Clichê
18 Capítulo 18: Feriado Prolongado – Parte Um
Notas iniciais
As provas vieram como um fogo. Fizemos todas. Eu e Leo tínhamos aulas extras absolutamente todos os dias, afinal, era crucial pra ele e pra mim também já que eu não suportava a idéia de ter ele longe. Continuei ensaiando com as meninas, embora a Tatiana ficasse mais afastada quando eu estava junto. Caleb também se afastou um pouco de mim. Ou sei lá, talvez seja só impressão minha já que eu passava muito tempo com o Leo e acabei perdendo algum tempo com os meus amigos. Depois das provas teríamos um feriado prolongado de cinco dias. Quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. Provavelmente depois dele as notas de todas as provas viriam. O feriado era meio que um amaciamento para a bomba que viria depois.
Para o feriado eu e a galera fizemos planos. A família do Leo tinha uma chácara e a família dele liberou para o nosso grupo. Já pensou só os adolescentes por cinco dias sozinhos? As famílias de Tasha, Raquel, Tatiana, Ana, Leo e Caleb liberaram com uma condição: Eu tinha que ir junto, porque de acordo com eles “só essa ruivinha para colocar juízo na cabeça deles”. Se eu não fosse, eles não poderiam ir. Então minha mãe, com essa pressão, também permitiu com que eu fosse.
Então quarta feira meu celular despertou ás quatro da manhã. Eu quase morri quando olhei a hora que teria que acordar em pleno feriado, mas era por uma boca causa. Afinal aquele tipo de passeio só aconteceria uma vez na vida, quer dizer, é uma loucura deixar adolescentes sozinhos. E os pais deles estavam confiando em mim para enfiar juízo na cabeça daquelas criaturas. Agora a pergunta é: Como se enfia juízo naquelas cabeças?
De qualquer forma eu me obriguei á me arrastar da cama e ir tomar um banho. Eu havia arrumado minhas malas na noite anterior então só tinha que me arrumar agora. Terminei meu banho, coloquei minhas lentes, penteei os cabelos ruivos e os deixei soltos e optei por uma roupa bem simples, um vestido azul e uma sapatilha da mesma cor.
Peguei minha mala de rodinhas, a de mão, meu violão e desci as escadas para a sala de estar. Encontrei minha mão na cozinha, parecia um tanto feliz, mas preocupada também:
–A sua sogra ligou. –Mamãe riu. Eu tinha sido apresentada á Marina, a mãe de Leo, e foi algo bem interessante porque ela é incrível. Depois apresentei minha mãe á ela e as duas pareceram se dar muito bem. –Vai passar aqui agorinha mesmo. Coma alguma coisa antes de ir.
Peguei uma maçã. Queria algo rápido já que logo Marina estaria chegando para nos levar. Assim que dei a primeira mordida minha mãe me olhou e eu já sabia o que estaria por vir:
–Okay, esse é um discurso chato de adulto. Mas eu sei que não preciso falar á você Lexi. Segure aqueles garotos porque eu sei que você consegue e se divirta okay? –Ela sorriu gentilmente e eu adorei a confiança depositada em mim. Quer dizer, minha mãe confiava em mim para me mandar num passeio de cinco dias com adolescentes incluindo o meu namorado?
–Pode deixar mamãe.
Ouvi uma buzina e abracei a castanha com força:
–Vou te ligar todos os dias. –Prometi e com as minhas malas corri para o portão.
Marina, a mãe de Leonardo, estava no banco do motorista. Ela tinha os cabelos castanhos do filho, assim como os olhos. Era bonita, muito parecida com o meu namorado. O dito cujo desceu para abrir o porta malas para colocar minhas malas e nos cumprimentamos com um selinho.
–Entre aí Lexi. –Ela pediu.
–Olá Marina. –Respondi entrando no carro. Eu era a última á ser recolhida e estávamos todos nos amassando no banco do passageiro. Tatiana estava no colo de Ana, Tasha no de Raquel e Caleb ao meu lado. Leo estava no banco da frente. Seria uma viagem longa de horas, mas no fim valeria á pena.
