias que presenciei e dos grandes amigos que obtive aqui.
Quando digo que sou proprietário do Clube dos Prazeres em minhas apresentações as reações que vejo no rosto das pessoas é quase palpável. Terror. Admiração. Nojo. Fascínio. Curiosidade. Luxúria. E claro todos estão sempre convidados a uma visita inicial, afinal você mesmo pode desconhecer seus desejos mais profundos e obscuros.
- Mestre G! — sou interrompido pela voz da doce Sub Maggie, que está segurando uma bandeja nas mãos com minha dose de whisky. Ela fica adorável em suas roupas de couro e olhar baixo. Eu mesmo já tive o prazer que chicotear esse belo traseiro, mas como nem tudo é perfeito, Maggie para mim é submissa demais, eu gosto de jogar com um pouco de resistência.
- Obrigado pequena Maggie. Você está adorável essa noite. Agora pode voltar ao Mestre Emerson, essa noite promete ser bastante movimentada. — ela apenas concorda com a cabeça e sai andando em direção ao bar. As coisas seriam tão fáceis para mim se eu não fosse tão exigente, existem muitas mulheres boas o suficiente para eu querer estar ao lado delas, mas eu ainda não havia encontrado meu grande desafio. Não ainda.
Eu não estava enganado quando presumi que a noite seria movimentada. Ainda era cedo e o salão já se encontrava cheio. A fama do Clube estava se espalhando pela cidade e interesse estava sendo despertado em muitos. Nessas horas eu agradecia aos céus por ter amigos tão leais como Mestre Emerson, que apesar de todos os seus demônios era um inferno de bom com as mãos e sabia como preparar uma dose. Um amigo que conquistei aqui e que levaria pela vida toda. O professor Gabriel Emerson tinha meu respeito por ser quem é, e eu não costumo confiar em qualquer um.
Caminhei ao longo do salão e deixei meu copo vazio em uma mesa, minha intenção era verificar os calabouços primeiro, mas antes parei para admirar a cruz de St. Andrew e a bela morena atada a ela. Nua e excitada. Sendo chicoteada por seu Senhor e inclinando seu esbelto corpo pedindo por mais. O rosto transformado em puro prazer. Realmente uma bela visão.
Desci as escadas, ajustando meus olhos para o ambiente mal iluminado. Logo encontro Mestre Jeremiah, trajando apenas uma calça de couro. O fodido sabia ser cruel e injusto com as mulheres. Eu sorri. Fora isso, ele usava apenas a pulseira dourada em seu braço que indica sua posição dentro do clube. As pulseiras douradas são designadas aos mestres e hoje existem apenas seis contando comigo, para ser digno dela o homem precisa de experiência e minha confiança e isso eu não concedo a qualquer um.
As pulseiras cor de prata eram dos Senhores, as de cor verde dos novatos em treinamento, as pretas as submissas sem um Dom fixo, pois as submissas que pertenciam a um senhor não usavam nada, a não ser algo que indicasse propriedade dele, e as pulseiras vermelhas eram designadas aos curiosos, que poderiam mudar de opinião a qualquer momento claro.
- Mestre G! — Jeremiah Hamilton me saldou com seu sorriso branco brilhante. O bastardo deve ter ficado milionário apenas sorrindo para os clientes.
- Eu já te falei que você deveria seguir carreira como modelo de creme dental?
- Vá se foder Gideon! — nós dois caímos na gargalhada.
- Estou falando sério Jeremiah, nunca falei tão sério!
- Nem eu! — ele responde ainda rindo.
- Como estamos esta noite por aqui? — questiono a respeito do ambiente.
- Aparentemente tudo calmo, mas eu gostaria de chutar uns traseiros para fora do clube esta noite. — ele diz isso com um brilho malicioso nos olhos, e eu seguro uma gargalhada. Quando eu esperava um movimento muito grande para uma noite como a de hoje, os mestres eram convocados para exercer uma função como guardiões, além dos seguranças que já existem, me ajudando a manter a ordem, e se por acaso algum engraçadinho decidisse extrapolar as regras, cabia a eles dar um fim no indivíduo o colocando para fora sem esperança de retorno. Apesar de ser um clube onde se tem a prática de BDSM, espancar uma mulher dando dor e não prazer é algo que nunca permitirei por aqui.
