Clato - Quase vitoriosos
17 Capítulo 17 - "Quando tudo perde o sentido"
Notas iniciais
Heeyy! Desculpem a demora :/ Eu estava viajando e tive tanta tarefa atrasada da escola que mal tive tempo de escrever.
Eu me senti meio psicopata escrevendo esse capítulo do Cato auterado, mas espero que vocês gostem :D
Eu me senti meio psicopata escrevendo esse capítulo do Cato auterado, mas espero que vocês gostem :D
Eu não conseguia acreditar no que estava vendo, não conseguia acreditar que Clove se fora porque eu tentei impedí-la de ir. Enquanto os ultimos traços de vida se esvaiam do seu rosto, eu tentava formular uma frase, algo bonito, profundo e inesquecivel, algo que falasse o quanto ela é importante pra mim e como eu me arrependo de procurar aquela flor idiota, algo que não tornasse a sua morte em vão.
-Saia daí seu grande idiota! — Sibilou uma voz conhecida na minha cabeça. Eu a ignorei. Não iria abandonar Clove, não desta vez. -Você pode tentar, pela primeira vez na vida, não estragar tudo e sair daí?? — Sibilou outra vez a voz. Eu a ignorei. Clove era muito mais importante do que as minha alucinações. Sua respiração começou a oscilar, ficando cada vez mais irregular, os batimentos cardiacos, cada vez mais fracos. Eu senti minha goela fechar e lágrimas inundaram meu rosto, que agora ardia como nunca. Eu percebi que essas lágrimas não eram de tristeza, eram de raiva. Raiva desses jogos idiotas, raiva por ter corrido atrás da maldita flor, raiva por não ter aproveitado o meu tempo com Clove, raiva por deixá-lá sozinha, raiva por ter cedido tão facilmente ao amor. Se não fosse o amor, eu não estaria nos jogos, o parceiro de Clove não a teria abandonado e ela sairia viva desses malditos jogos. Então ouvi um som grave vindo da floresta. Olhei pro lado e vi Tresh preso em uma armadilha clássica. Se tem alguém aqui tão culpado quanto eu pela morte de Clove é Tresh. Me levantei e corri em sua direção sem consciência dos meus atos. Meu corpo todo ardia em raiva, eu sentia pontadas de dor pelo corpo todo, mas isso pouco importava. Tudo que importava era chegar ao Tresh e fazer com ele o que ele fez com a Clove. Ao me ver, o tributo do 11 tentou cortar as cordas o mais rápido o possível e conseguiu abrir um buraco suficientemente grande na rede para ele sair. Então começou a caçada: eu, a besta feroz que não conhece outro sentimento fora o ódio, e Tresh, uma criança macriada que matou uma da minhas preciosas crias por pura diversão. Apesar da dor em meu corpo, eu corria o mais rápido o possível e mesmo assim não conseguia alcançar o Tresh. As lágrimas que escorriam pelo meu rosto e a pesada chuva que caía também não ajudavam. Depois de meia hora brincando de Tom e Jerry finalmente chegamos a um riacho com águas muito violentas, no qual Tresh pulou. Eu o vi se debatendo e gritando por ajuda e estiquei o braço para ajudá-lo a sair da água, não por piedade, mas porque eu queria fazer isso com as minhas próprias mãos. Quando, depois de muito esforço, consegui tirá-lo da água, eu o encostei em uma árvore (acho que ele pensou que o fiz para ajudá-lo) e percebi que havia algo no meu bolso, algo que eu havia colocado ali mas não tive consciência de tal gesto, a faca que Clove me deu. Com um movimento rápido, me joguei de joelhos por cima de Tresh e pressionei meu antebracço contra sua garganta. Mas não fui rápido o bastante, Tresh agarrou um dos meus braços enquanto eu forçava a faca em direção a seu rosto. Felizmente, as mãos de Tresh estavam molhadas, fazendo com que elas escorregassem facilmente e soltassem meus braços . Aproveitando a situação, eu dei-lhe um soco recheado de força e fúria no queixo, fazendo com que ele batesse a cabeça na árvore e perdesse ligeiramente os sentidos. Essa era a hora, a hora de botar todos esses sentimentos humanos pra fora, de agir desumanamente, de fazer o que esse jogos desumanos fazem. Comecei com pequenos cortes em seu rosto, para que ele sofresse tanto quanto eu estava sofrendo. -Isso é por ela! -Berrei enquanto riscava sua pele com a faca. A minha raiva estava ao extremo agora. -Ela mereceu.