Closed Box

4 Beyond BirthdayxL. - Scream


Notas iniciais
Essas drabbles não estão saindo legais, mas é o melhor que eu sei fazer. Então vão ler.

O timbre de correntes sendo arrastadas quando se mexia, a pressão em seus pulsos, a escuridão persistente no local e a dor em sua nuca lhe fizeram concluir que estava preso. Ele procurou qualquer iluminação e encontrou uma pequena abertura no outro extremo da sala, da qual emavana uma luz fraca demais para permitir que ele enxergasse qualquer coisa além do tamanho do lugar no qual estava preso.

Não que isso signficasse que ele não soubesse onde estava ou o porquê de estar ali. Tudo ficara óbvio demais assim que viu o brilho insano do outro no dia anterior.

— Não acredito que você finalmente é meu. — Uma voz rouca e descrente irrompeu o silêncio incômodou e fez um arrepio percorrer a espinha do moreno. — Meu. — Quase cantarolou.

Uma sombra curvada se arrastou até seu corpo no chão e se ajoelhou perto dele. A respiração irregular foi soprada no rosto do detetive, que se encolheu.

— Está com medo, Lawliet? — O homem arrastou a palavra como se estivesse soletrando-a. — Não tenha, não sou tão ruim. — Por estar tão perto, o detetive pode ver os lábios rachados do outro se curvando num sorriso maldoso. — Você sabia que eu viria, eu estava atrás de você o tempo inteiro...

O homem de olhos vermelhos se aproximou do ouvido do detetive, que estremeceu ao sentir a respiração dele.

— Você sabia e me deixou te perseguir mesmo assim. Acho que você queria que eu te alcançasse, não é? Você me pertence e eu te pertenço, nós dois sabemos disso e você é a pessoa que melhor sabe quem eu sou. Sou um sonho, um sonho seu, enviado pra te pegar e te levar pra onde nunca encontrem, pra te deixar tão não são quanto eu, pra te fazer gritar e estremecer. É isso. Sempre foi. E era o que você queria. Eu sei que era. — A voz rouca foi abaixando o tom, até a voz dele sumir.

Os dois ficaram em silêncio por alguns minutos, até um riso gutural preencher o local.

— Está com medo, Lawliet?

— Não.

— Que pena, mas isso vai mudar em breve, sabemos disso. Até lá... Comecemos o nosso jogo, sim?

E a inconsciência tomou novamente a mente de L.