Claim Piece

3 A chuva caia lá fora


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOI DE NOVOOOOOOOOOOOOO *-* tá, menos

(n/a: Coloque para tocar... https://www.youtube.com/watch?v=27nHtyAeiUU&list=RD02_P8xxtBFSJ8 )


Eles foram conversando, enquanto Zayn a levava para uma lanchonete ali perto. Chegando lá, se sentaram em uma das cadeiras e continuaram a conversar. Ele olhou no fundo dos olhos dela, e ela fez o mesmo. Sorriu envergonhada, e olhou para o chão.

– Então Zayn, o que está indo fazer em Rosewood? – Ela disse enquanto ele fazia sinal para a garçonete.

– Eu sempre morei lá, mas passei as férias fora. Agora que voltou às aulas, eu voltei pra lá. – Parou e falou para a garçonete o que desejava e Laura fez o mesmo – Logo, irei morar sozinho. Já que meu Pai está trabalhando na empresa dele.

– Sozinho? – Ela arregalou os olhos e sorriu – UAU!

– Nem é tudo isso... – Disse dando um gole em sua bebida e olhando pela janela.

Lá fora, a chuva caia.

– É sim, é um grande passo – Laura sorriu.

– E você? Está indo morar?

– Estou – Sorriu e logo a garçonete, que com sua ‘mini roupa’ se curvou para colocar os lanches que pedimos. Não me admirava Zayn ter-me trago aqui.

– Me diga só uma coisa... – Laura olhou um pouco curiosa – Você torce pelos Dallas Cowboys né?

– Desculpa te decepcionar, Cowboy, mas eu torço pelos Vikings. – Piscou para ele e sorriu.

– Ahhhhh não! – Decepcionado olhou para baixo por alguns segundos, depois olhou para ela e sorriu.

Ela riu.

– Faz muito tempo que eu não fico rindo assim... – Ela disse olhando para fora da janela e pensando.

– Por quê? – Falou enquanto acabava com sua enorme fome.

– Não gosto de falar disso...

Uma lagrima escorreu pelo seu rosto e ela desejou no fundo do seu coração que ele não tenha visto. Mas, ela se decepcionou. Ele passou a mão no rosto dela e fez a lagrima desaparecer e um sorriso surgir.

– Está tudo bem, sei muito bem como é... – Sua voz falhou.

– É... – Olhou para a mesa e os dois tinham terminado – Acho melhor eu ir agora, Zayn.

– Já?

Ele disse se levantando atrás dela.

– Sim... Meu irmão deve estar me esperando, vou ir morar com ele.

– Tudo bem, eu te levo então. (n/a: coloque https://www.youtube.com/watch?v=27nHtyAeiUU&list=RD02_P8xxtBFSJ8 )

Eles corriam na chuva. Ela ria daquela cena e ele ficava sério, o que a fazia rir mais.

E ele adorava aquele sorriso.

Um taxi passou e ele fez sinal para o mesmo parar, sem sucesso.

– Coitadinho... Não sabe nem chamar um taxi. Veja e aprenda – Ela disse e assoviou.

O taxi parou no mesmo instante e ele bateu palmas zoando com ela.

Os dois entraram no Taxi e no caminho foram quietos, olhando a chuva. Quando o TAXI parou em frente à casa do irmão de Laura, seu coração acelerou.

– Então é isso... Quem sabe nós trombamos qualquer dia desses.

Ele assentiu.

– Espero não ter que te salvar de um psicopata novamente.

– Vou tentar não andar por becos escuros, obrigada. – Ela sorriu e saiu do carro.

Correu em direção á porta, tocou à campainha e olhou para trás. Acenou para ele e logo depois a porta abriu.

Olhou para a porta e pulou nele.

– Ethan! – Ela disse abraçando o irmão.

Quando eles eram pequenos, Ethan sempre cuidava dela. Então, seus pais morreram e ele acabou indo pra Faculdade. Ela ainda lembrava as palavras dele... “Eu não estou te abandonando, eu te amo, Irmãzinha”, e isso doía. Eu ia ao quarto dele á noite e dizia “Ei, eu estou com sono, pare de falar com seus amigos pelo computador” ele ria e dizia “Vai dormir baixinha”. Tínhamos nossos desentendimentos iguais todos os irmãos, mas eu o amava. Muito. Quando nós íamos viajar, eram os momentos mais legais entre a gente. No rádio, tocava Legião Urbana, eu e ele cantávamos rindo e felizes. Uma felicidade que não durou muito.

Ele a apertou forte.

– Você está bem? – Ele parecia preocupado, o que não é de menos.

– Estou melhor...

– Entre. – Deu espaço para ela passar e pegou sua mochila.

Laura entrou e se jogou no sofá.

– Dia longo? – Ele perguntou tirando os pés dela do sofá e se sentando.

Ela assentiu.

Logo, se levantou e ficou encarando Ethan.

– Que foi? – Disse olhando pra ela e depois para a TV.

– Onde é meu quarto?

– Ahh... Lá em cima. – Se levantou e levou ela até a porta do seu quarto. – Bem-Vinda ao seu novo canto. – Sorriu de canto á canto.

Ela abriu a porta e se surpreendeu. Era um pouco menor que seu antigo quarto, mas, estava decorado do jeitinho que ela sempre sonhou. Postêrs de suas bandas de Rock favoritas, de seus filmes prediletos e, lá no canto, havia um quadro... Com várias fotos de Laura e Ethan quando eram menores. Quis chorar. Apesar de tudo que passou, recomeçar sua vida em outro lugar e com seu irmão ao seu lado, era a melhor coisa que lhe acontecia em muito tempo.

– Gostou? – Disse antes de Laura pular em seus braços novamente e lhe dar um abraço bem apertado. – Ainda bem, estava nervoso. Acho que você devia descansar, amanhã é sexta-feira e você não precisa ir ao colégio, se quiser... – Ele fez uma cara estranha e torceu o nariz. Sabia que ele estava escondendo algo.

– E você vai fazer o que? – Disse enquanto tirava suas roupas, meias, roupa intima, e afins, da mochila.

– Vou a uma festa... Não quero te deixar sozinha, então, vai comigo? – Ele sorriu... Como ela poderia negar algo a ele?

– Claro. – Ele sorriu e quando foi abraçar ela – Agora sem abraços, tá muito meloso isso... Deixa-me descansar.

– Tá bom, rainha. – E saiu.

Sentia-se feliz, mas não por causa de alguém... Feliz por ela. Ela superou tantas coisas na vida, e, ainda estava ali. Sorrindo.

Terminou de guardar suas roupas e organizar seu quarto, – coisa que com certeza o Ethan, não fez -. Foi ao banheiro. Olhou-se no espelho e em sua cabeça passou tudo que viveu até aquele momento. Tudo era tão complicado, nunca tinha sido fácil. Mas, agora, ela se sentia em paz. Quem nunca se sentiu triste quando uma tentativa de sucesso frustrada? Quando amou alguém, e o perdeu. Pessoas que, amam carinho e atenção e não os tem.

Bom, sua vida não era nada ruim comparada a muitas pessoas que tinham problemas maiores. Mas ela não podia diminuir sua dor com apenas essas palavras. Agora se sentia feliz de um jeito estranho. Feliz, mas com um vazio.

Colocou seu pijama, e foi dormir.