Clichê

10 Capítulo 10: Caleb


Notas iniciais
Bem pessoal, eu vim pedir perdão pela demora ;-; São tantos motivos que eu não colocarei aqui, mas posso garantir que são bons. Um deles é a falta de comentários. COMENTEM! Please.

–Eu sinto muito Lexi. –Minha mãe parecia muito culpada com algo que não era culpa dela.

–Mãe, tudo bem. Entendo.

Cara, eu não pretendia passar todas as minhas férias sozinha. De jeito nenhum. Mas se minha mãe precisava viajar e passar Julho inteiro á trabalho, quem era eu pra dizer alguma coisa? Eu sabia que minha mãe era muito feliz com o que fazia e pra ela seria bom ficar tanto tempo trabalhando com algo que gostava tanto.

–Eu sinto muito filha.

–Mamãe, está tudo bem. Eu já consigo ficar em casa sozinha. Okay, a senhora pode ir sem problemas. –Sorrio e a beijo no rosto. –Agora não fica assim. Eu vou lá dormir, já está na minha hora.

–Está animada?

–Claro! Amanhã o Caleb aparece na escola e eu estou morrendo de saudades. Vou lá dormir, boa noite mãe.

Sorrio e subo as escadas em direção ao meu quarto. Tomei um banho rápido, vesti minha roupa de dormir e me deitei. Já ia dormir quando o “BIP” do celular me despertou. Peguei o celular e vi o SMS de Caleb:

“Então a gente vai se ver amanhã?”

“Pois é. Estou ansiosa”.

“Também. To louco pra te ver Lexye.”

“Calma, a gente já esperou tanto tempo. É amanhã. Vou dormir Caleb. Até amanhã.”

“Até”

Sorri comigo mesma e guardei o celular em cima da cômoda. Logo depois, adormeci. Acordei com o meu despertador tocando estridentemente. Dessa vez eu nem xinguei intimamente ele. Apenas levantei e fui me vestir. Coloquei uma saia jeans até os joelhos e uma blusa amarela um pouco desbotada de mangas longas. Calcei uma sapatilha branca, prendi os cabelos num rabo de cavalo, peguei minha mochila e desci as escadas.

Depois de mais ou menos uns cinco minutos minha mãe desceu as escadas. Mais uma vez ela estava super elegante, com um conjunto de terninho, coque nos cabelos castanhos e óculos escuros. Toda linda.

–Vamos querida?

–Vamos.

E lá fomos nós. Desci do carro dando um beijo no rosto da minha mãe e subi para a minha sala de aula. Assim que entrei, fui para o meu lugar. Mal me sentei que encarei dois olhos azuis esverdeados entrando na sala. Caleb era o mesmo. Tinha o mesmo cabelo negro propositalmente bagunçado, os mesmo traços bonitos, a boca fina e o físico bonito.

Ele olhou pra mim e sorriu. Sorri de volta, um sorriso que ia de orelha á orelha. Estava me contendo pra não sair pulando no meio da sala. Veio á passos calmos e deixou a mochila perto dali.

–Não vai mesmo nem me dar um abraço Lexye?

Ri comigo mesma, levantei-me e o abracei. Ele me ergueu e me rodopiou no ar, com um abraço apertado que colocava toda a saudade que estávamos sentindo:

–É bom te ver. –Disse ele sem me largar, murmurando no meu ouvido. –Estava com saudades ruivinha.

–Também.

Quando finalmente nos afastamos, Raquel me encarava com a boca aberta e a sobrancelha arqueada. Ana estava ao lado dela e as duas trocavam olhares maliciosos. Tatiana e Tasha, na porta, trocavam os mesmos olhares. Patrício sorria pra mim como se disse “Agarrou o bofe”. E Leonardo estava fuzilando Caleb com o olhar. Não entendi o por que. Na verdade não entendi os olhares de ninguém.

–Gente, esse aqui é o Caleb, amigo da escola antiga. Caleb essas são Raquel, Ana e esses dois são Leonardo e Patrício. E aquelas ali são Tasha e Tatiana.

–Prazer Caleb. –Raquel disse com um sorrisinho sexy nos lábios. –A Lexi falou muito de você. Estava ansiosa.

Eu não havia percebido, mas as mãos dele estavam segurando as minhas:

–É eu também estava ansioso pra rever minha Lexye.

Nesse momento Raquel me olhou com um olhar “Você vai me contar tudo kenga.” Eu só dei um risinho baixo, contendo o impulso de revirar os olhos.

–Bem Caleb, esse aí é o meu lugar. –Raquel arqueou uma sobrancelha. –E embora eu tenha ido com sua cara, não vou ceder o lugar ao lado Lexi.

–Hum. –Ele fez um biquinho fofo. –E na sua frente Lexye?

–Ninguém.

–Então é aqui que eu fico.

Trocou as mochilas e eu sorri.

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Caleb estava distraído fazendo a atividade que eu, Raquel e Ana já havíamos terminado. Como sempre nossas carteiras estavam juntas e as duas estavam com o olhar de quem havia muitas perguntas e eu provavelmente teria que responder todas.

–Okay, perguntem. –Falei de uma vez.

