Clato - Quase vitoriosos
11 Capítulo 11 - "O paraquedas"
Notas iniciais
Espero que gostem!
Ainda é cedo, mas todos nós já estamos acordados, exceto Marvel. Glimmer se oferece pra colher algumas frutas e eu me ofereço pra ir com ela, já que ela é meio... Desligada. Na floresta a maioria das árvores não são frutiferas, os pinheiros mal têm pinhas e as plantas rasteiras são apenas mato. Nós ainda temos muita comida estocada, mas como a tendência é a quantidade de comida na arena ir diminuindo conforme os dias vão passando, é melhor prevenir. Nós colhemos algumas folhas de hortelã e pegamos algumas maçãs, o que prova que os gamemakers controlam tudo por aqui, já que esse solo não é propício pro plantío de macieiras.
Glimmer tropeça em algo, uma espécie de cesta com uma longa vara, então olho pra cima e vejo a garotinha do 11, Rue, em cima de uma árvore com vários suprimentos, provavelmente a cesta era dela, já que esse tipo de cesta é utilizado pra colher frutas. Por um instante eu penso na possibilidade de atacá-la, mas logo dispenso essa idea porque ela está no alto de uma ávore que quebraria facilmente com o meu peso e eu não queria machucar uma garotinha tão doce, além disso Glimmer machucou o pé e está fazendo barulhos que parecem a mistura de choro, grito e uma galinha engasgada. A essa altura a garotinha já percebeu nossa presença, e Panem inteiro percebeu que eu sei da presença da garota, então eu uso Glimmer como desculpa, falando claramente, para que as cameras possam ouvir, que devemos voltar e cuidar do machucado dela. E claro, como todo carreirista eu devo tirar alguma vantagem da situação, então pego a cesta de Rue. Glimmer passa os braços em volta do meu pescoço e com uma das mãos eu seguro sua cintura, então ouço outro barulho, o barulho de algo correndo, mas não é nenhum perigo ou vitima, é somente Clove.
Quando chegamos no acampamento eu me dou conta de que deixei algumas raízes que colhemos no lugar onde eu encontrei a cesta. Então eu vejo que Clove está olhando fixamente para uma árvore. Eu me viro para a árvore e vejo Rue subindo a àrvore. Mas por que a garotinha do 11 desceu das árvores? Rue pode ser muito meiga e doce, mas ela também é muito engenhosa, deve estar aprontando alguma.
Quando Clove nota a minha chegada ela pega seu estojo de facas e sai, eu sei que ela vai voltar, se ela estivesse quebrando a aliança ela levaria mais coisas. Eu resolvo ir atrás dela e grito:
–Clove, espera!
Ela se vira e Glimmer grita:
–Olha o que eu achei Cato!
Glimmer pega várias amoras que estavam no pé da árvore que Rue estava escalando, agora eu entendi tudo. Ao ver que estavamos colhendo ela resolveu vir correndo para o nosso acampamento e deixar essas amoras, eu não sei muito sobre diferenciar frutas, mas essa garotinha sabe, além de ser do distrito 11 é filha de Demeter, essas amoras não são confiáveis. Eu viro as costas para Clove e saio correndo em direção a Glimmer, gritando para ela soltar as amoras, pois estas são venenosas. Só então percebo meu erro e corro atrás de Clove.
Eu não quero chamar sua atenção, então vou discretamente pelas àrvores e fico parado, ali mesmo, observando Clove atirar as facas em uma àrvore. Ela nunca erra. Sem querer, o galho em que estou apoiado quebra e ela atira uma faca em minha direção. Por sorte a faca ficou cravada em uma àrvore a minha frente.
–Quem está ai? Se for a garota do 12 eu quero a minha faca de volta! Primeiro a faca na curnocópia e agora essa? Assim eu fico sem facas! -Gritou Clove, ela realmente estava com raiva!
–Então, se não for a garota em chamas, não precisa devolver a faca? -Digo enquanto saio das àrvores e caminho em direção a ela. Clove fica branca.
–Desculpa Cato! Não queria atirar uma faca em você! Bem, eu queria, mas não atiraria!
–Tudo bem pequena, agora qual é o motivo dessa raiva toda?
–Bem, enquanto você estava colhendo frutas com Glimmer esse paraquedas chegou, nele havia um frasco com alguma quimica que não sei bem o que é. Então eu resolvi ler o bilhete para ver para quem é, mas o que estava escrito no bilhete não me deu nenhuma dica do destinatário do paraquedas.
–E o que estava escrito no bilhete? -Pergunto, então Clove pega o paraquedas e começa a ler o bilhete preso nele.
–"Caro tributo, lembre-se de que já existe um casal nesses jogos e a capital é totalmente contra a relação de tributos de distritos diferentes, pois isto pode causar uma rebelião. Fora isso está tendo um ótimo desempenho nos jogos." Então eu resolvi procurá-lo e vi você e Glimmer quase se beijando, se é que vocês não estavam se beijando. Depois disso sai correndo, e encontrei Rue, nós conversamos e combinamos um jeito de acabar com a loira azeda. Rue disse que tinha certeza que você a viu, mas Glimmer não. Então, ao ver as amoras você não iria comê-las, sabendo que Rue estava por perto, mas a barbie tributo iria. Só que isso não aconteceu, porque o senhor protetor de tudo e de todos não deixou.
Clove estava chorando muito agora, eu não acreditava no que ouvia, eu não sabia o que dizer. Mas as palavras sairam sem mesmo eu pensar.
–Você, está com ciumes? De mim? Eu que estou morrendo por dentro com você olhando toda hora pro conquistador e ele sabendo sobre um dos meus maiores segredos e usando isso contra mim!
–Olha Cato, eu realmente não te entendo! Primeiro você é meu melhor amigo, depois começa a "namorar" a loira azeda, então você diz que não vai se voluntariar como tributo, mas ai é só o meu nome ser sorteado que você resolve participar dos jogos, mesmo depois da nossa promessa! Agora eu to aqui, abrindo o meu coração pra Panem inteira e você falando sobre eu olhar pro conquistador e ele saber seu maior segredo! Me diz, qual é o seu problema? Ah e se você quer saber, eu só olho pro conquistador porque você disse que ele olhava de um jeito diferente pra garota do 12 e você acertou, mas eu não consegui notar o que há de tão diferente nesse olhar!
–Clove, espera..
–Não quero ouvir mais nada Cato! Ah quase esqueci, isso é pra você! -Diz Clove enquanto joga o paraquedas pra mim e vai embora, na direção da árvore em que jogou suas facas para arrancá-las, com mais raiva do que quando ela as jogou.
Clove some no meio das árvores enquanto eu caio sentado na clareira sem entender o que está acontecendo, na verdade sem querer entender.
Uma figura passa na minha frente, parece exausta, eu aperto um pouco os olhos pra ver quem é. É mais um tributo indefeso. A raiva me domina e eu resolvo discontar no tributo que ganha um corte na garganta e logo perde os jogos, e a vida, claro.
Eu estou muito confuso, por que eu fiz isso? Porque eu estava com raiva, e na arena é preciso matar pra não morrer. Mas eu sempre fui contra esses jogos, e agora eu estou fazendo isso? Então outra pergunta domina os meus pensamentos, por que estou com raiva? Por Clove entender tudo errado? Não sei, eu só sei que há um único prósito na minha participação nos jogos, proteger Clove, mesmo que isso signifique colocar em risco tudo que eu contruí até agora, colocar em risco a minha vida.
Notas finais
Era pro Cato ter deixado a Glimmer comer as amoras cadeado U.U kkkk
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