Clichê

9 Capítulo 9: Na Biblioteca


Notas iniciais
OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII Sei que devem estar querendo me esganar '^^ Eu entendo, juro. Mas gente, tentem entender, eu tive um bloqueio criativo do caramba. E aí, quando eu fui escrever, eu escrevi primeiro aquela fic em que estava chovendo comentários/recomendações. Era a coisa mais ética á se fazer. Enfim, tá aí o capítulo gente :3 Espero que gostem. Comentem. Rosekisses

Mais duas provas e então o sinal finalmente bateu. Fiquei observando a prova que estava em cima da minha mesa ser recolhida e só então guardei minha caneta dentro da bolsinha, fechei a mochila e saí. Fiquei esperando na porta os outros saírem, o que aconteceu rápido.

–Que inferno. –Patrício saiu praguejando. –Não quero nem ver a minha nota nessa bagaça.

–Eu com certeza tirei um zero do tamanho da explosão do Big Ben. –Leonardo falou com uma cara de quem já estava acostumada com isso.

–Se fosse outra pessoa falando eu diria para parar de exagero. Mas como é você, eu não duvido nada. –Dei um sorrisinho de canto de boca que o fez arquear uma sobrancelha me fazendo ficar com inveja. Sempre quis fazer isso, deixa a pessoa com ar debochado e irônico. Eu quando tento, acabo levantando as duas o que me faz parecer espantada.

–E então, vamos para a biblioteca? –Falou Raquel saindo da sala e já me dando o braço. Entrelacei meu braço no dela enquanto observava o resto das meninas saírem da sala. Assenti com a cabeça e descemos.

Assim que pisei os pés dentro daquela casinha pela primeira vez, eu me senti no paraíso. Como Raquel disse, ela não era muito grande, mas era um lugar cheio de livros e isso pra mim já estava bom demais pra ser verdade. Depois de música, livros eram minha fascinação. A sensação de abrir os livros, de folhear as páginas, de entrar em mundo totalmente novo são impagáveis demais até pra descrever. O que posso dizer? Livros são o máximo.

–Raquel! Há quanto tempo você não aparece sumida. Gente há quanto tempo! Entrem! –A bibliotecária cumprimentou. Essa era uma mulher loira, alta e magra. O rosto era fino com algumas rugas embaixo dos olhos castanhos e os lábios de um tamanho médio onde um batom marrom cobria. Era bonita.

Entramos mais um pouco enquanto eu ainda encarava as estantes lotadas de livros, totalmente embasbacada. A cena devia estar engraçada de se ver, eu estava praticamente babando naquele lugar.

–Georgina! –Raquel sorriu gentilmente. –Já não era sem tempo não é? Trouxemos uma amiga nova, Lexi. Ela estava surtando de curiosidade pra conhecer a biblioteca.

–Olá! –Georgina sorriu. –Bem, a biblioteca é modesta, mas eu a adoro.

–Modesta? Isso daqui é o paraíso. –Respondi sorrindo também. –Meu Deus! Tem livros por toda a parte. Acho que da próxima vez que eu vier aqui estarei com um carrinho daqueles de compra.

Raquel riu:

–Bem, podemos locar só dois por vez. A gente fica até Em dúvida sobre qual escolher. Ah, eu lembrei de um agora perfeito pra você. Georgina, alguém locou Sete Ossos e Uma Maldição?

–Não me lembro, deixa eu ver. –Ela sentou-se numa mesa e folheou um caderno de capa dura. –Pelo que está aqui não.

–Gente, então vamos procurar. –Raquel se animou. –Lexi, você precisa ler esse livro.

–Concordo! –Patrício sorriu. –Até eu que sou eu já o loquei umas cinco vezes.

–Eu e a Raquel já devemos ter decorado o livro de tanto locar. –Ana sorriu. –É muito bom.

–Com toda certeza. Pra você que não viu a capa, ele é vermelho fino e com a foto de uma boneca sem um olho. Vamos procurar cambada. –Tatiana sorriu animada. Ao que me parecia, ela estava mais animada com a procura do que com o livro em si.

–E se acharem um livro bom de terror ou somente um livro que pareça bom, separem. –Raquel pediu. –É hoje que todo mundo sai locando.

Assenti com a cabeça e comecei á correr os olhos pelas estantes. A gente se dividiu. Eu peguei uma estante da extremidade enquanto Leonardo, Tatiana, Tasha e Patrício pegaram as estantes do meio enquanto Raquel pegou a estante da outra extremidade.

