Clarie Weasley - The new Weasley
20 Eu NÃO sou louca
Notas iniciais
Já li em algum lugar que é muito difícil saber a diferença entre um sonho e a realidade. Isso quando o sonho não é completamente surreal. Ah, vocês sabem, a mente humana pode ser muito louca.
Mas o que havia sentido ontem a noite estava fora dos sentimentos sentidos em sonhos. Aquilo não havia sido um sonho.
E eu sabia disso.
(...)
–Anne, mas eu tenho certeza! O Dave estava no quarto ontem... Ele falou comigo, a gente brigou feio! Como você não ouviu? – Sussurrei para Anne. Eram cerca de dez horas da manhã, e todos os Crawfords estavam tomando café da manhã.
–É impossível Clarie, o quarto é no segundo andar... Ele teria que escalar a árvore. Era de noite, duvido... E além do mais, se vocês tivessem brigando, eu teria ouvido. – Ela sussurrava para mim, se algum Crawford soubesse da invasão ele estaria em problemas.
–Ah... Mas você podia estar no banheiro! Ou em qualquer outro lugar da casa, só tinha eu e ele no quarto...
–Viu, um sonho! Ou isso ou minha crise de sonambulo... – A medida que a conversa acontecia os membros da família se levantavam e iam cumprir seus deverem
–Sonambulismo?! Viu foi por isso que não ouviu! Vai que você estava sei lá, aqui no térreo?
–Certo Clarie, eu ainda acho que foi um sonho.
–Bem real.
–Um sonho – ela afirmou em um tom que quase havia me persuadido, mas eu sabia o que tinha sentido. Afirmei:
–Real.
–Sonho. – Ela rebateu
–Real. – Disse em um meio riso, ela era boa.
–Sonho.
–Arg, se eu falar que foi um sonho você para?
–Paro! – Ela sorriu na maior inocência. –Vem, temos coisas para fazer.
–Tipo o que?
–Tipo você voltar para casa! Faz quase 48horas que você não vê sua mãe, imagina o estado dela? Ela sabe que você ficou aqui?
–Deve sabe...
–Você tem certeza?
–Não. Então adivinha aonde vai? – Ela disse levantando-se e ficando parada em minha frente com a mão estendida e um sorriso de criança.
–Para a casa dos Potters? – Disse sem graça enquanto ela assentia com um sorriso na face – Ah... Okay.
(...)
A casa dos Potters estava muito silenciosa, a sala estava vazia por isso consegui entrar sem ser percebida.
–CLARISSE WEASLEY. – Uma voz berrou.
Ou quase isso.
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