Notas iniciais
Este vai ser meu presente de Natal (um pouco atrasado) pra vcs, meu queridos leitores! Terminando minha primeira fic original aqui,(quase um sonho realizado, sério) demorei, mas consegui! Espero que tenham gostado :) Aproveitem!

Hunter forçou-se a abrir seus olhos quando o Sol esquentou seu rosto. O garoto havia cochilado na grama, exausto e triste. Devia ser em torno de meio-dia, logo iriam almoçar.

– Levante. – disse Marin acima do aprendiz, bloqueando o Sol. – Vamos para dentro. – e estendeu a mão para ajudá-lo a levantar.

Seth também chamava os aprendizes para entrarem na mansão, ainda precisariam tirar suas roupas de gala para depois irem comer.

– Vão se trocar. – orientou Marin. – Li já deve estar terminando de preparar a comida. — Quando todos os aprendizes e Seth entraram, ela começou a fechar as portas, mas antes disso, viu os três Animais se reunirem ali na frente da Casa Principal e deitarem-se com a cabeça entre as patas. Um gesto de luto, pensou. Então percebeu que Osíris estava deitado no galho de uma árvore ali ao lado. – Ei! – ela chamou. – Não vai entrar?

– Não... Não suportaria agora... – disse o gato fazendo o mesmo gesto dos Animais, porém, de costas para a mulher de cabelos brancos.

– Tudo bem então... – a mestra estranhou, mas não parecia haver razão para se preocupar então fechou a porta.

– Você viu a Cassandra? – perguntou Seth depois de Marin entrar.

– Ainda deve estar no Salão, ela não me parecia muito bem. – respondeu a mulher, desfazendo o trançado em seus cabelos.

– Vamos atrás dela. Sinceramente, ela está me preocupando. – comentou o moreno enquanto iam para o Salão.

– Por quê?

– Ela parecia ter tanta certeza sobre os Noctem... Você sabe que o trabalho da vida dela desde que éramos aprendizes é pesquisar sobre eles.

– Exatamente por isso decidimos não ensinar mais sobre eles. Cas ficou obcecada com isso! Não podemos deixar que isso atinja os jovens, afinal é uma mera história... – disse o final sem ter muita certeza em suas próprias palavras. – Ela só deve estar decepcionada por não serem eles, mas vai ficar bem.

– Você deve ter razão... – disse ele de cabeça baixa tirando suas luvas.

Quando chegaram às portas do Salão dos Genus, Seth fez um gesto de cavalheiro deixando Marin passar na sua frente. Ambos deram um pequeno sorriso, mas quando a mulher passou pela porta e viu à sua frente à Parede dos Genus, seus sorriso se desfez e uma expressão de horror tomou sua face.

Os olhos petrificados de Marin não conseguiam se desviar do que viam. Tudo parecia ter parado e ficado silencioso, como se não houvesse mais vida no mundo. Até mesmo o grito que Seth deu chamando por Cassandra pareceu nada mais que um zumbido aos ouvidos da mestra da Classe Hélio, tamanho o seu choque.

Ela tinha errado.

Deveria ter escutado Cassandra.

Ela é quem estivera certa.

E agora...

Agora sua ruína, a ruína de Seth e de todos os aprendizes havia começado.

Marin voltou a si quando percebeu que Seth a estava sacudindo.

– MARIN! – ele berrava tentando fazê-la sair do transe.

– Como é possível Seth...? — ela sussurrou. – Nada deveria poder entrar... Como não percebemos nada... – engasgou por um segundo.

– Eu não sei... – ele respondeu com lágrimas nos olhos. – O que vamos fazer agora...? O que podemos fazer Marin? – o desespero em sua voz era evidente.

Ele tentava fazer Marin não olhar mais, ele mesmo estava olhando para ela para não ser atraído por aquela imagem. Seth já havia visto muitas pessoas mortas, mais do que gostaria, e nunca achou que algo assim fosse fazê-lo se sentir daquele modo. A insegurança, o medo... O terror... Era um garotinho novamente, encolhido no canto de seu quarto no orfanato com medo de todas as coisas ruins que a noite trazia.

Ouvir o som do sangue pingando naquele Salão vazio era o que lhe doía mais.

Ao lado do cubículo de Charles estava Cassandra, pendurada na parede por uma lança em seu pescoço, acima do seu próprio espaço na parede. Seus olhos estavam sem vida e a boca semi-aberta com um filete de sangue escorrendo.

A lança, completamente negra, tinha visivelmente perfurado a carne os ossos de Cassandra com facilidade, já que a prendia tão bem na parede, há alguns metros do chão. Suas roupas estavam rasgadas e o sangue escorria por todo o corpo e se acumulada numa grande poça no chão. Havia manchas e marcas pretas pelo chão e pelas paredes, e seu chicote estava jogado em um canto. Cassandra tinha lutado.

– O que vamos dizer aos aprendizes...? – murmurou Seth em desespero, sem saber se a mulher de cabelos brancos o estava ouvindo.

Logo a pergunta do moreno foi respondida. Os jovens apareceram todos ao mesmo tempo nas portas do Salão, atraídos pelo grito de Seth. Alguns ainda com a roupa de gala, outros descalços e com alguns botões da blusa desabotoados, entraram de uma vez no Salão, preocupados.

