City of stars

4 Cause all that I need is this crazy feeling...


Notas iniciais
Oieee, meus amores! ♡ Sejam bem-vindos ao Capítulo 4! Esse capítulo é uma verdadeira montanha-russa de emoções. Temos de tudo um pouco: momentos superfofos de família, conversas sinceras de madrugada, o peso dos dilemas da vida real e, claro, aquele romance de suspirar que a gente ama com o cenário mais perfeito de Los Angeles ao fundo! Preparem o coração porque a química e a sintonia estão fortíssimas por aqui, mas a vida também insiste em trazer seus pequenos solavancos... Antes de irem para a leitura, vocês já sabem, né? Deixem muitos comentários! Quero saber qual foi a cena favorita de vocês, o que acharam das conversas e como tá o coração com o rumo que as coisas estão tomando. O carinho e a reação de vocês são o que me dão gás para voltar correndo com o próximo capítulo! Boa leitura, aproveitem cada linha e até logo! Beijos gigantes! ✨🎷🌅✨

Capítulo 4: Cause all that I need is this crazy feeling...

A madrugada já avançava em silêncio absoluto pela mansão da família Masen quando o Volvo prata estacionou na garagem. Edward subiu as escadas com passos leves, sentindo um calor no peito que há muito tempo não experimentava. Ao invés de ir para o quarto, seus pés o levaram diretamente para a espaçosa sala de música.

Ele sentou-se em frente ao piano de cauda de madeira escura. Ergueu a tampa e deixou os dedos deslizarem sobre as teclas de marfim. Uma melodia inédita começou a fluir de forma natural e apaixonada, notas doces, levemente melancólicas e repletas de um lirismo suave que pareciam traduzir cada olhar e cada risada de Bella no observatório.

— É a melodia mais linda que você compôs nos últimos anos... — disse uma voz suave vinda do corredor.

Edward pausou os dedos sobre as teclas e olhou para trás. Esme, a governanta da família que o criara com o carinho e o amor de uma verdadeira mãe desde que ele era garoto, estava parada na porta, usando um ropão elegante e segurando uma xícara de chá.

— Desculpe se te acordei, Esme — murmurou ele com um sorriso tímido.

— Você não me acordou, querido. E mesmo se tivesse, valeria a pena para ouvir isso — respondeu ela, aproximando-se e acariciando os cabelos acobreados dele. — Essa música tem um brilho diferente. Quem é ela, Edward?

Edward baixou os olhos para as teclas, sentindo as bochechas esquentarem ligeiramente antes de responder em um tom quase reverente.

— O nome dela é Bella, Esme. Nós saímos hoje... e eu acho que estou completamente apaixonado por ela.

Esme abriu um sorriso radiante, os olhos brilhando de emoção ao ver o brilho de felicidade no rosto do rapaz.

— Eu sabia! — exclamou ela, dando um abraço carinhoso no ombro dele. — Meu Deus, Edward, você precisa trazê-la para jantar aqui na mansão! Eu faço questão de preparar tudo e quero muito conhecê-la.

— Conhecer quem? — a voz grave e divertida de Emmett ecoou ao entrarem na sala ao lado de Rosalie, ambos vestindo roupas confortáveis. — O Edward finalmente arranjou uma namorada e não contou pra gente?

— É a garota misteriosa do evento, não é? — perguntou Rosalie com um sorriso cúmplice, cruzando os braços. — Esme está coberta de razão. Traga essa garota aqui. Queremos ver quem conseguiu desarmar o grande Edward Masen.

— Calma, pessoal! — riu Edward, erguendo as mãos defensivamente, embora o sorriso em seu rosto entregasse o quanto a ideia o agradava. — Eu vou convidá-la, prometo.

Do outro lado da cidade, o alarme do celular de Bella tocou pontualmente às 4h30 da manhã.

Ela se espreguiçou na cama estreita, sentindo o cansaço do corpo, mas um sorriso involuntário surgiu em seus lábios assim que seus olhos bateram no vaso sobre a mesa de cabeceira. As gérberas rosas presenteadas por Edward continuavam radiantes. Bella passou a ponta dos dedos delicadamente pelas pétalas, relembrando a sensação morna e avassaladora dos beijos que trocarem no planetário sob o teto estrelado.

Ao ir para a sala, encontrou Renée sentada no tapete em posição de lótus, meditando em silêncio sob a luz fraca do amanhecer.