Fui dando uma olhada na sinopse e na capa de cada livro que eu via. Separei Coração de Tinta que era um livro no qual eu já tinha lido e recomendava. Podia ser do gosto de alguém lá, quem sabe? Livros bons têm que ser lidos por muita gente.

Passei a mão por um livro e ela escorregou batendo silenciosamente em uma maçaneta. Espera! Uma maçaneta? No cantinho da estante tinha uma pequena maçaneta que eu não acharia nunca se estivesse olhando. Dei uma olhada atrás da estante e vi que tinha uma porta muito bem escondida. Será que eu era a única que tinha reparado aquilo. Ela estava entreaberta então deu pra ver que era um cômodo pequeno, escuro e com algumas pilhas de livros. Deviam ser onde se guardava os livros que não eram postos nas estantes. As escolas sempre colocavam numa salinha bem protegida.

–Achei! –Raquel exclamou satisfeita me trazendo um livro como Tatiana havia descrito. Pra mim era muito fino, mas ao ler a sinopse eu vi que realmente iria gostar. Ela me estendeu e eu o peguei. –É ótimo Lexi! O que você tem aí?

–Ah, o nome deste é Coração de Tinta. Eu já li e recomendo. Um de vocês pode se interessar. –Falei entregando o livro á ela.

–Ah! Não acredito que você achou! Cara estou procurando esse livro há praticamente dois anos. Sempre que eu venho aqui alguém já locou! Valeu!

–Eu vou pegar esse daqui, Frenesi. Parece ser muito bom. –Tasha balançou o livro para que o víssemos.

–Eles cumpriram a promessa! –Leonardo exclamou surpreso e sorrindo. –Não acredito que vocês finalmente colocaram pra locar Divergente. Ah, finalmente vou poder ler.

–É a segunda melhor saga de livros que eu já li no mundo. –Comentei. –Tenho o segundo livro lá em casa, se quiser que eu te empresto, é só dizer.

–Se for igual estão falando eu com certeza vou querer sim Lexi.

Sorri sem mostrar os dentes e fui á procura de um novo livro já que poderiam ser locado dois e Sete Ossos e Uma Maldição eu leria em no máximo vinte e cinco minutos. Eu tinha muitas opções, mas realmente achei um que eu já tinha lido e me interessaria em reler. Fallen.

–Vou levar este daqui também! –Falei colocando os dois livros em cima da mesa. –Estava louca pra reler ele, já que quando o li pela primeira vez, era de uma amiga.

–Gostei da capa. –Raquel sorriu. –Quando for devolver me chama que eu já o loco. Gina vou locar só Coração de Tinta que vai me render uns três dias se tudo correr bem.

–Okay. –Ela colocou no caderno os livros, nossos nomes, série e salas de aulas. –Vocês têm até terça-feira que vem pra devolver ou relocar.

Assentimos com a cabeça enquanto Tasha colocava Frenesi em cima e locava. Leonardo entrou na fila parecendo super feliz com Divergente em mãos. Como eu já tinha lido, podia garantir que aquele livro que ele estava levando pra casa iniciava a segunda saga mais foda do mundo. Vendo aquela capa dava até vontade de reler novamente.

Assim que Leonardo colocou o livro na mesa, ele sorriu:

–Vou locar esse Gina. Vocês cumpriram Divergente. E Harry Potter?

–Não sei. Esse ano chegou vários livros novos, você vai ter que vir procurar depois.

–Pode deixar.

Patrício e Tatiana seguravam livros finos, ambos da coleção Vagalume enquanto Ana analisava o segundo livro da Saga Crepúsculo (Lua Nova) enquanto resolvia se pegava ele ou não. Acabou por pegar e entrar na fila para a locação.

Coloquei meus dois livros na mochila e fiquei esperando todos locarem até sairmos da biblioteca.

–E então Lexi? O que achou da biblioteca? –Raquel perguntou enquanto seguíamos em direção á saída.

–Perfeita! –Não encontrei outra palavra pra descrever. –Eu adorei Raquel. Tanto ela, quanto Georgina. Geralmente as bibliotecárias não são tão bacanas.

–Ah, ela é um docinho.

Chegamos á saída e eu beijei o rosto das meninas:

–Tchau gente. Até amanhã.

