Ciumenta

1 Capítulo único


Notas iniciais
One fofa com o casal GaaIno. Eu amo esse casal, apesar de não "existir" no anime.
Pov's Ino na one inteira.

Ah, estou tão feliz que finalmente consegui uma folga do hospital! Sabe, eu amo trabalhar lá, amo ser médica, amo ajudar as pessoas, porém eu também amo cuidar de mim mesma e de Gaara. Sim, foi isso mesmo que você leu! Eu, Yamanaka Ino, consegui domar o Kazekage de Suna. Eu sei, sou demais.

Durante esses quatro dias, ficarei na casa dele – que ele divide com a Temari e o Kankurou. E por isso o Shika vai comigo. – e poderei matar um pouco da saudade! Poxa, nunca imaginei que fosse tão difícil esse lance de relacionamento a distancia! Aquela Sakura testuda que é sortuda, tem o namorado praticamente colado nela! Pois é, o Sasuke-kun voltou pra vila e depois de ser julgado pelo conselho, acabou sendo inocentado.

- Ahhh, vai demorar muito para chegar? – reclamei pela terceira vez. Estava muito calor! Acho que vou derreter!

- Ino, você já me perguntou isso cinco vezes nos últimos dez minutos. – Shika me respondeu com a mesma expressão de sempre. Não entendo como ele pode ser tão calmo. Engraçado que um dia a Temari me disse que na cama ele não é nada tranquilo...

- Foram só três. – retruquei emburrada e cruzando os braços. Eu ainda não sei porque não podemos ir pulando. É bem mais rápido, fácil e cansa menos. Mentira, cansa mais.

- Cinco. – rebateu sorrindo de lado. – Até parece que essa é a primeira vez que você vai pra lá.

Suspirei frustrada. Ele tinha razão. Por Gaara ser o Kazekage ele não podia ir à Konoha sempre, o que resultava em eu ter que me deslocar para vê-lo.

- Nas outras vezes, o caminho parecia mais curto. – retorqui em tom infantil. A verdade é que eu me sentia ansiosa para ver meu lindo e gostoso namorado. Confesso. Estou carente. Terrivelmente carente.

- Nas outras vezes você não estava louca para transar com Gaara. – riu de seu próprio comentário e eu senti uma veia saltar de minha testa. Isso não podia estar escrito na minha cara! Como ele descobriu? Acho que vou ter que calar a boca dele com alguma coisa...

- Até parece que você também não es-

Uma voz feminina adentrou meus ouvidos apurados e olhei para frente percebendo que já estávamos perto da entrada da vila. Gaara e Temari estavam no portão nos esperando. E tinha mais uma pessoa também. Uma mulher. Uma mulher morena. É AQUELA VACA DA MATSURI DE NOVO! POR QUE TODA VEZ QUE EU VENHO AQUI ESSA VADIA ESTÁ PERTO DOMEUNAMORADO?!

Bufei sentindo a raiva emanar de todo o meu corpo e fui até eles, passando direto por Temari – que nem ligou para falar a verdade, acho que ela tinha coisa mais importante para fazer – e parando na frente da puta, digo, Matsuri.

- Oh, que bom ver você! – ela sorriu. Falsamente, devo acrescentar. Evocêé o caramba, ésenhorita!

- Pena que não posso dizer o mesmo. – forcei um sorriso e ela fechou a cara. Garota chata, irritante, mal comida, feia, horrível, sem graça.

- Ino... – Gaara me repreendeu pousando sua mão em meu ombro. Ah! Ele também tem culpa no cartório!

- Olá pra você também, amor. – sorri sarcástica tirando a mão dele de mim. Ele me lançou um olhar feio e eu o ignorei. Com o tempo, aprendi a não ter mais medo de Gaara. Na verdade, acho que as vezes é ele que tem medo de mim...

- Começou... – ele sussurrou frustrado e abrindo um documento. Arqueei a sobrancelha. Eu não andei tudo aquilo pra ele me trocar por um bando de papel!

Peguei a pasta das mãos dele e soquei no peito de Matsuri. Ambos me olharam surpresos.

