City of Stars

1 City of Stars


Notas iniciais
Como em sempre costumo dizer, de dia eu sou ZoRobin e a noite eu sou LawRobin ASUHAUSHAUSH

Visto que em minha busca por fics com esse casal quase não gerou resultado, resolvi eu mesma escrever uma LawRobin para saciar minha própria vontade. Aliás, eu estou com essa música MARAVILHOSA na minha cabeça e devo agradecer em especial ao meu bff Leon que nem mesmo irá ler isso pelo lindo solo dessa música que me mandou. Então eu precisava escrever algo para essa canção LINDA!

A capa achei no google imagens mesmo.

Espero que apreciem.

O nome da fic é o nome da canção da fic, aconselho lerem e ouvirem ao mesmo tempo.

— City of Stars

Era mais um jantar agitado e cheio de confusão dentro da cozinha do Sunny Go. Luffy gritava com o cozinheiro que queria mais carne, enquanto o cozinheiro reclamava com o espadachim que queria pegar uma garrafa de sake inteira na surdina. Nami socava os três com fúria e pouca paciência enquanto o atirador e a pequena rena se amedrontavam com a cena. O cyborg estranho gritava “SUUUUUPER NAMI” e o músico comentava algo sobre não ter estômago para poder comer.

Aos olhos de Law todos os integrantes estranhos daquela tripulação combinavam, pareciam harmoniosos dentro do caos diário que criavam. Como peças de um quebra-cabeça que mesmo montado revelava um caos de figuras e cores. Mas a cor roxa não se encaixava. A mulher que era conhecida como a “cria do demônio” pela marinha ou como a “filha de Ohara” por outros, parecia a parte de todo o caos. Parecia fora da bolha dos Chapéu do Palhas. Talvez ela fosse o contraposto que mantinha o equilíbrio entre o caos e a ordem.

No entanto, ela claramente se divertia com tudo aquilo e pouco fazia para findar aquela algazarra desenfreada. Uma exceção que de forma alguma se importava em ser exceção. Talvez ela entendesse o quebra-cabeça de figuras e cores desconexas. Talvez ela visse a beleza e a harmonia e entendia que eles juntos funcionavam exatamente como deviam funcionar, criando um ponto caótico fora da curva.

O cirurgião permanecera tanto tempo teorizando sobre o papel daquela mulher atípica naquele bando atípico que teve seu olhar percebido. Os orbes azuis dela encontraram com os dele e um sorriso desenhou-se nos lábios finos. Trafalgar achou que era melhor ele deixar toda aquela bagunça e se levantou rumando até a porta que levava até o deck do navio. No exterior e conforme se afastava da cozinha, ouvia apenas o som das ondas e o assobio do vento.

A lua imperava no céu em um tom amarelada, ao seu redor centenas de milhares estrelas súditas salpicavam a escuridão sem qualquer nuvem para lhe cobrir o brilho. O mar estava tranquilo, o que era mérito da navegadora que encontrou uma rota realmente muito boa e de suave navegação. Contudo quando o médico ouviu a porta da cozinha se abrir, suspirou acreditando que aquela sinfonia natural do mar e dos ventos se encerraria.

Ele estava certo. Mas pecou ao pensar que a confusão o alcançaria ali na amurada do navio onde estava encostado. Apenas alguns passos foram ouvidos. A porta se abriu novamente e mais alguns passos, mas o cirurgião preferiu fingir que não havia ouvido nada e continuou a encarar o horizonte. Permanecendo alheio a qualquer coisa que estivesse acontecendo pelo deck. Todavia, isso estava prestes a mudar quando um som grave lhe chegou aos ouvidos, era um acorde musical e a melodia lhe soava estranhamente familiar.

City of stars

Are you shining just for me?

City of stars

There's so much that I can't see

Seus olhos se arregalaram ao ouvir uma voz feminina e levemente aveludada cantar aquelas palavras. Virou-se de imediato e se deparou com o músico feito só de ossos tocando vagarosamente sua guitarra e a arqueóloga do bando sentada ao seu lado acompanhando a sinfonia. Pôde enfim lembrar-se daquela música, ouvira pela primeira vez quando Corazon ainda estava vivo e se recordou do amigo de olhos fechados apreciando cada nota musical enquanto balançava levemente a própria cabeça.

Who knows?