Assim que caímos na estrada, a mãe de Leo ligou o som e colocou alto o que fez com que fizéssemos à festa. Ela não se incomodava com nosso barulho, nossas conversas e até se divertia conosco o que eu adorava. Era bom saber que ela não tinha incômodos com adolescentes principalmente quando éramos um grupo de pessoas com essa idade que alguns achavam tão inconvenientes.
Eu, claro, me diverti muito no caminho. Cantei, brinquei, ri. Foram momentos bons, mas você podia ver a ansiedade de cada um e quando a Marina estacionou, eu arregalei os olhos junto com os outros. Ela pareceu prender a respiração:
–Daqui á cinco dias eu venho buscar vocês. Eu realmente preciso do juízo de vocês. Talvez eu venha fazer uma visita surpresa. Lexi estou realmente contando com o seu juízo.
–Eu prometo que vamos nos comportar. Todos nós. –Falei olhando para todos eles, com aquele olhar que dizia “estou realmente falando sério meu povo”.
–Ótimo. Nesse caso, é aqui que eu deixo vocês. Tchau pessoal.
–Tchau Marina. –Dissemos em uníssono.
Todos descemos e pegamos nossas respectivas malas, parados no portão até que o carro da minha “sogra” sumisse da nossa vista. Depois disso todos nós nos entreolhamos e logo eu, Raquel, Tatiana, Tasha e Ana demos um gritinho. Estávamos livres. De pressão, de opressão, da tensão que as provas nos trouxeram... Por cinco dias poderíamos simplesmente relaxar e isso era muito bom.
–Está bem pessoal, agora estamos só nós. –Leonardo sorriu. –E podemos entrar.
Ele abriu o portão e entramos, o seguindo. O lugar era enorme e por isso ele nos levou direto á sede e foi mais ou menos aí que o meu queixo caiu. A casa de dois andares era linda, majoritariamente marrom e parecia enorme por dentro. Nos fundos eu sabia que tinha uma piscina e ela não era rasa.
–Deus amado! –Raquel exclamou expressando o que nós estávamos pensando. –Leonardo do céu, isso é que é uma chácara.
–Definitivamente. –Ele sorriu de canto. –Venham, vou apresentar os quartos para podermos deixar as malas.
~X~
O quarto que o Leo me deixou era como os outros, todos de hóspedes. E eu ainda estava de boca aberta. O guarda-roupa era marrom com branco, pequeno e no canto do lugar. Foi onde eu rapidamente arrumei as poucas coisas que tinha trago. Ao lado várias estantes fixadas á parede, brancas, com livros. Muitos livros. Com certeza eu pensaria em passar as madrugadas lendo. Abaixo disso havia uma mesinha com abajur e abaixo desta uma espécie de criado com três gavetas. Uma cadeira marrom estava ali também, junto com uma cama de solteiro com três gavetas.
Combinamos todos de nos acomodarmos e depois nos encontrarmos na piscina. Eu provavelmente seria a última já que fiquei observando os detalhes do local. Já dava para escutar a música alta que vinha lá de baixo. Eu ainda pensava na loucura que era aquilo enquanto me trocava. Nossos pais confiavam demais na gente porque aquilo era uma coisa extremamente incomum, alguém permitir que ficássemos sozinhos daquela forma. Nossos vizinhos mais próximos estavam bem longes, o que me assustava um pouco.
Vesti meu biquíni que era um pretinho básico e coloquei por cima um short branco e uma blusa um rendada com um cinto marrom. Calcei havaianas e prendi meus cabelos em um rabo alto e só então desci .
Assim que cheguei á piscina acabei sorrindo com a cena. Raquel e Tatiana já estavam na piscina, Tasha e Ana só com os pés na água, Caleb conversando alguma coisa com elas e Leonardo colocava a música no máximo. Reconheci como “Céu Particular” e adorei porque achei que acabou combinando bastante com a nossa situação:
–Vamos fazer deste lugar, nosso céu particular, porque o melhor lugar, é onde você está. –Cheguei cantando alto enquanto Raquel gritava meu apelido.