- Durante o tempo que eu estiver aqui, não quero ver essas folhas. – mandei direcionando meu olhar pra puta, quer dizer, Matsuri. – Gaara vai ser só meu e eu não estou afim de dividi-lo com ninguém.

- Ino, isso é ridículo. Eu sou o Kazekage da vila. Não posso simplesmente deixar os documentos de lado. – Gaara estava sério. Ele era realmente responsável. Bem diferente de mim, devo admitir.

Acho que vou ter que apelar.

- Então, os documentos são mais importantes que eu? – estreitei os olhos para as folhas. Elas eram as culpadas! Ah, se eu pudesse, tacava fogo em todas!

- O que? Tem noção do quanto isso é ridículo? – Matsuri riu. Eu a encarei não entendendo o motivo de tanta graça. Aliás, quem tinha chamado essa garota pra conversa?

- Ridícula é você que nem foi chamada pra conversa e tá dando palpite. – rolei os olhos e cruzei os braços. – Isso é uma conversa de casal, se não percebeu.

- Ino! – Gaara me repreendeu de novo. Olhei-o indignada. O que eu tinha feito de errado? Eu só disse a verdade, oras!

- Você pode ser a namorada dele, mas sou eu que passo mais tempo com ele. – ela rebateu desdenhosa. Ai, doeu até na alma! Poxa, não precisava jogar na cara!

- Isso porque eu não moro em Suna. – dei de ombros fingindo indiferença. No entanto, em minha mente já me imaginava torcendo o pescoço dessa idiota.

- É comigo que ele almoça todos os dias também. – ela sorriu como se tivesse ganhado a batalha.

Espera... ELA DISSE O QUE? COMO ASSIM ALMOÇAM JUNTOS? AI.MEU.DEUS ACHO QUE VOU SURTAR!!

- Vocês duas estão sendo infantis. – Gaara suava frio. Ele evitava me olhar. Eu o fitei desconfiada. Se ele está achando que vai se livrar de uma explicação, está muito enganado.

- Foi ela que começou! – Matsuri apontou pra mim. Já disse que ela é uma vaca? Da pior espécie ainda. Daquelas que ninguém compra. Daquelas que cagam super fedido. Daquelas que são nojentas e comem seus próprios cocôs. Daquelas que... ahhh, que nojo! Melhor parar antes que fique com vontade de vomitar, eca!

- Isso não interessa. – ele voltou a falar, mas agora parecia normal. Pegou em minha mão e começou a me puxar em direção a sua casa. Em algum momento de nossa conversa, Shikamaru e Temari tinham vazado.

- Se eu te ver de novo juro que te capo! – exclamei pra Matsuri. Franzi as sobrancelhas. Isso fez sentido? Digo, como eu vou capar ela?

Enfim, isso não importa! Agora, eu sou apenas do Gaara e ele é apenas meu, certo?

Errado.

--x—

- Precisava de todo aquele show? – indagou assim que entramos em seu quarto. Ele parecia irritado. Bem irritado.

- Ela dá em cima de você na maior cara dura. – encolhi os ombros. Não me arrependia de ter uma única palavra.

- Eu sei. – suspirou cansado e eu o olhei incrédula. Se ele sabe, por que não a demitiu ainda? – Mas ela é uma ótima funcionária.

De fato, isso explica muita coisa. Entretanto, eu ainda preferia que o Kankurou estivesse no lugar dela. Aff, por que meu cunhado não nasceu com os mesmos dotes administrativos do irmão? Apesar de que ele representava Gaara quando o mesmo não podia comparecer nas reuniões...

- Ela é ridícula. – resmunguei sentando na cama e deixando meu corpo cair no colchão macio. Ah, como eu adorava a cama dele!

- Você é muito ciumenta. – sorriu de canto indo até a cama e ficando sobre mim.

- Sou mesmo. – sorri sapeca. – E mesmo assim você quis ficar comigo.

- É esse seu jeito que me encantou. – fez um leve carinho em minha bochecha. – Achei que nunca chegaria a conhecer o amor.

- Bem irônico você dizer isso e ter um kanji tatuado essa palavra na sua testa. – ri da expressão emburrada dele. Já disse que Gaara fica um fofo dessa maneira?

