Notas iniciais
Minha fic é bem fofinha mesmo ♥ aaaaaaa gente eu sei que esse capítulo está pequeno, mas eu quis postar ele desse jeitinho pro próximo fazer mais sentido, pretendo fazer o próximo capítulo maior, boa leitura

Dobro a folha cuidadosamente e ouço a porta se abrindo atrás de mim, olho para trás rápido e vejo ele entrando e sentando na mesa com uma vasilha:

— Querida, é hora de comer – Eu ando até a mesa devagar e sento a uma cadeira de distância. A comida parece boa, e eu estou com muita fome, mas fico me perguntando se pode haver alguma coisa errada. Ele me encara enquanto eu pego os talheres, tento botar a carta no meu colo disfarçadamente, mas parece falhar – O que você está escondendo?
— U-uma carta – Eu digo de cabeça baixa
— Não pode enviar cartas – ele diz sério e estende a mão diante de mim, para que eu entregue meu bilhete.
— Eu não vou enviá-la – eu olho nos olhos dele – é pra minha mãe, e ela está... – eu travo por um segundo – morta. Por favor me deixe ficar com a carta.
— Oh querida eu não sabia – Ele muda seu tom de voz – a situação é diferente agora, quer que eu envie para você? Dizem que quando você joga cartas no mar, elas chegam no céu.
— Sim – Eu estendo o bilhete para ele – Por favor
— Tudo bem – Ele guarda no bolso do casaco – agora coma

A comida é boa, parece ser natural, bem diferente das porcarias que eu gosto de comer em casa. Me incomoda o fato de que ele me encara o tempo todo enquanto eu como, e a expressão dele nunca muda, e pra completar eu nem sequer sei o nome dele:

— Eu posso te fazer uma pergunta? – eu digo baixo e sem olhar pra ele
— Claro querida, pode perguntar tudo que quiser
— Qual o seu nome?
— Michael
— E... E, porque matou pessoas na festa? Porque me levou pra cá?
— Talvez seja difícil para você entender, mas eu não sinto coisa alguma, não sinto emoções ou afeição pelas outras pessoas, então pra mim é... Uma espécie de diversão. Imagino como deve soar cruel pra você, me desculpe por isso – Ele diz parecendo pensativo – E eu te levei pra cá porque você é diferente, eu te vi a primeira vez fora daquela festa, você parece me ajudar a sentir emoções mas eu não compreendo isso completamente.
— Então você não vai... – Eu travo ao final da pergunta
— Não vou te machucar – ele olha diretamente pra mim – Eu vou ser compreensivo, paciente, e vou cuidar de você, eu só preciso que seja honesta comigo entendeu? Que me diga o que pensa e sente, mesmo que tenha medo, deve me dizer, tudo bem?
— Tudo bem, eu entendi – Assinto com a cabeça devagar

Ele me mostra o quarto de forma objetiva, diz que tem roupas no armário, papel e caneta na escrivaninha, e um banheiro de tamanho razoável na porta perto da cama. Além disso indica cobertores e toalhas em uma parte do armário. Durante a apresentação, eu me pergunto novamente porque o quarto todo é branco, inclusive os objetos nele:

— Michael – Eu digo, sentada na cama
— Sim – ele olha pra mim
— Eu quero ir pra casa – Lágrimas escorrem pelas minhas bochechas enquanto eu olho suplicante pra ele – algum dia v-vai me deixar sair?
— Não – Ele me abraça sem muita força – Nunca vou deixar que saia – Começo a chorar como uma criança pequena enquanto ele passa a mão no meu cabelo – Eu sinto muito querida.

Notas finais
deixem aí nos comentários o que acharam desse capítulo, espero que tenham gostado ♥ Qualquer dúvida ou sugestão é só me dizer, obrigada por lerem, XOXO
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.