— Bom dia, mãe — murmurou Bella, indo até a cozinha para ligar a cafeteira.

Renée abriu os olhos e deu um sorriso acolhedor, levantando-se para se juntar à filha na bancada enquanto o aroma de café fresco preenchia o espaço.

— Bom dia, meu amor! E então? Como foi o restante da noite com o Edward? Você chegou e eu já estava dormindo.

Bella sentou-se na cadeira, segurando a xícara fumegante entre as mãos, com os olhos brilhando.

— Foi incrível, mãe. O filme quebrou no cinema e nós fomos para o Observatório Griffith. Ele me levou para ver as estrelas no planetário e... nós nos beijamos. Foi mágico.

Renée ergueu as sobrancelhas com entusiasmo e disparou sem filtro:

— Então vocês estão namorando?

Bella quase engasgou com o gole de café e soltou uma risada abafada.

— Mãe! Acho que não, né? Nós acabamos de nos conhecer... Estamos apenas nos conhecendo e saindo.

— Ah, mas do jeito que ele olhava para você na porta ontem, duvido muito que seja só “saindo” — provocou Renée piscando cumplicemente.

Às seis da manhã, Bella já estava devidamente uniformizada na cafeteria da Warner Bross, onde trabalhava no turno da manhã. O ambiente cheirava a grãos torrados e doces recém-assados. Enquanto ela preparava o vaporizador da máquina de espresso, Jasper aproximou-se do balcão, ajeitando o avental sobre as roupas.

— Bom dia, Bella — disse ele com um sorriso caloroso. — Como foi o seu domingo?

— Foi ótimo, Jas! E o seu? — respondeu ela, sem tirar os olhos das xícaras.

— Foi tranquilo. Na verdade, eu estava pensando em você... — Jasper apoiou os cotovelos no balcão, hesitando por um segundo. — Estreia esta semana aquela montagem clássica do musical A Noviça Rebelde no teatro central. Eu consegui dois ingressos e pensei que a gente podia ir assistir juntos e depois sair para jantar. O que acha?

Bella sorriu com a gentileza do amigo e respondeu com entusiasmo sincero:

— Ah, Jas, eu adoraria! Que ideia incrível! Inclusive, vou chamar o Edward para ir com a gente assistir A Noviça Rebelde também, tenho certeza de que ele vai amar!

O sorriso no rosto de Jasper desapareceu instantaneamente. Suas feições endureceram e um brilho de desconforto e ciúmes tomou conta de seus olhos.

— Edward? — repetiu ele, o tom de voz subitamente frio. — Quem é Edward, Bella?

Bella piscou, surpresa com a mudança repentina de atitude do amigo, e explicou de forma simples:

— É o rapaz que eu conheci no evento de gala…Nós estamos saindo, Jas.

Jasper fechou as mãos em punhos sobre a bancada, visivelmente aborrecido e alterado pela revelação.

— Como assim vocês estão saindo? Você conhece esse cara há alguns dias, Bella!

— Jasper, eu não tô entendendo... — disse Bella, dando um passo para trás, chocada com a reação defensiva dele. — Por que você está reagindo assim?

— Eu estou reagindo assim porque eu achei que a gente tivesse algo! — disparou Jasper, aumentando o tom de voz na cafeteria ainda vazia.

— Como assim, Jas? — Bella franziu a testa, sentindo o peito apertar de angústia. — Você é o meu melhor amigo! Eu amo você como meu irmão...

— Mas eu não amo você como irmã! — interrompeu ele com amargura e dor na voz, dando um passo à frente. — Bella, eu sou completamente apaixonado por você! Sempre fui! Você é cega ou nunca percebeu isso?!

— Jasper, para! Não faz isso... — pediu Bella, a voz embargada pela mágoa da briga inesperada. — Você nunca me disse nada e eu sempre fui transparente com você! Eu não posso corresponder a algo que eu não sinto!

— É claro que não pode... É muito mais fácil se encantar por um cara qualquer que apareceu ontem do que enxergar quem esteve ao seu lado esse tempo todo! — rebateu Jasper com rispidez.

Sem esperar por uma resposta, Jasper tirou o avental com violência, jogou-o sobre o balcão e caminhou pisando fundo em direção aos fundos da loja, deixando Bella sozinha, paralisada e com o coração despedaçado pelo fim trágico da amizade.

Ao término do seu turno, exausta física e emocionalmente após o clima pesado com Jasper, Bella caminhou em silêncio até a estação e embarcou no metrô lotado. A composição chacoalhava pelos trilhos enquanto ela se segurava em um dos apoios de metal.