- Sem graça. – ele rebateu tirando minha franja de meus olhos. – Não precisa ter ciúmes, você sabe que eu sou apenas seu.

- É, mas almoça junto com ela todos os dias. – tentei imitar a voz irritante dela. Fala sério, né. Acho que não conheço ninguém na face da terra que tenha uma voz tão chata quanto a dela!

- Só foram algumas vezes. – riu levemente. – E porque Kankurou e Temari não estavam na vila.

- Devo acreditar? – franzi as sobrancelhas ainda desconfiada.

- Prefere acreditar nela do que em seu namorado? – ele parecia realmente magoado. – Ok né. – começou a levantar de cima de mim.

- Ei, não precisa levantar. – puxei-o de volta. Gostava de sentir o calor de Gaara tão de perto. Me passava uma paz tão grande...

- Você não confia em mim. – abaixou a cabeça tentando mais uma vez levantar, porém segurei seus braços na cama.

- Eu confio sim! – afirmei começando a me preocupar. Ele estava realmente falando sério? Como ele poderia achar isso? Eu seria capaz de morrer por ele!

- Eu sei. – um sorrisinho sacana surgiu em seus lábios e eu tive vontade de socar sua cara. – Adoro quando você fica assim.

- Idiota. – soltei os braços dele e virei meu rosto irritada. Odeio brincadeiras desse tipo.

- Ei, não fica assim. – chamou enquanto afagava meu cabelo. – Ino...

Ignorei continuando a olhar para a parede. De repente aquele ponto preto ali pareceu tão interessante...

- Ino... – permaneceu chamando e dessa vez distribuindo leves beijos no vão de meu pescoço. Desgraçado, sabe que é meu ponto frágil!

- Para de me torturar. – sussurrei fechando os olhos. Gaara era tão mal!

- Só se você olhar pra mim. – disse e eu virei meu rosto voltando a fitar aqueles verdes intensos. – Eu nunca vou te trocar por outra.

- Eu sei disso. – sorri de forma meiga, pelo menos acho. – Só uma coisa.

- O que? – ele perguntou curioso. Gaara parecia um menino vendo-o assim. Não era mais aquele adolescente que teve que amadurecer cedo demais.

- Não quero mais saber de almoços com Matsuri. – cruzei os braços fazendo um bico.

- Combinado. – riu divertido. – Em troca, também quero algo.

- Diga. – eu também fiquei deveras curiosa para saber o que ele queria.

- Um beijo. – pediu se aproximando mais de mim.

- Só um? – ri vendo ele manear a cabeça negativamente. Logo, senti seus lábios tomarem os meus com força. O beijo de Gaara era sempre assim. Feroz e apaixonado, rápido e lento, molhado e seco, desejoso e romântico. E mais do que tudo, vicioso.

Sorri entre o beijo descruzando os braços e os levando até o pescoço dele intensificando ainda mais nosso contato.

Não importasse o quanto eu tentasse, eu nunca conseguiria controlar meu ciúmes. Porque eu sou ciumenta mesmo. E ainda mais quando se refere à Gaara. Ele é meu e de mais ninguém. Ops, acho que além de ciumenta sou possessiva também...

Senti algo bater em minha cabeça e me separei dele para ver o que tinha me acertado. Era um pergaminho. Mas o que raios...?

- A reunião! — Gaara parecia ter se lembrado de algo ao puxar o papel de minha mão. Reunião? Ele não estava realmente achando que ia para algum lugar, né?

- Eu já disse que você não vai sair de perto de mim hoje. — falei pegando o pergaminho de volta e rasgando-o. — Nem se atreva a ir nessa maldita reunião.

Gaara suspirou derrotado. Eu sempre ganhava.

- Posso pelo menos pedir que Kankurou vá no meu lugar? — ele me olhou indo até a porta. É, pelo menos meu cunhado servia pra alguma coisa. Ok, maldade da minha parte. Kankurou era legal.

Assenti sorrindo e voltando a sentar na cama. É, Matsuri, se depender de mim você vai ficar um bom tempo sem ver seu chefe.

Notas finais
Então, o que acharam? Ino não é nenhum pouco ciumenta, né? ♥ KKKKKKKKKKK
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!