Clichê

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Eai povo -w- Essa fic na verdade não era SasuHina, mas eu resolvi adaptar huahauhua Está bem simples e tals, mas foi feita de coração ♥ Ela é pro mutirão SasuHina, do grupo Curtidores-SasuHinaBr no qual sou adm =) O link do grupo está nas notas finais e seria lindo se vc entrasse nele ♥ Se tornou uma das minhas fics favoritas -w- Enfim xD Boa Leitura!

Clichê

Capítulo Único

Tudo na vida dela sempre foi absolutamente clichê. O modo como era a excluída do colégio e que de um dia para o outro se tornou namorada do garoto mais popular, ou quando noivou com ele, superou todas as dificuldades econômicas, quando se casou. Era por isso que Hinata sempre amou sua vida clichê...

Ou, pelo menos, amava.

Relaxou seus músculos na poltrona, respirou fundo, tentando trazer um mínimo de esperança com aquilo. Não conseguiu, então simplesmente fechou os olhos, enquanto seus ouvidos captavam o irritante barulho da VNI.

O irritante barulho da máquina que respirava por seu marido.

Lembrava-se bem do dia que conhecera ele. Inicio da primavera, ainda moravam em Konoha e tinham por volta de 14 anos. Ambos estudantes dedicados, mas que não se falavam. Hinata era de outra sala e sempre tachada de estranha por causa de seus olhos grandes e claros demais, além da timidez excessiva, que quase a impedia de completar uma frase.

Não era boa em esportes, sentava nas primeiras carteiras e tinha um gosto musical diferente dos demais. Algumas espinhas no fim da testa, cravos no nariz, cabelo que às vezes não queria ficar arrumado.

Nunca conseguiu se encaixar em lugar nenhum. Usava a desculpa de que “as pessoas não eram adequadas para ela, não o contrário”. No começo, quando percebeu que era realmente distante de todos os seus colegas e que não participava de evento escolar nenhum, considerou que acabaria o colegial daquele jeito, sozinha e deprimida.

Por que sim, Hinata ficava deprimida em estar tão sozinha, e ser tão... Estranha. Mas mal ela pode piscar e sua vida havia virado de cabeça para baixo. Mudado totalmente, e tudo por causa de uma bola que acabou caindo na sua cara. Uma marca grande, vermelha e redonda no meio da testa, mas em compensação foi quando Uchiha Sasuke se sentiu mal por ter acertado uma garota e a levou na enfermaria.

Clichê. Tão clichê que era difícil de acreditar que acontecera na vida real.

E esse não foi o único clichê da sua vida. Muitos outros se seguiram, um atrás do outro. Como quando ela começou a namorar Sasuke, que era o capitão do time de futebol e o garoto mais popular do colégio. Quando perdeu sua virgindade com ele e pode aprender o que era confiança. Quando deixaram o colégio e noivaram, compraram um apartamento. E também quando brigaram feio lá, o que fez com que Sasuke saísse de casa, mas poucos dias depois ele voltou e ambos tiveram o esperado sexo de reconciliação.

E, bem, quando finalmente se casaram.

As coisas sempre foram clichês com ela, e Hinata sempre, sempre amou isso. Porque sempre soube que mesmo as brigas pequenas acabariam bem, e tudo isso pois ela tinha muita sorte em suas mãos. Bastava ver um filme de comédia romântica, e você poderia saber exatamente como andaria a vida dela.

As coisas estavam bem. Ela estava tão feliz que era quase um crime. E pediu, pediu muito para Deus que continuasse assim, porque Hinata sabia que os clichês... Têm seu lado ruim.

E como se arrependera de deixar que Sasuke saísse para um bar, num encontro de amigos, para beberem um pouco. E se arrependeu, pois foi naquele dia que ele sofrera aquele maldito acidente.

E Hinata sabia como aquilo terminava nos filmes.

Ela sabia que, por mais que doesse... Sasuke iria embora. Então ele se transformaria em uma boa lembrança sua. Depois de um tempo ela encontraria outro amor, teria filhos, e então Sasuke seria... Ar. Uma coisa que ela sabe que está sempre consigo, mas não poderia tocá-lo, vê-lo.

E isso realmente doía muito em si, afinal amava-o. Amava-o mais que a própria vida. Concluindo esse pensamento foi que começou, novamente, a chorar. Estava recolhida em seus prantos, sozinha, apenas com as mãos tampando o rosto. As gostas pareciam queimar sua pele, enquanto os dedos de seu pé se retraiam para fora da sapatilha, sendo brutalmente prensados contra o chão gelado. Hinata queria descontar toda sua raiva, tristeza e ansiedade em alguém. Mas não podia. Não enquanto ficasse chorando naquele maldito quarto de hospital, sentada naquela maldita poltrona branca, quase totalmente virada para a maca.

Chorou mais um pouco, enquanto o barulho da VNI continuava a ecoar pelo quarto. Só fazia com que ela quisesse chorar mais. Não podia mentir: recebera apoio de todos os seus amigos, de todos os amigos dele, de toda a família de ambos. Mas nada daquilo era suficiente. Nada era suficiente, a não ser oseuSasuke. Queria ele ali, abraçando-a e fazendo-a se sentir melhor, beijando-a até que se esquecesse de todos os problemas.

