Clato - Quase vitoriosos

13 Capítulo 13 - "Desisto de morrer"


Notas iniciais
Só avisando que eu reescrevi esse capítulo, ok? Espero que gostem!

Os ultimos dias foram ótimos, eu realmente acredito que Clove vai vencer esses jogos. Nossa estratégia tem sido a mesma: dois dormem enquanto um fica na vigia e a noite todos saimos para caçar os outros tributos, graças a alguns óculos especiais que facilitam a visão no escuro.

O rosto do conquistador ainda não apareceu na lista de mortos, mas logo aparecerá, e se não aparecer ele provavelmente conseguiu um aliado ( eu acredito que este seria a garota em chama, já que ele quer tanto protegê-la) e eu só preciso seguir o rastro de sangue que ele deixou.

Quanto a Clove, Marvel e eu, nós estamos nos dando super bem, Marvel pode parecer bobo, mas nos ultimos dias ele se mostrou extremamente eficiente e sempre faz piadas nos momentos certos.

Eu e Clove estavamos dormindo quando Marvel nos acorda.

–Eii, mais um tributo tolo acendeu uma fogueira, vamos, deve ser uma vitima fácil.

Nós pegamos as armas e vamos em direção aos rastros de fumaça, tributos que fazem fogueira em temperaturas não tão baixas geralmente estão muito fracos, ou não tem suprimentos pra se esquentar, e se não têm suprimentos pra se esquentar dificilmete terão força para nos deter. O caminho até a fogueira é logo e estou começando a ficar com fome, já que não como desde ontem a tarde. Eu penso em quem deve ser, agora restam apenas eu, Clove, Marvel, a filha de Hermes, a pequena filha de Demeter (Rue), Tresh, Peeta, Katniss e um outro tributo do distrito 6 ou 8.

Após horas de caminhada chegamos na suposta fogueira, que era muito mais distante do que parecia. Quando chegamos lá não há nada, provavelmete o tributo percebeu a nossa presença e foi embora, ou fez a fogueira há muito tempo e nó só percebemos a fumaça há pouco tempo. Mas, logo eu vejo outro rastro de fumaça e chego a conclusão de que essa fogueira foi acesa há muito tempo e que quem a acendeu resolveu montar acampamento mais ao leste, onde está a outra fogueira. Nós seguimos em direção à outra fogueira, mais duas horas de caminhada, sem contar com os minutinhos em que paramos pra colher algumas maçãs, já que não levamos comida. Adivinha só, quando chegamos encontramos a fogueira apagada e sem ninguém, nem mesmo algum objeto que o autor da fogueira poderia ter deixado lá, exatamente como na primeira fogueira. Então eu me dou conta de que deixamos o acampamento sem ninguém. E tudo se encaixa perfeitamente.

–É uma armadilha. Clove e eu vamos para o acampamento e você, Marvel, corra pro leste e tente chegar lá antes que o autor da armadilha acenda outra fogueira e vá embora!

Eu e Clove corremos para o acampamento. Admito que não é fácil encontrá-lo, já que nunca andamos por essa parte da floresta. No ínicio só seguimos pra oeste até que encontramos a primeira fogueira, mas ficamos confusos em relação à direção que devemos seguir pra chegar no acampamento. Felizmente lembro que quando viemos estavamos seguindo na mesma direção da corrente de água, então subimos o rio na direção contrária e finalmente chegamos ao acampamento, mas não gostamos nenhum pouco do que vemos.

A nossa comida foi pelos ares, descobriram o campo minado e usaram isso contra nós, agora nos resta apenas torcer pra que quem fez isso tenha explodido junto com a comida. Não vamos durar muito tempo sem comida, os idealizadores diminuem a quantidade de comida na arena conforme o tempo passa. Nós tinhamos comida suficiente para meses, agora não temos praticamente nada.

Nós resolvemos juntar todos os suprimentos que não foram destruidos na explosão. Assim que nós começamos, um pequeno pássaro começa a assobiar uma canção simples, mas muito bonita que eu já ouvi antes. Então vários outros pousam nos galhos das árvores próximas e começam a cantar a melodia, formando um dos sons mais bonitos que eu já vi, algo harmonioso, suave e alegre.

E nada de Marvel, aparecer. Eu e Clove continuamos a esperar Marvel para sair daquele lugar. Então, quando os tordos param de assobiar ouço o barulho de dois canhões. Um sorriso se abre no meu rosto. Não só por Clove correr menos perigo, mas por saber que ela está aqui ao meu lado, sã e salva. E assim ficará pra sempre, se eu fizer tudo o que puder.

