Closer To You
50 Fucking perfect
Notas iniciais
- Hmmm, ta uma delicia – sorri e ele colocou um morango em sua boca.
- Linda! – ele sorriu.
Tomamos nosso “café da manhã” e ficamos sentados ali conversando um pouco. Eu nunca imaginei que pudesse ter uma noite tão linda assim com ele. Minutos mais tarde me levantei e coloquei minha roupa. Jus arrumou as coisas que ali no chão estavam e fomos em direção ao carro que nos trouxe.
- J, eu não acredito. – disse espantada e ele me olhou com cara de retardado. – O motorista dormiu aqui? No carro?
- Ele estava nos esperando. – Jus disse rindo.
- Tadinho! – fiz cara de pena.
Justin apenas abriu a porta do carro e acordou o motorista, fazendo com ele desse um pulo e levantasse rapidamente. J não deu muita bola, e o motorista nos levou pro hotel onde “deveríamos” estar.
- Nos vemos daqui a meia hora? – J perguntou assim que saiamos do elevador.
- Sim meu amor. – sorri e fui em direção ao meu quarto. J fez o mesmo.
Fui direto pro banheiro tomar um banho, não demorei muito, pois em 1 hora o nosso vôo pra Atlanta saia. Em menos de 15 minutos eu tomei meu banho e coloquei uma roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=36901467&.locale=pt-br peguei minhas malas, que já estavam arrumadas e assim que deu a hora fui pra porta do meu quarto, a abri e J já estava lá. Sorri pra Justin e ele me ajudou com as malas. Fomos até o elevador e descemos. Scooter já estava lá em baixo com um taxi pra irmos pro aeroporto.
Chegando lá, fomos surpreendidos com milhares de garotas com cartazes e maquinas fotográfica. Scoot envolveu seu braço em meu ombro e me tirou daquele tumulto. J ficou em meio a elas e a seguranças do aeroporto. Eu e Scooter ficamos esperando J vir, pois o vôo saia em 5 minutos, não demorou muito pra ele aparecer.
Já estava escurecendo, 12 horas em um vôo muito demorado. Dormi praticamente a viajem inteira e quando acordei J estava deitado em meu ombro, dormindo como um príncipe. Balancei seu corpo de leve e sussurrei em seu ouvido: “acorda Bieber Conda” e ele apenas sorriu de olhos fechados.
- To acordado amor. – ele foi abrindo os olhos devagar e eu sorri.
- Já chegamos. – disse arrumando meu cabelo e J me abraçou de lado. – O que foi? – perguntei rindo.
- Não posso te abraçar? – ele perguntou franzindo a testa, mas sem sair do abraço.
- Claro que pode. – sorri desconfiada.
Saímos do avião, pegamos nossas malas e fomos direto pra casa. Scoot nos acompanhou, mas não entrou, pois disse que precisava terminar de organizar uma coisa. Que “coisa” eu não sabia.
- MÃE! – J berrou ao por os pés dentro de casa. Pat desceu as escadas correndo e veio em nossa direção, abraçando J muito forte.
- Que saudade. – ela disse de olhos marejados.
- Que isso mãe, foram só dois dias. – ele disse saindo de seus braços.
- Awn querida. – Pattie nem me deu tempo de largar as malas e veio me abraçar.
- Oi Pat, tudo bem? – sorri, retribuindo o abraço.
- Tudo sim querida. – ela saiu do abraço. – E como foi lá? – ela perguntou.
- Foi bom, me diverti bastante. – J me olhou com malicia e eu abaixei a cabeça rindo baixinho.
- Que bom. – ela sorriu. – Estão com fome? – Pat perguntou e ambos assentimos.
Fomos todos pra cozinha, olhei pro relógio e pqp, já eram 7 horas da noite. Pat fez alguns sanduíches e preparou um suco pra bebermos. Não demoramos muito pra comer. Justin se levantou e foi subindo com as malas. Levantei logo em seguida e ajudei Pattie a ajeitar a cozinha. Assim que terminamos de ajeitar, subi as escadas e avistei J sentado na cama virado de costas pra porta, conversando com alguém no celular. Me aproximei dele e o maximo que escutei foi: “10 horas” e ele desligou. Virou-se pra mim e levou um susto, deixando seu celular cair no chão.