Afundou ainda mais o rosto nas palmas quentes, enquanto seu cabelo negro insistia em cair aos lados de sua face. Perguntou-se se merecia, se Sasuke merecia. As respostas eram sempre não.

Ela soube o que era odiar naquele momento. Odiar e amar ao mesmo tempo. Estar perto dele trazia amor, algo quente que embalava seu pequeno coração – muito frágil naquele momento. Sentia-se tão feliz, porque, com aquela maquina de ‘pi’ irritante, ela sabia que ele estava vivo. Sabia que ainda tinha, mesmo que minimamente, chance de ele sobreviver e ficar consigo para sempre. Mesmo com tudo isso, ainda existia o ódio. Por um momento tentou odiar Deus, mas ele não era o culpado afinal. A culpa era dela mesma. Ou melhor, daquela maldita vida clichê de roteiro clichê, frases clichê e...

Fim clichê.

Tirou as mãos do rosto, revelando os olhos inchados e a boca seca. O rosto antes branco estava extremamente vermelho, como uma pequena cereja. Sua aparência estava um desastre. Ela só se lembrava de sair daquele quarto para tomar banho, pois comia ali mesmo, quando alguém trazia algo. Estava muito magra, também.

Enquanto sua mente se enrolava em tantos sentimentos, ela sentiu que aquilo era amor. Amor não era um sentimento feliz. Amor era um sentimento triste. Ela sabia agora, mais do que qualquer outra pessoa.

Amar é sofrer, e era assim que se encontrava, sofrendo. Amando. Sofrendo.

Hinata encarou bem aquele corpo estendido ali, e perguntou-se quanto tempo fazia. Duas semanas? Três? Algo assim, concluiu sozinha. E Sasuke continuava inconsciente. Deixou que seus braços caíssem ao lado do corpo, pálida, sem esperanças. O que deveria fazer agora? Sofrer não adiantava de nada. Ficar feliz não adiantaria também, então o que raios deveria fazer? Fechou os olhos novamente. Não havia nada para ser feito, afinal.

Sua vida era clichê. Teria que viver assim até sua morte. Sasuke iria morrer. Fim.

–... Não... Eu... Eu não posso... – Murmurou, depois de ter completado seu pensamento. O rosto expressava puro pânico com tudo aquilo. Enfiou as unhas na palma da mão com força, voltando a chorar. – Eu não vou conviver com isso! Eu tenho... Eu tenho total controle sobre a minha vida! Eu não sou uma marionete do destino... – Seu tom ia aumentando, mas logo diminuiu. – N-não pode acabar assim. Deus, me ouça, por favor. – Implorou, sem fôlego, voltando a chorar. Ela se levantou da poltrona, colocou uma mão em cada ombro do moreno, chorando com o rosto próximo do dele. Malditos tubos, malditas máquinas! – Sasuke, volta, por favor. Eu te amo... Você não pode me deixar, nós não acabamos assim! – Seu tom sumiu após a última fala. As lágrimas caiam próximas á testa dele, onde estava enfaixado. Largou seus ombros, voltando sua posição reta. Fungou, secando a última lágrima com as costas da mão.

Ele nem mesmo movera um músculo. Hora de encarar os fatos, de aceitar. Deu um passo para trás, sentindo suas pernas fracas, sem vontade de andar. Deu outro passo e finalmente se virou para a porta, pegando rapidamente sua bolsa vermelha. A partir daquele momento, pararia de visitar o hospital, desistiria. Talvez pulasse da ponte mais próxima.

Abriu a porta, sentindo o vento gelado acariciar seu rosto quente. Andou, e fecharia a porta atrás de si. Com muito pesar, sofrendo, chorando, mas faria. Levantou sua perna do chão e andaria para frente novamente. Mas o movimento que seu corpo fez foi outro. Ela se virou e voltou correndo para a maca, se ajoelhando enquanto pegava a mão dele.

Pediu desculpas. Quase gritando. Pediu mil vezes.

Clichê. Extremamente clichê.

Clichê seria para sempre.

Hinata amava clichês, mas também os odiava.

– Eu não vou te abandonar. Eu não posso nem consigo fazer isso, Sasuke. – Murmurou, após os pedidos de desculpas exagerados. – Eu estarei para sempre com você, até o fim do nosso ‘para sempre’. – Sussurrou mais para si do que para ele, que não conseguia ouvir. Seus joelhos ardiam. Ficou mais alguns segundos naquela posição, olhando para baixo, ajoelhada, segurando a mão dele.

– Hi... – Uma única silaba foi pronunciada. Hinata ergueu seu rosto, assustada. Olhou-o, e ela soube o que era amor, novamente. Amor era sofrimento. Um sofrimento bom. Daqueles que você precisa, para se sentir bem.

E, tão clichê quanto foi o seu começo, foi o seu fim. Um fim extremamente feliz. O senhor clichê dos clichês!

Fim

Notas finais
Então, oq acharam? huahauahua bom? ruim? mais ou menos? -w- Link do grupo: https://www.facebook.com/groups/CurtidoresSHBR/?fref=nf Espero q tenham gostado xD Ainda terá mais uma one minha pra esse mutirão, aguardem ;D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!