Notas iniciais
demooorou, mas chegoooou õ/

Jace

O grupo mais estranho de adolescentes caminhava pelo Brooklyn. A noite. Numa rua vazia. Sozinhos. Mas quem se importa com assaltos né?... mas isso não é um problema, não agora e não para esses nove que conhecemos agora. O jeito que eles andavam tranquilamente é como se falassem: Perigo? Pft, eu rio da cara do perigo. (sim, Liz, é do Rei Leão.) Eles já tinham batido de frente com o perigo. Eu e Liz também. Quase todo dia, na verdade. Nós dois já passamos por muito para o equivalente de umas três vidas, e nós conhecíamos o jeito tranquilo e relaxado deles. Era o nosso jeito. E nenhum deles reclamou do fato de estarmos no meio do Brooklyn quando era quase meia noite.

Estávamos no maior grupo que eu já tinha visto até então. 12 pessoas. Tudo isso para ir ao Instituto, e lá, como temos geralmente umas 5 pessoas lá, significa casa cheia... na verdade, casa lotada. Eu, com a minha memória genial (o que você tá rindo, Liz?) tinha que ficar repassando os nomes pela minha cabeça. Percy, Piper, Annabeth, Tina, Arya... sei lá, tinha um monte. Eu sabia o espelho ambulante, era Jason e o menino engraçadinho, Leo. E tinha o Senhor-Cara-De-Eu-Não-Confio-Em-Você-Nem-Hoje-Nem-Nunca, chamado Nicholas. Eu só fui descobrir que é Nico pela descendência italiana dele um pouco tarde demais. E eu lembrava da Tina, que tínhamos salvo há pouco tempo. Mas ela não nos parecia uma shadowhunter. Perguntamos excessivamente se ela já tinha sido atacada antes, a resposta sempre era não. Ela ficava bem quieta, cada hora olhando para um do grupinho. Não parecia tão confiante quanto os outros e acho que não sabia porque ela estava lá também. Deve ser confuso mesmo aparecer toda essa gente, querendo te levar para um lugar e descobrir o que diabos você é.

O Instituto não estava longe. Andamos uns 50 metros em silêncio até a menina Piper se pronunciar:

-Então...onde fica esse lugar?

-Não é longe -Liz respondeu brevemente

-Que resposta completa -eu falei. Ela diz que eu tenho muito sarcasmo. Eu discordo. -Andando a direita, virando e anda mais uma quadra. Perto.

-Obrigada, Jace -Liz me fitou ao dizer isso. Eu sabia da minha hipocrisia. Eu que não queria confiar neles em primeiro lugar, mas eu sou o primeiro a abrir a boca.

-Então se é perto...posso perguntar algo? — disse...Percy, eu acho. Quase certeza. (SIM, MINHA MEMÓRIA AINDA É GENIAL, LIZ. Eu não te interrompi não sua vez.)

-Pode — eu falei. Não dava para ter certeza se o cara era ou não confiável.

-Okay... então... o que exatamente vamos fazer lá? -ele falou com o mesmo tom de voz. Ele não confiava em mim tanto quanto eu não confiava nele.

-Vamos falar com Hodge. Nosso instrutor. Vamos ver se ele sabe porque nós... e vocês -eu falei essa parte com muito cuidado, não queria parecer pedante ou desrespeitoso. -fomos para o mesmo...

-Monstro -completou Nicholas. -São monstros de qualquer perspectiva. Podemos concordar nisso.

-Mas o curioso é que isso não pode ser uma coincidência. Não pode ser um acaso. Nunca temos essa sorte. -Leo falou. Ele tocou no assunto que ninguém tinha se atrevido ainda.

-Não foi "lugar certo, hora certa" -Tina concordou. Ela parecia mais relaxada.

-Por que nós teríamos que compartilhar monstros? Tem o bastante para todos nós — Annabeth ironizou, com um ar sarcástico.

-Não acho que uma pessoa... nem mesmo Hodge... vai saber responder isso. — Liz balançou a cabeça.