I felt it from the first embrace

I shared with you

That now

Our dreams

They've finally come true

Law não conseguia se lembrar do rosto dos cantores que performaram a canção na época, era demasiadamente novo. Achava curioso como um “mudo” possui especial apreço por músicas, visto que ele nunca poderia cantar, mas ele definitivamente gostava de ouvir. Trafalgar nunca se importou muito com música, sua vida não permitia espaços para esses tipos de gostos. E lá estava ele agora, assistindo a uma pequena e particular exibição.

City of stars

Just one thing everybody wants

There in the bars and through the smokescreen

Of the crowded restaurants

It's love

Yes, all we're looking for is love

From someone else

E ele precisava admitir que estava gostando, talvez Corazon pudesse ficar orgulhoso se o visse ou talvez não se percebesse que na verdade ele estava hipnotizado não pela música, mas sim pela dona da voz. Aos seus olhos ela parecia tão brilhante como uma das estrelas do céu e perfeitamente harmoniosa com a melodia, cantando em sussurros delicados. Novamente ela sentiu o olhar compenetrado dele sobre si e desta vez a morena se levantou e foi até ele com um sorriso assustadoramente encantador. Sua boca se abriu sem pensar e disse em tom baixo a palavra seguinte da música.

A rush

Sem saber como exatamente isso era possível, mas o sorriso dela se alargou ainda mais e cantou a palavra seguinte.

A glance

Ele não resistiu e seguiu cantando com ela, já estava envolto pela música e também pelo perfume dela. Não percebeu, mas estava sorrindo também.

A touch

Os olhos dela se desviaram dele e fitaram o céu todo enfeitado que lhe servia de plateia. Mas ele não conseguia de forma alguma tirar os olhos de cima dela.

A dance

A verdade é que ele não fazia ideia que se lembrava daquela música, não era o tipo de coisa que ocupava sua mente, contudo, lá estava ele cantando junto a ela. Movendo seus lábios exatamente como ela, misturando sua voz grave com a doce dela. O olhar dela recaiu novamente sobre ele e Law tinha plena certeza que estava congelado.

To look in somebody's eyes

To light up the skies

To open the world and send me reeling

A voice that says

I'll be here, and you'll be alright

I don't care if I know

Just where I will go

'Cause all that I need, this crazy feeling

Ra-ta-tat of my heart

Ela se calou e deixou a última rima para ele. Trafalgar devia ter se calado também, mas estava entorpecido demais na profundeza do azul dos olhos dela e seguiu a música. Aquelas palavras pareciam precisas para expressar seus verdadeiros sentimentos naquele instante.

I think I want it to stay

City of stars

Are you shining just for me?

City of stars

You never shined so brightly

— YOHOHOHOHO! – manifestou-se o esqueleto ao levantar-se de seu lugar e se aproximar de ambos. – Não podia imaginar que além de cirurgião também cantavas.

— Eu não canto. – respondeu rapidamente Law que deu um passo para trás ao ter sua mente liberta daquele encanto estranho.

— Oew Traffy você é muito bom mesmo cantando! – gritou Luffy do topo das escadas.

Quando o médico seguiu aquela voz com olhar viu que todos os tripulantes estavam do lado de fora da cozinha e presumiu que os haviam visto naquele momento tão estranho. Um riso baixo voltou sua atenção para a mulher a sua frente e ela estava tranquila.

— O capitão tem razão, gostaria de alguém como você para me acompanhar mais vezes.

Ele tencionou lhe responder e abriu a boca para tal, mas antes de conseguir emitir qualquer som o cozinheiro, em um ataque histérico, dizia que o cirurgião estava se aproveitando da “Robin-chanw dele”. Nesse meio tempo a pequena rena se aproximou deles, totalmente empolgada dizendo o quanto Law era realmente incrível. O cyborg gritava que queria fazer um “SUUUPER” show. A navegadora brigava com o cozinheiro e o atirador entretinha seu capitão com a história de um bando de piratas composto apenas por músicos. O espadachim tinha cara de poucos amigos como sempre. Até mesmo Kin’emon e Momonosuke estavam lá.

A confusão estava novamente instalada e absolutamente ninguém parecia ter notado em como Law e Robin estavam instantes atrás, ou pelo menos ninguém parecia se importar. Mesmo quando a arqueóloga o tomou pela mão e o levou para mais perto de seus amigos. Trafalgar não fez nada para resistir a ela, pois ela era uma mulher muito estranha e assustadoramente encantadora.

Notas finais
Será que o Zoro estava com ciúminho? rs Palpitem abaixo ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!