Notas iniciais
Espero que gostem!

POV: Lizi


Eu me dirigi ao prédio logo depois de me chamarem para minha primeira consulta aqui. O prédio era enorme, adorava isso. Vi uma mulher passando e perguntei se tinha uma escada. Ela me levou até o elevador e quando eu ia explicar a ela sobre a minha fobia as portas se abriram e vi o maior elevador que eu já tinha visto. Tinha maquina de salgados, de refri e até um sofázinho [Wooow, elevador grande!]. Não estava com sede e nem com fome e nem cançada então fiquei em pé mesmo. Assim que entrei vi que o prédio tinha dezenove andares andares, quatorze eram clínicas, dois era de descanço, outros dois de clínicas para bebes e o último era só para trabalhadores ou casos especiais. Bom era isso que disse a moça. E completou:

–-Sua sala é a cinco do quarto andar.- Ela sorriu e terminou- Sou Lilian, muito prazer e tchau.

Fiz o que ela falou, sala cinco quarto andar. Entrei, lá vi uma moça que vestia uma saia abaixo do joelho preta, saltos mais ou menos grandes e rosas e blusa da mesma cor. Me sentei na cadeira, ela sorriu e falou:

–-Então querida -disse a mulher que estava “tentando me ajudar com a minha fobia usando métodos profissionais de piscicólogos profissionais”, pelo menos era isso que diziam todos os piscicólogos que eu já tinha ido na vida. A minha primeira foi quando eu tinha sete anos e meio ou seja seis meses depois do “acidente do armário”, tudo sempre acabava com algo pegando fogo, eu irritada, ou com mais fobia ainda. Pegava fogo quando em um corredor apertado tinha uma vela e eu acabava derrubando-a, irritada sempre e com mais fobia quando querem “testar a minha fobia” ou quando eles tinham hábitos estranhos.

–-Oi –respondi

–-Sua mãe me disse de sua pequena fobia. Quero que saiba que eu estou aqui para tentar e conseguir ajudar vo...

–-Você a curar essa fobia usando métodos especializados de especialistas

–disse completando a frase dela e quando vi a cara dela completei: É sempre o mesmo discurso.

--Nossa! Muito bem agora qual é o seu...

--Meu nome?

--Exatamente.

--Lizi.

--Que nome...

--Tá já entendi meu nome é bonito, agora minha idade é treze anos tenho fobia de lugares pequenos essa é a décima clinica que eu vou em seis anos e tenho esse problema desde pequena, mas ele só ficou grande quando eu tinha sete anos. Vamos começar a consulta ou ainda tem perguntas?

--Só mais uma quando começou essa fobia? E meu nome é Mary Elizabeth pode me chamar de Mary.

-- Tá, então Mary minha fobia tipo ela cresceu muito mas eu comecei mesmo quando uns meninos me trancaram em um armário.

--E como você saiu?

--Dei um soco e a porta quebrou.

--Como assim?

--De repente eu comecei a cantar e recitar umas poesias aí eu dei o soco e a porta quebrou.

--Vo-vo-vo-voc-você fez o que?

--Recitei poesias e dei um soco na porta.

Estava esperando que ela achasse que eu era louca, estava brincando mas ela simplesmente falou:

--Interessante, vou fazer sua fixa vá conhecer os outros pacientes da clinica, me encontre daqui a duas horas na sala ao lado número sete, ok?

--A... É, tipo sabe é... Tá bom.

--Ótimo! Os pacientes que você pode conhecer estão no gramado, ok.

Fui para o gramado, vi uma garota usando óculos, uma blusa verde escrito: “I'm like this” e uma saia laranja com uma meia calça fina da mesma cor. Usava rabo-de-cavalo e o cabelo era ruivo, um pouco vermelho. Ela pulava corda e parecia ter uns onze, doze anos mais ou menos da minha idade. Tinha aquele garoto também, aquele tal de Alex com calças surradas e blusa azul escrito: Skate. Tinha dois garotos, brincando de carrinhos e três garotas se bronzeando uma menina lendo na mesa de piquenique e um garoto passeando com o cachorro, alias com dois cachorros vejo uma garota reclamando com a piscicóloga, falando que ela é péssima e blábláblá. Uma das garotas se bronzeando se parece bastante comigo [em aparência pelo menos]. A garota que pula corda tropeça nela e cai, eu vou ajudar e a garota lendo também.

--Você esta bem?

--Tó só ralei o joelho-ela responde.

--Quer ir a infermaria?

--Não, odeio aquele lugar.

Nós rimos.

--Qual é seu nome?

--Susi diz a menininha.

--Nome legal e o seu?

A garota ainda segurando o livro responde:

--Emma.

--O meu é Lizi.

Nós três fomos a mesa que Emma antes lia e ficamos conversando e rindo. Atrás de nós aquela garota estressada passou atrás de nós e disse:

--Bosta de clínica! Aquela mulher vai me pagar.

Nós fizemos força para não rir e depois chamaram:

--Senhorita Lizi Brown compareça a sala sete.


Notas finais
Espero que gostem. Reviews?