Closer to the Edge

40 Epílogo: R U Mine


Notas iniciais
MALDITO OLHO NA MINHA LÁGRIMA, digo, maldito cisco que tá me dando irritação AH NÃO VAMOS MENTIR eu tô chorando aqui. Aos prantos mesmo. Terminar a fic consegue ser pior para o autor do que para o leitor, acredite, é pressão pra fazer algo de cair forninhos e ainda a saudade que vai ter. JÁ FALEI VOU PEDIR PRA ALGUÉM CLICAR NO BOTÃO QUE A FIC TÁ TERMINADA EU NÃO VOU CONSEGUIR APERTAR AQUELE BOTÃO DOS INFERNOS VIU BICHINHA? Ah enfim, eu planejava fazer algo de ver galaxyas, um texto bem gay falando o quanto vocês foram importantes e o quanto essa fic é importante para mim MAS ISSO VOCÊS JÁ SABEM além disso, a cachoeira que insiste em ficar em meus lindos olhos verdes iria aumentar, ai já viu. Anyway, vou sentir falta de vocês, tipo, pra caralho. Se quiserem me ameaçar em outras fics ou – vamos lá – me chamar nas mp’s tá valendo. Eu desejo a vocês um bom natal e um bom ano novo, vou passar o meu muito bem com meu cd da lana e com meu pote de sorvete de torta de limão. MENTIRA ISSO É PARA O MEIO DE JANEIRO VOU PRA BUZIOS AFOGAR AS MÁGOAS EM CHAMPANHE E BEIJAR GERA... minto, minha mãe vai tá lá. ANYWAY AMORES ai vou sentir tantaaaaaaa falta, vou terminar isso aqui antes que eu chore mais.

Nos longos dez anos desde que Annabeth Mary Chase foi coroada, ela fez o que rainhas fazem: reinou. E reinou bem, muito bem.

Logo em seu primeiro ano, foi aprovada pela grande parte dos ingleses e colônias. Não era por menos, seus conflitos pessoais com o Duque de Cambridge, Luke Isaac Nathanel Castellan, acabaram com o pescoço do jovem loiro na guilhotina. De alguma forma inusitada, os ingleses a amaram por isso. Além disso, seu reinado começara no meio de um conflito internacional, posto fim quando a Rainha resolveu opinar junto ao Parlamento Inglês.

O envolvimento real da monarquia e, mais precisamente, da Monarca – com seus vinte e poucos anos e sua inexperiência política como todo bom novo governante – foi decisivo, e a Guerra dos Sete Anos – que começara no reinado de Frederick I da Inglaterra e Luís XV da França, com disputas entre Áustria e a Prússia pela Silésia, e a velha rivalidade entre Grã-Bretanha e o Governo Francês por, bem, tudo – foi ao fim em 1763, com o nosso lado vitorioso.

Por fim, suponho que nossa governante sabe quando intervir e como ganhar uma guerra. Tudo em que ela põe as mãos parece virar lucro aos cofres britânicos, desde a vitória contra a França a cobrança da divida milionária aos portugueses, ao qual exportam toneladas de ouro e diamantes ao Governo da Grã-Bretanha.

Creio eu, assim como todos devem imaginar, que os ingleses pensam se o herdeiro, Príncipe Charlie Daniel Louis Frederick Chase, será um governante assim como a mãe.

Para o bem da Inglaterra, rezo que sim.

De certa forma, a loira não pode deixar de revirar os maravilhosos olhos cinza assim que leu a primeira página do The Sun naquela manhã de primavera. Não pela menção de Luke, que lhe serviu de álibi da gravidez e ainda o fez ir para a morte, com um sorriso aberto de Annabeth. Poderia ser o fato dos elogios aos quais ela ganhou aos montes ao ser crucial no fim da guerra dos Sete Anos, que ela herdou junto com a coroa. Talvez o fato de colocarem expectativa em Charlie, seu pequeno Chuck. Ele seria melhor que ela, tinha certeza, e não hesitaria em deixar a coroa para seu primogênito.

Um sorriso se abriu quando os olhos voaram em direção ao filho. O garoto era alto para alguém de dez anos, mas não era nem um pouco desengonçado. Foi difícil explicar os cabelos pretos, mas a memória de Atena veio a calhar, e isso foi esquecido. O sorriso torto e as rebeldes mechas negras lembravam tanto o pai do garoto que o coração da moça chegava a doer. Mas Charlie, surpreendentemente, era o responsável. A inteligência aguçada e mais os faiscantes cinza de seus olhos ele puxou da mãe, junto com a expressão de curiosidade sempre que acha um livro novo.

