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´´Senhores, a única forma de alcançar o impossível é pensar que é possível. Ninguém jamais conquistou alguma coisa com lágrimas! “Eu acho que sim!” Você está maluca, pirada, perdeu um parafuso... Mas, eu vou lhe contar um segredo: As melhores pessoas são assim.`` – Alice no país das maravilhas (1865).
´´Um dia você vai saber toda a verdade´´ foi tudo o que ele me disse, antes de deixar eu com o Ethan que me deixou sem ar de tanto me abraçar. A namorada dele vai passar a noite aqui, então, eu vou ficar sozinha, obvio. Já era domingo á noite. Saíram bastante esses dois dias. A namorada de seu irmão – muito legal, por sinal – vivia levando ela para conhecer lugares novos e pessoas diferentes. Domingo á noite, resolvemos alugar alguns filmes para assistir, ela, eu e meu irmão. O Diário de Uma Paixão. Chorei muito e abraçava meu irmão e Ashley – sua namorada — o tempo todo.Esse tipo de filme é legal, faz a gente pensar na vida, pensar nas pessoas que rodeiam nossa vida... Ninguém sabe como estaremos daqui uns anos, com QUEM vamos estar. Só sabemos ‘viver o momento’ e fim. Algumas pessoas, como eu, que às vezes não acreditam no amor. Outras, por outro lado, vivem atrás disso, da pessoa ‘ideal’. Isso me faz lembrar meu pai, eu sempre via meu irmão e ele discutindo. Ethan sempre fora um pouco rebelde de mais, e, meu pai sempre correto, tentava impedir ele. Meu pai sempre foi um homem certo e ninguém podia falar mal dele, mas meu irmão me fazia chorar com algumas atitudes que pareciam magoar meu pobre pai. Um dia, Ethan chegou muito tarde em casa – e bêbado -. Meu pai, obvio, chegou perto dele e perguntou calmamente onde ele estava e ele disse “Não é da sua conta. Você acha que sabe de tudo, mas, é só um velho que não tem vida própria e sofre por que sabe que ninguém aguenta esse seu jeito correto de ser”. A cara de meu pai ficara como sempre, normal. Mas, podia ver além disso, uma tristeza se formava em seus olhos. Depois disso, papai sempre ficava calado. Um dia, eu, apenas uma inocente criança com algo que lhe quebrava o coração – a tristeza de seu pai – sorri e cheguei mais perto dele enquanto se arrumava para o seu trabalho de sempre: contador. “Papai, por que o senhor anda triste?” disse ainda sorrindo, ele me pegou e me sentou ao seu lado. Lembro-me como se fosse ontem, minha mãe dormia e meu irmão estava no banho. “Não queria estar triste, tenho você, minha princesinha” uma lagrima escorreu de seus olhos e eu olhava assustada tudo aquilo “Seu irmão está em uma fase complicada de vida, temos que apoia-lo, mas o que ele diz não deixa de ser verdade”. Eu queria parar aquilo então disse o que uma criança geralmente não dizia, pois, não tinha noção das coisas “O que ele disse não é verdade, você é o máximo papai. Todos te adoram!” e um sorriso apareceu no rosto dele. Senti-me a melhor pessoa do mundo, e, dez da sua morte, me sentia feliz toda vez que me recordava disso, afinal ele era uma pessoa boa, sempre foi. Fazia tudo que podia para as pessoas, até as que ele não conhecia. Quando afastou esses pensamentos, percebeu uma lagrima em seu rosto. Resolveu então dormir para estar preparada para seu primeiro dia. “Querido Diário, Cheguei em casa, joguei a mochila no chão e suspirei, sentimentos vazios e pessoas vazias estavam por todo lado. Liguei o computador, fechei a porta e gritos no silêncio me incomodavam. Minha vida não costumava fazer sentido. Então, escorre uma lágrima ao ler coisas que não eram pra estar ali. Havia medo nas paredes pretas, no silencio enorme em que eu me encontrava, que para mim, era apenas minha rotina. Não, o dia não estava lindo. Abri a janela e alguns pingos de chuva molharam minha camiseta branca do uniforme, me joguei na cama e coloquei meus fones. Para alguns, eu sou uma piada e tenho depressão, só por ser diferente. Para mim é apenas uma forma de fugir da ignorância de toda aquela gente lá fora. O que pode fazer o coração de alguém como eu "voltar" a bater? Bom, acho que vocês já sentiram, ou já pelo menos leram sobre o amor. A bochecha rosada dela quando vê ele, coloca um pouco de infelicidade em mim, me faz perder o chão. E ela? Não, ela não podia sentir o mesmo, a vida não tinha o mínimo sentido. O coração dele estava nas mãos dela, e, por isso, não poderia bater por mim. E, assim, preferi recorrer aos livros, às músicas, o que podia ser real pra mim, mas acho que pela primeira vez na minha vida estava realmente disposta á lutar por alguém. Com amor, Laura.” Meu primeiro dia foi legal, logo que cheguei ao colégio às pessoas me olharam curiosas sobre quem era a pessoa que estava ali, com um livro do Harry Potter em mãos e com seu jeito tímido. Estava um dia bonito, o sol batia em sua face e a cegava. Viu um lugar perfeito para ler, em baixo de uma árvore ali, onde o sol não batia tão forte. Sentou-se e abriu o livro, começou a ler e esqueceu-se de tudo e todos em seu redor. Até que sentiu a necessidade de olhar para cima, e, viu um rosto conhecido. O único. Quando se virou em minha direção, sabia, não queria estar ali. Ele olhou disse um “oi” em silêncio e sorriu como nunca. Logo depois, chegou uma loira com uma mini roupa rosa, talvez até menor do que as garçonetes do restaurante que tivera ido com ele. Eles se beijaram.
Sentiu um vazio, uma tristeza. Não gostava dele, obvio, mas não sabia por que se sentia tão mal. (N/a; Narra agora em 3° pessoa, ui.. chik) Zayn olhou uma última vez á procura do rosto de Laura e se sentiu triste ao ver que a menina não estava mais ali. Voltou seu olhar para Hanna e sorriu fraco.
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