- Ah amor, você estava aí? – J perguntou todo sem graça.
- É... Acabei de chegar.
- Eu estava falando com Scooter. – ele sorriu corado.
- Hmm... – me fiz de desinteressada.
- Vamos jantar fora hoje? – ele perguntou se aproximando de mim.
- Mas acabamos de comer. – ri fraco.
- Eu sei sua boba. – ele entrelaçou seus braços em minha cintura colando nossos corpos. – Então, vamos? – ele sorriu.
- Ok, vamos então. – sorri e J selou nossos lábios por duas vezes demoradamente.
- Vou me arrumar. – ele saiu de meus braços e se afastou de mim.
- Gosta de provocar né? – fiz biquinho.
- O que eu fiz dessa vez? – ele ergueu suas sombracelhas.
- Nada seu bobo. – me virei e fui em direção ao closet, quando J praticamente se jogou em cima das minhas costas me abraçando forte. – AAAI! – berrei, e J me virou pra seu corpo.
- Desculpa. – ele disse selando meus lábios por varias vezes. – Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa. – J repetia.
- Me beija de verdade então. – peguei em sua nuca e prensei nossos lábios, e quando senti J estava engolindo minha boca, minha língua, meu corpo. O beijo estava intenso, rápido, quente e desejado ao mesmo tempo. E por puta falta de ar tivemos que interromper o beijo.
- Assim? – ele sorriu malicioso mordendo seu lábio inferior.
- Ainda tem que melhorar muito. – selei nossos lábios por uma ultima vez e me virei novamente pra escolher uma roupa. Apenas escutei J resmungar: “ainda me deixa louco”, e quando me virei ele já estava indo em direção ao banheiro. — Bobo. – disse baixinho e ri fraco.
- Eu escutei... – ele disse e eu me virei pra trás assustada, ele apenas sorriu e entrou no banheiro.
Procurei alguma roupa pra irmos jantar, mas eu não estava encontrando uma roupa que me agradasse. Mas já que é um jantar quase às 10 horas da noite, encontrei um vestido super simples, e um salto meio aberto preto. Peguei essa mesma roupa e fui tomar um banho no banheiro do corredor, pois J estava demorando muito.
Liguei o chuveiro, e foi aí então que eu comecei a pensar. Poxa, se passaram tantas coisas em minha vida desde que eu me mudei pro Canadá, e agora pra Atlanta. Sinto falta dos meninos e da Cait. Sinto falta do meu pai. Sinto falta da minha antiga vida no Canadá. Eu sei que J tem uma vida em Atlanta, que agora eu faço parte dessa vida.
De uma forma ou de outra, eu estou feliz. Estou com o homem que eu amo, tenho uma vida boa, mas meu coração não é completamente feliz. Eu já passei por muitas coisas na minha vida e definitivamente o que mais me fere é a ida do meu pai. Talvez, coisas melhores estejam por vir.
Eu não quero me prender no passado, chega. Desliguei o chuveiro e coloquei minha roupa. Sequei meu cabelo ali mesmo no banheiro e novamente pensamentos absurdos atormentaram minha mente. Eu namoro o astro teen mais desejado do momento. O que suas fãs vão achar de mim? O que elas vão fazer contra isso?
Quando ele namorava com Selena, era um horror. Milhares de garotas a ofendiam no twitter, ela merecia, com certeza. Mas e eu? – fui interrompida por batidas na porta.
- Morreu cinderela? – J berrou e eu ri baixinho.
- Não, né. – abri a porta com o secador na mão.
- Tá linda. – ele deu um beijo em meu rosto. – Meia hora ein. – Justin me apressou.
- Ta bom amor, já estou acabando. – sorri e fechei a porta.
Continuei a secar meu cabelo e deixei-o com cachos naturais. Passei uma maquiagem não muito pesada e baguncei meus cachos. Passei perfume e voltei ao quarto de J, pra pegar uma bolsa. Ele já não estava mais lá, então assim que peguei a mesma desci as escadas, onde na sala estavam Pat, Scoot, Jeremy, Jaz, Jax, e Jus. Fiquei corada de tanta vergonha e ri comigo mesma.
