Close To The Flame

5 Burning in the dangerous game


Notas iniciais
Oi gente linda!
Pov Nidia e Narrador, escrito pela Nina.
Pov Lizzy escrito por Lizzy mesmo hehe
Beijão e comentem!

Nídia’s P.O.V

Na manhã seguinte, fiquei apreciando minha nova casa, não sabia que explicação dar à minha irmã. Respirei fundo tocando a campainha e pude ouvir seus passos acelerados, abrindo a porta, como se estivesse à espera de alguém. Bingo, pela expressão dela, esse alguém era eu.

- Posso entrar?

Em resposta ela saiu da frente me dando passagem e fechou a porta com rapidez. Com certeza alguma das enfermeiras tinha dito alguma coisa, ah se tinha.

- Pode me explicar que história é essa de tentar se matar? – ela falou firme. Que merda, como suspeitava, ela sabia de tudo o que tinha acontecido.

- Não sei do que está falando. – me fingi de desentendida.

- Você é doida?! – ela gritou me segurando firme pelos braços – Não chega a morte de nossos pais ? No que estava pensando?

- Me larga! Você não manda em mim!

Foram poucos os segundos que passaram antes de sentir um calor em minha bochecha, minha irmã tinha me dado um tapa forte. E sim, talvez eu merecesse aquilo.

- O mal de vocês adolescentes é não pensarem antes de agir! – pegou minha bolsa jogando tudo o que tinha dentro no chão a procura de alguma coisa – O que tinha tomado? Álcool? – me olhou – Drogas?! Anda usando drogas?!

- Bianca não vai encontrar nada ai ! – gritei mais alto – Não faça o papel de mãe, você nunca vai ser ela!

Ela me encarou e mais uma vez pareceu querer vir para cima de mim, mas eu fui mais rápida, a empurrei, atirando-a de costas no sofá, agi sem pensar, mas com toda a raiva que estava sentindo aquilo era justificável.

- Eu não peço justificação de seus atos, por isso não faça isso comigo! – falei ainda irada.

Estava sendo grossa?

- Mas você chegou a pensar no que eu faria sem você? – começou

- Tem razão, não pensei. Desculpe.

As coisas, aos poucos, foram se acalmando, minha irmã se aproximou e me abraçou.

- Me desculpe, acho que fui agressiva demais.

- Não se desculpe. Se eu estivesse no seu lugar, talvez eu tivesse feito o mesmo. Desde que nossos pais morreram você teve que tomar conta de mim: arranjando emprego, cuidando da casa... Eu apenas não queria arranjar mais problemas. — a encarei colocando minhas mãos em seu rosto — Você é uma boa irmã, e eu adoro você.

Dois dias se passaram, minha irmã conseguiu uma vaga para mim em uma famosa escola de artes de Miami, afinal ela e meus pais sempre diziam que eu se quisesse, até poderia ser uma boa cantora... Besteira!

Me joguei na cama encarando o teto, de repente uma música começou a tocar, eu fiquei escutando-a, era aparentemente romântica, a letra até que era interessante... O toque do meu celular atrapalhou meus pensamentos.

- Gabriel...

- Oi Nídia, onde você está?

- Te importa?

- Garota difícil hein... Eu estou no B.E.D, Washington Ave Miami Beach, se quiser aparecer.

Esse convite me fez pensar, eu iria ver um garoto que nem conheço bem? Quando me dei conta, a música tinha terminado. Pousei meu Black Berry em cima da cama “Por que não? Afinal, apenas é um garoto. O que pode aconteçer de mal?” pensei e fui até o banheiro tomar um banho rápido. Arrumei-me soltando meus cabelos, vestindo uns jeans apertado com uma camisa violeta, um All star preto e saí de meu quarto. Ao encaminhar para a porta encontrei minha irmã lá.

- Vai sair?

- Vou sim Nídia – parou para me encarar — me demiti do trabalho –ser atendente de mesa não era seu sonho. Bianca sempre sonhara em ser professora, adorava ensinar – Me admitiram em uma famosa escola de arte, acredita?!

- Meus sinceros parabéns então– dei-lhe um abraço apertado – Sei o quanto que você batalhou por isso...

- Sim, verdade.

- Bem, agora me deixa ir.

Ela me olhou perplexa olhando para seu relógio que marcava as 22h.

- Como? Você vai sair? Amanhã você tem seu primeiro dia de aula!

- O que tem? Você também vai sair.

- Eu vou trabalhar, é diferente.

- E eu vou estudar amanhã, hoje é meu último dia de férias.

Ela colocou as mãos na cintura. Eu me encostei à parede.