- Obrigada por vir em meu socorro.
- Eu sempre me divirto com esse trabalho sujo Mestre G. Meu pagamento é saber que o Clube dos Prazeres sempre estará aqui como minha segunda casa...
Sim, eu venderia minha alma se fosse preciso por esse bastardo. A confiança e lealdade dele em mim eram coisas raras de se encontrar. E é por esse e muitos outros motivos que Jeremiah era um amigo e um Mestre do Prazer.
- Preciso verificar o resto. Vejo você mais tarde em meu escritório?
- Estarei lá!
Nós, os Mestres, sempre terminávamos uma noite de grande movimento no meu escritório com uma boa bebida e muitas histórias para contar.
Eu acenei para Jeremiah e voltei pelas escadas até o salão principal.
Não precisei ainda verificar os quartos privados, pois o acesso a eles só é liberado a partir da meia noite, e não é qualquer um que é permitido vagar por lá.
Novatos, curiosos, visitantes ou o que seja que gritasse “não tenho experiência” eram mantidos bem longe dos quartos. Lá existiam coisas que até o diabo duvidaria.
Decidi voltar alguns passos e verificar o local onde as cenas acontecem. Ai as pessoas me perguntam: Gideon, que cena? Você está falando de atuar? E então eu respondo: Porque não?
Que atire a primeira pedra quem nunca teve uma fantasia de ser a “Enfermeira safada”? Pois é exatamente para isso que as cenas servem. Eu montei cuidadosamente vários cenários onde uma mente pervertida como a minha pode vagar. Uma sala de médico com mesa de exame, uma biblioteca, um escritório executivo onde uma bela secretária pode ser fodida na mesa, e assim vai. A grande diferença é que assim como nos teatros, aqui no clube os espaços de encenação não tem privacidade, e há sempre um bom telespectador para a cena. Hoje não estava sendo diferente, todos os ambientes estavam ocupados e o corredor cheio de pessoas a olharem pelos vidros transparentes.
Avistei mestre Cullen rodeado por duas mulheres loiras e presentes bem no fim do corredor. Ou eu deveria dizer coagido? Não posso dizer que ele estava se opondo a abordagem, afinal ele é um safado irreversível, e seus cabelos cor de bronze e seus olhos verdes eram o sucesso e a procura da grande maioria das mulheres. A cada noite Edward Cullen se divertia com uma bela diferente, seus demônios nunca deixavam ele se fixar em uma única mulher. Em todos esses três anos que eu o conheço, nunca.
- Creio que a noite está boa o suficiente para você Mestre Cullen? — instantaneamente as mulheres me olharam e uma mistura de cobiça e luxúria e me foda agora passou por elas. Céus tão fáceis. Porque? Ele levantou o olhar do peito das mulheres e sorriu abertamente.
- Você nem pode imaginar o quanto Mestre Inspetor G!
- Bastardo! Eu preciso de toda a sua atenção nessa merda aqui. Você pode foder com o cérebro delas mais tarde. O que acha?
- Acho que você é um estraga prazer. Ok belezuras, vocês ouviram Mestre G. Estão me atrapalhando. Mais tarde quem sabe, agora vão.
Elas nos lançaram um último olhar do que deveria ser sensual e saíram rebolando seus traseiros desnecessariamente. Eu tive que revirar meus olhos.
Eu realmente aprecio uma loira, mas essas duas aí eu vou passar.
- No dia que uma mulher te colocar na coleira Mestre Cullen, eu juro que darei uma aula pública de como foder seus miolos.
- Está brincando comigo? O dia que eu encontrar essa mulher eu me caso com ela!
Um trovão soou lá fora e nós dois nos assustamos.
- Jesus Cristo homem! Não profira coisas apocalípticas! Eu tenho muito ainda a viver!
Depois dessa, fomos obrigados a cair na gargalhada.
