Clichês

3 Sabe-se lá por que...


Notas iniciais
Olá! Bem desculpem a demora para postar mas eu estive cheia de coisas incluindo viagens pra lá e pra cá e o meu tempo fez puft! bem feliz natal e ano novo heuehu mega atrasado mas o que vale é a intenção não é mesmo? Ah estou começando com uma coisa nova nos capítulos da fanfic, sempre no começo do capítulo colocarei uma frase do capítulo e no final uma frase de um capítulo futuro. É só uma ideia mas vou continuar com ela e queria saber sobre o que acharam ^^ Bem é isso ai Kisses e Enjoy ^^

“...Então entraram uns ursos no sonho e eles queriam matar a menina dos cachinhos dourados por roubar o macarrão deles...”

Sentei-me na ponta da cama e apoiei os cotovelos nos joelhos, baguncei meus cabelos soltando-os, respirei fundo e fitei o chão...

Queria que tudo logo passasse para poder sorrir de novo... Queria voltar aquela praça e festejar o ano novo, mas ficar me lamentando dentro de um quarto escuro parecia mais fácil.

Deitei-me e fechei os olhos, deixando as lágrimas tocarem meu rosto... Então quer dizer que aquele maldito só brincou comigo esse tempo todo pra me destruir no final... Isso é cruel, é desumano... Tirei os casacos e enchi a banheira com água quente, coloquei alguns sais de banho e entrei, deixando água quente tocar minha pela, doeu até me acostumar mas depois me senti mais relaxada.

–Então quer dizer que todo meu esforço foi em vão... hun.- disse baixinho tirando o cabelo dos olhos.

Fiquei uma hora assim depois de relaxar e entrar em ordem com meus pensamentos saí da banheira.

Simples estava decidido, minha vida toda nunca perdi o controle então por que perde-lo agora? O que eu decidi? Simples, nunca mais me apaixonar, parar de ficar aqui nesse quarto me lamentando... Afinal um idiota miserável daqueles não merece um coração quebrantado.

Vesti uma meia calça grossa, vestido de mangas cumpridas felpudo e quentinho, um casacão de inverno com capuz, soltei os cabelos bebi um energético e olhei a hora, faltava 20 minutos para o nascer do sol.

Quando cheguei na cobertura do prédio o sol mostrava-se ao longe, preguiçosamente aparecendo com os primeiros raios alaranjados do dia.

O vento frio açoitando-me o rosto, meu rosto inchado devido às lágrimas e a dor de cabeça pelo tempo que passei soluçando... Bem até que essa virada de ano não foi tão ruim assim... Já tive piores.

Respirei fundo e olhei para o sol que subia lentamente, clareando a escuridão, a contagem regressiva podia ser ouvida de longe.

–Cinco...- sussurrei.

–Quatro.- ouvi uma voz atrás de mim e vi Loke, meu vizinho de porta com uma garrafa de alguma bebida em mãos já vazia, ele parecia mal, olhou para mim e sorriu, e então veio até mim.

–Três.- disse ele e eu sorri e então olhamos para o horizonte.

–Dois.- dissemos em uníssono.

–Um.- sussurramos juntos, Loke jogou a garrafa longe, e então olhou para mim.

–Feliz ano novo Lucy, posso ganhar meu beijo agora¿- perguntou travesso.

–Sem chances.- sorri e funguei um pouco, estava começando a ficar gripada, bem agora o sol brilhava no seu tom laranja amarelado, uma bola de fogo queimando a milhões de quilômetros daqui, iluminando um mundo tão insignificante, mas tão insignificante que nem mesmo ele sabe que sem ele não vivemos.

Estava em pedaços, mas mesmo assim... Mentia para mim mesma dizendo que estava bem, mas não sou mais tão criança.

Abracei Loke, por mais pervertido que ele fosse era ano novo, um abraço e desejar um bom ano para ele não era uma coisa ruim.

–Planos para esse novo ano Lucy?- perguntou ele bagunçando os cabelos ruivos e ajeitando os óculos.

Sorri de canto.

–Esquecer um amor antigo... Tão requentado quanto almoço de gente apressada... Mas nada melhor que um romance antigo. — ri baixinho e ele riu também.

–Almoço requentado... Que comparação... Foi tão ruim assim?- perguntou ele.