–Pedi para o tempo correr até você chegar, agora rezo pra ele parar. –Leo cantou ao meu ouvido, trecho da mesma música e eu ri, enquanto ele me enlaçava pela cintura e sorria também. Observei a Tati fazer uma careta discreta, mas parecia estar se divertindo tanto que resolveu não ligar muito.
–Eu não acredito nisso! –Raquel riu começando a jogar água na Tasha que deu um grito agudo e riu alto. –Quero dizer, estamos só nós cinco. Nesse lugar perfeito com vizinhos longe. Dá para pedir algo melhor?
–Não fala nada que aí acabamos descobrindo que esse lugar é mal assombrado e acabamos atormentados tipo aquelas histórias de terror. –Caleb brincou e vi minha amiga estremecer.
–Credo Cal! Vira essa boca pra lá que isso aqui vai ser só curtição.
Ri e me livrei dos braços do Leo. Abri a blusa e coloquei numa das espreguiçadeiras ali perto, junto com o short e soltei os cabelos. Senti dois olhares me cortando e eu não sabia direito quem era, mas um eu tive certeza que era do meu namorado porque ele não fez questão de disfarçar. Caleb assobiou e eu acabei corando enquanto entrava na água. Tremi porque estava gelada, mas sabia que com o tempo me acostumaria com a temperatura.
–Amanhã pode estar todo mundo acabado, mas hoje vamos curtir. Até amanhecer se necessário. –Raquel nos intimou e eu sabia que aquela cabecinha planejava coisas até demais. Acabei sorrindo enquanto sentava naquele pequeno degrau de dentro da piscina, sentindo os meus cabelos ruivos molhar.
–A gente não estava pensando diferente Raq. –Ana falara enquanto todos ríamos. Senti uma rajada de água vindo em cima de mim e vi que vinha da própria Raquel. Aceitei aquilo como um desafio verdadeiro e joguei água nela também. Tatiana veio defender a prima enquanto Ana entrou por completo pra vir em minha defesa. Tasha, Leonardo e Caleb ficaram imparciais enquanto se divertiam ás nossas custas e apostando quem iria vencer, mesmo sabendo que não haveriam vencedores.
~X~
–Caleb, você não presta! –Raquel resmungou pela última vez depois de terminarmos de assistir A Face do Mal. A idéia tinha sido do meu amigo de assistirmos filmes de terror quando escurecesse. Claro que aquele passeio era uma ótima introdução para uma história de terror da vida real e embora soubéssemos que obviamente aquilo não existia, eu evitaria espelhos, corredores, porões e sótãos por enquanto.
–Foi um bom filme Raq, você tem que admitir. –Ele piscou pra ela. –Esse é um dos preferidos da Lexi.
–Sim, mas acho O Chamado mais épico.
–Raquel daria um troço. –Ele riu comigo.
–Eu não te entendo morena, quero dizer, a gente se amou justamente pelos nossos gostos por terror. –Falei e ela revirou os olhos.
–Exatamente por isso. Essa nossa situação dá uma ótima introdução para uma. –Ela suspirou. –Vamos aliviar essa vibe porque não é? Chuta que é macumba. Quem aí topa um verdade ou conseqüência?
–Isso não vai dar certo. –Caleb murmurou e eu concordei com ele nisso.
–Concordo plenamente. –Tasha sorriu. –Exatamente por isso que nós vamos fazer.
–Ferrou. –Suspirei, mas me juntei aos outros num círculo de amigos no chão enquanto Leonardo ia até a cozinha buscar uma garrafa.
Leonardo se juntou rapidamente á nós e colocou a garrafa no centro.
–No bico pergunta, atrás responde. –Raquel falara e então girou. Eu vi aquela coisa girar com pleno desespero. Se bem que na primeira vez que parasse em mim, eu poderia escolher verdade e eu não tinha nada a esconder. Tudo bem por enquanto.