- Eu tenho 22 anos mocinha.

- E eu tenho 17.

- Nídia, você é menor de idade!

- Ah que grande descoberta! – exclamei – Nós adolescentes somos tão incompreendidos... Só porque os adultos têm mais de 18 anos, acreditam que os menores dessa idade não podem fazer nada porque afinal sempre estragam tudo ou se metem em problemas.

Saí porta fora.

- Sabe? Às vezes conta mais a mentalidade que a idade que a pessoa tem. “Idades Idades”, que se danem! São apenas números! E acho que já vou tendo maturidade não acha?

- Ai sim? – ela riu alto

- Prove-me – desafiei

Ela me olhou direto com um sorriso, soube que aceitou minha proposta quando trancou a porta.

- Ta bom – disse caminhando até seu Mini Cooper

- É serio? – a segui, abrindo a porta do carro

- Sim – respondeu, e entramos no carro. – Vou te colocar à prova: te deixarei responsável pela casa. Toda sua, para você fazer o que quiser. E agora... Para onde vai?

- Para B.E.D, em Washington Ave Miami Beach.

(...)

- Oh. Meu. Deus. – comentou Bianca petrificada ao ver o bar onde eu a tinha levado – De nenhuma maneira você entra ai menina, nesse pub pode haver gente perigosa! Com quem se vai encontrar?

- Irmã como é? – desci – Você confia em mim certo? Então não se preocupe, eu lhe aviso se ocorrer algo.

Minha irmã seguiu caminho enquanto eu entrei direto para a boate. Realmente era o que esperava encontrar: cheio de gente rindo e flertando, muita bebida e boa música. Alguém me tapou os olhos, e, num movimento rápido, me virei para a pessoa.

- Me assustou – suspirei

- Afinal veio.

- E então? Não me esperava?

Com um sorriso em resposta, colocou sua mão em minhas costas, me encaminhando até uma mesa. Chamou o garçom pedindo duas tequilas.

- Quem disse que eu pediria tequila? Porque logo uma bebida forte?

- Quem disse que eu não necessitava de algo forte agora?

Senti olhares de garotas vindos em nossa direção, era minha impressão ou parecia que as garotas do bar estavam comendo Gabriel com os olhos? E ele também não ficava atrás, retribuía com seus malditos olhos verdes, olhares e sorrisinhos.

- Vamos lá Gabriel – desafiei – Acabe logo com esse mistério ta?

- Qual mistério? – me olhou direto

- Tem que haver algo né? Tanta pergunta do nada no hospital, a mensagem de hoje, tequilas... – o garçom depositou na mesa os copos – O que quer de mim? Tem um monte de garotas por aqui que visivelmente querem estar com você e você ta aqui, comigo?

- E se lhe disser que sou um maníaco assassino que está esperando a oportunidade perfeita para te matar?

Fiquei gelada. Ele riu alto bebendo o tequila de vez, eu retirei o copo de sua mão o olhando séria.

- Não teve graça, me diga quem é realmente.

- Coloque seu casaco.

Ele se levantou, e antes de me levantar bebi de um gole a tequila, enquanto me acompanhavam olhares invejosos das garotas. O que tinha ele de especial? Saímos do local, nos parando frente à sua moto, uma Ducati Monster 1100 EVO vermelha. Fazia frio, a rua estava escura, a lâmpada do único poste da rua piscava, os gatos miavam fugindo. Gabriel acendeu seu cigarro levando-o à boca.

- E então? – perguntei cruzando os braços

Gabriel apenas me olhou de cima abaixo se sentando em sua Ducati.

- E então? Não vai falar? – voltei a perguntar desta vez com mais ânsia, seu pacifismo estava me agoniando – Vá-se ferrar! – acabei gritando dando alguns passos para sair do local

- Não sabe apreciar o momento? – comentou – Agora quem está mais interessado em saber coisas um do outro? Eu ou você?

Parei sem ao menos olhar para ele.

- Completei recentemente 25 anos, sou apreciador de tequila, whisky e nicotina. Meus grupos favoritos são Sex Pistols, Green Day, Three Days Grace, U2, nunca me canso de boates, pois já virou hábito.

Me virei para ele lentamente, ele voltou a colocar o cigarro na boca

Sou professor de canto e até escrevo canções, não acredito no amor... Tive muitas aventuras e nunca me apaixonei, mas talvez você me ensine – concluiu soltando, enquanto falava, a fumaça.

Narrador

Nídia ficara paralisada pelo que Gabriel lhe dissera, tinha sido informação demais, afinal ela apenas queria saber por que razão ele andava atrás dela. Gabriel a despira com o olhar se aproximando da garota, que não sabia o que dizer.