Suspirei e afirmei com a cabeça.

–Bem... Boa sorte então. — disse colocando a mão no meu ombro.

–Obrigada, e você, quais são seus planos, tem alguma coisa com aquela garrafa certo?- perguntei, tentando afastar sentimentos ruins.

–Garotinha esperta. — apertou minha bochecha e bati na mão dele.- Bem... É isso aí, fiz uma promessa de nunca mais colocar uma gota de álcool na boca... Digamos que tive muitos problemas com isso. — disse ele ficando um tanto melancólico.

–Boa sorte e conte comigo qualquer coisa. — disse para ele, assim como eu, ele também tinha problemas... Todos tinham suas dificuldades as quais deveriam lutar contra, sejam vícios, maus hábitos, pessoas, ou até mesmo corações machucados... Nossos objetivos no final sempre eram os mesmos... Buscar a felicidade própria.

–O mesmo pra você, já vou entrando agora... Preciso dormir que hoje eu já volto a trabalhar. — disse com desgosto e então abanou e saiu.

Fiquei mais um tempo ali, olhando o sol subir e brilhar, ainda era frio, mas logo o frio sumiria, apenas alguns poucos meses e pronto a primavera traria sua beleza novamente ( não que eu gostasse da primavera mas era melhor que o inverno).

Divaguei um pouco mais sobre o que fazer da minha vida e entrei novamente, liguei o ar condicionado, tirei o casaco, sequei os cabelos e então me joguei na cama e capotei no mesmo instante em que minha cabeça tocou o macio travesseiro e meu corpo foi coberto por um quente cobertor.

Acabei tendo um sonho muito estranho, Sting estava requentando o almoço e quando tirou-o do micro-ondas tinha minha cara ali e então ele pegou uma garrafa de vinho e jogou por cima da comida e riu enquanto a minha cara feita de arroz e macarrão e alguns outros elementos desconhecidos eram manchados pelo líquido, e então jogou a marmita pela janela e ria e então Loke chegou num carro parecido com o do batman e ele estava vestido de Robin e então ele disse algo como “Defender a justiça”, “Não se joga comida boa fora” e algo sobre estar cansado de trabalhar para o Batman e então ele socou o nariz do Sting que então virou um macarrão e ele começou a derreter e no fim virou uma marmita com cara de Pikachu e bem vou parar por ai por que então entraram uns ursos no sonho e eles queriam matar a menina dos cachinhos dourados por roubar o macarrão deles e enfim.

Quando acordei fiz algo para comer (claro que passei longe de arroz e macarrão) e abri as janelas deixando a luz do sol entrar pelas janelas, já deveria ser umas três ou quatro horas da tarde, e então depois que uma boa refeição sentei-me com o notebook no colo e comecei com alguns rascunhos para meu novo projeto, eu estava escrevendo um drama passado em meado ao século 19, precisava fazer pesquisas e tudo mais para que tudo seja de acordo com a época.

Quando estava começando a ficar empolgada com a escrita três batidas na porta foram suficientes para me tirar a atenção. Fui atender e quando abri a porta vi um Natsu um tanto preocupado e nervoso.

–Oi?- disse depois de uns cinco segundos de silêncio entre nós dois.

–Oi? É isso que tem pra me dizer?- disse ele entrando, tirando o casaco e sentando no sofá.

–E o que eu deveria dizer seu folgado?- disse sentando ao seu lado, ele virou-se tirou os sapatos e colocou as pernas em cima das minhas.

Ele tirou do bolso a rosa azul que eu carregava comigo mais cedo, me contorci desconfortável e prendi os cabelos.

–Então não deu muito certo.- disse ele.

–É...

–Mas não desista... Quando se realmente gosta de alguém agente não po- cortei-o.

–Eu não desisti, eu apenas o descartei, um cara daquela índole não merece nada de mim... Sabe oque ele fez? No momento em que me viu deu o sorriso mais sádico do mundo e beijou uma qualquer, digamos que ele já sabia da minha paixonite que tinha por ele desde a oitava série mas ai puft, tudo acabou... Dói ainda, mas acabou o que nunca começou e fico feliz por nunca ter rolado nada entre nós e-Natsu me cortou, eu já estava alterada, nervosa, com a voz embriagada pelo choro e pequenas lágrimas se formaram ao redor de meus olhos.

