Clever Eyes And Love Beak

3 O Grifo e as Rosas de Afrodite


Gill ficou pasma, assim que ela viu aquela fera gigante só teve uma escolha, fugir, e fugir bem rápido, pegou sua bicicleta, se certificou de que a pomba estava seguindo ela e começou a pedalar o mais rápido possível, A fera com patas de leão e cabeça de Águia também tinha asas, então ela levantou vôo e começou a seguir Júlia.

De repente uma velhinha que estava passando gritou.

-Vejam! Aquela garota está sendo atacada por um abutre gigante!

Gill não entendeu nada, então a pomba cochichou de novo na sua mente.

“Relaxe, ela é só uma mortal” Gill dessa vez preferiu experimentar a conversa mental, não queria que achassem ela uma louca por falar com pássaros “Como assim ela é só uma mortal! Eu sou o que então !? Imortal por acaso? E o que é esse bicho?” “Esse é um grifo. E não, você não é imortal, mas a sua mãe é” Gill virou a direita em uma rua “Você... conhece a minha mãe?” Gill agora estava confusa. O que essa pomba falante tinha a ver com a mãe dela? “Sim, sua mãe é Afrodite a deusa grega do amor” “Como assim, eu sou filha de uma deusa?” “Olha, é uma longa história” Mas nesse instante o grifo abocanhou a roda traseira da bicicleta, agora ele estava extremamente perto, Gill caiu da bicicleta em um lugar cheio de terra, a pomba sobrevoava a sua cabeça. O grifo encara Júlia prestes para matá-la.

-O que eu faço agora? — perguntou Gill para a pomba

“Lute”

-Como? — Gill estava muito assustada

“Use seus poderes.” A pomba então saiu voando do ombro de Gill e bateu suas asas no ar, algumas de suas penas de se desprendiam do seu corpo e renasciam logo em seguida, as penas paravam no ar juntas e formavam pétalas , depois de alguns segundos surgiu uma rosa, a pomba agarrou essa rosa com o bico e jogou ela em cima do Grifo, a rosa então começou a se expandir e a virar uma rede de espinhos com pétalas, O grifo ficou literalmente preso dentro de uma cerca de rosas.

“Isso não vai segurar ele por muito tempo, é melhor usar logos seus poderes”

-Que poderes? — Gill então se lembrou de quando falou com seu pai, ela usou um certo tom de voz requisitante, persuasivo. Então Gill olhou para o grifo e disse — Pare.

O grifo deu um grunhido que as águias dão e começou a rasgar os espinhos, um deles voou e pegou de raspão no braço de Gill

“O charme não, qualquer coisa funcionaria melhor que o charme”

Gill pensou mais um pouco, quais poderiam ser os poderes dela, o tal de charme não funcionou, então pensou no que a pomba tinha falado, “sua mãe é Afrodite a deusa grega do amor” e pensou.

“Se você pode criar rosas assassina então eu também posso”

Gill fechou os olhos e concentrou todo o seu pensamento e imaginou uma rosa, uma rosa negra, imaginou a semente, brotando, o sol batendo a água regando, e depois imaginou que havia várias rosas, uma roseira inteira, cheia de rosas, concentrou toda a sua raiva do grifo na roseira. Quando abriu os olhos a roseira que ela imaginou estava bem em baixo do grifo.

Gill percebeu que tinha um certo controle da roseira, podia fazê-la crescer, morrer, viver, então Gill falou.

-Toma isso sua águia gigante — e Gill fez a roseira crescer um pouco, esta cresceu e seus espinhos tocaram na barriga do grifo.

O grifo gritou de dor e parecia muito mais fraco agora, mas continuava a rasgar os espinhos.

Gill caiu no chão, a roseira tinha esgotado todas as suas forças.

O grifo já estava quase livre quando uma garota pulou por cima de Gill, que não tinha percebido que estava de pé na frente de um rochedo enorme e toda suja de lama. Junto com a garota veio uma coruja cinza.

A garota carregava com si uma espada de bronze, ela rapidamente fez um corte em uma das patas do grifo, o grifo não podia mais correr, gritava de dor, então começou a voar, a coruja da garota então voou em direção ao grifo e bicou-lhe o olho, o grifo caiu de dor, a menina então usou o rochedo como uma plataforma, subiu nele e, antes do monstro cair no chão, já tinha cravado a espada no dorso dele.

Gill ficou pasma, parecia que tudo tinha sido estritamente arquitetado, quando a garota matou o monstro este virou pó e ela aterrissou no chão sã e salva depois do pulo, a coruja voltou e pousou no seu braço. A garota então tirou o Elmo que vestia e disse para Gill.

