Classe dos Guerreiros - A Sexta Geração
12 1º dia - O Começo da Jornada
Notas iniciais

2 dias depois...
Já era de manhã, os aprendizes da Classe Hélio estavam terminando de vestir seus trajes de viagem. Eram trajes diferentes dos que já tinham usado, para missões mais próximas, estes agasalhavam mais ao mesmo tempo em que eram leves. Quando terminaram, desceram e Marin os esperava do lado de fora da mansão com a bagagem que levariam.
– Não dá para levarmos isso enquanto andamos... – disse Hunter olhando a carga.
– Vocês não irão andando. – falou Marin, e quase no mesmo segundo, Li saiu da floresta puxando o que parecia um cavalo pelo cabresto, exceto pelo fato de o cabresto parecer preso aos chifres do cavalo, e de o cavalo na verdade ser um alce vermelho selado, que foi seguido de outros quatro equipados da mesma fora. – Vão montando.
Quando os alces chegaram perto, Caleb e Mia correram para um que de algum modo sabiam ser o alce que montaram naquele dia. O animal lambeu suas faces e bufou, fazendo os outros alces relaxarem enquanto eram devidamente selados e a bagagem era dividida entre eles.
– Pode ficar com ele. – disse Caleb para Mia. – Acho que a mestra quer que eu fique com aquele. – e realmente, Marin olhava Caleb de modo misterioso enquanto acariciava o pescoço do alce que Li viera puxando, e era ligeiramente maior e mais altivo que os outros.
– Um líder tem que montar em um líder. – disse Marin oferecendo as rédeas do animal para ele. Logo, todos os cinco estavam montados em um alce, com uma carga cada um. – Antes de irem, vistam isso. – ela lhes entregou mantos cinza, cada um com um capuz. – Não sabemos com o que estamos lidando, melhor ficarem um pouco escondidos. – os cinco ficaram extremamente misteriosos com aquilo.
– A vantagem de vocês nesta viagem é não terem que levar muita comida, já que podem consegui-la facilmente, e que são numerosos, tentem se aproveitar disso. – aconselhou Li.
– Agora, vão. – disse Marin. Eles fizeram pequenas referências de cima dos alces e saíram, rapidamente. Depois de alguns segundos, Marin entrou, colocou uma grande mochila que estava no hall nas costas e voltou para fora, onde agora uma enorme coruja marrom a esperava.
– Boa sorte, senhora. – disse Li.
– Vou mesmo precisar... Encontrar Osíris não vai ser fácil. Até mais, Li. – disse antes de o animal alçar vôo.
~*~
– Pronto? – perguntou Cassandra terminando de prender a bagagem de Carter no alce em que ele montara.
– Não sei. – respondeu ele de cabeça baixa puxando seu capuz. – E se eu não puder fazer isso? – disse colocando o pingente de seu colar na palma da mão. – Eu estou sozinho afinal.
– Treinei você para aguentar todo tipo de coisa. – a mestra disse firmemente. – Você vai conseguir. — isso pareceu motivar o rapaz, mas Cassandra parecia tensa, mordendo seu lábio inferior. – Mas... Prometa que não vai cometer o mesmo erro que eu! Saiba se impor! Mostre a verdade!
– O que... Quer dizer com isso?
– Nada. – disse ela depois de hesitar um segundo. – Melhor você ir. – o rapaz assentiu e foi embora. – Minha vez. – disse indo para o terraço da mansão onde vivia, onde estava uma coruja imensa e sua bolsa de viagem. Cassandra estava nervosa, se ao menos Marin e Seth a ouvissem... E com estes pensamentos, ela começou sua jornada também.
~*~
Seth ajudou Derek a subir no alce, atrás de Melanie. O garoto tinha ficado com raiva por não ter o próprio alce, mas ele não conseguia alcançar as estribeiras, então era impossível para ele montar em um animal grande como aquele.
– Tenham cuidado. – disse Seth visivelmente preocupado.
– Vamos ter mestre. – disse Melanie tentando acalmá-lo.
– Obedeça ela, Derek. Melanie está no comando. – o menino assentiu. – Vocês são os mais rápidos, então usem isso a favor de vocês, não se distraiam, só vão.
– Sim, mestre. – disseram os dois em coro, antes de puxarem cada um seu capuz para frente do rosto.
Depois de perdê-los de vista, Seth foi até os fundos da mansão, onde uma coruja já com sua bagagem o esperava.
Alguns minutos depois de decolar, Marin e Cassandra apareceram, voando ao seu lado.
– Por onde começamos? – perguntou ele, sem emoção.
– Podemos ir atrás de algumas bruxas... Ele as adora. – disse Cassandra. – O que acham? – Seth assentiu. – Marin?
– Como quiserem. – disse ela perdida em seus pensamentos. Ainda se recusava a acreditar que Cassandra estivesse certa, pois se ela estivesse... Os aprendizes iam ter mais problemas do que seria possível imaginar.
~*~
– Estão saindo. – disse a mulher num arquejo. – Saindo. – repetiu ela. Estava sentada no chão, perfeitamente ereta, suas duas tranças longas na frente de seu corpo poderiam dar a ela um ar infantil, se seu rosto não fosse tão magro e pálido. Havia uma vela à sua frente, a escuridão era necessária para ela se concentrar.
– Saindo? – disse a voz de outra mulher, na parte escura do cômodo. – Para onde vão? – a voz parecia preocupada.
– Não sei... – disse a mulher sentada mostrando cansaço. – Estou observando-os a tempo demais... Estou cansada.
– Precisamos saber Mínima! – a mulher quase gritava.
– Tenha calma, meu bem. – disse uma voz masculina no lado oposto da escuridão em que estava a mulher com raiva. – Ela está cansada, realmente. – o homem estendeu a mão para afagar o rosto de Mínima, ainda sentada. Indo para a pouca luz, era possível ver o sobretudo escuro do homem. A mulher com tranças beijou levemente a mão quente em seu rosto. – Ficarei no lugar dela, apesar de não ser tão bom.
Mínima se levantou devagar, e bateu um pouco em seu longo vestido preto, tirando a poeira enquanto o homem sentava onde ela estivera. No alcance da luz da vela, era possível ver os cabelos castanhos do homem caindo sobre seu rosto, ele tinha olhos verdes e pele quase tão claro quanto a de Mínima.
– Como quiser Médio. – disse a mulher na escuridão. – E, Mínima, antes de ir descansar, chame o general para mim.
– Sim, Máxima. – disse a outra antes de sair.
– Se eles estão saindo... Vamos ter que tomar providências. – falou mais para si mesma, enquanto Médio, suspirava, se concentrando.
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