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- Justin, tem certeza que essa é a sua namorada? – Scoot tirou uma palha.
- É pra ser. – ele riu fraco.
- Por que senhor Scooter? – fiz cara de marrenta e J envolveu um de seus braços em minha cintura me abraçando de lado.
- Você está linda... Senhora Gabriella. – ele disse sério, por fim me imitando e eu ri.
- Obrigada, seu bobo. – eu estava morrendo de vergonha que tinha até me esquecido de cumprimentar Jeremy, que provavelmente tinha acabado de chegar. – Ah, olá. – disse e o abracei.
- Pensei que tinha se esquecido de mim. – ele riu.
- Até parece que eu ia esquecer o meu sogrinho querido. – fiz biquinho após quebrarmos o abraço e todos riram. – O que foi? — perguntei arqueando uma das sombracelhas.
- Não liga pra eles não querida. – Pattie disse sorrindo e eu pisquei pra Scoot e Jeremy que continuavam rindo.
- Amor, vamos? – J perguntou querendo mudar de assunto e eu assenti, ainda corada.
- Tomem cuidado. – Pat disse e J assentiu.
- Tchau seus bobões. – mandei beijo no ar e todos devolveram. – Então, pra onde nós vamos? – perguntei assim que chegamos na garagem.
- Pra um lugar especial. – ele sorriu.
Entramos no carro e não trocamos muitas palavras, na verdade eu estava tentando adivinhar que lugar especial seria esse. Seria um motel? Bom, seria especial. Não? Ok. J olhou pra mim e assim que eu olhei pra ele de volta ele sorriu e estacionou o carro em frente ao restaurante, que por sinal era muito lindo, enorme. http://citybuzz.com/atlanta/chops-lobster-bar J saiu do carro e veio até mim, entrelaçou nossas mãos e assim entramos no restaurante.
Logo veio um garoto, alto, moreno, de olhos azuis escuros, nos atender. Mas espera, eu conheço aqueles olhos.
- Gabriella? – ele perguntou sorrindo.
- Lucas? Meu Deus! – sorri e o puxei pra um abraço.
- Que saudades. – ele sorriu.
- Eu também estava. – disse quebrando o abraço.
- Voltou de viajem... Disse que me ligaria e nem me ligou né? – ele disse.
- Ain Pê, eu perdi seu numero. – menti, pois eu tinha realmente esquecido.
- Ok. – ele fez biquinho.
- Então, essa é a proposta de trabalho que seu pai recebeu? – perguntei sorrindo olhando pro restaurante.
- Sim, infelizmente ele teve que voltar pro Brasil, por negócios. Então estou tomando conta. – ele sorriu.
- Pensei que fosse no Canadá. – disse confusa.
- Bom, na verdade é no Canadá, isso aqui é meio provisório, em semana a gente volta pra lá. Esse negocio aqui é de um sócio de meu pai. – ele sorriu e eu assenti, entendida.
- Com licença, mas a gente veio jantar. – J disse um pouco nervoso. Sim, eu havia me esquecido dele.
- Olá Bieber! Podem me acompanhar. – Pê disse sorrindo e nos levando até uma mesa. J puxou a cadeira pra eu sentar e sentou-se a minha frente.
- Obrigada amor. – sorri.
- Mais tarde eu venho pegar o pedido de vocês. Querem beber alguma coisa?
- Não obrigada! – J disse ríspido. Pedro apenas assentiu e saiu dali de perto.
- Que coincidência. – sorri pra Jus.
- Se soubesse nem teria te trazido aqui. – ele disse revirando os olhos.
- Awn meu amor, ciúmes agora? – perguntei com uma voz doce, franzindo a testa.
- Poxa Gaby, seu ex namorado aqui e você praticamente nem se importou comigo.
- Hey seu bobo. Não faz assim ok? – peguei sua mão.
- De verdade? Hoje a noite é nossa, e eu não quero ficar pensando nesse Pedro. – ele disse sorrindo fraco.
- Melhor assim seu ciumento. – sorri boba.
- Não são ciúmes. – J fez biquinho e eu ri.