A contra ponto, Sophia Deborah Meredith Felicity Chase era determinada a deixar a todos de cabelo em pé. Conseguia se sujar de lama todo dia, não tinha nojo de pôr as mãos na terra quando brinca nos jardins e nem de se arranhar quando pulava as janelas, cortando os joelhos e canelas, correndo atrás do labrador que ela insistiu em ter. Ela foi a surpresa; quando Annabeth finalmente pôde respirar, Alicia mandou que tomasse fôlego de novo, pois Charlie não era o único. Gêmeos, não idênticos, mas gêmeos. O cabelo dourado ao nariz arrebitado foi por parte da mãe, o jeito orgulho e teimoso ela puxou de ambos os lados, mas a rebeldia incontrolável e os divertidos olhos verdes não enganavam a quem a garotinha puxou mais. Annabeth deveria saber, afinal, sua barriga estava com um inchaço fora do normal, e senti-los chutando foi a coisa mais aterrorizantemente linda que ela já presenciou.

As férias que o Parlamento lhe concedeu foram uma bênção. Duas semanas sozinha com seus filhos. Sem guerras, sem reuniões, sem dores de cabeça ou noites mal dormidas. O destino já era certo, e em menos de duas semanas eles acordaram em Atenas, Grécia. Por mais que Annabeth tivesse sonhado em pisar naquelas terras toda sua vida, pareceu que suas expectativas eram bem chatas comparadas à realidade. A linha entre passado e presente era algo extinto; esbarrar em algo de dois mil anos atrás era extraordinário, mesmo que isso aconteça em qualquer esquina.

Porém esse não era o único motivo da escolha.

Percy deixava joias ou qualquer objeto que lembrasse o colar que ele lhe dera, de preferencia com uma pequena carta dentro, em todo lugar que passava. Não importava. O moreno dava um jeito de algo deixado na Flórida aparecesse na Inglaterra onde somente a rainha encontraria. O último foi um bracelete em prata com uma grande pedra azul no meio. Abaixo da pedra um remendo de papel trazia os dizeres “Acrópole. O mais rápido possível. Eu vou saber quando estiver no local, até lá, fique bem minha rainha”. A joia em prata chegou a suas mãos há três meses, desde então, a garota não consegue dormir direito.

Na terceira tarde, a brisa fresca de começo de primavera trazia o perfume de flores, mas isso não acalmou a loira. A última carta estava sendo sufocada pelas suas mãos, amassando-o e o alisando repetidas vezes. O contato com o vestido de verão azul parecia deixa-la irritada. Suas costas se inclinaram para o tronco da solitária árvore, antes que seus olhos fosse à direção dos filhos ela suspirou de frustação. Charlie estava sentado na sombra de outra árvore do outro lado do pátio, os olhos idênticos aos da mãe se levantavam sempre que acabava um parágrafo, olhando para a saltitante irmã que pulava como um coelho por entre as peças históricas. O lado intelectual de Annabeth odiou o profundo desinteresse de chefes de estado que transformaram – ou ao menos tentaram – o templo principal da construção em uma igreja católica, ignorando o fato de que a Acrópole inteira era um tesouro da humanidade que tinha que ser protegido e restaurado para as próximas gerações. Por conta disso, o pátio estava vazio.

Annabeth estava tão perdida em pensamentos que sequer notou a pessoa que estava ao seu lado, até que se pronunciasse:

– Perdoe-me Alteza, — ele murmurou. A loira levou um susto, mas o choque que a voz lhe deu deixou seu corpo estático. – Mas acho que estou atrasado.

Ela se esforçou em se virar, mas quando o fez, teve vontade de chorar. Tantas noites em claro, tanta dor no peito causada pela saudade quase doentia. Os olhos verdes pareciam uma miragem de tão lindos. Sua vontade era de se prender em seus braços e nunca mais soltar, mas estava estática; não entendia porque, mas seu corpo não se movia. Parecia que se o tocasse ele sumiria.

Ele não fez nenhum movimento, ou sequer fez algum comentário como “sentiu minha falta? Ah, pergunta idiota, claro que sentiu”. Isso porque ele também estava do mesmo jeito, a garganta pareceu fechar-se diante da visão da garota. Estava uma mulher agora. O tempo passou e ele não se lembrava de como ela era linda, de como a cor de seus olhos era única, de como o cabelo loiro brilhava e a deixava com a aparência de um anjo.

Foi algo automático. Ambos se impulsionaram para frente, acabando com a distância em um beijo demorado. Não foi desesperado, foi calmo e sem nenhuma pressa. Queriam sentir de novo as borboletas no estômago e o coração acelerado. O moreno quase gemeu de satisfação quando sentiu o cheiro de morangos de Annabeth, a maciez da pele da garota e amou poder brincar novamente com os cachos dourados. Quanto a ela, aproveitou o gosto de hortelã que os lábios de Percy possuíam, sentindo o calor que ele emanava enquanto brincava com os cordões de sua camisa.

– Annabeth... – ele suspirou.

– Está atrasado. – ela murmurou de volta, fazendo-o rir. A garota balançou a cabeça, tentando fazer uma careta de reprovação. – E ainda tem a ousadia de rir.

– Preciso escrever uma carta formal pedindo perdão Real pelo meu atraso, minha cara?

– E se for necessário?

Percy sorriu com o brilho no olhar de acompanhamento, o típico sorriso que você pode até tentar treinar no espelho, mas dificilmente vai conseguir o mesmo efeito. Ele se inclinou para o rosto dela novamente, sussurrando com a voz rouca que ela conhecia muito bem:

– Talvez isso sirva.