– Mestres, o qu... – Caleb começou a perguntar, mas ao ver a cena, se calou assim como todos os outros.

Carter, que havia ficado atrás dos outros, abriu caminho por entre os amigos, e quando viu sua mestra morta, ficou paralisado alguns segundos antes de gritar:

– MESTRA! – aquele grito foi o choque que Marin precisou para acordar.

– Segurem-no! – ela ordenou no momento em que Carter tentou correr para Cassandra, e Seth, Caleb e Hunter se juntaram para conseguir segurá-lo enquanto ele esperneava e gritava, chorando como uma criança. Marin respirou fundo e deu um forte tapa no ar, que atingiu Carter, fazendo-o parar. – Controle-se... – ela sussurrou, mas pôde ser ouvida por todos. O garoto sentiu suas forças irem embora e desabou no chão, ainda chorando, e foi amparado por Lena.

Quando Carter desabou e a agitação parou Derek pôde ver melhor o que havia acontecido ali. Então ele viu Melanie morrendo diante de seus olhos novamente e começou a tremer, as lágrimas voltando para seus olhos.

– Tirem o Derek daqui. – ordenou Seth com a voz rouca e quase no mesmo instante Drica abraçou o menor e o levou para fora. Os aprendizes que ficaram no Salão não sabiam o que fazer, também estavam em choque. – Temos que tirá-la de lá... – falou para Marin.

– Pode ter armadilhas... Pode deixar que eu vou. – ela disse começando a andar lentamente na direção de Cassandra. Quanto mais chegava perto, pior se sentia. Nunca os olhos azuis de Cassandra pareceram tão deprimidos para Marin.

A cena era ainda mais horrível vista de perto. A mulher de cabelos brancos chegou à Parede, e pôde contemplar o rosto sem vida de sua amiga. Ela se esforçou para não chorar. Não Havia armadilha alguma, mas reparou em um pedaço de papel enrolado na lança.

Com um aceno de sua mão, flutuou até chegar à arma e tirou o papel dali, voltando para o solo. Quando abriu e viu a mensagem naquele pequeno pergaminho, não conseguiu evitar levar sua mão à boca e as lágrimas começarem a sair de seus olhos.

– Por que não ouvi você Cassandra... – murmurou para si mesma.

– O que diz ai Marin...? – perguntou Seth, sua voz ecoando pelo Salão.

– Aqui diz... – a mulher se controlou para não demonstrar fraqueza. – Logo a lontra dará seu último suspiro. – ela fez uma pausa. – Corvos podem voar e raposas podem correr... Mas a noite vai achá-los.

– O que isso significa...? – perguntou Carter entre soluços. – O QUE ISSO SIGNIFICA?

– Que você é o herdeiro da Classe Torin. – respondeu ela indo na direção de todos, sem mais se importar com as lágrimas que corriam seu rosto. – Que Cassandra estava certa. – chegando perto de Carter, ela colocou a mão dentro das roupas deste e tirou o livro que ganhara de Marcos e o mostrou para todos. – Que os Noctem existem e estamos todos em perigo.

~*~

O general entrou na sala escura segurando sua espada suja de sangue com suas duas mãos, como se a oferecesse. Máxima, Médio e Mínima o esperavam lado a lado. Mesmo com sua armadura, o olhar daqueles três o apavorava. Quando chegou perto, cada um passou seu dedo pela espada, ainda suja de sangue e o levou à boca.

Finalmente pude provar o sangue dela, pensou Médio.

– Perfeito. – disse Máxima. – Pode ir general. – o homem de armadura se curvou, guardou sua espada e depois se retirou. – Sucesso! – ela disse abrindo um sorriso enorme e juntando suas mãos. – Conseguimos toda a magia que precisávamos antes que nos impedissem e temos todos os que precisamos mortos. Que maravilha! – ela gargalhou genuinamente feliz.

– Não se empolgue Máxima. – interveio Médio. – Ainda temos muito que preparar antes de termos tido sucesso realmente, além do que, precisamos entrar na Casa Principal novamente. Não podemos usar a ignorância deles novamente, só porque não sabiam que usar os pilares iria deixá-los sem o escudo por alguns segundo a ponto de um dos nossos poder entrar, não quer dizer que vão deixar de ter cuidado.

– É a sua ignorância que me surpreende Médio, acha mesmo que eu não tenho tudo planejado?!

– O que vamos fazer então? – perguntou ele curioso.

– Um deles é que vai entrar, não um dos nossos. – disse ela orgulhosa.

– O que quer dizer?

– Você vai ter seu tão desejado exército particular.

– Está falando do meu exército de...

– Sim. – Médio abriu um sorriso maldoso.

– Ainda não está completo. – murmurou Mínima. – Devemos terminá-lo para podermos ter sucesso.

– Ela tem razão. – disse Máxima puxando seu capuz e os outros dois repetiram o gesto. – Vamos, nossa ascensão está prestes a começar.

Notas finais
É, acho que eu devo ter abalado vcs um pouco com esse capítulo final. Deixem suas opiniões! E aqui o link da continuação >> http://fanfiction.com.br/historia/577370/Classe_dos_Guerreiros_-_Ascensao_da_Noite/ Um muito obrigado de coração a todos vcs que estão lendo isso agora, que comentaram, favoritaram, recomendaram... Agradeço demais o apoio que me deram e espero todos na continuação! Um beijo pra cada um!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!