Clarie Weasley - The new Weasley

13 Nuvens, Fotos, Mascaras... E o sonho mais estranho que já tive


2020, Junho, Avião

A viajem tinha durado aproximadamente seis horas, pois houvemos problemas no voo e o avião atrasou um pouco, nada muito importante.

Durante a viajem fiquei escrevendo em minha caderneta, colei as fotos que havia tirado e não pude conter o choro ao ver a imagem de Austin.

“Eu te amo Clarie, prometo voltar o mais rápido possível”.

Estas foram as ultimas palavras ditas por ele até a despedida, revendo as fotos, encontro uma do parque com as gôndolas no por do sol... Poderia ficar ali com ele para sempre.

"Não irei te prender aqui"

Austin me disse, acho que ele não sabe, mas Dave me disse a mesma coisa antes de ir para a América.

Sorria ao pensar nele, em algumas horas o veria, estava ansiosa.

Mas isso era errado, Austin acabou de me beijar e de se declarar, e estava pensando em Dave...

“Mas chorou ao ver a foto do Austin”, pensei.

“Além disso, Dave está namorando! Tenha classe Clarisse!”

Certo, esses pensamentos estavam me irritando, olhei para a janela do avião, estávamos sobre as nuvens, era uma sensação boa, Eram duas horas da manhã e estava cansada. Guardei minhas coisas na minha bolsa da Chanel (que a propósito era encantada com um feitiço de expansão não deixando ela ter fundo o que era muito útil).

Apoiei minha cabeça na janela do avião e fechei os olhos, tentando sonhar.

~Dream On~

Estava em um salão vasto todo iluminado, o piso era de mármore e havia pilares de mármore também com algumas folhas verdes de decoração, trajava um vestido preto com detalhes dourados e uma mascara veneziana, outros no salão também estavam assim, caminhei até as pessoas, pelo visto estava em um baile de mascaras.

Fui andando pela pista de dança e quando cheguei ao meio uma música clássica começou a tocar. Todos formaram pares e começaram a dançar valsa, fiquei um pouco mal era a única sem par ali, acho que iria embora, virei meus calcanhares em direção a saída do baile, mas fui impedida, alguém estava segurando o meu pulso, virei-me rispidamente para ver quem era o desconhecido: ele trajava um terno preto e usava uma mascara dourada. Não consegui reconhece-lo a principio, mas ele era muito bonito, tinha cabelos castanhos e os olhos eram azul piscina, logo proferiu.

–Permite-me? — Disse o desconhecido estendendo a mão aberta para min, apenas sorri e segurei sua mão e começamos a valsa.

Mas como em todos os bailes de mascaras, estas tendem a cair, e pela meia noite, todos tiraram as mascara, o desconhecido sorriu e retirou sua mascara... Como não reconhecera meu melhor amigo? Franco Longbottom II estava em minha frente, retirei minha mascara rapidamente e surpresa, indaguei.

–Franco?

Ele não respondeu nada apenas continuou a dança: estendeu seu braço para o alto e me rodopiou, a situação começou a ser engraçada. Mas toda a graça acabou, quando acabei o giro, não estava mais dançando com Franco, a pessoa na qual dançava estava usando um terno cinza e possuía cabelos loiros e olhos azuis também... Dançava com Dave. Não pude conter a surpresa, estava confusa demais.

–Dave! O que aconteceu com o Franco?!

–Ele teve que ir, não cabe três garotos no seu coração.

–Ahn? — Ele não me respondeu e me girou novamente, esse sonho já estava começando a me assustar.

Como temido, não dançava mais com Dave, mas sim com Austin, que estava com um terno azul o que combinava com o cabelo castanho claro.

–Austin?! Onde está... — Era ridícula a pergunta.

–Eles tiveram que ir. E você precisa escolher, qual de nós? — O rosto de Austin começou a mudar rapidamente: Franco, Dave, Austin e assim sucessivamente.

Já estava achando aquilo assustador, me afastei deles e fiquei parada fitando-os. Agora cada um estava em sua própria forma, um do lado do outro me cercado fazendo a mesma pergunta:

“Qual de nós vai ser Clarie?”

“Quem é que vai escolher”

“Qual de nós?”

“Quem você vai escolher?”

~Dream Off~

–AHHHH. – Gritei, e quando notei todos do avião me encaravam.

“Senhores passageiros, recomendamos por os cintos, já iremos descer em solo britânico”.

A voz da aeromoça me despertou, coloquei meu cinto e me endireitei na cadeira, em poucos minutos ira descer em solo britânico.

Apreciei a vista pela última vez, as nuvens estavam um tanto iluminadas devido ao sol que estava nascendo e já podia se observar a cidade.

Estou de volta, pensei. E não consegui deixar de sorrir.