Sua boca traçou uma linha de beijos pelo maxilar da garota até a boca, beijando-a sem nenhum pudor. Algo com fervor, do mesmo jeito que faziam quando adolescentes, aqueles que deixariam qualquer um constrangido ou com calor. Isso fez com que uma luz iluminasse a parte racional de Annabeth, e ela afastou o moreno, se encolhendo contra a árvore.

– O que houve? – ele juntou as sobrancelhas. Tão bonitinho.

– Não estamos sós. – ela sussurrou sem motivo algum.

– Ah. – os cantos da sua boca formaram um sorriso – Ele sabe, não?

Annabeth semicerrou os olhos e sorriu divertida. Então, Percy não sabia sobre Soph.

– Sim, — a loira assentiu – claro que eles sabem quem é o pai deles. – o s dela acabou se tornando um x de tanta ênfase que fez.

Percy piscou confuso, sua boca se abrindo sem sair som.

– Como...?

– Gêmeos – respondeu simplesmente, girando os calcanhares até estar atrás da árvore. Ela apontou com a cabeça o outro lado do pátio, onde Charlie os encarava com um sorrisinho e uma pontada de orgulho por ver os pais juntos. Já Sophia, que parou de se aventurar pelas colunas e estava sentada ao lado do irmão, os olhava com nojo. Afinal, eram seus pais. Eca. – Não idênticos, como pode perceber, — ela se virou para um Percy com um sorriso de rasgar a cara – mas gêmeos.

Ele arfou sem acreditar, se apoiando na árvore e olhando para cima. Balançou a cabeça com um sorriso bobo antes de olhar para a mulher loira ao seu lado, orgulho e alegria misturados no verde-mar.

– Gêmeos?

– Gêmeos. – ela assentiu, entendendo a reação. – Quer... Quer conhece-los?

– Claro que sim. – antes que Annabeth se virasse para o casal de irmãos, Percy a segurou pelo braço e a puxou gentilmente – Mas antes – ele hesitou – lembra-se do que falei antes de ir embora? Na última vez?

– Cada palavra. – e não estava mentindo, se lembrava de cada gesto. – Por quê?

– Não... Não sei se está pronta, mas fiz uma promessa. – o garoto estava prestes a fazer algo importante, era perceptível e explicado sua reação de nervosismo. – Prometi que da próxima vez que te visse, no caso agora, perguntaria se, de uma vez por todas, seria minha. Totalmente minha.

Annabeth respirou. Ela pensou nisso por muito tempo, desde que se separaram para ser mais exata. Sabia por que riu sobre a primeira página do jornal daquela manhã: Charlie teria que subir ao trono muito jovem, exatamente como ela. Na verdade, ela acreditava que com quinze anos o seu filho, seu pequeno e inteligente Chuck, assumiria a coroa e o império dele.

E ela não hesitaria nem um pouco. Seu garoto faria melhor.

– Teria que conversar com eles – ela apontou para seus filhos com a cabeça – Não vou ser igual minha mãe, vou mandar uma carta sempre que der, quero continuar presente, mesmo que não tão perto eu quero... – ela parou quando Percy aninhou seu rosto entre as mãos dele, usando aquele olhar de que tudo vai ficar bem. Annabeth respirou e se recompôs. – Já lhe disse. Sempre serei sua, e você sempre será meu...

– Qualquer outra coisa é impensável. – o moreno concluiu, fazendo Annie sorrir.

– Então... – ela fez um bico e semicerrou os olhos novamente quando ele retirou as mãos do rosto dela – Isso de eu ser sua é como... Um pedido de casamento?

Percy de uma risada e a beijou no alto da testa.

– Se você quiser que seja.

Houve um silêncio depois disso, e Percy conseguiu ver os pensamentos de Annabeth rodando pela mente dela. Ambos se encararam longamente, desejando que o momento nunca acabasse. Annabeth poderia soltar muitas coisas, como uma risada ou um comentário que o faria rir novamente. Provavelmente daria certo.

– Quero que seja. – ela entrelaçou os dedos nos dele – E digo desde já que aceito.

Notas finais
AINDA TEM AS NOTAS FINAIS NÉ VIADO? Mas nessa aqui vou fazer de garota comportada e fazer um texto muito nhonho procês. Não sei se posso ter a honra de fazer isso, mas quero mostrar meus agradecimentos por essa história ter ido até o final. Não irei agradecer aos meus amigos ou até mesmo a minha família, quem é amado sabe que é amado. Quero agradecer aos meus leitores, os que estão aqui desde o começo aos que chegaram no meio, mas principalmente os que me aguentaram até aqui. Todas as notas monstro e meus ataques, as minhas brigas e a minha vida ridícula ao extremo, minhas ideias malucas pra essa fic e a montanha russa de reviravoltas que essa história se tornou - a culpa é minha, tô sabendo. Uma história tem que ser lida, e serei eternamente grata a vocês por lerem essa coisa maluca que tive criatividade e muitas ervas de ajuda para criar. Agora, pela última vez nessa fic: You Know You Love Me XOXO MrsDaddario
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!