Closer To You
10 Owe you an apology
Levantei 9:00h no outro dia, milaaaagre! Fui pro banheiro, fiz minha higiene matinal e coloquei uma roupa confortável, desci, e o café estava na mesa com um bilhete do meu pai: ‘’fui trabalhar, volto a noitinha, beijos princesa.’’ fiz um sanduíche natura, e comi. Resolvi ir correr um pouco pelos quarteirões, então fui trocar de roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=34259868&.locale=pt-br . Sai de casa e comecei a correr pelas ruas ali perto. Depois de quase uma hora correndo, avistei Justin sentado na calçada em frente a casa de seus avós, olhando pro chão. Fiquei olhando ele durante um minuto, quando percebi que ele me olhou continuei a correr, passei por ele sem olhar. Mas ele gritou meu nome, na primeira eu não parei, mas na segunda vez que ele chamou sim. Fui até ele...
- Hm?
- Oi. – ele sorriu.
- Olá.
- Tudo bem? – ele perguntou franzindo a testa.
- Tudo ótimo, até você aparecer. – sorri. – E contigo?
- Meu deus, o que eu te fiz garota? – ele insistiu naquele papinho besta.
- Olha só, você não me fez nada beleza? – fui me afastando e ele puxou meu braço.
- Por favor, vamos conversar? – ela perguntou com cara de cachorro sem dono e eu fiz força pra ele soltar meu braço.
- Pode me soltar primeiro? – perguntei.
- Ta. – ele me soltou.
- Eu tenho que continuar a correr agora.
- Você disse que... – eu o interrompi.
- Eu sei muito bem o que eu te disse. – sorri sinicamente. – Hoje as 8:00h na esquina da minha rua. – continuei a correr.
- Vou estar lá. – ele berrou e um sorriso idiota nasceu no meu rosto ‘-‘
Continuei a correr e horas depois fui pra casa, subi, tomei um banho, desci, fiz meu almoço, almocei e fui assistir a globo brasileira *-* haha’ saudades! Começou a passar novela então fui pra cima pegar meu violão e desci com ele, comecei a tocar ‘’aí já era’’ do Jorge e mateus. Aquela musica tinha me viciado completamente. Minutinhos depois a campainha tocou e eu fui atender. Era Cait *-*
- Oi Cait, entra! – sorri
- Oi Gaby. Tudo bem? – ela perguntou sentando-se no sofá.
- Tudo sim e contigo?
- Tudo! Eu tava escutando você tocar e cantar. – ela disse rindo.
- SÉRIO? HÁ QUANTO TEMPO? – perguntei nervosa.
- Desde o começo. Você é boa! – ela sorriu.
- Tola, é só uma diversão isso aqui. – sorri.
- Nunca se sabe né. – ela disse rindo.
- Tenho pavor até em pensar nisso.
- Por que? É uma profissão! – ela disse rindo.
- AÉ, VAI DIZER. – eu comecei a rir do que ela tinha dito. – Sei lá, não quero criar esperanças e no final me ferrar.
- Não entendi.
- Melhor assim – eu disse rindo.
- Ta né, bobona. – ela sorriu. – Eai, vamos dar uma volta?
- Nem rola Cait. Hoje não da MESMO! – disse franzindo a testa.
- Ah por que?
- Quero ficar em casa, pensar um pouco... – sorri
- Que droga.
- Vocês querem vir aqui então?
- Nem, você quer pensar né? – ela disse sarcástica.
- Idiota! – disse rindo.
- A gente se vê amanha então, ta?
- Ta bom, beijo. – sorri e fui abrir a porta pra ela.
Fui até a geladeira e peguei meu poste de jujubas, subi, liguei o som nas musicas da Vanessa Hudgens e deitei na minha cama. Fiquei comendo jujubas e ouvindo musica. Pensando e pensando. Comecei a lembrar da primeira vez que encontrei Chaz e da primeira vez que encontrei Justin. Ambos tão diferentes, mas tão... Sei lá. Liguei o computador e comecei a pesquisar a vida do Justin Bieber, juntei cada pecinha, cada parte. Tudo o que ele passou, enfrentou e viveu. Tudo que sua mãe fez pra conseguir um futuro melhor pro Justin. Tudo o que ela mesmo passou. Teve tempo que eles viviam de caridade. E eu no fundo não sei o que é isso, porque sempre fui rica, mimada, sempre tive tudo que quis na minha mão. Lendo a história do Justin, comecei a lembrar da minha mãe. Nasceu pobre, filha de uma doméstica e um pai alcoólatra, sofreu violência física e mental de seu pai. Passou fome e só teve coisa melhor na vida quando conheceu meu pai. Um homem rico, bem sucedido no trabalho, de família simples e boa. Aquilo atormentou minha cabeça, a maneira como eu tratei Justin. A maneira como eu o defini. No fundo eu sentia nojo de mim mesmo, por que tudo que vai, sempre volta. Justin já foi um garoto pobre, sofreu muito na vida. Ele nunca foi rico, como eu! E a primeira coisa que eu fui fazer quando terminei de ler tudo aquilo, foi abrir meu guarda roupas, colocar uma roupa legal: e ir até a casa dos avós do Justin.
Chegando lá, seus avós estavam na varanda sentados e Justin no gramado sentando.
- JUSTIN! – berrei e ele logo veio correndo.
- Gaby? – ele perguntou sorrindo.
- Eu acho que te devo desculpas né? – eu disse de cabeça baixa.
- Por que? – ele perguntou levantando minha cabeça.
- Por tudo que eu te disse ontem, se te fiz mal por favor me perdoa, eu não te conhecia direito. Pra mim você era uma garoto marrendo, ensibido e nojento.
- Você não é a primeira que me diz isso! Você não é a primeira que tira conclusões precipitadas sobre mim. Mas vocÊ foi a primeira que veio me pedir desculpas e abriu um sorriso lindo assim como esse.
- Obrigada. – eu disse sorrindo do nada. Mais um sorriso besta apareceu no meu rosto. ‘-‘
- Vem cá, vou te apresentar meus avós. – ela disse me puxando e me levando em direção aos seus avós.
- Vó, essa aqui é Gabriella. Linda né vô. – ele disse sorrindo.
- Olá Gabriella, tudo bem? – perguntou avó de Justin.
- Linda. – o vô do Justin disse sorrindo.
- Tudo sim e com a senhora? – eu disse dando um abraço nela.
- Tudo! Amiga do Justin? –ela perguntou sorrindo.
- É! – justin disse rindo.
- Digamos que sim. – comecei a rir.
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