- Não, não são ciúmes, imagina né. – passei meu dedo indicador na ponta do seu nariz sorrindo e ele riu baixinho.
Ficamos durante uns 10 minutos conversando, outro garçom nos trouxe vinho branco, e nosso jantar, assim que terminamos de comer, continuamos a conversar.
- A gente pode beber isso? – perguntei rindo.
- Eu acho que sim. – ele disse e então eu bebi um gole.
- Isso é sexy. – ele disse e em seguida bebeu um gole também olhando pra mim, então eu comecei a rir, foi engraçada a cena.
- Isso é muito bobo. – disse rindo.
- Foi sexy quando você bebeu.
- E foi engraçado quando você bebeu. – sorri torto e J riu fraco.
- Gaby, você sabe que daqui a 1 mês eu vou sair em turnê né? – ele perguntou sério.
- Sim meu amor. – sorri forçado. Na verdade, seria difícil pra mim ficar 4 meses ele.
- Vou passar por Brasil. – ele disse rindo.
- Ai de você se der em cima de alguma brasileira. – fingi brabeza.
- A única brasileira que eu daria em cima, seria você. Mas já que você não vai estar lá... – ele disse fitando o copo de vinho e eu ri boba.
- Own, que lindo. – sorri corada.
- Te amo Gaby! – ele disse se aproximando de mim, sem sucesso.
- Acho que seria melhor você sentar-se ao meu lado. – comecei a rir da situação.
- Eu também. – ele riu e mudou de cadeira. – Ah, onde estávamos?
- Acho que você ia me beijar. – fiz biquinho.
- Não, eu ia limpar seu rosto, tem um cílio caído aqui! – ele disse limpando meu rosto.
- Sério? – perguntei espantada.
- Não, né. – ele riu baixinho e eu bati em seu ombro fraco. – Eu ia mesmo te beijar. – J disse e eu sorri, selei nossos lábios devagar e Justin pediu passagem pra língua, cedi rápido de mais. Nossas línguas exploravam cada centímetro de nossas bocas, estavam em perfeita sintonia, o beijo estava calmo, e sua língua até fazia cócegas no céu da minha boca, e por falta de ar tivemos que parar com o beijo.
- Te amo mais. – sorri.
- Linda. – ele sorriu. – Eu aposto que você nem sabe o motivo desse jantar.
- E tem motivo? – fiz cara de desentendida.
- Bom... – ele olhou pro chão e mexeu no bolso da sua calça.
- Tem J? – perguntei curiosa.
- Dois. – ele sorriu.
- Jus, não me deixa curiosa. – disse pegando a mão que estava em seu bolso e a tirando pra fora, onde em sua mão havia uma caixinha preta, parecida com a qual ele me deu o anel de compromisso.
- Ligeira! – ele disse rindo. E uma enorme pausa surgiu entre nós, enquanto ele ainda segurava a caixinha. – O primeiro motivo é, que eu te amo muito. – ele sorriu e eu sorri junto. — O segundo, é que daqui a exatamente... – ele olhou no relógio. – ...30 minutos, completa um ano que estamos juntos. – J terminou de falar e eu fiquei pasma. Como ele sabia? Ele guardou o dia do nosso primeiro beijo? Assim como eu? Meus olhos brilharam de tanta emoção e eu sorri muito boba. J então me entregou a caixinha e eu sem dizer sequer uma palavra a abri. Uma lagrima de felicidade caiu de meus olhos ao ver um lindo anel, que naquela pequena caixinha havia. http://www.polyvore.com/cgi/set?id=36947487
- J... – sorri e o olhei.
- Feliz um ano juntos. – ele disse e eu ri fraco. J pegou o anel de dentro da caixinha, pegou em minha mão esquerda e botou o anel na mesma.
- Seu bobo, esse anel é lindo. – sorri e o abracei.
- Como você. – ele sorriu e selou nossos lábios por duas vezes.
- Te amo tanto. – mais uma lagrima escorreu de meus olhos. – J, eu te quero sempre, sempre e sempre do meu lado. Por favor nunca me abandone. – o abracei mais uma vez. Por um momento me lembrei de meu pai.