Faltavam poucos minutos para o meio-dia quando o celular em seu bolso começou a vibrar. Ao ver o nome de Edward na tela, a tensão em seus ombros pareceu ceder um pouco.

— Alô? — atendeu ela.

Bom dia, Bella... — a voz de Edward soou grave, aveludada e levemente preguiçosa, com aquele tom acolhedor de quem havia acordado há pouco tempo.

Bella não segurou uma risada fraca diante do contraste.

— Eu estou trabalhando desde as cinco da manhã, Edward! Então já é boa tarde para mim — brincou ela.

Meu Deus, eu me sinto até culpado agora — riu ele do outro lado da linha, o som trazendo um alívio imediato ao coração de Bella. — Prometo me redimir. Que tal se eu passar para te pegar esta tarde? Quero te levar a um lugar especial.

— Aonde você quer me levar dessa vez, senhor Masen? — perguntou ela, curiosa.

No The Lighthouse Café. É um clube de jazz lendário perto da praia. O que me diz de passarmos a tarde ouvindo boa música e tomando um café descente?

Um sorriso doce voltou a transparecer no rosto de Bella enquanto o metrô avançava pela cidade.

— Eu digo que é uma oferta irrecusável, Edward. Aceito com todo o prazer.

O Volvo prata encostou com suavidade em frente ao charmoso The Lighthouse Café, cujas portas de madeira e letreiro vintage emanavam o som envolvente de um saxofone aquecendo ao fundo. Quando Edward e Bella entraram no ambiente acolhedor, iluminado por luzes amareladas e decorado com fotografias históricas do gênero musical, foram tomados por uma atmosfera mágica e saudosista.

Eles se acomodaram em uma mesa redonda de canto, próxima ao palco. Empolgados, decidiram pedir um verdadeiro banquete de café: experimentaram desde espressos aromáticos com toques de avelã até lattes cremosos salpicados de canela, dividindo uma fatia generosa de torta de morango com chantilly caseiro.

— Isso aqui está simplesmente divino — disse Bella, levando uma garfada da torta à boca e fechando os olhos para apreciar o sabor.

— Eu sabia que você ia gostar — sorriu Edward, limpando com cuidado o canto do lábio dela com um guardanapo de papel. Ele apoiou os cotovelos na mesa, encarando-a com atenção genuína. — Mas me conta, Bella... Qual é o seu maior sonho? Aquele que faz seu coração acelerar só de pensar?

Bella fez uma pausa, olhando para a xícara de café antes de encarar os olhos verdes de Edward com uma mistura de vulnerabilidade e determinação.

— Eu quero ser uma grande atriz. Quero poder dar vida a histórias profundas, emocionar as pessoas no teatro e no cinema... Esse é o meu maior sonho.

Edward abriu um sorriso encantador e brincou, inclinando-se um pouco mais na direção dela:

— Bom, então você vive na cidade certa, não acha? Afinal, Los Angeles é a cidade das estrelas. E eu tenho certeza absoluta de que LA brilha diferente para você, Bella.

Bella soltou uma risada doce e tímida, arrumando uma mecha de cabelo atrás da orelha.

— A minha mãe sempre me disse exatamente isso: que a cidade das estrelas torna os sonhos realidade. — Ela fez uma pausa e o encarou de volta. — E você, Edward? Qual é o seu sonho?

— O meu sonho? — ele refletiu por um segundo, o olhar brilhando. — É abrir o meu próprio clube de jazz. Um lugar aconchegante onde eu possa ensinar para as pessoas o que é música boa de verdade, um refúgio para quem ama arte.

Antes que Bella pudesse responder, o saxofonista da banda do local acenou na direção da mesa deles. Edward havia conversado com os músicos antes de se sentarem. Ele se levantou, deu um piscar de olhos divertido para Bella e caminhou até o palco, acomodando-se ao piano de cauda.

Quando os dedos de Edward tocaram as teclas, um improviso de jazz brilhante e cheio de alma preencheu o restaurante. Bella ficou completamente paralisada na mesa, apoiando o queixo nas mãos e olhando para ele com um olhar transbordando encantamento e fascínio. Ele tocava com uma entrega apaixonada, sorrindo de canto toda vez que cruzava seu olhar com o dela.

