Clato - Quase vitoriosos

9 Capítulo 9 - "E os jogos começam!"


Notas iniciais
Eu fiz esse capitulo as pressas então não ficou tão detalhado, mas espero que gostem!

Ainda é madrugada quando eu acordo, ou talvez o tempo na capital não está dos melhores. Eu tento dormir outra vez, mas a ânsiedade não me deixa dormir. Apesar de ter dormido pouco, a noite pareceu bem longa, eu acordei várias vezes achando que estava atrasado para os jogos. Não tive pesadelos exatamente, foram mais como várias imagens de edições anteriores dos jogos e a voz da minha mãe ao fundo, dizendo que ela estaria ao meu lado, sempre que eu precisasse. Eu tomo um longo banho já que não tenho pressa pra morrer. Então eu vou tomar café da manhã. Não há ninguém na sala, mas o café já está servido. Eu pego alguns pãezinhos artezanais da distrito 11 e os cubro com geleia de amora e granola. Não há nada pra beber, então eu toco o sininho que chama os avox. Dylan, o sátiro-avox, aparece e olha ao seu redor, então, ele me abraça e me entrega três continhas. Eu abro a mão e examino bem as contas, são contas pretas com um tordo dourado desenhado, são contas do acampamento meio-sangue, cada conta tem um desenho que representa o verão daquele ano, e a temporada de verão do acampamento só começava um pouco depois dos jogos. Eu não entendo o motivo dele me entregar logo as contas desse ano e nem o desenho, talvez ele saiba que nenhum de nós vai sobreviver, ou quem sabe o acampamento esteja com algum problema e não possa receber os campistas esse ano, mas eu apenas afasto o pensamento e sussurro:

–Obrigado cara, obrigado por tudo.

Ele me abraça ainda mais apertado. Ele não foi o meu sátiro, mas ele me protegeu em várias missões, por ser o sátiro protetor de Clove e como eu ia para muitas missões com ela, ele costumava nos acompanhar e nos proteger. Eu escuto passos, e pelo jeito Dylan também. Então desfazemos o abraço e eu apenas digo:

–Hann.. Você pode me trazer um.. -eu pego um pequeno cardapio e falo a primeira coisa que eu vejo -...suco de beterraba com limão, por favor?

Dylan faz que sim com a cabeça e quando está se virando algo, ou alguem, pula em cima dele. Era Amy, o som de passos vinham dela. Ela abraçou Dylan, colocou o rosto em seu ombro e começou a chorar, então ele a abraçou e fez um leve gesto pro meu bolso. No inicio eu não entendi, mas depois eu compreendi, ele queria que eu entregasse a Amy uma das contas do acampamento. Eu coloco uma das mãos no ombro de Amy e estico a mão com a conta do acampamento e digo:

–Hey, Amy, o Dylan pediu pra entregar isso pra você. -Amy pega a conta da minha mão, vira pro Dylan, e pergunta:

–Ele já sabe? -Dylan faz que não com a cabeça e Amy tira o colar do acampamento para colocar a nova conta. O seu colar deve ter umas 10 contas, ou até mais.

–Eu sei de que? -pergunto.

–Tudo em seu tempo Cato, logo você vai descobrir. -Disse Amy, e por algum motivo suas palavras grudaram na minha cabeça.

Depois disso tudo passou estranhamente rápido, de modo que eu não pudesse aproveitar os meus últimos momentos de vida fora da arena, todos tomando café, eu e Clove entrando no aerodeslisador, minha breve conversa com a minha estilista. Quando eu percebi já estava dentro da arena em uma plataforma circular, a contagem regressiva passava lentamente pelos meus ouvidos enquanto eu prestava atenção no lugar, minha espada está bem no pé da curnocópia junto a vários kits de sobrvivencia. Fico aliviado ao ver que o kit de facas de Clove está bem afastado da curnocópia, bem perto dela. Então eu acordo com a contagem regressiva 27, 26, 25... Eu preciso me concentrar, mas a voz da minha mãe vem na minha cabeça e diz "lembre-se de todos os meus conselhos meu filho, eu sei que esse não é o seu jogo favorito, mas pra vencer certos jogos é preciso aprender a jogar outros" eu fico meio confuso, mas me concentro na contagem 9,8,7,6,5,4,3,2.. Os jogos vorazes começaram!