Vi a garrafa parar com o bico apontado para Leo e a parte de trás para Raquel. O sorriso no rosto do meu namorado foi completamente e inteiramente medonho.
–Consequência. –Ela respondeu na lata e eu admirei sua coragem. Seriam poucos que escolheriam o desafio de cara.
–Hum... Vamos começar levemente não é? Afinal, é só a primeira rodada. Acho que um beijo no canto da boca do Caleb está bom por enquanto.
Caleb revirou os olhos enquanto Raquel se inclinava e dava um beijo bem demorado no canto da boca do meu amigo. Algo se revirou no meu estômago e eu não entendi de verdade o que era. Mas na verdade, provavelmente era o nervosismo daquela brincadeira que poderia parecer tosca, porém poderia passar dos limites e aí caberia a eu intervir.
Leonardo girou a garrafa e eu fiquei observando ela rodar até parar com o bico para Ana e a parte detrás para Tatiana. Deitei a cabeça no ombro do meu namorado que se sentara ao meu lado e fiquei só olhando pra ver o que aquilo daria:
–Ana... E então, verdade ou consequência?
–Como o Leo disse, temos que começar de um jeito leve. Verdade.
–Então conta pra gente como foi ficar com o Leonardo.
Quase que o meu queixo cai. A Ana já tinha ficado com o Leo. Gente, eu jurava que tinha sido só a Tati. Pelo visto ele não passava o rodo só nas da escola não, no grupo também.
–Faz muito tempo. –A morena deu de ombros como se pra ela não tivesse significado nada. –Ele beija muito bem, a Lexi com certeza concorda comigo. Mas é só.
Tatiana revirou os olhos com a afirmação e eu tenho certeza que esperava mais. Então rodou a garrafa e ela parou com o bico para mim e a parte detrás para a Tasha. Dei um sorriso doce enquanto Raquel bufava:
–Sortuda, só porque a Lexi é do bem.
–Verdade ou consequência Tasha?
–Vou de verdade por enquanto. –Ela respondeu olhando pra mim como se dissesse “pelo amor de Deus, olha lá o que você vai perguntar”.
–De todos que você já ficou, quem foi o melhor e quem foi o pior?
Ela mordeu a unha do dedo mindinho parecendo ficar pensativa e depois colocou os cabelos loiros atrás da orelha:
–O melhor com certeza foi o Marcos. Ele é alguns... Muitos anos mais velho que eu e Jesus apaga a luz, que pegada aquele homem tem. Agora o pior foi o Gabriel. Foi um selinho. Credo.
Eu apenas ri dela e girei a garrafa, enquanto uma das meninas perguntava se ela tinha o número do Marcos. A garrafa fez uma espécie de vingança apontando o bico para Ana e a parte detrás para a Tati.
–Verdade ou consequência? –A garota de olhos puxados perguntou com um sorrisinho malicioso de pura vingança.
–Consequência.
–Quero um selinho na Tasha.
–Como é que é? –Ela praticamente berrou enquanto Ana começou á gargalhar.
–Como é que é mesmo Ana! –Tasha também estava berrando.
–Jogo é jogo meninas! Aceitem que dói menos.
Tatiana fez uma careta de nojo e deu um selinho rápido na Tasha que também fez uma careta. Só que os lábios praticamente não se encostaram. Mas também não é? Deus tenha misericórdia da minha alma se eu cair com a Ana.
A dita cuja girou a garrafa e parou com a parte detrás para mim e o bico para a Raquel. Eu realmente preferia a Ana, eu conhecia a líder do meu grupo e melhor amiga o suficiente para saber o tamanho da sua maldade, principalmente quando se tratava de ruivas sardentas.
–Verdade! –Já me adiantei levantando as mãos em sinal de rendição.
–Eu sabia. –Ela deu uma gargalhada gostosa. –É um desafio escolher algo de “verdade” pra você, mas tudo bem. Quero com detalhes sórdidos o que sentiu pela primeira vez que desejou contato físico. Quero saber o que fez com que você desejasse e o que você queria que continuasse.