- Vamos embora – convidou querendo dar a mão, mas esta se esquivou cruzando seus braços.

- Onde quer me levar? – resmungou a jovem – nem louca que subo nessa moto! Não mesmo ouviu?!

Ele se aproximou mais da garota. Ela deu um passo pra trás, mas ele a agarrou pela cintura a puxando com força. Seus corpos se juntaram, frente a frente, respirações misturadas. Gabriel inclinou seu rosto até ao ouvido de Nídia.

- Você está tremendo – sussurrou o rapaz.

O rapaz pegou em sua mão gelada, a conduzindo até a moto, Nídia ainda quis se soltar mas ele tinha força demais. Ambos subiram, ela o abraçou se agarrando com força à sua jaqueta de couro sentindo seu abdômen definido escondido.

O moço acelerou, dando partida ao acontecimento que iria marcar suas vidas, era crime o que iriam fazer, mas disso apenas saberiam quando já fora tarde demais.

Quando chegaram na casa da garota, ambos desceram, e enquanto Gabriel pousava seu capacete na moto, Nídia, ao abrir a porta, se perguntou se deveria deixar entrar um garoto que não conheceria direito.

- Acho que isto deveria terminar por aqui.

- Nídia, eu não vou te machucar, apenas vamos conversar. O que você tem a perder?

- Conversar? – ela forçou um sorriso – Fala sério! Você não vai falar comigo. Você vai entrar, vai ficar comigo esta noite, mas amanhã quando eu acordar, você não estará aqui, e provavelmente, nunca mais me verá em sua vida. E novamente, fará como faz sempre: se levantar silenciosamente, e sair por essa porta sem ao menos me encarar . E isso será pra você mais uma aventura sem importância.

Gabriel riu alto, sim, isso era o que ele habitualmente fazia, afinal ele nunca se lembrara dos nomes das garotas que levara para a cama, aquilo para ele era apenas diversão. Mas ela pensara nas palavras do garoto, realmente, o que tinha a perder?

Nídia desviou dando uma pequena ajuda ao destino. Sim, aquilo já estava escrito. Não havia chance de voltar atrás.

- Vamos apenas conversar, quero saber coisas a seu respeito – ele explicou se virando para encarar a garota – Como, por exemplo, qual sua idade?

- Isso interessa? – perguntou, Gabriel ficou confuso. Droga! Nídia não podia dizer sua idade, havia oito anos de diferença! — Tenho 21.

Gabriel se virou novamente para observar a casa dela. Nídia, mordendo seu lábio inferior, apenas apreciava suas costas, como eram perfeitamente desenhadas.

- Você mora com alguém certo? Visivelmente com uma garota. – comentou – Parece que se mudaram há pouco tempo, móveis novos, coisas nas caixas ainda por desempacotar...

Nídia não conseguiu se segurar: com suas mãos virou o garoto juntando seus lábios com os dele, mostrando camisinhas escondidas que guardara dentro de um livro. Gabriel sorriu conduzindo a garota até a parede, a encostando com força. Suas respirações se aceleravam, as temperaturas subiam, seus beijos se tornavam mais intensos. Começaram a tirar as roupas e em poucos segundos não restava nada entre os dois. Gabriel colocou Nídia em cima da mesa fria, os lábios úmidos dele tocavam o pescoço da garota, ela segurava firme os cabelos dele, Gabriel sorriu contra seus lábios, ele estava começando a gostar do jogo.

Embriagados pelo momento, os dois saíram tropeçando em tudo na direção do quarto dela, enfim o encontraram. Nídia entrelaçou suas pernas na cintura dele, passeando suas mãos pelas costas e braços do garoto, seus lábios macios caminharam desde rosto do garoto até seu pescoço dando pequenas mordidas que fizeram este se sentir mais quente do que já estava, mas ele não se deixou seduzir, e a beijou novamente, deslizando sua mão na sua espinha fazendo ela se arrepiar por completo.

Aquilo realmente era um jogo, um jogo perigoso do qual nenhum dos dois tinha a mínima noção, no momento só queriam se entregar, queimando no fogo que os tomava. Nídia estava adorando deslizar suas mãos no peito de Gabriel, sentir cada pedaço do seu corpo ele era dela naquele momento e ela mal podia acreditar.

Ele sorriu pra ela, levantando suas sobrancelhas: a virou contra a parede, suas mãos deslizaram pela pele macia da garota, beijou seu pescoço e com uma das mãos, deslizou pelas pernas da garota, as apertando com necessidade. Um suspiro pesado saiu inocentemente da boca da garota, como se de uma súplica se tratasse.