–Shh, tudo bem... Esse cretino não te merece, ainda tem tempo Lucy não se preocupe, as pessoas especiais em nossas vidas podem demorar um pouco para aparecer.

– Você tem razão, obrigada.- disse abraçando-o depois de um longo suspiro

–Afinal, feliz ano novo.- disse ele.

–Hm, pra você também. — disse abraçando-o ainda mais forte.

Fizemos chocolate quente e conversamos um pouco mais e vimos alguns filmes, depois de dois filmes decidimos pedir comida chinesa.

–Em trinta minutos chega, caso contrário é de graça! – exclamou animado.

–Ótimo, vamos torcer pelo gelo na pista atrapalhar o entregador pelo menos dez minutos.

–Ou que ele caia...- disse Natsu bebericando o chocolate.

–Ai que horror Natsu.- disse empurrando a caneca fazendo-o engasgar.

Depois de tossir e me xingar tão rápido que nem consegui entender ficamos em silêncio por um tempo até eu quebrar o silêncio.

–E então, o que aconteceu lá nos EUA?- Ele deu um longo suspiro.

–Foi tão ruim assim?

–Bem digamos que essa é uma longa história.

–Pelo que sei temos muito tempo.- disse terminando meu chocolate quente não tão quente assim.

–Essa história ainda vai ser contada... Mas não agora...- disse ele me encarando com aqueles tristes olhos ônix.

–Certo.

–Ah Lucy não faz essa cara, assim fico mal.- disse me empurrando de leve.

–Que cara Natsu?- disse empurrando-o de volta.

–A sua cara, ela me assusta.

–Ah cala boca.- disse empurrando-o mais forte fazendo-o cair.

–Então é assim?- disse pulando no sofá e me empurrando do sofá.

–Agora estamos quites.- disse depois que me sentei.

–Eu não jogo para empatar, só jogo pra ganhar.- disse por fim jogando-o novamente e atirando uma das almofadas e bem assim começamos um guerra de almofadas e por fim caímos cansados no sofá.

–Ah Lucy senti falta desses momentos nossos.- disse ele com certa melancolia.

–Eu também, mas nós vamos ter mais não se preocupe.

–Como assim?- perguntou me encarando.

–Eu ainda vou te incomodar até o final de seus dias e além.

–O que quer dizer com isso?

–Bem... Aí vai da interpretação de cada um.- sorri e soquei seu ombro.

–Lucy você é estranha.

–O que você quer dizer com isso?- perguntei arqueando a sobrancelha esquerda.

–Ai vai da interpretação de cada um.- sorriu.

Bem eu deixei escapar um sorriso bobo, e então comecei a rir e ele também, depois de mais um tempo jogando conversa fora, falei um pouco sobre como eu estava me sentindo em relação ao Sting e deixei escapar que enquanto estava com Natsu não me sentia em cacos e bem ele não reagiu bem do jeito que eu esperava, ele simplesmente não reagiu apenas disse um fraco “hm” e foi muito estranho... Enfim, ouvimos a campainha tocar e era a comida chinesa que pedimos.

–Cara, você demorou mais de trinta minutos ou seja.- Natsu sorriu para o entregador que parecia meio desarrumado e a calça dele estava rasgada.

–Pois é eu sei... Tinha muito gelo na pista e eu acabei caindo com a moto, mas a comida esta á salvo e eu também.- sorriu ele, pagamos mesmo assim (claro que foi por que eu insisti com Natsu afinal o cara caiu e acho que a culpa foi nossa) e quando ele se foi Natsu fechou a porta e olhou pra mim com a mão na boca.

–Acho que tenho poderes psíquicos.- disse ele me entregando a sacola com a comida.

–Claro que tem Natsu, agora vamos estou com fome e não quero que a comida esfrie.

“Talvez quem sabe... Mas é obvio que talvez eu esteja enlouquecendo”

Notas finais
É... Digamos que foi um pequeno capítulo mas eu gostei dele ^^ heuehu e espero que vocês tenham gostado também... Desculpe demorar... Só quero que saibam que eu realmente me preocupo com a fanfic, sério mesmo só tenho alguns problemas com minha organização e inspiração não é mesmo... Bem é isso aí Kissus ^-^