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Cheguei em casa, tirei os sapatos e fiquei descalça. Ajeitei a casa, lavei a louca, fiz tudo que tinha que fazer pra só então sentar no sofá e pegar um livro de dentro da mochila. Escolhi Sete Ossos e Uma Maldição e como eu previa li em vinte minutos. E depois li de novo e mais uma vez e por último li os meus contos favoritos! Aquele livro era perfeito! Ainda bem que Raquel me indicou.

Eu já ia pegar Fallen pra reler quando meu celular tocou. Era um SMS de Caleb:

“Só eu que estou contando os dias?”

Sorri e respondi:

“Não. Eu também estou.”

Li a primeira página e o outro SMS chegou:

“Fofa. Fazendo o que?”

Respondi automaticamente:

“Lendo. E agora respondendo você.”

Li a outra página para o barulhinho me tirar das letras dos livros e ir para a mensagem:

“Ah, então não vou te atrapalhar. Depois te ligo. Beijos”.

“Beijos”.

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Acordei com o maldito despertador. Tomei um banho super rápido vestido uma calça jeans que perto das outras era até nova e pus uma camiseta branca, larga e simples. Uma sapatilha azul e prendi meus cabelos em um rabo de cavalo. Peguei minha mochila e o violão e saí.

Na sala minha mãe já me esperava:

–E esse violão?

–Vou tocar no intervalo. –Dei de ombros e ela não fez mais perguntas. Fomos para o carro e logo estávamos na escola.

Coloquei minha mochila num ombro e pus o violão nos dois entrando na escola e indo em direção á minha sala. Sim, podemos levar violão para tocar no intervalo contanto que não toquemos nele nas aulas. Coloquei ele encostado na parede atrás da minha carteira. A sala estava praticamente vazia, então eu já ia pegar os meus fones quando Leonardo entrou na sala. Revirei os olhos, puxei meu caderno e comecei á escrever uma letra de uma música no caderno.

–Você realmente trouxe o violão? –Leonardo arqueou uma sobrancelha.

–Claro, eu disse que traria. –Falei como se fosse óbvio e então voltei ao que estava escrevendo.

Mal continuei á escrever quando ele apareceu por trás de mim, lendo por cima do ombro:

–Pitty? –Perguntou segurando nos meus ombros levemente.

–Algum problema?

–Nenhum. Você tem bom gosto. –Ele se inclina um pouco, o suficiente para eu sentir sua respiração em meu pescoço. Reviro os olhos com o arrepio na minha pele. –E se arrepia muito fácil.

–Some Leonardo.

–Okay. –Ele dá um beijo no meu pescoço antes de se afastar que faz com que meu corpo simplesmente fique arrepiado da cabeça aos pés. Trinco meus dentes de raiva e encaro um sorriso vitorioso do rapaz.

Nesse momento as meninas chegaram. Raquel quase deu um treco quando viu o violão:

–Oh meu Deus! Você trouxe mesmo!

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Quando chegou o intervalo, nós corremos para a quadra. Sentei na arquibancada com o meu violão:

–Alguma preferência por música?

–Vai em frente. –Raquel pediu e eu pensei na primeira música que me veio á mente.

–Heart By Heart. Demi Lovato. Pode ser?

–Pode.

Comecei á tocar e fechei os olhos. Mais uma vez a música se apossou de mim e lá fui eu cantar. Cada palavra saía diretamente da minha alma, sem nem passar pela cabeça, saindo diretamente. Quando cheguei ao refrão eu já nem estava na Terra, já estava muito além de tudo isso. Então assim, levei um susto quando, ao terminar á musica e abrir os olhos eu levei um susto á ver a quantidade de gente envolta.

–Uma em Português agora! –Alguém pediu uma pessoa que eu nem conhecia.

–O.k. –Comecei á tocar “Que País é Este?”. Na verdade se eu pudesse tocaria “Faroeste Caboclo”, mas aí seria quase metade do intervalo.

E passamos assim o intervalo. Eu estava começando á quinta música quando uma silhueta me chamou atenção. Era de uma mulher adulta, no meio daquele tanto de alunos.

–É a professora de Música. –Raquel sussurrou no meu ouvido e eu arregalei os olhos. Mas reiniciei á musica que no caso era “Couting Stars-OneRepublic” e quando terminei ela bateu palmas juntamente com eles.

–Uou! –Falou sorrindo. –Alexia Rockwell, não é? Bem que me disseram que havia alguém cantando lindamente na quadra. Olha, ano que vem se for estudar aqui, pelo amor de Deus faça música comigo. Porque você tem futuro se for seguir nessa carreira.

Corei um pouco:

–Bondade sua professora.