Eu corro em direção às espadas, mas dois tributos estão na minha frente, uma menina alta e esguia, provavelmente do 8, e um menino baixinho e troncudo que eu não sei de que distrito é. Eu pego uma lança e furo o garoto, que morre na hora. Eu tento fazer o mesmo com a garota, mas ela pega uma mochila na sua frente e sai cambaleando pra trás, com a mochila na frente do corpo, como se aquilo fosse um escudo. Eu pego minhas espadas e aproveito pra pegar uma mochila enorme e um saco de dormir. Então eu vejo o que a garota do 8 queria pegar, um pacote cheio de adagas, eu aproveito para pegar o pacote e levá-lo para Clove. Assim que penso em Clove olho em volta rapidamente para ver se a encontro, ela está bem, já está com suas facas em mãos, e já matou uns três tributos apenas lançando as facas, sua próxima vitima é a garota do 12, mas Katniss coloca a mochila na frente do corpo e foge, deixando Clove furiosa ao ponto de correr atrás dela. Eu seguro seus ombros e digo:

–Não tem pra que correr atrás dela, logo ela virá até nós.

Clove apenas respira fundo e fica parada no lugar. Logo Glimmer e Marvel chegam, todos cheios de suprimentos. Clove pede pra Glimmer ir juntando e organizando os suprimentos, para ver se ainda há alguma coisa que esteja faltando, assim nós pegamos na curnocópia antes que venham tirar os corpos e as coisas que sobraram. Eu conto uns oito mortos, por mais que alguns deles ainda estejam vivos, eu sei que logo vão morrer. Quando eu me viro eu dou de cara com o tributo do distrito 12, ele pergunta:

–Hann.. Será que tem problema se eu me juntar a vocês? -Então, lembrando dos conselhos da minha mãe, eu digo:

–Por que? O conquistador não vai proteger a namoradinha dos perigos da arena? -Então ele me surpreende, de algum modo ele sabe o meu ponto fraco. Ele puxa Clove para perto de si, imobilizando-a e colocando uma faca na sua cabeça.

–Tem certeza? Eu acho que quem quer proteger a namoradinha não é o conquistador, quem quer ver a namoradinha viva é o lider tolo dos carreiristas que não quer me deixar entrar no grupo. Além disso minha nota foi tão alta quanto a de vocês e eu conheço Katniss muito bem, não vai ser dificil para vocês encontrarem-na com a minha ajuda.

–Nesse caso, seja bem-vindo ao grupo dos carreiristas!

–Boa escolha, dois. -Disse o garoto do 12 que soltou Clove e foi andando na direção de Marvel e Glimmer, isso estava muito errado, eu que devia estar assustando-o sem dó. Antes eu não via muito perigo nele, mas ele mostrou ser o participante mais perigoso de todos, até mais perigoso que a sua namoradinha. Eu fiquei me perguntando se ele era o único que sabia disso, e fiquei rezando para que fosse. "Um segredo pode ser mais perigoso do que muitas armas" disse uma vez Finnick Odair, do chalé 3.

Passamos o resto do dia montando acampamento e organizando os suprimentos, quando chegou a noite já estava tudo pronto. Os rostos apareceram no céu logo após o hino de Panem, quase todos os mortos foram nossas vitimas. Glimmer se ofereceu para montar a guarda durante a noite e eu disse que quando estivesse com sono ela devia me acordar, então ela sentou ao meu lado e passou a noite lá, não demorou muito pra eu cair num sono, pensando no que Amy dissera mais cedo e na frase que Odair me disse uma vez e agora ecoava pela minha mente.

O meu primeiro dia na arena foi bom, mas com o garoto do 12 sabendo do meu segredo e com Clove perto dele, eu sabia que os proximos não seriam tão bons assim.

Notas finais
Gostaram? Não gostaram? Comentários? Sugestões? Mandar uma review não dói, não mata, não engorda, não piora o aquecimento global, só me faz mas feliz e melhora a fic, então por que não mandar uma review? A opnião de vocês é muito importante U.U
O melhor de tudo é o Cato com medo do Peeta né? kkkk