Eu pego uma mochila que eu acho que é minha, mas não tenho certeza, já que era igual à de Marvel, e coloco o que restou dos suprimentos dentro dela. Eu e Clove deixamos um bilhete pra Marvel falando que ele deve ir a ávore das amoras e seguir em frente, assim como só ele sabe qual é a árvore onde deixamos as amoras, no nosso antigo acampamento, ninguém mais nos achará com facilidade. Eu e Clove não sabemos pra onde estamos indo, mas continuamos seguindo em frente, desde a árvore onde Glimmer encontrou as amoras no chão, até encontrarmos um bom lugar pra montar um novo acampamento. Além disso esse é o único jeito de Marvel nos encontrar. Finalmente encontramos um lugar bom pra acampar, então arrumamos nessas coisas e esperamos por Marvel, por mais que eu acredite que ele só virá amanhã já que está muito escuro.

O hino de Panem toca e aparecem dois rostos no céu. O primeiro é o de Marvel, o segundo é o de Rue. Rue, a pequena filha de Deméter que encantava a todos, então era dai que eu conhecia a música, ela sempre assobiava essa canção o que alegrava a todos que estavam trabalhando nos campos de morango, mas por que os tordos estavam assobiando essa música? Será que pela primeira vez o idealizadores resolveram fazer uma homenagem a um tributo que se foi? Claro que não! Isso mostraria que a Capital não é tão forte assim e começaria fácilmente uma rebelião. Será que foi um acidente? Não, claro que não, os tordos não cantariam a canção de Rue do nada, coincidentemente na hora de sua morte. Alé disso eles tinham que ter aprendido a cnção, e acredito que Rue não iria ensinar os passaros a cantarem no meio dos jogos vorazes. Tem algo muito estranho acontecendo..

Então lembro que Clove e Rue sempre se deram muito bem. Eu tinha esquecido completamente de Clove. Será que ela estava muito abalada pela morte da garotinha.

–Ei, pequena, como é que você tá? -Pergunto

–Eu to bem, até mesmo feliz

–Feliz? Pensei que você ficaria triste com a morte da garotinha.

–Claro que eu gostava muito dela, mas acho que eu não teria coragem para matá-la, e mesmo que eu não a matasse eu ficaria com muita raiva de quem fizesse isso.

Eu nunca tinha pensado, assim, eu fico a encarando imaginando como ela é surpreendente, eu jamais esperava que ela tivesse uma atitude tão sábia. Esperava que ela ficasse agressiva como sempre é.

–O que é? Acha que eu também não posso ter um lado boazinha? -Pergunta Clove, me acordando dos meus pensamentos.

–Não é isso, é que.. Eu não esperava que essa fosse a sua reação. -Respondo

–Então o que você queria, que eu começasse a chorar e a fazer um dicurso sentimental? Cato, você já me viu chorar ou ser sentimental alguma vez?

–Não, claro que não! Eu esperava que você ficasse meio.. hãã.. agressiva, como você sempre fica quando algo te chateia.

–Cato, nem tudo que eu faço é igual, pensei que você já soubesse.

O que ela quis dizer com isso? Eu adormeço pensando no assunto, até que Clove me acorda gritando e me sacudindo.

–Cato! Cato! Acorda!

Eu abro os olhos e ela continua:

–Você ouviu?? Ah deuses, tudo vai dar certo pra gente! Nós vamos vencer esses jogos!

–Ouvi o que Clove? Pera ai, Nós?? Hã?? -pergunto, ainda tonto de sono.

–Claudius Templesmith! Ele anunciou que duas pessoas podem vencer os jogos, se forem do mesmo distrito! Você e eu podemos vencer esse jogo Cato!

Eu fecho os olhos com força e depois os abro pra ver se eu estou sonhando, mas não, isso está acontecendo, é real, tudo vai dar certo pra nós dois, ninguém precisa morrer, quer dizer, nenhum de nós. Mas por que a Capital está deixando duas pessoas ganharem? Provavelmente por causa dos amantes desafortunados do 12. Primeiro a canção de Rue e agora isso? Por que a Capital está se mostrando fraca? O que está acontecendo lá fora? São muitas perguntas, mas logo paro de pensar nisso, pois uma felicidade extrema toma conta de mim. Posso não saber o que está acontecendo lá fora, mas de uma coisa eu sei: essa é minha chance de ter um final feliz

Notas finais
E ai gostaram? Não gostaram? Comentários? Críticas? Sugestões? Mandem reviews! Assim eu posso melhorar a fic!