- Isso foi realmente estranho. — disse ele ainda sorrindo.
- Eu que o diga. Como estamos em nosso pequeno teatro de obscenidades?
- Wow que essa noite está quente por aqui, eu realmente apreciei uma “aluna” usando blusa transparente e saia rodada. Eu voltaria a escola por ela.
Eu tive que rir mais uma vez.
- Um safado irreversível Mestre Cullen!
- Sempre as ordens Mestre G.
- Você sabe me dizer onde encontro o bastardo do Grey?
- Ouvi sobre algo acontecendo nos jardins. Ele saiu em disparada para lá.
- Eu não fiquei sabendo de nada, vou verificar!
Confesso que qualquer menção de problemas me deixa alarmado, deixo Cullen no corredor e saio em disparada em direção as portas principais e corro ao estacionamento.
Assim que chego a cena já está toda desenrolada.
Uma pequena mulher envolta em um roupão felpudo, seu rosto banhado em lágrimas. Cinco seguranças do clube rodeando o que parecia ser Grey imobilizando um cara que se debatia no chão. Os olhos desfocados e uma baba escorrendo pela boca.
- O que diabos está acontecendo aqui?
Grey levantou sua cabeça para me encarar.
- Aparentemente temos um porra de um drogado aqui!
Meu sangue gelou. Drogas não eram permitidas em meu clube, nunca foram e nunca seriam permitidas. Para mim quem se metia com essa merda não merecia nem um grama do meu respeito.
Após o choque inicial o gelo foi substituído pela ira. Eu estava fervendo de raiva. Eu me virei para a entrada principal e não precisei chamar James, meu chefe da equipe de segurança já estava pairando bem atrás de mim.
- Você pode me explicar que porra é essa? — eu apontei para o homem ainda babando e se debatendo no chão. — Como esse merda entrou no meu clube?
- Aparentemente a droga estava escondida em locais que não podemos identificar na entrada. — James me respondeu profissionalmente. Eu trinquei meus dentes e fechei mês punhos antes que socasse alguém. Eu me virei para mulher que ainda chorava copiosamente.
- Você está bem querida?
Ela não me respondeu, apenas agarrou o braço do segurança e chorou mais. A pulseira verde indicava que ela era uma novata. Quanto mais fodido isso poderia ficar? Inferno!
- Mestre Grey? Ele é parceiro dela, o que aconteceu exatamente?
- Aparentemente eles acabaram de se conhecer e aparentemente ele tentou estuprá-la enquanto ela estava amarrada na estaca.
- Putaqueopariu! Você não usou a palavra de segurança querida?
Eu errei ao olhar para ela com toda minha ira, a pequena mulher, se for possível, se encolheu mais.
- Ela usou Gideon, mas o bastardo estava fora de controle e foi por isso que interferimos. Era uma cena, mas não tivemos escolha.
Eu soprei uma maldição e saquei meu telefone puxando rapidamente o nome da única pessoa que daria um jeito nesse estuprador drogado rapidinho. No segundo toque eu escutei a voz do meu último mestre e melhor amigo.
- Travis Maddox.
- Mova seu traseiro gordo até o Clube!
- Porra Gideon, eu sei que a casa está cheia, mas para sua informação estou no meio de uma foda muito boa por sinal.
Eu tive que rir. Filho da puta!
- Mestre Grey está nesse momento imobilizando um estuprador drogado no chão do estacionamento. Eu pensei que talvez você quisesse se divertir com a gente no galpão antes de levá-lo com você para delegacia.
Maddox é um ex UFC capaz de matar um com seu gancho de direita. Mas graças a Deus ele trabalha para o FBI.
- Chego aí antes de fechar meu zíper... — e ele desligou.
Fechei meu telefone e encarei Grey com um enorme sorriso predador, ainda prendendo o homem no chão. Ele sabia o que faríamos a seguir.
- Tenho medo desse sorriso Mestre Grey.
- Aposto que não é tão diabólico quanto o seu Mestre G.
Eu sorri mais.
- A noite no Clube dos Prazeres acaba de começar!
Continua...
Notas finais
#alguém vivo aí???
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