- Gemeu Tresh, que ja estava recuperando os sentidos. Aaah não! Eu não podia deixar que ele dissesse isso, não, não mesmo! Por mais impossivel que fosse, a minha raiva aumentou ainda mais. Agora eu fervia em ódio. -Ela não merecia ser morta! Ninguém merece isso! -Gritei com toda a força que eu pude. Eu sei que minhas palavras não faziam sentido diante das minhas atitudes, mas era a verdade. Tresh abriu a boca pra falar alguma coisa, mas eu não queria ouvir. Segurei a gola da sua camisa e o puxei em minha direção, depois, empurrei-o com toda a força que pude reunir, fazendo com que ele batesse a cabeça na árvore. Então com olhos virados, a cabeça inclinada pra trás, ele disse num sussurro, quase um gemido: -Ela que pediu pra morrer. BAM. Suas palavras finais foram o golpe final. Eu senti como se tivesse levado uma pancada no estômago. Todo o ar dos meus pulmões parecia ter escapado do meu corpo, uma escuridão sem fim e uma tontura extrema me engoliram, e fui parar em um lugar escuro e vazio, onde o tempo passava extremamente rápido, ou muito devagar, não sei dizer. Só sei que depois de alguns segundos -Ou dias- Eu vi a luz. Uma voz doce vindo de uma figura que podia ser atribuida a uma garota de 12 anos, uma menina baixa, cabelos pretos e escorridos que iam até a cintura, sardas nas bochechas rosadas e no nariz e vestia uma camisa velha e desbotada do acampamento. Eu não era eu, eu estava vendo pelos olhas de uma pessoa diferente, as cores eram mais escuras, o barulho do vento chegava aos meus ouvidos de uma maneira diferente.
-Pra começar, eu estou bem, sã e salva e com a pessoas de quem eu mais gosto no mundo. — Disse a garota. Ela estava sentada em uma cadeira e eu — ou seja lá quem estivesse com ela — estava sentado de frente pra ela. -A questão é -Disse ela em tom urgente. -Não morra. Eu sei que parece um pedida ridículo, mas você está nesse estado há poucos dias, mas se continuar assim logo você vai morrer. Por favor, acorde logo e lute pela sua vida! Ganhe por mim, pelo pessoal do acampamento, por todos que amamos! Eles estão adiando o grand finalle, mas se você não acordar logo eles vão te tirar do caminho. E lembre-se.. -Fique vivo! -Completou uma voz rouca atrás de mim, que eu raramente ouvia sóbria. Então a imagem se dissolveu e a escuridão profunda me engoliu outra vez. Eu tentei processar tudo o que havia acontecido, mas minha mente não colaborava, ela estava a mil por hora, se esforçando ao máximo para acordar. Quando eu finalmente aceitei que não havia como sair da escuridão, eu senti um bafo quente à minha direita, algo que com certeza não fazia parte do vazio em que eu estava. Eu abri os olhos lentamente e tudo o que eu consegui distinguir em meio às trevas da noite foi um par de olhos. Um par de olhos castanhos audáciosos, olhos que me fizeram viajar, olhos que me trouxeram à realidade, olhos cheios de vida.
Notas finais
Só avisando que o Cato ta vivinho ok? Kkk
Agora só falta um capítulo e o epílogo (Ok, podem cantar "Aleluiaaa") maaaaass, por mais que eu tenha demorado pra escrever, eu amei escrever essa fic!
E obrigada ao apoio que vocês tem me dado pelos reviews e pelo twitter! Sem esses comentário eu teria parado no primeiro capítulo.
Bem, espero que vocês gostem desse capítulo e dos que estão por vir!
*COFF* REVIEWS SÃO BEM-VINDOS *COFF*
Agora só falta um capítulo e o epílogo (Ok, podem cantar "Aleluiaaa") maaaaass, por mais que eu tenha demorado pra escrever, eu amei escrever essa fic!
E obrigada ao apoio que vocês tem me dado pelos reviews e pelo twitter! Sem esses comentário eu teria parado no primeiro capítulo.
Bem, espero que vocês gostem desse capítulo e dos que estão por vir!
*COFF* REVIEWS SÃO BEM-VINDOS *COFF*
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