Closer

1 Prólogo


Notas iniciais
Primeiramente eu quero agradecer a minha inspiração que sempre está me ajudando com as fanfics, Clenery Aingremont.
E claro, agradecer a mesma pela sinopse maravilhosa e pela indicação do livro. Kisses.

— Mamãe, eu vou ficar bem, eu prometo. — Lily acalmava Ginny que se lamentava pelo recém-crescimento da filha. — James e Albus fizeram o mesmo e o papai não ficou dando conselhos de gravidez.

Harry, que observava a situação com um sorriso preocupado que se misturava com divertimento, se manifestará pela primeira vez em alguns bons minutos.

— Eu dei uma camisinha, se eu não te dei uma é porque você não precisa transar Lily Luna.

A menina revirou os olhos antes de rapidamente mudar de assunto e despedir-se rapidamente de sua família ao ouvir seu voo ser chamado por uma voz enjoativa e característica de aeroportos. Lily se apressou ao máximo para achar seu lugar e como desejado foi aconchegante e na janela, já que a mesma poderia observar mesmo um pouco da paisagem, pois tinha certeza que dormiria mais da metade do tempo da viagem.

Lily não se incomodou ao sentir outra pessoa sentando ao seu lado, apenas ajeitou-se de um modo confortável, pois se acaso caísse no sono não causaria nenhum problema na sua coluna. As primeiras horas de viagem não foram muito fáceis para a ruiva que gostaria de cair no sono, por isso começou a ler mais um livro de sua incontável coleção, a probabilidade estatística do amor à primeira vista. Na cabeça de Lily era algo bem bobo o assunto do livro, porém começou a ler por conta de sua prima que o recomendou, porém para a ruiva era algo improvável alguém se apaixonar por conta de uma viagem, mas por Rose, ela faria tudo, até ler os romances clichês.

— Você poderia me emprestar seu fone por um minuto? — Um tom sonolento desperta Lily do profundo transe que começou a entrar na primeira página do livro, como se a tivesse tirando de uma realidade e colocando em outra.

A garota apenas levantou rapidamente e pegou o fone do bolso esquerdo de sua calça e entregou para o menino loiro ao seu lado, que me forma de agradecimento lhe lançou um sorriso, que Lily não pode evitar pensar o quanto ele era bonito e arrependeu-se de não ter observado antes.

Lysander que se sentia extremamente nervoso tentava arranjar qualquer motivo para falar com a menina que estava extremamente compenetrada em seu livro, e após alguns bons minutos dormiu, pois estava cansado demais da recém-despedida. Ao acordar já tinha em mente que não foi por muito tempo, pois a menina ainda não havia chegado nem a metade do livro, ou talvez ela tenha dormido também, porém desistente e com sono, tudo que gostaria de fazer era ouvir alguma música aleatória de sua recém playlist. Sua decepção, e até mesmo salvação, foi instantânea ao tatear o bolso de sua jaqueta e não sentir o fone, porém foi à única opção e ideia que teve para poder falar com a ruiva que se mantinha, em sua opinião, incrivelmente linda mesmo com algumas mechas de cabelo em seu rosto e suas expressões faciais que constantemente mudavam ao ler cada palavra do livro.

Lysander queria ouvir a voz da garota sentada ao seu lado, porém ao pedir seu fone de ouvido emprestado, apenas ouviu uma rápida confirmação e murmúrio ao entregar o mesmo. Droga será que ela era muda?

Claro que Lily sentirá vontade de responder algo, porém por um breve momento sentiu-se nervosa e apenas entregou seu fone e soltou um rápido grunhido de aprovação do pedido do menino loiro.

Scamander que havia desistido de chamar a atenção da ruiva concentrada no seu livro deixa um sorriso escapar ao sentir os dedos finos o cutucarem de uma forma delicada, não irritante.

— Eu poderia ouvir com você? Sabe, minha bateria acabou um tempo atrás.

Claro que isso era uma desculpa. Lily fez questão de trazer seu celular com carga total e por falta disso, trouxe seu carregador portátil, pois além de ser viciada em seu celular, Ginny Potter a obrigou mandar mensagens, até parece que a mesma nunca viajará e esqueceu que não pode deixar os celulares ligados.

— Não te garanto que irá gostar de Beatles. — Lysander solta uma risada baixa, pois não tinha a intenção de acordar os passageiros, apenas concentrar-se na menina que finalmente conversava com ele. — Lysander, aliás.

Lily cumprimenta o menino que estende sua mão, e por mais clichê que parecesse para a mesma, sentia que sua mão encaixaria perfeitamente na dele, que a corrente elétrica de atração era palpável.

— Lily, e, aliás, como você não gostar, toda garota gostaria de ser Lucy e estar em um céu de diamante. — A referência a Lucy in the Sky with Diamonds fez com que Lysander mordesse seu lábio e desviasse o olhar para o livro no colo da menina.

— Minha prima já leu esse livro, ela é incrivelmente obcecada com esses romances clichês.

— Já temos algo em comum. — Lily ajeita-se, assim podendo ter uma visão melhor de Lysander, que mantinha uma feição divertida. — Só leio isso por conta da minha prima, ela me deu um pouco uns dias antes de saber que eu iria viajar e disse que gostaria que eu voltasse com esse livro decorado.

A simpatia de Lily e a vontade de saber tudo sobre a ruiva, fez com que o assunto fluísse de forma natural, como se os dois já tivessem se conhecido, afinal não era tão difícil de conquistar Lysander, principalmente Lily, que se mostrava cada vez mais peculiar, principalmente ao dizer que gostava de comer pipoca com condimentos, como ketchup e mostarda, o que fez o loiro rir alto e ouvir alguns resmungos de outro passageiro sentado próximo.

— Bem, nada que eu te disser irá superar suas peculiaridades, Lily. — A menina colocou uma mecha atrás de sua orelha, o que Scamander achou extremamente encantador. — Porém eu já fiz o Peter Pan em uma peça de teatro quando eu era mais novo, meu primeiro beijo foi da Wendy, eu era mega apaixonado por ela, depois de alguns anos ela virou uma completa oferecida e namorou meu amigo e dava em cima de mim.

— Disney corrompendo as crianças.

O assunto claro que corria como agua, era natural a química e quase palpável, qualquer um que visse os dois poderia dizer o quanto eles pareciam um casal, até o modo em que Lily mexia no cabelo e o jeito em que apoiava a mão no ombro de Lysander.

Apesar da grande parte do tempo dos dois ter sido ocupada com conversas que outros considerariam banais e os dois sentiam-se privilegiados por conhecer coisas um do outro que até mesmo os amigos próximos não saberiam. Quando Lily sentiu-se cansada, apenas encostou-se um pouco em seu assento e ouviu uma música que não sabia identificar, o sono também não demorou muito para atingir Lysander, que dormiu mais rapidamente que a ruiva, que após alguns minutos, deixou lentamente sua cabeça encostada no ombro do menino.