Claimed - Moon's Saga

1 Prólogo 1 - The Queen of the Shadows


Notas iniciais
Saudações terráqueos e aracnídeos!
Espero que gostem!
Beijões e eu me vou, porque a sexta feira 13 ainda está longe de acabar!

25 de Maio de 2016, algum lugar em Nova York, 23:12

Morgan esperava, impacientemente, os últimos clientes saírem da loja. Olhava constantemente a tela de seu celular para ver a hora. Um horda inesperada de clientes, provavelmente turistas, haviam invadido a loja no horário de fechamento. Sua vontade era expulsá-los e gritar “Fechamos!”, mas não podia. Aquele era seu trabalho, não importava o quanto fosse irritante e tedioso, pelo menos pagaria seu aluguel no final do mês.

Ela revirava os olhos diante da demora dos clientes e olhava para o outro vendedor, que deveria ajuda-la. Deveria. Ela trabalhava constantemente, respondendo perguntas idiotas e aguentando clientes irritantes, arrogantes, esnobes, ignorantes, bobos-alegres e todo o tipo possível, enquanto Byron, o “bonitão” ficava apenas olhando tudo com um sorriso irônico. Que doce sensação seria a de lhe socar a cara...

Finalmente, quando os últimos clientes, um casal de idosos, saia com um disco que deveria ser de sua época, ela pôde suspirar aliviada. Tirou o ridículo colete laranja e azul que era obrigada a usar. Sua vontade era jogar aquilo longe, mas Byron ainda estava encarando. Ela impacientemente dobrou e colocou rapidamente em cima do balcão.

- Então Morg, dia difícil? – Perguntou o sorridente Byron.

- Maravilhoso como sempre. Aliás... Ainda não lavaram os coletes? Já azem o que? 20 anos que não lavam?

- Ah, então seu colete fede? Talvez meu tio devesse descontar do seu salário o preço da lavanderia, certo? – Disse estreitando os olhos.

Morgan revirou os olhos para ele, pegou seu fino casaco, era uma noite de verão, afinal. Pegou as chaves de seu apartamento e da loja atrás do balcão, jogou a da loja para Byron e se dirigiu a porta carregando sua mochila e seu casaco com um braço e as chaves no outro.

“Vamos para o nosso encontro com a álgebra Morgan! Yupii!”

Ao chegar na porta, virou a placa de aberto para fechado e abriu a porta.

- Ei! Morgan! – Ouviu Byron atrás de si. Virou-se lentamente e o encarou com os olhos semicerrados.

- O que foi? – Perguntou carrancuda.

- Só queria dizer para ter cuidado. – Disse cínico. – Está escuro lá fora. Tem um eclipse acontecendo. – Disse levantando as mãos como que imitando crianças vestidas de monstro no Halloween.

- Ah obrigada pela preocupação. – Disse Morgan revirando o olhos e bufando. Finalmente saiu, batendo a porta. Uma brisa gelada, atípica para a época atingiu-a, dando-lhe arrepios.

“Que diabos...”

Seguiu até o metrô e esperou pelo trem das 23:30. Como adorava esperar. Quando o trem chegou já havia feito metade de sua tarefa de Inglês. Dentro do trem ouvia pessoas conversando, algumas roncando, se xingava mentalmente por ter esquecido seu fone, porém ele havia sumido pela manhã na bagunça que ela chamava de cama. Suspirando pegou seu celular. Apenas uma notificação do Facebook. Alguém pedindo vidas extras no Candy Crush.

“Argh... Esse jogo parece uma doença.”

Desistiu de procurar algo em seu quieto Facebook. Não era o tipo sociável. Seu WhatsApp tinha algumas poucas conversas que ela não apagava para não dizerem que ela não tinha conversa nenhuma. Seu único amigo era um gato de rua que comia as sobras que ela jogava fora. Que vida hein.