Mais tarde, ao deixarem o café, os dois foram passear pelo píer de Santa Monica. O céu de Los Angeles estava tingido por nuances espetaculares de laranja, rosa e violeta enquanto o sol começava a se despedir no horizonte sobre o oceano Pacífico.

Enquanto caminhavam lado a lado pela madeira do píer, embalados pela brisa marítima fresca, Edward começou a assobiar suavemente a melodia da música que havia composto para ela na noite anterior.

Bella parou de andar subitamente, virando-se de frente para ele. Ela ficou ali, parada, admirando cada detalhe do rosto dele sob a luz dourada do fim de tarde.

Edward parou de assobiar e perguntou, sorrindo com carinho:

— O que foi?

Bella sorriu de volta, os olhos brilhando de emoção:

— Nada... Eu só quero gravar esse momento na minha mente. Porque se isso for um sonho, eu quero ter certeza de que vou lembrar dele para sempre.

Edward deu um passo à frente, envolvendo a cintura dela e puxando-a para um beijo profundo e apaixonado, sob o cenário deslumbrante do pôr do sol. Quando seus lábios se separaram devagar, ele roçou o nariz no dela e murmurou com a voz aveludada:

— Eu estou muito feliz por ter encontrado você no meio da cidade das estrelas, Bella...

Eles continuaram ali, abraçados no mureta do píer, namorando e aproveitando a companhia um do outro.

— Com licença, meu jovem... — uma voz trêmula e simpática interrompeu o momento.

Um casal de velhinhos adoráveis estava parado ao lado deles. O senhor segurava uma câmera antiga e olhava para Edward com esperança.

— Você poderia tirar uma foto minha e da minha esposa com o pôr do sol ao fundo, por favor?

Edward olhou para a câmera, soltou uma risada tímida e coçou a nuca.

— Ah... eu adoraria ajudar, mas sou absolutamente péssimo tirando fotos. Eu com certeza vou cortar a cabeça de vocês — confessou ele de forma bem-humorada.

— Deixa que eu tiro! — interveio Bella prontamente, dando um sorriso caloroso para o casal e pegando a câmera.

Edward deu um passo para trás e ficou ali, encostado na mureta, admirando Bella. O olhar dele transbordava fascínio enquanto a observava se abaixar, ajustar o ângulo com paciência e conversar de forma tão doce com o casal de idosos. Naquele instante, vendo Bella emoldurada pelo pôr do sol, o peito de Edward se encheu de uma esperança vibrante de ter finalmente encontrado um grande amor na cidade dos sonhos.

— Pronto! Ficou linda! — anunciou Bella, devolvendo o equipamento para o senhor.

A idosa olhou para a imagem no visor e depois para o casal de jovens, com os olhos brilhando de ternura.

— Ficou maravilhosa! Muito obrigada, querida. Agora, por favor, deixem que eu tire uma foto de vocês dois juntos com esse pôr do sol!

— Ah, não precisa, imagina! Muito obrigada... — respondeu Bella, ficando um pouco tímida e prestes a negar gentilmente.

— Nós queremos sim! — interrompeu Edward com um sorriso radiante.

Sem hesitar, ele tirou o próprio celular do bolso, desbloqueou o aparelho e o entregou na mão da senhora. Em seguida, caminhou até Bella, abraçando-a firmemente por trás e apoiando o queixo em seu ombro enquanto a senhora registrava o momento.

Depois de agradecerem ao casal, que se despediu acenando, Edward pegou o celular de volta e olhou para a tela.

— Veja isso, Bella — disse ele, mostrando a imagem para ela.

A fotografia havia capturado com perfeição a luz dourada do anoitecer, o mar ao fundo e o sorriso sincero e radiante dos dois abraçados.

— Nossa... ficou bonita mesmo — admitiu Bella, surpresa com o resultado.

Diante dela, Edward deu alguns toques na tela e configurou a recém-tirada fotografia como plano de fundo do seu celular.

Bella soltou uma risada tímida, cobrindo levemente o rosto com as mãos.

— Edward! Você colocou como papel de parede?

Ele guardou o telefone no bolso, deu um passo à frente e segurou o queixo dela com delicadeza, exibindo aquele sorriso torto inconfundível.

— Claro que coloquei. É para eu poder ficar olhando para você toda hora...

E, sem dar espaço para que ela protestasse, Edward a puxou para si mais uma vez, selando seus lábios em um beijo apaixonado enquanto as primeiras estrelas começavam a despontar no céu de Los Angeles.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.