FlashBack on –
- Eu quero que saiba, que independente de qualquer coisa, eu vou estar sempre com você princesa. E eu vou olhar por você, nos momentos mais felizes da sua vida, mesmo quando eu não estiver mais aqui. – disse meu pai segurando minhas mãos, sorrindo.
- Para de besteira papai, você nunca vai partir desse mundo. E eu tenho certeza que o senhor estará comigo, em todos os momentos felizes da minha vida. – sorri pra ele que agora me abraçara.
- Acima de tudo, quero você seja feliz filha. – ele beijou minha testa.
FlashBack off –
- Que isso Gaby... Eu vou sempre estar aqui pra você, te dando a certeza de que aconteça o que acontecer, eu te amo e não te abandonaria jamais. – J disse e eu sorri.
- Promete?
- Prometo. – ele sorriu e mais uma vez eu o abracei forte. – Mas, por que isso agora meu amor? – J perguntou.
- Sabe, minha vida toda, eu procurei alguém perfeito pra mim. Que me amasse eternamente e que acima de tudo me protegesse. Mas eu nunca encontrei essa pessoa perfeita. Hoje eu sei que não existem príncipes, que a vida é difícil, que o amor não é pra sempre. Mas se a gente for forte, nós sempre conseguimos cultivá-los. E eu não disse que o nosso amor um dia vai acabar porque um dia vamos nos esquecer, eu to dizendo isso porque é a própria vida que escolhe nossos caminhos e nos tira do mundo. Só que enquanto a gente viver, é com você que eu quero ter o meu final feliz. Todos nós temos medos, e o meu único medo, é te perder. E se chegar a um dia, em que eu não serei boa o suficiente pra você? E se você encontrar alguém que te faça mais feliz? Eu me perco, só de pensar nisso. Eu preciso que me prometa, que não vai me deixar, e que seja eterno enquanto dure.
- Depois eu que sou o bobo né, minha linda? Eu te prometo Gaby, que a única coisa que poderá nos separar algum dia, será a vida. E ninguém mais. – ele sorriu e eu retribui o sorriso.
- E depois eu que sou a linda né? – continuei sorrindo. – Meu lindo.
- Seu! – ele disse dando vários beijos sobre minha face, até chegar a meus lábios. Selamos nossos lábios demoradamente e eu sorri em meio ao beijo.
- Convencido. – disse e J riu de cabeça baixa.
- Amor, eu ainda tenho que te levar em um lugar. – ele sorriu e mordeu o lábio inferior.
- É alguma coisa como o de ontem a noite? – perguntei maliciosa.
- Depende. – ambos rimos.
- Desculpa atrapalhar. Mas é que já estamos pra fechar. – Pedro disse nos interrompendo.
- Nós já sabemos, agora com licença? – J disse ríspido.
- Claro. – Pedro assentiu e se afastou da nossa mesa.
- Nossa amor! Precisava falar assim com ele? – perguntei.
- Eu não gosto dele.
- Mas não precisava falar assim, coitado.
- Coitado? – Justin debochou.
- Eu não entendo porque você é tão assim com o Pedro.
- Tão assim, como?
- Assim, Justin. – houve uma pequena pausa, — Você trata ele, como se ele fosse a pior pessoa do mundo. Ele nunca lhe fez nada. – disse séria.
- É porque você não percebe a maneira que ele te olha. Ele ainda não se tocou que você é a minha namorada? – Justin me observava.
- Qual é J? Ciumes de novo? Por favor né... – virei a cara e percebi Justin ainda estar me observando sério.
- Gabriella, você ainda sente alguma coisa por ele? – Justin me perguntou sério e eu a olhei incrédula.
- É obvio que não. – disse e olhei pro lado, onde avistei Pedro nos olhando.
- Tem certeza? – Justin insistiu.
- Eu não acredito que você ta me fazendo esse tipo de pergunta. – me levantei furiosa. Acenei pra Pedro e fui em direção a saída do restaurante. Justin jogou dinheiro na mesa e veio em minha direção.
- Gaby, espera. – ele berrou enquanto já estávamos na frente do restaurante.
- Justin, olha isso... – levantei minhas duas mãos, as quais, na mão direita havia o anel de compromisso, e na esquerda o que eu acabara de ganhar dele. – O que isso significa pra você? – perguntei séria.