O trem parou em sua estação e ela desceu. Na rua a iluminação já não era tão boa, alguns postes falhavam e ela sentiu aquela brisa e aquele arrepio novamente. Colocou seu fino casaco, mas o frio não cessava. Olhou para trás, sentindo que era observada, mas não havia nada. Uma gota de suor frio escorria de sua testa, estava assustada. Olhou para o céu e viu apenas um pedacinho da Lua, sumindo. Enquanto admirava o espetáculo sentiu algo frio encostar em seu braço esquerdo, assustando-a.

Ao olhar para o lado viu apenas escuridão. Mas não era apenas escuro. Era como se fosse... sólido. Agora estava realmente assustada. Deu alguns passos para trás, porém sentiu o frio tocando-a novamente. Estava por toda parte.

“Está me cercando!”

Pegou seu celular, para chamar a polícia. Mas o que ia dizer? “Alô, tem uma névoa sólida me cercando, ajuda por favor!”. Soava ridículo. E mesmo se tentasse, o celular estava sem sinal. Sem sinal. Em Nova York. Agora ela estava em pânico. Abraçou a si mesma e fechou os olhos, esperando.

A “coisa”, além de fria, era pegajosa. Grudava em seu braço direito, depois no esquerdo e então nas pernas, cobrindo seu corpo com aquela sensação arrepiante e desagradável. Então veio a dor. Uma dor em cada parte de seu corpo, principalmente na cabeça. Tudo girava e de repente estava vendo tudo de lado. Havia caído. A dor a deixava anestesiada e com pensamentos desconexos. Pensava nos orfanatos que passara, em sua irmã que não via desde muito pequena. Sentiu que levantava, porém não lembrava de ter tentado levantar. A dor em sua cabeça se tornava insuportável, vozes desconhecidas murmuravam que tudo ia ficar bem. Ou que só iria piorar. Em seu peito, o coração batia forte e descompassado. A dor estava chegando a seu ápice, e Morgan já estava em seu limite. Em um suspiro, seu último, pensava, olhou para o céu e viu o último pedaço da Lua sumindo e tudo ficando escuro. Ao mesmo tempo um dor muito forte a atingiu no peito, fazendo a mesma soltar um grito gutural.

Morgan caiu ao chão, de joelhos, respirando com dificuldade, os olhos fechados e as mãos com os punhos firmemente fechados. Atrás de si ouviu passos apressados e sentiu alguém se abaixar ao seu lado.

- Morgan? Morgan, está tudo bem? – Reconheceu a voz de Byron, o Imprestável Mor.

Morgan continuava parada, sem reação, e Byron começou a chacoalha-la de leve.

- Morgan!

Morgan abriu os olhos e virou o rosto em direção a Byron, o encarando. A expressão de Byron foi de preocupação para horror extremo. Ele se soltou tão rápido de Morgan, jogando-se para trás, que se atrapalhou e não conseguiu levantar.

- O que... O que há de errado com seus olhos? Quem... O que é você?

- Eu? – Respondeu Morgan, baixinho. – Eu sou Morgan Nighthall. Mais conhecida como seu futuro pior pesadelo.

Byron levantou-se e saiu correndo o mais rápido que podia, e Morgan calmamente se levantou. Observou seu ex-colega de trabalho correndo e sorriu. Ergueu sua mão e fez um leve movimento, imediatamente, algo no escuro derrubou Byron e o arrastou até seus pés. Com um único movimento uma massa escura cobriu o pobre Byron. Dali em diante se ouviam apenas seus gritos. A massa escura se arrastou por uma viela, sumindo, e levando Byron junto consigo. Morgan sorriu e voltou a andar, calmamente. Ao olhar para o céu, viu uma parte da Lua voltando a aparecer.

Suspirando virou-se e olhou seu rosto em uma janela. Seus olhos, que assustaram tanto o pobre Byron, estavam vazios. Literalmente. Dois “buracos vazios” preenchidos apenas por trevas. Estralando os dedos fez eles voltarem ao normal. Com uma diferença. Ao invés de azuis, era prateado-escuros.

Notas finais
Bom.... Gostaram?
Agora sim, eu me vou!
Não se preocupem, aranhinhas, eu volto!
Beijos e blá blá blá
Amo vocês!
=*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.