Ele não duvidou mais e, segurando-a firme, a depositou na cama, juntando seus lábios nos dela, num beijo intenso e longo, sem nem ao menos conseguirem respirar.Ela parecia que adivinhara o tão forte e controlador ele poderia ser: Gabriel, seu salvador, desde o momento que viu seu corpo, seu rosto, seus olhos, suas mãos... Incendiou uma chama em Nídia que jamais sentira em qualquer outro garoto.

E então aconteceu, sem mais explicações, apenas a vontade dos dois, o desejo que aumentava gradativamente acabou explodindo e naquele minuto ambos se entregaram um ao outro.

Depois de toda a explosão de sentimentos, Gabriel se encostou ao lado dela e seus olhares se cruzaram, como se aquela conexão naquele momento fosse inquebrável.Nídia cerrou os olhos com um sorriso. Gabriel, por sua vez, a apreciou por completo: seu rosto, seu corpo, eram agora dele, ali, naquele momento.

Pensou, em silêncio, que quando menos se espera, entre 7.000 milhões de pessoas, pode aparecer a que sempre andara esperando.

Nídia estava indefesa, e Gabriel, mais do que nunca, queria protegê-la. Aquela noite teria sido mais uma aventura?

Lizzy’s P.O.V

Nunca pensei que diria isso, mas estou morrendo de vontade que as aulas comecem logo. Ficar sem fazer nada nessa droga de apartamento quente estava tirando o pouco de juízo que eu tinha, sério.

Desisti de ficar feito besta encarando as paredes e decidi sair, eu não sabia para onde ir, mas com certeza queria conhecer pessoas, conversar, sei lá me distrair ou algo do tipo.

Fui para a praia, pois é, parecia que a vida de Miami se resumia a calor e praia e bem, já que eu estava lá era melhor fazer a única coisa que eles faziam, isso.

Dessa vez fui preparada realmente para ir pra praia, biquíni por baixo de um vestido leve, um chapéu e óculos escuros. Sentei de baixo de um guarda sol, pedi um refrigerante e fiquei apenas observando as pessoas que passavam. Havia vários surfistas na água e um em particular chamou a minha atenção, o cara deslizava nas ondas como se aquilo fosse a coisa mais fácil do mundo.

Fiquei observando-o sem piscar e vi com surpresa ele sair da água e caminhar na minha direção, a prancha debaixo do braço, a bermuda preta e os cabelos médios perfeitamente molhados. Uau que visão, afinal alguma coisa que estava valendo á pena naquela cidade.

-Bom dia. – ele falou ao parar de frente a mim. Ok, aquilo era sonho? O que aquele cara tão lindo estava fazendo parado na minha frente e sorrindo pra mim daquela forma?

-Bom dia. – falei insegura erguendo os óculos escuros para vê-lo melhor, meu Deus, que gato.

-Você é nova aqui, não é?

Eu sorri. Eu odiava aquele tipo de cantada, mas dessa vez ele tinha acertado.

-Sim sou nova aqui sim.

-Pois é, reparei, é que conheço todo mundo por aqui e nunca tinha te visto. Andrew Fuller! – ele falou estendendo a mão na minha direção, eu a apertei ainda com um sorriso.

-Elisabeth Backer.

-Elisabeth? Bonito nome.

-Obrigada, mas não gosto dele, prefiro que me chamem de Lizzy.

-Ok Lizzy. Então pode me chamar de Drew.

Eu comecei a rir olhando ao redor, todo mundo nos observava.

-Quer ir tomar um suco? – ele perguntou parecendo notar os olhares também.

-Claro. – falei rápido ficando de pé. – vamos sim.

Paramos no primeiro barzinho que vimos na praia mesmo, sentamos ao balcão e fizemos os pedidos.

-E então. – ele começou enquanto eu bebia meu suco de maçã. – o que veio fazer em Miami?

-Sei lá, eu meio que tinha que mudar de ares, sabe? Então resolvi vir.

Eu não precisava dar detalhes das coisas que me trouxeram a Miami, ele era um gato, mas eu nem conhecia o cara direito.

-Nossa que bom então que seus ares a trouxeram a Miami. – ele falou com um sorriso encantador.

-Pois, espero não me arrepender disso.

Ele me encarou mais uma vez.

-Gostei da tatuagem, o que é?

Eu sorri.

-Um dragão chinês.

-Muito legal.

Eu o encarei, de certa forma eu tinha a sensação de que aquela conversa não terminaria ali.