-Mas não custa a tentativa -Eu disse, olhando para a rua do Instituto. Eu já via aquele lugar há tanto tempo. As vezes paramos de dar valor ao que temos de melhor. O Instituto é uma igreja de estilo gótico, bem antiga. Por fora, passa meio batido, mas não é "nada de mais". É a minha casa. A única.

-Você abre? -olhei para Liz.

-Claro. -ela mal olhou na minha cara e puxou uma chave, abrindo a porta bem detalhada. Ela entrou e os outros a seguiram. Eu parei e fiquei por trás até chegar Nico. Eu cutuquei ele e falei baixo:

-Como alguém pode ter te contado?

-Bem... -ele virou para mim, sério. — Eu posso te falar uma coisa ou outra.

Eu olhei para os outros que já estavam saindo da Igreja e entrando no Instituto de verdade.

-Dê sua melhor tentativa -eu engoli a seco, e vi a porta fechando. Havia tanta gente lá, eles não iam perceber tão cedo a nossa falta. Nico parecia mais satisfeito.

-Não há tentativa -ele disse e ouvimos passos se distanciando.

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-Okay, eu estou te escutando — sentei num dos bancos. Ele parecia até confortável no ambiente da Igreja.

-Já ouviu falar de harpias? — Ele perguntou, com o olhar distante.

-Não....

-As harpias.... são criaturas da mitologia grega, frequentemente representadas como aves rapinas com feições de mulheres e ...partes do corpo -ele balançou a cabeça, como quem fala: mais ou menos. — Elas, na história de Jason, ou Jasão.... tanto faz.... foram enviadas para punir o cego rei trácio Fineu, roubando a comida dele em todas as refeições.

-Fineu? -eu balancei a cabeça, sem entender.

-Um antigo rei da Trácia. Quando os argonautas chegaram na Trácia, ele puxou uma briga e perdeu a guerra, sendo morto por Héracles.

-Quer dizer Hércules?

-Hércules é o romano. Mas enfim, Fineu era filho de Netuno e Gaia, e quando teve toda a guerra...

-Guerra?

-Para de interromper, por favor? -ele virou para mim, com uma careta. — Enfim, com a guerra de Gaia, trouxeram ele de volta a vida e ele se mudou para Oregon. De um jeito ...complicado, ele capturou várias harpias. Uma delas.... era Ella -ele virou de novo, observando as paredes detalhadas da Igreja. -Ella tem o hábito de decorar livros. Incluindo vários livros importantes, como o Sibylline. Que....-ele continuou antes que eu pudesse perguntar.- são livros de profecias da antiga Roma, que sobraram muitos poucos fragmentos do livro. Ella é a única que leu o livro... que sabemos. -ele deu de ombros.- Pelo jeito... ela não memorizou só esse livro. O seu livro também. E ela recita partes e conta histórias aleatórias. Quando estávamos com ela... ela acabou contando quase tudo sobre a história dos shadowhunters. Mas a história breve que os outros escutaram. Eu estava com ela outro dia, e ela passou a falar do anjo Raziel e contar sobre como se formam shadowhunters, e sobre Valentine e seus experimentos. -ele suspirou e virou para mim. -Perguntas?

-Como ela sabe de experimentos do Valentine? -eu acho que minha cara estava bem ridícula pela surpresa que eu sofri.

-Estavam documentados em um diário. Eu acho... sei lá, eu divagava as vezes quando ela falava sobre isso -ele sentou no banco do meu lado. -Você sabe desses experimentos?

-Hodge nunca....

-Te disse. Entendo. -ele estralou os dedos.

-Ela sabe de tudo?

-E mais um pouco -ele riu.- Os outros não sabem. Você vai ter que recontar a história.

-Acho que podemos fazer isso -eu acabei rindo. Então ouvimos a porta abrir com um barulho bem alto. Era Tina.

-Desculpe...-ela corou de vergonha- Achamos Hodge...-ela forçou a voz.

-Vamos lá -dei um tapa no ombro do Nicholas. -Temos alguém nos esperando.

Notas finais
que demora pra escrever 1200 palavras '-'
caaaboooou õ/