–Por que não me contou que ele era tão gato?

Ri baixinho.

–Eu disse que ele era bonito.

–Mas não tanto. Meu Deus, ele é gatasso. E você disse que não tinha pegado ele.

–Não peguei.

–Mas ele quer te pegar. O olhar dele em cima de você, diz tudo. Ele gosta de você de verdade.

–Nada á ver. Ele é bonito demais pra mim. Não se interessaria por mim dessa forma.

–Eita, auto estima baixa garota. Eu digo que ele gosta de você. Por isso não vou nem tentar nada. Porque, ele só tem olhos pra certa ruivinha.

–Besta. –Rio com isso. –Nada á ver. Bem... Minha mãe vai viajar as férias todas, acredita que eu vou ficar sozinha lá? Nossa, vai ser uma deprê.

–Olha, minha mãe estava justamente me perguntando se não tinha uma amiga minha interessada em passar as férias lá. É sempre só nós duas sabe? E fica chato. Aqui o número dela se sua mãe quiser ligar lá. –Raquel anotou o número e pôs dentro do meu caderno. –Será bom que você fique comigo. Pensa que máximo ia ser? Nós duas juntas férias inteirinhas. Nossa, to apaixonada por essa ideia.

–Vou tentar ao máximo convencer minha mãe. Seria ótimo Raquel. Não quero ficar sozinha lá em casa.

–Nem eu. A minha mãe vai te amar Lexi. Tão fofinha, tão lindinha, inteligente. Ela vai te adotar e me por para dormir com o cachorro. –Ela riu e eu ri junto.

–E a gente pode ir visitar vocês. –Ana sugeriu. –Tomara que sua mãe deixe Lexi. Seria perfeito, nós iríamos fazer muito farra.

–Eu não duvido.

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Eu não havia trazido meu violão e estava muito quente pra sairmos da sala então ficamos na sala na hora do intervalo, juntos. As meninas estavam meio que cercando o Caleb, mas ele não saiu do meu lado.

–Então Caleb, você terminou as provas lá? –Raquel perguntou.

–Terminei. Vim pra cá no segundo bimestre pra “me habituar”. A verdade é que eu queria ver a minha Lexye. Essa ruivinha faz uma falta grande.

–A gente imagina. –Ana sorriu. –Ela chegou há pouco tempo e já conquistou. E acabou trazendo você.

–Não é? –Ele riu fofo. Como alguém da escola antiga fazia falta. Eu estava bem mais solta, como nunca na verdade.

–Nem tanto gente, nem tanto. –Falo sorrindo também, um sorriso bem aberto, que eu acho que nunca havia dado.

–Você devia sorrir assim mais. –Leonardo falou tocando o lugar onde minhas covinhas apareciam me fazendo dar um sorrisinho tímido. –Fica bonita.

–Ela é bonita. –Caleb concertou e eu corei. Raquel começou á rir.

–Ela tá ficando vermelha gente! Parem com isso, coitada.

Fico mais vermelha e ainda e encaro meu caderno. Alguém segura meu queixo delicadamente e eu encaro os olhos castanhos de Leonardo.

–Está mesmo. –Ele fala. –Mas só pra constar, você também fica bonita assim.

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Minha mãe já estava conversando com a mãe de Raquel por um tempão e eu só no meu quarto, com os fones de ouvidos. De repente chegou um SMS. Caleb. E bem direto.

“Diz pra mim que você não perdeu seu BV com o Leonardo.”

“NÃÃÃÃÃÃO! Credo. Por quê?”

“Bem, ele te olha como se te quisesse te pegar”

“Ai credo Caleb, não. Ele nem olharia pra mim, você sabe bem.”

“Uhum vai nessa.”

“Ah, mas não vamos conversar sobre o Leo! Ele é o sujeito mais chatinho do nosso grupo. O que achou do resto do povo?”

“Adorei o povo. A Raquel me lembra a Luz, um pouco. E as meninas são uns doces. O Patrício é super engraçado e o Leonardo seria até legal se não estivesse querendo pegar minha amiga.”

“Ele não quer me pegar! Oxe! E não é que elas lembram uma á outra?”

“Você é ingênua. Mas vou te fazer uma pergunta. Se o Leonardo nunca tinha visto aquele sorriso, minha chegada foi o motivo dele?”

“Acho que você me fez ficar mais á vontade”

“Isso é bom.”

“Concordo. Vou dormir Caleb. Beijos”

“Beijos”

Eu já ia dormir, quando minha mãe entreabriu a porta do meu quarto, sorrindo:

–A dona Maria Lúcia falou que não tem problema você passar as férias lá. Disse que até bom conhecer a tal geniazinha que a Raquel tanta fala.

–É sério? –Dou um pulo da cama. –Eu realmente posso ficar lá?

–Claro.

Pulo da cama vou à minha mãe e a abraço apertado. Eu não queria passar minhas férias sozinha naquela casa e eu tinha a leva impressão que eu faria uma farra na casa de Raquel que daria o que falar.

–Amo você.

Notas finais
Caleb: http://images6.fanpop.com/image/photos/33100000/Brant-Daugherty-hottest-actors-33184955-600-900.jpg