-Oi, meu nome é Olive, e essa aqui é a Albinia — olha para a coruja. — Vem comigo, eu tenho muito que te ensinar ainda filha de Afrodite.

Gill e Olive, que carregava uma mochila, começaram a andar pelas estradas gregas, Olive contou a Gill tudo sobre a mitologia grega e os deuses, e sobre ela ser filha de Afrodite e sobre os deuses não poderem ficar com seus filhos. Até que as duas pararam no topo de uma colina com algumas árvores e arbustos.

-Acho que entendi, mas espera um pouco, como você sabia que eu sou filha de Afrodite? — perguntou Gill

-Eu vi você tentando usar o seu charme naquele grifo, o chame quase nunca funciona em monstros. Respondeu Marina

-Como assim meu charme? — Gill estava super interessada nesse novo mundo de deuses e semideuses.

-Alguns semideuses herdam poderes de seus pais, Hércules herdou a força de Zeus, a maioria dos filhos de Afrodite herdam o charme e a beleza da mãe, o charme é quando um filho de Afrodite tenta convencer, persuadir as outras pessoas apenas com voz. Mas você demonstrou um poder que é muito raro entre as filhas de Afrodite, você pode cultivar as Rosas de Afrodite.- Explicou Olive

-Quando eu criei a roseira? — perguntou Gill.

-É, as rosas de Afrodite retratam os sentimentos de quem a cultiva, algumas filhas de Afrodite tem o poder de cultivá-las com a mente — Gill lembrou de quando a roseira crescendo — e existem três tipos de rosas de Afrodite, a que você fez foi a rosa da raiva, ela é negra e machuca quem toca em seus espinhos, retrata o lado ruim do amor, o que te faz sofrer.

-E as outras duas? — Gill estava curiosa sobre seus poderes

-Existe a rosa vermelha, ela retrata o estado de amor e felicidade de quem a cultiva, suas pétalas tem o poder de cura, representa o lado protetor, curativo e bom do amor. E por último tem a rosa branca, só uma em toda história foi cultivada, pela própria deusa, dizem que que bebe o chá feito com ambas, as pétalas e os espinhos da rosa, fica com seus poderes aumentados, quase invencível, o poder dura até o chá ser completamente digerido, seja monstro, mortal, semideus.

“Entende agora filha de Afrodite, você é mais poderosa do que pensa”.

-Entendi... então calma, você é filha de qual Deus? -Pergunta Gill

-Eu sou filha de Atena, a deusa da sabedoria e da estratégia em batalha, os filhos de atena geralmente ganham da sua mãe a sabedoria, mas eu ganhei um pouco mais que isso. — Olive olha para Albinia.

Gill lembrou de mencionar à Olive sua estranha comunicação com pombas.

-Mas, vocês... sabe, conversam... — Gill aparentar não ser maluca.

-Ás vezes, alguns deuses tem animais como símbolos e na maioria das vezes seus filhos conseguem falar com eles. — Nesse momento Albinia voou até um arbusto.

-Então o animal de Atena é a coruja? — Diz Gill

-Isso, o de Poseidon são os cavalos, os de Zeus são as águias e os de Afrodite... — Olive dá uma pausa como se fosse para Gill completar.

-São as pombas... — Gill olhou para sua pomba rosa, ainda não tinha dado um nome para ela.

Albinia tinha acabado de voltar do arbusto com um rato no bico, ela comia o rato enquanto a pomba de Gill comia umas sementes. O sol estava se pondo e uma cor alaranjada tomava conta do céu, e Olive tirou da sua mochila um pode cheio de uvas.

-Pegue. — Olive ofereceu uma uva para Gill e esta aceitou, as duas comeram em silêncio por um momento. — Então, ela é sua? — Olive apontou para a pomba de Gill.

-É sim — respondeu Gill.

-Qual o nome dela? — Olive perguntou, de novo aquele assunto do nome, simplesmente não passou pela cabeça de Gill nomear a pomba.

-Eu não dei ainda... — Gill falou constrangida -sabe, eu encontrei ela hoje de manhã. — Então Gill contou para Olive como tinha encontrado e tratado da pomba, do seu pai e da sua professora e tudo mais.

-Que estranho, uma pomba que apaixona casais? Nã tem nada na mitologia grega falando disso, o Único ser que junta pessoas é Eros. — Olive falava pensativa, tentando se lembrar se alguma vez já tinha lido ou ouvido falar de uma pomba que apaixonava casas. — Quando chegarmos no acampamento eu pergunto à Quíron.

-Acampamento? Que acampamento? E quem é Quíron? — Gill agora percebe que Olive esqueceu um pequeno grande detalhe sobre o mundo dos deuses.

Mas quando Olive ia responder, um homem com pernas de bode chegou correndo.