–Raquel, eu te odeio! –Revirei os olhos. –Okay, eu tenho que ser sincera. A primeira vez que eu realmente senti algo físico com alguém foi quando Leonardo beijou meu pescoço pela primeira vez. Eu... –Minha bochecha estava em chamas. –Eu quis que ele continuasse a beijar, quis que ele... –Eu sentia que poderia entrar em combustão espontânea. –Eu senti uma sensação estranha, gostosa. Senti minha pele se arrepiar por inteira e senti uma dor gostosa, algo que eu queria saber mais. Pra mim foi uma confusão terrível.
Enfiei minha cabeça no ombro de Caleb que estava do meu outro lado e esperei que minhas bochechas voltassem ao normal para finalmente olhar para o pessoal. A garrafa já estava girando normalmente e parou com o bico para Tatiana e com a parte detrás para Caleb.
–Verdade ou consequência? –A garota perguntou.
–Consequência. –Na lata também. Esse povo corajoso.
–Dá um selinho na Lexi. –Ela deu de ombros enquanto eu, Leo e Cal arfávamos. –Jogo é jogo gente.
Caleb segurou meu rosto enquanto eu via Leo cerrar o maxilar e quase gritar. Meu melhor amigo chegou bem devagar perto de mim e com muita delicadeza encostou os lábios contra os meus. Durou um segundo, mas eu estremeci.
–Pronto. –O moreno exclamou enquanto Tati se sentia satisfeita com o estrago que causara.
A garrafa parou com o bico para Tasha e com o fundo pra mim. Fiz um muxoxo. Não é possível, que coisa.
–Verdade ou consequência?
–Consequência. –Já que eu já tinha perdido verdade e se eu pedisse de novo eu sabia que não iriam deixar.
–Quero ver você rebolar até o chão aqui e agora.
–Tasha! –Gritei.
–Vai logo Lexi.
O círculo aumentou para me dar espaço ao centro e eu me perguntava porque aceitei aquele jogo. No momento em que me encaminhei para o centro, Raquel, Tasha, Tatiana e Ana começaram á cantar improvisadamente um funk. Eu realmente não conhecia, mas era algo como “Não olha para o lado...”,algo do tipo.
Fechei os olhos e me soltei ao som da batida improvisada pelas meninas. Passei as mãos pelos cabelos enquanto começava á rebolar lentamente, indo bem devagar até o chão e as mãos desciam sensualmente pelo meu corpo enquanto eu chegava ao chão. Subi da mesma forma, rebolando devagar e as mãos acompanhando o percurso pelo meu corpo.
Quando finalmente abri os olhos agradecendo intimamente pelas aulas com a Raquel e as meninas, encontrei todo mundo encarando. Mas o olhar do Leonardo me deixou bastante... Bem, fez ter valido a pena. O brilho de desejo no olhar dele me deixava bastante satisfeita.
Sem uma palavra eu voltei para o meu lugar.
–Isso daí é minha pupila viu gente? Ensinei tudo que ela sabe. Brilhou amiga. –Raquel sorriu pra mim enquanto Tasha girava a garrafa.
Parou com o bico para o Leonardo e com a parte detrás para o Caleb. As meninas todas se entreolharam de um jeito que diziam “isso não vai prestar”. Eu só dei de ombros e observei:
–Verdade ou consequência?
–Verdade. –Caleb tinha pedido consequência da última vez, me lembrei.
–Com qual das meninas dessa roda você ficaria, teria um caso e namoraria. Em seqüência.
–Eu ficaria com a Raquel, teria um caso com a Ana e com certeza namoraria com a Lexi.
Enquanto eu corava, Ana olhava para o chão e Raquel jogava os cabelos para trás com um certo convencimento, observei os dois trocando um olhar fuzilante e vi que aquilo não prestaria se continuasse:
–Tudo bem gente, agora já deu a hora de dormir. Vamos lá.
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