- Significa que eu te amo, te amo muito. – ele disse olhando em meus olhos.
- E eu Justin? Você acha que eu não te amo? – fitei seus olhos cor de mel.
- Eu não sei. – Justin abaixou a cabeça e ficamos por silencio durante segundos. – Eu sei que fui um idiota. – ele sussurrou.
- Você está duvidando de mim. – disse magoada.
- Eu só não quero te perder.
- Você acha que eu quero te perder? – perguntei e ele que agora me olhava.
- Me desculpa. – foi a única coisa que ele conseguiu dizer.
- Você acabou com a nossa noite perfeita. – sussurrei.
- Eu te prometo que não será mais assim. – ele disse se aproximando de mim.
- Chega de promessas. – me afastei. – Eu estou cansada de promessas que não podem ser cumpridas. – sussurrei mais uma vez.
- Eu te amo muito. E não suportaria ter que ter perder, nem pro seu ex namorado, nem pra ninguém. Você acha que eu me sinto como quando penso que posso um dia te perder? – ele perguntou me olhando sério e uma lagrima escorreu de meus olhos.
- Quando eu era pequena... – lembrei-me deu meu pai, mais uma vez e fui mudando de assunto. – Me pai sempre me prometia milhares de coisas, no entanto, ele as cumpria. Mas desde a partida dele eu não acredito muito em promessas. Eu tento acreditar, mas é impossível. Ele sempre me dizia que viveria eternamente, mas cadê ele nos momentos em que eu mais preciso? – perguntei a mim mesma. – Eu sei que eu era criança, e não sabia de nada do grande mundo. – houve uma enorme pausa e J apenas me observava calado. – Mas agora que eu cresci, percebi que é a mesma coisa. As pessoas que me prometeram nunca me abandonar, me abandonaram. – disse, e olhei pra J que estava com seus olhos marejados. – Será assim com nós dois? – perguntei.
- Não! Eu não vou deixar que seja assim. Eu te amo, e eu quero que você confie em mim. Eu nunca vou te abandonar. Eu posso ser ciumento. Chato. Bobo. Criança. Mas eu te amo. – ele disse.
- É, você é um bobo. – disse limpando uma lagrima que acabara de cair e ele riu torto.
- E você uma linda. – ele continuou.
- Eu confio em você, mas eu preciso que você também confie em mim. – disse.
- Eu confio. – ele disse mais uma vez se aproximando. – “Mas se a gente for forte, nós sempre conseguimos cultivá-los. ’’ – ele imitou o que eu havia dito no jantar e eu sorri.
- Será assim. – disse e ele me abraçou forte.
- Te amo, nunca esqueça. – ele disse em meu ouvido.
- Te amo muito mais, se você algum dia esquecer disse eu te mato. – sussurrei e ele riu fraco, ainda no abraço, o abraço que mais me conforta.
Um vento forte e frio bateu sobre meu rosto. Apesar de tudo, aquela ainda era a minha noite. Justin pode ter todos os defeitos do mundo. Mas eu o amo e será sempre assim. Podem haver milhares de pedras em nosso caminho, mas eu sei que se o nosso amor for mesmo verdadeiro nos iremos conseguir superar tudo e todos.
Ciúmes, brigas, criancices, não dão em nada, e esta na hora de perceber isso. Isso aqui é vida, não é um jogo em que brincamos com os sentimentos das pessoas. Se você não for forte, nunca terá em suas mãos o que você mais ama.
A vida nem sempre é perfeita. Aliás, ela nunca é, e nunca será. Principes e princesas não existem. Contos de fadas são apenas “mito”. Se você realmente ama alguma coisa, ou alguém, lute. Mas lute com todas as suas forças e nunca, nunca desista.
Em menos de um mês, Justin viajaria pelo mundo por causa da sua turnê. Mas e eu? E ele? E nós? Permanecemos ali durante um bom tempo. Apenas abraçados, sentindo a brisa fria que em nossos rostos tocava. E cada dia que passa, eu tenho certeza que é ao lado dele que eu quero viver. Haja o que houver. Eu o amo.
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